Ser bom pai é sexy

A ex-mulher de um amigo encanava que outras o cobiçariam se ele fosse ao mercado levando o filhinho no canguru.

Na seção Sex Diaries, do site “The Cut”, da “New York Magazine”, recentemente uma mãe de 39 anos revelou ter fantasias eróticas com o diretor da escola onde trabalha e uma das razões para o interesse foi que ele ser atencioso e legal com os alunos.

Eu mesmo lembro de ter vivido a situação de observar por longos minutos um moço na praia, brincando nas ondas com seu filho de dois ou três anos. O corpo definido, a bundinha sexy na sunga, claro que ajudaram a captar minha atenção. Mas ele seria mais um bonitão das areias do litoral norte paulista se não fosse a maneira como carregava o garotinho nos ombros. Fiquei atraída.

 

pai na praia
Crédito da foto Pinterest

 

Não digo que exista uma horda de mulher com tara nos pais da pracinha, do shopping, da porta da escola. Mas o elemento paternidade tem um apelo direto no baixo ventre de algumas mulheres, do mesmo jeito que barba ou terno e gravata mexem com o tesão de outras. Seria nosso primitivo instinto de fêmeas em busca de um acasalador, procriador qualificado, ou esse desejo é construído socialmente no cosmos heterossexual?

Eu apostaria na segunda opção, porque o contrário, o estereótipo das mães no universo sexual é carregado de uma misoginia que vem da construção do papel histórico da mulher na sociedade. É só pegar a categoria MILF no pornô (sigla em inglês para a expressão “mães que gostaríamos de foder”), que não tem nada a ver com maternidade. Mães, nesse contexto, significam mulheres mais velhas, que não são mais ninfetas.

E o que dizer das mulheres que revelam no Tinder ou nos primeiros encontros, mesmo que sejam apenas casuais, que têm filhos? Em vez de atrair, elas costumam repelir sexualmente os interessados. No sexo, paternidade é feromônio, e maternidade é chulé, bafo e cecê –  tudo junto.

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