Flagra de filho não é o fim do mundo

“Carmen, não tenho coragem de contar para ninguém o que aconteceu esta manhã. Pode parecer banal para alguns, ou chocante para outros, tudo depende dos valores, da história de vida, do olhar conservador ou liberal. Mas acho que você pode me entender. Pego, em um ou outro post seu, a ideia de que temos mais ou menos a mesma idade, enxergamos o sexo da mesma forma e que você não é uma mulher cheia de julgamentos.

 

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Crédito da foto Pinterest

 

Meu namorado chegou de viagem ontem à noite e veio dormir em casa. Meu filho de sete anos já está acostumado com a presença eventual dele em casa, inclusive para dormir. Era pouco depois das 6 horas desta manhã e, ainda sonolentos, eu e meu namorado começamos a nos enroscar na cama. Uma mão na bunda, um ‘cheiro’ no pescoço, corpos colados, o pau duro dele contra o meu quadril. Quando isso acontece, geralmente faço um pause e tranco a porta, mas desta vez, não tinha certeza que íamos acabar fazendo sexo. Já havíamos matado a saudade na noite anterior, com uma sessão bem longa, com muitas preliminares e prazer intenso. E é comum nos alisarmos e nos enrolarmos um no outro pela manhã e ficar por isso mesmo. Apenas uma namoradinha, sem realmente transar. Mas acho que os dias separados haviam nos deixado mais acesos, e logo fui pra cima dele, sem tirar a camisola nem a calcinha. Ele também só abaixou os shorts do pijama e me penetrou.

Ficamos no movimento gostoso e depois de uns minutos comecei a gozar. Estava no meio das ondas de prazer quando percebo meu namorado virando o corpo, saindo de dentro de mim. Por um instante, achei que ele estava com medo de gozar dentro, já que estávamos sem camisinha. Mas ele falou firme, ao meu ouvido, o nome do meu filho. Quando olho para o lado, vejo a porta aberta e meu filho parado ali: “O que está acontecendo, mamãe?”.

Fui rápida. Estar vestida e ainda protegida pelo edredom me deu presença de espírito. Inventei a história menos esdrúxula que consegui pensar para justificar estar em cima do ‘tio’ e gemendo: ‘estou com dor e fui pegar o remédio no outro criado-mudo’. ‘Dor aonde?’. ‘Er…na barriga…Mas e você, já escovou os dentes? Tá com fome? Quer Nescau?’

A sorte foi ele ter apenas sete anos, não ter ideia de que relação sexual existe, e nós não termos tirado a roupa para transar. Não ouve flagra de corpos nus. Mas o mais estranho é que a culpa que eu normalmente sentiria, não veio. Estou encarando com leveza. Durante muitos anos, tive uma vida sexual inexistente com o pai do meu filho. Hoje estou feliz, redescobrindo o sexo. Em vez de ficar me perguntando se meu filho ficou traumatizado pelo que viu, se eu fui irresponsável e leviana, prefiro assumir que esse tipo de coisa pode acontecer na vida de uma mãe sexualmente ativa — e um pouco levada.”

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