5 TED Talks sobre sexo para assistir já

carmen

Em uma só tarde, dei boas risadas com a exposição das ridículas metáforas esportivas usadas pelos norte-americanos quando falam de sexo; anotei cada frase de uma psicóloga sobre desejo sexual em casamentos longos, refleti sobre o universo da prostituição e entendi um pouco sobre como a sexualidade é encarada no Oriente Médio moderno.

Ao fim, criei esta lista de incríveis palestras TED para assistir já. É muito sexo com conteúdo e conteúdo sobre sexo, vale a pena para quem gosta da coisa!

 

1. O segredo do desejo em um relacionamento duradouro 

Essa apresentação captou toda a minha atenção. Porque eu já vivi algumas relações ótimas que acabaram quando havia amor, mas não havia mais tesão. E isso independe se temos 20 ou 50 anos, se o status é de casamento ou namoro. A psicóloga belga Esther Perel começa perguntando: “Por que o bom sexo geralmente desaparece, mesmo em casais que continuam a se amar tanto? Podemos desejar o que já temos? Ela tenta responder essa equação que não parece fechar com pesquisas que apontam alguns caminhos em comum sobre como a novidade, a aventura, o mistério e a surpresa podem existir e, acima de tudo, coexistirem com a nossa necessidade de segurança, previsibilidade, proteção, dependência, confiança, permanência.

 

2. The truth about unwanted arousal (A verdade sobre excitação involuntária) 

Se tem algo que ajuda a gente a entender sexo – além de fazer, fazer, fazer – é a maravilhosa ciência. Este TED é novinho em folha, ainda não tem legendas em português, mas vai responder aquela pergunta que você se faz desde os 16 anos ou menos. Emily Nagoski, educadora sexual, explica em termos bem didáticos algumas características do cérebro que elucidam o que os pesquisadores chamam de “discordância de excitação” – ou seja a falta de relação entre a subjetiva sensação de prazer e desejo com a resposta fisiológica. A verdade é que é totalmente normal você estar super a fim de transar, mas não estar molhada ou com ereção. Segundo estudos, a relação do fluxo de sangue nos genitais e a experiência de excitação é apenas de 10% a 50%. Ou seja, se o cara “falha”, não significa que ele não te quer. Se o adolescente se excita no meio do jogo de futebol, ele não é um tarado. Se sua mulher quer transar, mas falta lubrificação, acredite nela — e compre um lubrificante. Não é fantástico?

 

prostituição
Crédito da foto Pinterest

 

3. As leis que as profissionais do sexo realmente querem 

Como diz a palestrante Toni Mac: “se vocês se importam com a igualdade de gêneros, pobreza, migração ou saúde pública, então os direitos da profissional do sexo importam para vocês”. Garota de programa e ativista, ela mostra por que a criminalização, completa ou parcial, ou até mesmo a legalização da prostituição não funcionam nem para acabar com a prática de se pagar por sexo nem para proteger as mulheres de exploração ou violência. Ela cita o exemplo da Nova Zelândia, que em 2003 criou uma legislação a partir de conversas com as profissionais. Desde então, não houve aumento da prostituição, e o trabalho é desempenhado de forma mais segura para todos os envolvidos.

 

4. Uma história pouco contada sobre sexo e sensualidade 

Shereen El Feki escreve sobre sexualidade e mudanças sociais no mundo árabe. Em sua palestra, ela lembra que se quiser realmente conhecer um povo, comece olhando dentro de seus quartos. Apesar da rica tradição no Islã de se falar abertamente sobre os prazeres do sexo, com uma literatura milenar sobre o assunto, o conservadorismo social, cultural e político do Oriente Médio deixa o cenário do sexo nos países árabes muito parecido com o que Ocidente era antes da revolução sexual: “dois pesos e duas medidas entre homens e mulheres, o sexo como motivo de vergonha, o controle da família restringindo as escolhas individuais, e um enorme abismo entre aparência e realidade: aquilo que as pessoas estão fazendo e aquilo que elas estão dispostas a admitir que fazem, e uma relutância generalizada em ir além dos sussurros privados, para uma discussão pública séria e sustentável.”

 

5. Sexo precisa de uma nova metáfora, aqui vai uma… 

Al Vernacchio, com humor, lembra que o beisebol é a metáfora cultural dominante que os americanos usam para pensar e falar sobre a atividade sexual. Ele cita todo o jargão em inglês que parece estar ligado ao beisebol, mas que, na verdade, tem a ver com transar. “Este modelo de beisebol é incrivelmente problemático. É sexista. É heterossexista. É competitivo. É centrado no objetivo. E não tem como resultar num desenvolvimento saudável da sexualidade para jovens ou adultos. Assim, precisamos de um novo modelo”, comenta o educador sexual. Ele propõe usar outra metáfora: pizza! Afinal, comemos pizza quando estamos com vontade. “Quando nos reunimos com alguém para comer pizza, não estamos competindo com eles, estamos buscando uma experiência para compartilhar que é prazerosa para ambos, e, quando vocês se reúnem para comer pizza com alguém, qual a primeira coisa que fazem? Vocês falam sobre o assunto. Vocês falam sobre o que querem. Vocês falam do que gostam.”

 

 

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