As duas vezes que fui abandonada no meio da transa

Por carmen

Eu recebo muitos e-mails com confidências no carmenfaladesexo@gmail.com.  Desejos contidos, segredos guardados, inseguranças, consultas sobre os mais variados assuntos relacionados a sexo.

Este relato chegou a mim recentemente e, confesso, não sei bem o que responder para ela. Acredito que tenha sido vítima do machismo, pagou o preço que toda mulher é cobrada por exercer sua liberdade sexual.

Ainda bem que ela não se culpa, apenas se arrepende das escolhas equivocadas da juventude. Que parceiros mais bacanas estejam na vida dela hoje!

 

Crédito da foto: suckmypixxxel.tumblr.com
Crédito da foto: suckmypixxxel.tumblr.com

 

“Esses episódios aconteceram há bastante tempo já, com um intervalo de seis anos entre eles. Em comum, eram situações de viagem, com muito álcool e sexo casual.

Da primeira vez, eu estava de férias em uma praia com amigas. Eram dunas, sol e mar durante o dia e forró quando escurecia. Eu era péssima dançando, então, ficava bebendo o tempo todo. Toda noite a gente encontrava o mesmo grupo de garotos no forró. Na terceira noite, um deles grudou em mim, me convenceu de dançar um pouco, me fez rir. Estávamos ambos muito bêbados e ele foi me acompanhar até o meu chalé. Andávamos cambaleando e nos beijando. O caminho acompanhava o curso de um riozinho, e ele me puxou pra prainha do rio. Deitamos na areia, ele veio por cima de mim, me beijou. Logo senti o pau duro dele contra a minha pelve, eu curtia a sensação enquanto admirava o céu lindo, forrado de estrelas. Sentia a areia fria nas costas e o calor do corpo dele sobre mim, estava gostoso. Ele levantou minha saia e ficou roçando o pau melado em mim e, sem penetração, gozou. Eu estava louca pra gozar também e sugeri de irmos até o meu chalé, onde eu tinha camisinha.

Estava feliz, excitada, louca pra curtir uma noite inteira de muito sexo. Quando voltei de dentro do chalé com as camisinhas na mão, o cara tinha sumido. Eu olhei um pouco ao redor, mas imediatamente entendi o que tinha acontecido. Voltei para dentro, humilhada, brochada.

Ainda bem que iria embora daquela praia no dia seguinte. Sabia que o problema não era a minha falta de valor, estava no cara, que me via apenas como um objeto de fazê-lo gozar. Mas doeu mesmo assim.

O mais incrível, porém, é que a situação se repetiu, anos depois!

A outra situação foi muito, muito parecida. Eu estava viajando, desta vez em uma capital europeia, e saí pra dançar em um lugar moderninho com uma amiga. Conhecemos dois caras locais, mais velhos, e eles, depois de muito papo animado, nos convidaram pra ir pra casa deles. Minha amiga que já estava ficando com um deles quis ir de qualquer maneira e eu fui mais para acompanhá-la mesmo. Não estava tão atraída pelo outro cara, mas já que estava ali, resolvi aproveitar a noite.

Enquanto minha amiga foi com o cara para o quarto, eu fiquei na sala com o outro. Começamos a nos beijar e logo passamos a nos masturbar mutuamente. Eu o chupei um pouco e ele ejaculou na minha mão. Tinha certeza que a transa ia continuar, afinal, só ele tinha gozado. Fui ao banheiro lavar a mão e, quando voltei pra sala, ele tinha desaparecido. Imediatamente lembrei daquela noite na praia. A sensação era a mesma, humilhação, arrependimento de ter escolhido transar com um cara que não estava nem aí para mim.

Quando me recordo desses episódios, penso que deveria ter sido mais seletiva, menos carente por um afago, por um prazer. Mas depois chego à conclusão que não fiz nada errado, os equivocados foram esses caras, covardes e desrespeitosos.”

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