X de Sexo https://xdesexo.blogfolha.uol.com.br A cama é de todos Mon, 22 Nov 2021 13:00:59 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 Enfim, livres? https://xdesexo.blogfolha.uol.com.br/2021/09/27/enfim-livres/ https://xdesexo.blogfolha.uol.com.br/2021/09/27/enfim-livres/#respond Mon, 27 Sep 2021 10:47:55 +0000 //f.i.uol.com.br/hunting/folha/1/common/logo-folha-facebook-share.jpg https://xdesexo.blogfolha.uol.com.br/?p=3215 Por Carmen

Esta semana chegou a minha vez de completar o esquema de imunização contra a covid-19 (claro, ainda preciso de alguns dias até o efeito completo). Confesso que o evento tão aguardado, me fez refletir… Se eu estivesse solteira, seria este o aval que faltava para a vida livre de outrora? Decidi fazer uma pesquisa entre os mais chegados.

 

casal
Crédito da foto Dainis Graveris/Unsplash

 

“Postei a foto da segunda aplicação, logo recebi um inbox. ‘Agora você pode tomar um vinho comigo…’. Esperei um tempo até responder. ‘Posso’. O frio na barriga veio junto com o botão ‘enviar’. Marcamos no sábado, e passei a semana pensando no encontro. Ele abriu a porta do apartamento sorrindo – quem precisa de subterfúgios agora… O beijo aconteceu ali. Quando percebi, já estávamos sem roupa, no tapete da sala. Nada de performances mirabolantes. Nada de pudor. Éramos vinho, suor, gemidos e lágrimas (de felicidade). Gozei três vezes até meu contatinho parar. Gostei da experiência. Nem tão livre a ponto de sair pra jantar, nem tão presa a ponto de não mais deixar de se encontrar. E trepar… Que delícia!”

“A gente se conheceu em um aplicativo de paquera. Ela separada. Eu sem transar há mais de ano, por conta do risco pela minha condição de saúde. Conversamos, o papo evoluiu. Perguntei se ela toparia ficar uma semana sem sair de casa, e depois, fazer um PCR que eu providenciaria por minha conta (em domicílio). Ela topou. Dias depois, o resultado na minha tela: ‘vai ser feliz’. Pontualmente a campainha tocou. Abri a porta meio sem jeito, devo ter perdido o hábito. Servi um drinque. Papo bom. Ela se senta no meu colo, de repente. No sofá. E começa a me beijar. Mixed feelings entre receber o elogio, ter medo de ainda me contaminar, apesar dos cuidados todos, não saber tanto o que fazer – afinal, nada ali estava tão natural ou espontâneo como antigamente. Transamos assim mesmo. Em um misto de tesão guardado, alguma culpa, e um gozo mais rápido que o habitual. Para compensar, convidei-a para um banho e chupei-a longamente. Espero poder repetir a dose – e comer esta mulher de novo, feliz por estar de volta!”

“Tenho este amigo há uns três anos, ou seja, desde antes da pandemia. Nos conhecemos no trabalho e a coisa evoluiu para encontros esporádicos já com alguma intimidade. Transamos duas vezes durante a quarentena, com aquela adrenalina, ao menos da minha parte; topando o risco em troca de uma foda bem dada. Agora não seria diferente. Mas ele me surpreendeu: ‘Cara, esqueci a camisinha…’. Fiz ele me chupar, primeiro os mamilos, descendo pela barriga até meu pau. Retribuí com o mesmo carinho. Quando ele me implorou para entrar por trás, disse para esperar um minuto. Saí da cama lindo, digno de um nude. Caminhei lentamente até a gaveta do armário e saquei a dita cuja. ‘Está aqui, querido, especialmente pra gente’. Não liguei para o sorriso de surpresa frustrada. Coloquei a camisinha no seu pau delicioso, duro, quente e naturalmente vibratório. Apenas uma função já seria suficiente. Prevenir o que se pode sempre é melhor que remediar.”

 

 

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Dia dos Namorados: goze sem moderação https://xdesexo.blogfolha.uol.com.br/2021/06/12/dia-dos-namorados-goze-sem-moderacao/ https://xdesexo.blogfolha.uol.com.br/2021/06/12/dia-dos-namorados-goze-sem-moderacao/#respond Sat, 12 Jun 2021 13:33:17 +0000 //f.i.uol.com.br/hunting/folha/1/common/logo-folha-facebook-share.jpg https://xdesexo.blogfolha.uol.com.br/?p=3179  

Por Carmen

Não importa se você está solteiro, casado, enrolado. Não importa o gênero pelo qual se identifica, sua orientação sexual, se o que te excita é da ordem do romântico, sensual, ultra apimentado. Não importa se está testado, vacinado ou completamente isolado. Seja qual for a realidade, um conselho: você merece gozar!

 

rosas e algema
Crédito da foto Dainis Graveris/Unsplash

 

Hoje, agora, mais tarde, o quanto antes. Junto, sozinho. Uma vez, muitas vezes, todas as vezes. De pé, deitado, sentado, ajoelhado. A seco ou molhado. Devagar, forte, em um ponto concentrado, na cabeça, pelo corpo inteiro. Do jeito que mais gosta, de um jeito inédito…

Goze. Goze. Goze.

Esqueça a TV, o celular, a hora. Acenda uma vela, apague a luz, escolha uma playlist, capriche na automassagem, na troca de carinhos, nos beijos e abraços. Abra um vinho, uma cerveja, tome um chá quentinho. Crie seu ritual, celebre. E faça sexo, de todas as formas – oral, anal, vaginal, virtual. Masturbe-se. Com as mãos, com (todos) seus brinquedinhos, com o travesseiro, com a imaginação.

Pense em mim. Pense em você. Pense em todes que já foram, e em tantos que ainda virão.

Curta a sua companhia, o toque do seu companheiro, companheira, a vibração do seu sex toy, o tecido da cama ou a textura do sofá. Aproveite tudo o que estiver ao alcance da mão, o que for possível, real. Sinta cada estímulo. Dê risada, libere uma grunhida gostosa, chore, fale um palavrão. Faça um nude, mesmo que só pra você. Se olhe no espelho. Diga “eu te amo”, “eu me amo”, “eu amo”. Levante o astral.

E quando estiver exausto, mas com um sorriso bom, adormeça; sem roupa, sem nada, somente entre cobertas. Depois acorde e comece tudo de novo – só por hoje, só agora, só porque você chegou até aqui, neste ponto da jornada, seja qual for. Honre a sua existência.

Por gentileza a você, ao seu corpo e a toda sua história, entenda: sem gozo, a vida não tem graça, viço, criação. Somos todes feitos de carne, energia e prazer, apesar dos pesares. Oxalá esse Dia dos Namorados te inspire! Promete?

 

 

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Uma transa-manifesto https://xdesexo.blogfolha.uol.com.br/2021/06/02/uma-transa-manifesto/ https://xdesexo.blogfolha.uol.com.br/2021/06/02/uma-transa-manifesto/#respond Wed, 02 Jun 2021 18:07:04 +0000 //f.i.uol.com.br/hunting/folha/1/common/logo-folha-facebook-share.jpg https://xdesexo.blogfolha.uol.com.br/?p=3174 Por Carmen

“Transei durante a manifestação”, contou um amigo do meu namorado, referindo-se à sua participação especial nos protestos espalhados pelo país no sábado (29). “Hum, me conta?”, pedi aos dois, excitada com a ideia de um ato de amor pró impeachment e vacinação em massa. Eis o relato.

“Combinei de ir à passeata com dois amigos médicos, e portanto, com o privilégio justo de estarem vacinados. Por segurança, eles me orientaram a fazer o teste dois dias antes, além dos protocolos como uso de máscara cirúrgica, face shield, álcool em gel sempre que necessário… Nos encontramos no local combinado na (Avenida) Paulista, mas para a minha surpresa, a dupla estava acompanhada de mais uma amiga – uma dermatologista de 35 anos, cabelos loiros, aparência impecável mesmo com a máscara, seios generosos, e ainda melhor: solteira!

Seguimos a multidão, repletos das nossas mais engajadas intenções por um governo justo e preparado diante desta crise absurda; as pessoas levantavam cartazes e gritavam palavras de ordem de uma forma tão intensa quanto pacífica. Havia uma excitação no ar. Talvez pela sensação de voltar a ocupar as ruas, talvez pelo fim de tarde de céu azul-rosado típico deste outono paulistano – ou da chuva que caiu mais cedo em São Paulo. Era quase noite quando comecei a me dar conta da simpatia da doutora comigo, e então, do sumiço repentino dos meus camaradas.

 

beijo
Crédito da foto George Coletrain/Unsplash

 

‘Talvez tenham se perdido de nós’, ela disse. ‘Moro aqui perto, podemos ir até lá tentar falar com eles…’, provocou. Dali em diante, minha noção de tempo entrou num eterno presente. Chegamos no apartamento, ainda ao som do grito de urgência das ruas. Sem cerimônia alguma, ela tirou os sapatos, o jeans, e desabotoou a camisa branca, exibindo uma lingerie de renda cor de vinho no corpo deslumbrante, e a N95 no rosto. ‘Sugiro que faça o mesmo’, disse, explicando que preferia não correr o risco de contaminar a casa.

Seus olhos sorridentes encontraram os meus, um tanto atônitos tamanha a gentileza. ‘Se incomoda de tirarmos as máscaras?’, ela prosseguiu. ‘Estou em dia com as duas doses da vacina e os exames’, fez questão de afirmar, revelando o sorriso mais doce e apimentado que eu sonharia encontrar naquele dia. Aceitei o convite.

Olhos nos olhos, sem rodeios desnecessários, eu me aproximei, coloquei as mãos na cintura fininha, desci até a bunda redonda, enquanto comecei a beijá-la. Pescoço, boca, seios. Ainda sorrindo, ela se sentou sobre o balcão da cozinha, as pernas delicadamente abertas. Meu pau pulsava de tesão quando coloquei a ponta dos dedos por dentro da calcinha molhada. ‘Você é tão linda’, eu repetia baixinho, percebendo o regozijo dela diante do reconhecimento. Um cartão de visitas à beleza extrema e ao prazer.

Abri o sutiã, encostei meu peito nos bicos duríssimos dela. Abaixei junto com a parte de baixo e beijei carinhosamente a buceta deliciosa. Pedi que se deitasse sobre a mesa, e então, fazendo carinho nos cabelos e na boca, enfiei meu pau devagarinho, olhando cada reação dela. Segurei firme no quadril, até trazê-la para perto de mim, sentada. Tudo ali transbordava o mais puro desejo; a boca, a vagina, o clitóris, a pele tão macia e aconchegante.

Não sei se passaram horas ou minutos em nossas descobertas. Então, carreguei-a até o sofá. Estava deitado por baixo dela quando a vi gozar. Não demorou, gozei também, fortíssimo, ainda desacostumado a um manifesto tão perfeito pela paz, saúde e amor. Sorte a minha.”

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Hoje só quero prazer https://xdesexo.blogfolha.uol.com.br/2021/05/24/hoje-so-quero-prazer/ https://xdesexo.blogfolha.uol.com.br/2021/05/24/hoje-so-quero-prazer/#respond Mon, 24 May 2021 13:54:34 +0000 //f.i.uol.com.br/hunting/folha/1/common/logo-folha-facebook-share.jpg https://xdesexo.blogfolha.uol.com.br/?p=3170 Por Carmen

 

casal
Crédito da foto Erik Lucatero/Unsplash

“Chego às oito”, leio no celular. Sorrio, pensando que esse seu retorno ao escritório, duas vezes na semana, já tem efeito na nossa rotina. Meses enclausurados, de repente, volta a saudade de estar sempre por perto – sem a exaustão nossa de cada dia.

Entro no banho às 19h, ensaboo todo o meu corpo, toco minha vulva delicadamente, para entrar no clima. Depois, escolho a lingerie que você mais gosta: calcinha fio dental e sutiã transparentes. Coloco um quimono aberto, por cima, só para fazer um charme. Passo perfume atrás do pescoço, entre os seios, abaixo do umbigo. Pontualmente ouço o barulho de chave na porta.

A sala está à meia luz, com algumas velas espalhadas, e rock clássico tocando de fundo. Estou sentada sobre a mesa de jantar, as pernas cruzadas, de frente para você e seu sorriso de surpresa boa. Passados os protocolos todos (tirar os sapatos e a roupa, lavar as mãos), você está nu, o pau duríssimo, o beijo afoito.

Abro as pernas, você desce a minha blusa enquanto coloca a mão direita por dentro da minha calcinha. Estou molhada, e você sabe o que fazer. Em silêncio, puxa a cadeira, se acomoda e começa a me chupar. Eu faço carinho no seu cabelo, gemendo baixinho. “Tira”, eu peço, do jeito que você adora.

Você me vira de costas e entra devagarinho. Não demora, eu viro de frente e sussurro “pode gozar”. Estamos os dois excitados com tamanha quebra na rotina dos últimos meses. Gozamos, juntos. E eu nem preciso pedir… Você pega fôlego e volta a me lamber sem preconceitos. Até que eu goze mais uma, duas, três vezes. Feliz, porque viver e amar nunca foi tão urgente.

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Não experimentei e não gostei https://xdesexo.blogfolha.uol.com.br/2021/03/15/nao-experimentei-e-nao-gostei/ https://xdesexo.blogfolha.uol.com.br/2021/03/15/nao-experimentei-e-nao-gostei/#respond Mon, 15 Mar 2021 17:19:52 +0000 //f.i.uol.com.br/hunting/folha/1/common/logo-folha-facebook-share.jpg https://xdesexo.blogfolha.uol.com.br/?p=3136 Por Carmen

Você não pode dizer que não gosta até provar.

Eu já me vi falando e ouvindo essa frase em tantos contextos e situações.

Para comida, claro, é um clássico.

Parece algo inofensivo e positivo. Você está estimulando alguém a se abrir para o novo, ser flexível, experimentar algo que tem chance de vir a ser surpreendentemente bom.

No sexo, forçar limites, entretanto, pode ser bem mais traumático do que tentar engolir beterraba, sushi ou dobradinha.

 

 

limites no sexo
Crédito da foto Artem Labunsky/Unsplash

 

Leio o depoimento de uma mulher que até topa se fantasiar na cama, mas não gosta que seja para encenações de dominação. O marido não aceita. Ou ela vira uma infratora que merece punição de uma versão fardada dele, ou nada feito.

Lembrei da época em que andava com um grupo de amigos que alardeava para mim como transar sob o efeito de ecstasy era a melhor sensação do mundo e eu estava sendo muito boba em não fazer como eles.

Sim, existem tabus e medos que nos limitam, mas também existe instinto e autoconhecimento. Saber distinguir uma coisa da outra ajuda a sair de situações em que estamos nos sentindo pressionadas ou entrar de cabeça em algo que pode ser incrivelmente prazeroso.

 

 

 

 

 

 

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Sobra tempo, falta libido https://xdesexo.blogfolha.uol.com.br/2020/03/30/sobra-tempo-falta-libido/ https://xdesexo.blogfolha.uol.com.br/2020/03/30/sobra-tempo-falta-libido/#respond Mon, 30 Mar 2020 14:24:54 +0000 //f.i.uol.com.br/hunting/folha/1/common/logo-folha-facebook-share.jpg https://xdesexo.blogfolha.uol.com.br/?p=2894 Por Carmen

Nunca um fator externo afetou tanto minha vida sexual antes.

 

choro
Crédito da foto Pinterest

 

A pandemia de Covid-19 e a necessidade urgente de ficarmos em isolamento têm impossibilitado os encontros e prejudicado as relações pelo excesso de convivência. Porém, para muita gente, eu incluída,  há um impacto psicológico mais sutil, mas igualmente triste: a falta de libido. Podemos ter o ser amante disponível ao lado, confinado com a gente o dia todo, com mais tempo disponível e a energia vital represada entre quatro paredes, mas e a vontade de transar? Estamos receosos, preocupados, deprimidos para isso.

Eu fiz pouquíssimo sexo nas últimas duas semanas. Bem menos do que a rotina permitiu. No fim de semana, estávamos na cama, conversando, quando eu interrompi a frase dele e disse: “A gente precisa transar. Não podemos sucumbir”. E transamos. E como foi difícil de engatar. Dá-lhe gel lubrificante. Ele veio por cima, porque sabe que eu gosto, e me beijou muito, porque sabe que eu adoro.

Por alguns minutos, foi bom, me senti viva. Quando gozei, desabei no choro. Não é a primeira vez que chego ao clímax, me desarmo e me entrego às emoções mais latentes. Em inglês, chamam isso de crygasm (chororgasmo, na minha adaptação). Isso costumava acontecer quando o prazer era tão intenso, a conexão tão forte, eu extravasava. Dessa vez, foi diferente.

Ele, diante da minha reação inesperada perguntou o que tinha feito de errado. Eu respondi, daquele jeito nada sexy de quem está fazendo careta e fungando, que ele era maravilhoso, o momento que foi de catarse para mim.

É isso. O sexo pode ser catártico, pode curar, libertar mesmo no confinamento. Transe com seu parceiro, com seu brinquedo sexual, com você mesmo. Não podemos desistir do sexo.

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Como falar de sexo, se tudo que se comenta é coronavírus? https://xdesexo.blogfolha.uol.com.br/2020/03/17/como-falar-de-sexo-se-tudo-que-se-comenta-e-coronavirus/ https://xdesexo.blogfolha.uol.com.br/2020/03/17/como-falar-de-sexo-se-tudo-que-se-comenta-e-coronavirus/#respond Tue, 17 Mar 2020 11:57:29 +0000 //f.i.uol.com.br/hunting/folha/1/common/logo-folha-facebook-share.jpg https://xdesexo.blogfolha.uol.com.br/?p=2887 Por Carmen

Ontem à noite transei. De ladinho. Sem beijo. Sem culpa.

Foi em casa, depois do banho. E dormi bem depois. Se a última atividade do dia tivesse sido o que fiz praticamente o domingo todo, a leitura do mar de conteúdo que está sendo compartilhado, publicado e comentado sobre o coronavírus, provavelmente teria vindo uma baita insônia. E noite mal dormida derruba a imunidade. O estresse, por medo e incerteza, eleva o cortisol e, por consequência, a imunidade vai ainda mais pro saco. Prato cheio pra pegar o que seja, de candidíase a um vírus em caráter de pandemia.

 

Crédito da foto Pinterest

 

Talvez o sexo – caseiro, trivial, sem saliva – não seja de todo ruim na quarentena. Sim, contato íntimo deve ser evitado, dizem médicos e especialistas, mas, em tempos de confinamento, angústia e depressão, precisamos de alívio, de fontes de prazer. É o que eu acho hoje, mas tudo está mudando muito rápido. Há uma semana, não imaginaria que coisas tão prosaicas como beijar na boca ou ida à balada, estariam canceladas por tempo indefinido.

Aqui no home office, encaro a tela no notebook e penso em chamar uma amiga no Whatsapp para perguntar: dá para escrever sobre sacanagem quando o clima está ficando cada vez mais tenso? A leveza é bem vinda, as piadas assossegam um pouco a sensação de caos ao redor da doença que toma o mundo, mas para esta blogueira de sexo:

  1. Fingir que nada está acontecendo é pior que fingir orgasmo. Afinal, a vida de todos nós está sendo afetada e, se ainda não chegou, vai chegar nas atividades sexuais;
  2. Falar de KY quando todo mundo só fala de álcool gel parece alienação e mau gosto;
  3. Esse espaço não foi criado para textos sobre algo tão broxante (e perigoso).

Portanto, se deixar de escrever, escolher qualquer outro assunto ou entrar no tema pra valer não são opções, me resta apenas fazer sexo, com as devidas precauções.

PS. Dedico à minha amiga que namora a distância e vai ficar sem sexo. Gente, se vocês podem fazer, aproveitem!

 

 

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Vestígios do seu sexo em mim https://xdesexo.blogfolha.uol.com.br/2019/01/30/vestigios-do-seu-sexo-em-mim/ https://xdesexo.blogfolha.uol.com.br/2019/01/30/vestigios-do-seu-sexo-em-mim/#respond Wed, 30 Jan 2019 16:18:30 +0000 //f.i.uol.com.br/hunting/folha/1/common/logo-folha-facebook-share.jpg https://xdesexo.blogfolha.uol.com.br/?p=2578 Por Dolores

Ainda não consegui decidir, amante meu, se o momento mais difícil de separação entre mim e você é aquele em que o vazio se abre, depois que você sai de dentro de mim, ou se é aquele, passadas horas e horas dessa desconexão, quando retomo meu corpo só para mim, e surgem nele vestígios seus.

São propositais? Há um planejamento, um cálculo, uma execução de metas?

Você determina, por exemplo, o ponto exato da mordida mais doída que vai dar no peito, de modo que a marca roxa seja, em escala exata, uma reprodução ampliada do diâmetro do meu mamilo?

 

casal
Crédito da foto Pinterest

 

E o arranhão da barba na virilha e coxas: premeditado? A lâmina abandonada por três dias seguidos, o movimento circular com força quando passa pelas minhas carnes mais macias, é tudo porção de um plano complexo que prevê que eu me lembre da sua língua e lábios toda vez que olhar para baixo ou vestir minha calcinha?

Se são feitos voluntários, não há nada mais que eu possa dar a você do que parabéns. Porque funciona. Funciona bem. Causam saudade imediata, carência absoluta, angústia irremediável e tesão por imaginar que em muito breve vou ver você de novo, e sua dança irresponsável em busca de evidências vai me envolver outra vez, me grifar, sinalizar que é pequena a chance de completude quando você – ou seus pedaços – não estão.

Hoje, foi no banho que você voltou para mim, amante meu.

Com a ponta dos dedos, cavei meus pelos e lá encontrei os pelos seus (caracóis que tanto amo, lembra, meu bem?), e escorreguei tudo para dentro de mim até alcançar o buraco macio em que dormia, ainda quente, o gozo que você derramou na última noite enquanto segurava firme meu quadril em direção ao seu.

Aliás, amante meu, repare nas suas mãos agora: deve haver um fio de cabelo enrolado nelas, vestígio meu também daquele exato momento, quando uma trança jazia presa entre o seu indicador e o polegar. Acho que até mesmo a submissão é capaz de deixar marcas de amor em alguém.

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Quando direita x esquerda chega no sexo https://xdesexo.blogfolha.uol.com.br/2018/11/01/quando-direita-x-esquerda-chega-no-sexo/ https://xdesexo.blogfolha.uol.com.br/2018/11/01/quando-direita-x-esquerda-chega-no-sexo/#respond Thu, 01 Nov 2018 21:08:51 +0000 //f.i.uol.com.br/hunting/folha/1/common/logo-folha-facebook-share.jpg https://xdesexo.blogfolha.uol.com.br/?p=2516 As eleições já são história. Temos um novo presidente eleito. Fez-se a vontade da maioria. Mas a polarização não deixou de existir do dia para noite só porque o último voto da última urna foi contabilizado. A sensação de que existem “nós” e existem “eles”, se mantém. E, sem querer alimentar estereótipos e ânimos arraigados, vejo que isso se reflete, sim, na maneira como cada um encara a sexualidade.

De um lado, o corpo é político. Mostram-se os seios para protestar. Reivindica-se a liberdade de amamentar em público, de abortar, de transar com quem quiser e de se proteger de quem não é bem-vindo. Afirma-se o direito de ser homem, mulher, cis, trans, hetero, homo ou um mix de tudo.Do outro, fica o lugar onde nasceram expressões como “pouca vergonha”, “lugar de mulher”, “fraquejada”, “merecer ou não ser estuprada”. Educação sexual vira doutrinação, “kit gay” vira assunto. Livros são desprezados. Onde vamos “vivenciar novas experiências, aprender a analisar as pessoas, obter conhecimento, divertir-se infinitamente”, como diz Ruth Rocha, se não com a leitura? E leia de novo essas frases. Tudo isso não é fundamental na formação de um ser sexual?

 

Crédito da foto: Pinterest

 

Tenho uma comichão em dizer que pessoas de esquerda transam melhor que as de direita. Mas seriam palavras irresponsáveis. “O único cara de direita com quem transei foi incrível”, diz uma amiga, depois de me acusar de estereotipar. “Você é cheirosinha e até se depila!”, zoa meu namorado, destruindo preconceitos em relação às minhas tendências eletivas. E a colega Dolores revela: “O cara de centro com quem venho trepando é a melhor coisa que já experimentei.”

Então, vamos combinar, quando o assunto é sexo, vamos focar nos movimentos de esquerda e direita dos quadris  — com o bônus de progresso e retrocesso dos genitais.

 

 

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Um vibrador para chamar de meu https://xdesexo.blogfolha.uol.com.br/2018/09/06/um-vibrador-para-chamar-de-meu/ https://xdesexo.blogfolha.uol.com.br/2018/09/06/um-vibrador-para-chamar-de-meu/#respond Thu, 06 Sep 2018 19:14:20 +0000 //f.i.uol.com.br/hunting/folha/1/common/logo-folha-facebook-share.jpg https://xdesexo.blogfolha.uol.com.br/?p=2471 Por Dolores

É Dia do Sexo, viva, hora de celebrar, quero ver todo mundo gozando e, na parte que me toca, digo que comemorarei da maneira com que mais estou acostumada a transar: sozinha. A gente sabe que sexo a dois é uma delícia, óbvio, mas somos todos adultos e cientes de que, na maioria das vezes, a disponibilidade do outro nem sempre é proporcional ao nosso tesão.

É aí que entra a masturbação – aí e na parte em que, ainda que exista alguém querendo me comer, amo profundamente bater uma siririca. E, nesta cruzada, sempre me foram fiéis escudeiros os dedos das mãos, o chuveirinho no banheiro e um ou outro brinquedo vendido no sex shop. Mas faltava aquela ajuda efetiva, infalível.

E ela chegou. Em uma tarde de semana, embalado em uma caixa discreta, um vibrador diferente dos que eu conhecia me prometia sensações inéditas. A aparência não era das mais convidativas: o Volta, da Fun Factory, lembra um daqueles aspiradores de pó manuais a pilha que a avó da gente usava para recolher migalhas de cima da mesa depois do almoço.

volta
Crédito da foto: Pinterest

Em uma extremidade, um cabo confortável de segurar, com um orifício no qual os dedos se acomodam bem próximos aos botões de controle. Na outra, duas linguetas feitas de silicone macio formam algo como uma versão charmosa do bico de pato usado pelo ginecologista para espiar o nosso colo do útero.

A ideia, diz o fabricante, é focar no clitóris. Até dá para passar o Volta nos mamilos, grandes lábios etc, mas o barato mesmo é usar aquelas seis velocidades diferentes das duas pontinhas para esculachar o grelo o máximo possível. E, amizades, é preciso dizer que o negócio realmente funciona.

É gostoso, por exemplo, assistir a um pornôzinho com o vibrador na velocidade mais tranquila do créu, suave, esperando o tesão crescer. E, conforme o clima vai esquentando, clicar no botão com o sinal de + para que a festa comece. O Volta é tão poderoso que, até agora, não consegui, por exemplo, investir em sua velocidade máxima. O mais forte que suportei foi encaixar o clitóris entre as duas línguas e correr para o abraço.

Ele é recarregável por meio de um cabo USB, com dois pontos magnéticos, e a bateria evolui até que rápido – em coisa de três horas na primeira carga já consegui usar, depois, por uma somatória de mais de 30 minutos, em ocasiões diferentes. Outro ponto extremamente positivo é o silêncio: mesmo que em sua velocidade mais frenética, o Volta é quietinho e passa despercebido. Dá para usar, por exemplo, em um cômodo de porta fechada e ninguém lá fora vai desconfiar.

E, já que nenhuma mulher é uma ilha, eu obviamente também quis ver qual era a do vibrador em situações sociais. Seu formato esquisitão em um primeiro momento acaba virando uma vantagem porque desperta a curiosidade dos boys. O que convidei para testar comigo primeiro teve o próprio pau e saco massageados, e achou a experiência tão gostosa que quase precisei arrancar meu brinquedo da sua mão – já tinham se passado 15 minutos e eu estava excitada para ver outras possibilidades.

Deixei-o no controle do Volta, depois que já tínhamos transado e gozado, de modo que não seria como é naquela primeira vez sempre mais fácil e mais rápida de se atingir o orgasmo. Ele passou as pontinhas por toda a minha xoxota, alternou velocidades, e, quando encontrou aquele lugarzinho especial, pedi que ficasse e esperasse. Dito e feito: é, realmente, o melhor vibrador que já testei até hoje.

FUN FACTORY VOLTA

Preço médio: R$ 700

Avaliação: XXXX

A partir desta coluna, o X de Sexo vai publicar, além das tradicionais colunas, avaliações de produtos eróticos. Acompanhe os textos e confira sempre no pé o ranking.

X: RUIM

XX: REGULAR

XXX: BOM

XXXX: ÓTIMO

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