Um jogo de palavras safadas para entrar no clima

Por carmen

Tenho reclamado com Michelle, minha companheira infalível para bate-papos safados semanais, de como as histórias de sexo contadas entre amigas andam chatérrimas. Nada muito novo, nada muito picante, parece que, afinal, a Depressão Brasileira contaminou nossas camas, nossas xanas, nossos pintos ­– nossas fodas criativas, afinal.

Foi então que resolvemos brincar de uma espécie de palavras-cruzadas. Uma falaria o significado completo de alguma prática sexual específica e a outra teria de acertar o nome. A ideia era testar nossos conhecimentos luxuriosos e avaliar como anda nosso repertório – prático e intelectual, é claro. Ao final, quem vencesse pagaria para a outra a diária do motel, com a missão de exercitar uma das definições mais incomuns com algum parceirx sexual.

Um, dois, três e já. Bati o sino na mesa primeiro.

 

Crédito da foto: suckmypixxxel.tumblr.com

 

– Mi, duvido que você saiba ao menos um dos nomes próprios pra limitar o oxigênio e potencializar o prazer da masturbação.

– Essa é fácil!  Fazer um “choke” em alguém? Autoasfixia, Morte Autoerótica ou Asfixia Erótica. O nome em inglês vai de brinde.

Dei uma risada. Michelle resolveu roubar: a vi olhando o Google do celular, buscando a expressão menos usual possível, só pra me provocar.

– Minha vez. Vou fazer o contrário. Falo o nome e você dá a definição: “catena”.

Enrolei, pedi algo ao garçom enquanto procurava a definição no celular posicionado debaixo da mesa. Só vinha “cadeia” como tradução do italiano. Usei minha habilidade com as palavras e mandei ver no “embromation”.

– É uma espécie de sexo grupal, formando uma cadeia, no sentido de conexão. A palavra vem do latim.

Sem ter a mínima ideia, acabei acertando.

– Ah, vá! Essa quem acertou foi a sua astúcia, não a sua prática.

Bem, se ela tivesse prestado atenção nas minhas 9 verdades e 1 mentira sexual, ela se lembraria que já transei com duas pessoas ao mesmo tempo.

– Sexo grupal, não sexo com duas pessoas. Sexo grupal daqueles dignos do Império Romano, em que se formava uma corrente de pessoas praticando algo no outro enquanto era comido ao mesmo tempo.

Nem eu, nem ela tínhamos feito algo assim.

A noite foi divertida. Entre algumas taças de vinho e petiscos, falamos sobre a prática de “creampie”, o sexo “havaiano”, a “menofilia” que nem toda mulher aprecia, a divertida “merkin”, da “pogonofilia” em fartura com tantos lenhadores na praça, até chegar ao “cuckhold” esse apelidinho usado pelos gamers.

Saímos do bar excitadas, embora prontas pra um papai e mamãe bem feito.

Apresente novas palavras para a gente – e novas práticas também. O e-mail é carmenfaladesexo@gmail.com