O ponto da carne é fundamental

Por carmen

Certa vez, falei para um cara mais velho com quem eu transava que achava que havíamos passado do ponto do tesão, que nosso sexo estava esfriando.

Ele respondeu, malcriado: “O que passa do ponto é bife.”

 

casal sexy
Crédito da foto Pinterest

 

Talvez meu amante tivesse razão naquele momento, o problema ali não era esse, mas eu ainda acho que carne tem ponto certo. E a receita do sexo não envolve, acima de tudo, a carne? Os pratos principais não são nossas maminhas, chuletas e linguiças (perdão, não resisti à infâmia)?

Voltei a pensar nisso quando comecei a refletir sobre práticas, toques, fantasias que costumam excitar geral, mas, que para mim, não são tudo isso. Falarei disso em um próximo texto.

Mas antes, vou falar do segredinho da suculência da carne (vale pros machos também? Contem!). Mais do que gostar ou detestar lambida na orelha, chupada no clitóris ou dedos na vagina, a questão é o ponto.

Para essas coisas, é preciso estar aquecida. Tipo, deixar a frigideira esquentar um pouco, antes de selar o bife, sabe? Se for antes da hora, faz cócegas, dá aflição, dói. A carne vira sola.

Amo muito tudo isso, mas existe timing. Se não, não apetece. Para mim, o mise en place inclui beijos na boca, na nuca, nos seios. Pélvis grudadas, palavras safadas. E para você?