Experimente algo novo no Carnaval

Por carmen

Ah, o Carnaval…Chovem histórias como confete e serpentina…

“Estava eu sentado no meio fio depois de uma balada de carnaval. Eram 4h da manhã
e tinha sido gentilmente expulso do local por causa do horário. Era uma balada de
salsa e todo aquele movimento de corpos tinha me deixado animado. Mesmo assim,
saí no zero a zero.

Estava sem cartão e logo percebi que tinha gastado todo meu
dinheiro comprando drinques, inclusive o dinheiro do táxi. Era uma época pré-Uber
e precisava de dinheiro para voltar para casa. Já tinha me convencido de que iria
esperar o transporte público abrir em duas horas. Sem muito o que fazer, fiquei
sentado mexendo no celular, sem muita perspectiva. Estava um friozinho gostoso,
típico daquele que geralmente aparece nas altas horas.

Depois de alguns minutos esperando, um carro parou. Era um táxi. Pediu para eu me
aproximar e perguntou se eu estava esperando transporte. Respondi que sim, mas
tirei as moedas do bolso e disse que não tinha como pagar. Tinha uns R$ 6 em
moeda. Senti uma certa vibe no cara e já imaginei milhões de coisas. Obviamente a
última resposta seria dele. Depois de perguntar três vezes se eu não tinha realmente
mais nada no bolso, ele me ofereceu a corrida. Um pouco hesitante, entrei no carro.

A conversa logo engatou. Me perguntou qual balada tinha ido, sobre meus amigos,
trabalho, estudo. A conversa era boa, mas sentia que ele olhava muito para mim
enquanto eu falava. Mesmo dirigindo, fixava o olhar em mim. Logo percebi um certo
interesse, apesar de ter mencionado que era casado.

Aos poucos, fiquei mais à vontade, e ele também. Notei que suas coxas eram
bastante grossas e isso me deixou excitado. Era um cara grande, desses que nunca
malhou mas que são musculosos. Tinha uma barba por fazer e um cabelo raspado.
Resolvi partir para cima. Vi que perto da marcha ele tinha aquelas bolinhas de
exercitar a mão. Fui alcançar o brinquedo e esbarrei com vontade em sua coxa. Ele
não disse nada e continuou a conversa. Resolvi brincar com a bolinha enquanto
deixava a mão apoiada em sua coxa… em um movimento que poderia por tudo a
perder, caso ele se sentisse constrangido. Não sentiu. Deixou minha mão apoiada e
continuou a mirar-me com curiosidade. Me perguntou se eu já tinha saído com
homens e eu disse que não ligava muito se era homem ou mulher. Disse que me
sentia livre assim. Ele falou que nunca tinha feito nada com homens e que nunca
nenhuma situação tinha acontecido que possibilitasse isso.

 

Crédito da foto: eroticmalephotography.tumblr.com
Crédito da foto: eroticmalephotography.tumblr.com

 

Continuamos a conversa e minha mão continuou apoiada. Eu estava tremendo de
tanto tesão (e tensão) por causa daquela situação. Tentei mover minha mão, mas ele
não deixou. Talvez tinha atingido seu limite. Fiquei na minha, levando a conversa,
com a mão de volta à coxa. Depois de uns vinte e cinco minutos, estava quase
chegando em minha casa. Falei para ele que podia parar em um estacionamento do
lado, que ficava bastante vazio. Ao parar o carro, eu estava explodindo, querendo me
aliviar de qualquer forma. O taxista me pediu as moedas e eu entreguei. Ele contou
todas e perguntou novamente se eu não tinha mais dinheiro. De novo, disse que não.
Queria usar o famoso clichê e perguntar se poderia pagar com o corpo. Felizmente
me segurei e me preparei para sair. Senti que ele queria fazer algo, mas toda a sua
experiência de vida impedia. Todo aquele medo do desconhecido limitava suas
ações. Continuava me olhando e me perguntando coisas aleatórias sobre minha vida.

Depois de um tempo parados, resolvi colocar minha mão de novo em sua coxa e
perguntei se ele não queria experimentar algo novo. Nesse momento pulei para
cima dele e sentei em seu colo, tentando aproximar os corpos e as respirações. Ele
ficou sem saber o que fazer e me perguntava a todo momento o que eu estava
fazendo. Eu ignorava, apenas tentava aproveitar um pouco mais daquele corpo.

Passava a mão por todo o seu braço e tentava chegar mais perto, embora ele se
esquivasse. Novamente me perguntava o que estava fazendo, alguém iria ver. Não
deu resultado. Voltei para o meu papel de copiloto e saí do carro. Pela janela,
agradeci a corrida e voltei para casa caminhando. Estava explodindo de tanto tesão.

Sabia que nunca mais iria ver aquele cara, mas tinha que me livrar daquela ereção
de qualquer forma. E assim o fiz. Bati uma punheta com a memória daquela noite
fresca na cabeça, assim como o cheiro do taxista que ficou em meu corpo.”

 

Revele suas aventuras eróticas de Carnaval para carmenfaladesexo@gmail.com