Quem tem medo de mordidas e chupões?

Eu não sou muito de mordidas. Tapinha sim, mas dentadas doem de um jeito que não me excita. Porém, às vezes, no calor da transa, quando o tesão está nas alturas, eu até recebo incisivos e caninos na minha carne com uma dose de prazer.

Esta semana, durante uma transa bem animada, Diego me marcou no ombro. Não foi a primeira vez. Assim como eu já deixei caminhos sinuosos por suas costas com as minhas garras. No dia seguinte, é batata: a pele clara de ambos estampa despudoradamente os roxos, esverdeados, amarelados e vermelhos: os nossos tantos tons, nada cinzas.

 

Crédito da foto Pinterest

 

Eu tinha 16 anos quando fui fazer intercâmbio nos Estados Unidos. Saí de um pequeno colégio de elite paulista para uma grande escola pública californiana. Foi a primeira vez que convivi com adolescentes grávidas. Tinha a sensação que as minhas colegas gostavam de exibir, naquele ambiente, provas ostensivas de que eram sexualmente ativas. As que não tinham o barrigão para pavonear, faziam questão de não esconder as manchas nos pescoços, às vezes três ou quatro apenas no espaço entre a gola da blusa e o queixo. Era a forma de mandar a mensagem: “Me diverti ontem. E você?” Eu, ainda virgem, só observava, e aprendi como se diz chupão em inglês antes de muitas outras palavras importantes do dicionário Oxford.

Claro que quando tive a oportunidade, fui testar em um pescoço alheio como fazia para deixar a marca. Descobri que é mais legal dar um chupão do que receber. Mesmo assim, os chupões ficaram lá nos anos 1990 para mim. Pensando bem, talvez role uma sessão nostálgica adolescente hoje…

 

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