Quantos carimbos tem o seu passaporte sexual?

Por carmen

Ler a continuação do relato da “volta ao mundo em 20 paus” do Fernando é equivalente a sentar numa mesa de bar com ele e deixar-se levar pelos estereótipos sem julgamento, rir, ficar com vontade de pegar o primeiro avião e se jogar em uma aventura sexual bem longe de casa.

“Passados mais de dois anos vivendo no exterior, posso dizer que experimentei, no mínimo, 20 nacionalidades. Ao que me lembro, provei: alemão, americano, argentino, colombiano, cubano, escocês, espanhol, filipino, francês, grego, húngaro, inglês, israelense, italiano, jordaniano, letão, libanês, maltês, polonês, sérvio, sírio e turco. Ufa!

Se você já ouviu falar da boa pegada dos italianos, saiba que é verdade. Esses estão no topo da minha lista. Eles adoram brasileiros e vice-versa porque são os que mais se aproximam da nossa latinidade, até mais que os espanhóis. Mesmo que você não entenda, ouvir o italiano sussurrando no seu ouvido enquanto você aprecia um belo dum cazzo é uma experiência que supera qualquer iguaria culinária italiana. Em uma viagem a Roma, cheguei a receber mais de 100 mensagens em um período de duas horas. Não tô brincando, não.

Alemães também são incríveis, mas os melhores mesmo estão em Berlim, que está simplesmente abarrotada de gays. Mas ali a pegada é hard, BEM hard. Eu amo pornografia, e sempre assisti a filmes pornôs vindos de lá e ficava fascinado com a liberdade sexual e a perversão sem limites que eles têm. Em Berlim é você que impõe os limites, senão vai longe. E ali posso dizer que provei de tudo, exceto aquilo que realmente não era para mim. Alemães adoram couro, vinil, S&M e fist fucking, que via muito nos filmes. Essa foi a experiência mais surreal que tive. Ninguém colocou uma mão inteira em mim (não teria tanta flexibilidade, nem se fizesse anos de ioga), mas minha mão foi a fundo num alemão que urrava de prazer. Para mim, nada demais, apenas uma experiência extra. E foram diversas outras: sexo no meio da pista de dança, sexo com dildos, grupos, com os pés (sim, com os pés é possível fazer algumas coisas), enfim, foram tantas que quando surgia um convencional até achava estranho.

Escoceses são surpreendentes também, e é incrível ver como eles conseguem manter uma boa atividade sexual mesmo depois de litros de álcool (como bebem!), e são melhores que os vizinhos ingleses, ao meu ver. No entanto, não são muito atraentes para mim. Eu já fui do perfil que gostava de gringos loirinhos e branquinhos, mas foi só mudar para a Europa que percebi que meu gosto é muito mais amplo e meu tesão mesmo está nos homens do Mediterrâneo e nos do Oriente Médio. Não há nada mais sexy para mim do que um homem de cabelos escuros, sobrancelhas grossas, cara quadrada, pele bronzeada… E os gregos saem à frente. Li recentemente que a Grécia é o país mais sexualmente ativo em todo o mundo. Conheci alguns, e tive o prazer de provar uma iguaria rara: um grego ruivo. Quando ele me disse que era de lá, não pude acreditar, pois para mim era alemão ou britânico, mas a pegada grega é espetacular. Porém, o beijo grego não é a especialidade deles: quem manda bem nisso são os franceses. A pegada francesa não é tão boa quanto a italiana ou a grega, mas eles sabem ser tão perversos quanto os alemães. E sentem muito tesão no cu, pois a maioria quer ficar de quatro para levar uma linguada. E se quer pegar um francês com pegada MESMO, procure um do sul. Pelo menos as minhas melhores experiências foram de abaixo de Paris.

 

Crédito da foto eroticmalephotography.tumblr.com

 

E já que falei do Oriente Médio… E os árabes? Pois bem. Esses são um dos que mais me atraem fisicamente. Confesso que também gosto de assistir filmes com temática árabe. Uma coisa que eu não sei se é mito ou foi só uma experiência minha é que o tamanho do pau dos árabes – não é aquilo que eu imaginava. Estive com um libanês delicioso e com uma pegada incrível, mas o tamanho do pau era médio. O mesmo com os jordanianos que conheci. Em relação aos árabes, é 8 ou 80: são excelente ou muito ruins. Um dos jordanianos era muito ruim, coitadinho, ele ficava com a boca aberta fazendo círculos com a língua, e nem um boquete direito ele fazia. Claro que dei uma reviravolta que assustou o moço de tal forma que ele nunca mais respondeu as minhas mensagens.

Já os turcos… O último que conheci foi um de 1,92m  de altura, que também não era bom de beijo, mas quem se importa quando se tem um turkish delight de quase dois metros na sua cama, tão grande que nem cabia inteiro nela? Por mais que a Turquia seja conservadora com a homossexualidade, os gays de Istambul, pelo menos, conseguem se divertir. E o pau turco é maior que o libanês ou jordaniano.

Já o sírio foi uma grande surpresa. Ele tinha uma certa dificuldade em se expressar no inglês e era meio relutante em trocar fotos (sem um número mínimo de fotos não rola), mas ele acabou cedendo e mandou algumas. Uau. Lindo. Chegou muito desconfiado e não sabia o que fazer, e eu aos poucos fui desinibindo a pessoa até que, de repente, eclodiu um furacão sexual árabe, com direito a posições das mais diversas. Quem diria.

Ainda quero aproveitar mais. Tenho planos de usar o Grindr quando fizer um passeio pela Escandinávia, para usufruir daqueles loiraços lindos e grandes. Ouvi dizer que os suecos são sucesso no tamanho do pau. E por falar em tamanho, eu me surpreendi com um mocinho da Letônia que encontrei poucas vezes. Além de grande, tinha um pau cinematográfico. Até pedi uma foto e guardei de recordação. Pena que nunca mais o vi.

Pensando em todas essas experiências geográficas que estou tendo, fica difícil querer voltar para o Brasil… Eu adoro a pegada brasileira, principalmente dos cariocas, mas uma vida sexual multiétnica ainda é muito mais divertida e interessante. São rostos, corpos, gostos e membros diferentes, e cada um com o seu jeito peculiar de ser, de fazer e sentir. Quer pegada boa? Procure um italiano. Quer perversão? Busque um alemão ou francês. O convencional? Escolha um de Malta (onde moro atualmente). O importante é experimentar. E eu farei isso o máximo que puder, pois ainda quero experimentar a África e mais das arábias.”

Quero continuar viajando, mais alguém pra contar uma aventura internacional pra carmenfaladesexo@gmail.com?