Posições e orgasmos ao gosto de cada um

Por carmen

 

Crédito da foto suckmypixxxel.tumblr.com
Crédito da foto suckmypixxxel.tumblr.com

 

Tenho uma amiga que nunca gozou com penetração. Com o tempo, aprendeu que os dedos de sua mão precisam participar da transa, desbravar o caminho entre ventres grudados e coxas abertas, massagear seu clitóris, para ela explodir. Não que a penetração seja ruim. Ela só não consegue chegar lá. Minha amiga não encara isso como um problema. Descobriu sua forma de ter prazer e pronto.

Outro dia comentei aqui como a maneira mais fácil para mim de chegar ao orgasmo é com o papai-e-mamãe. O contrário, eu por cima, também costuma funcionar. O lance é que os corpos grudados, o beijo na boca e a fricção do clitóris realmente contribuem para o máximo do meu prazer.

Esse trecho chamou a atenção de um leitor, Sérgio, que resolveu compartilhar conosco suas experiências em relação a posições sexuais e gozo feminino, que trazem similaridades com o meu jeito de transar e também com o da minha amiga.

“Eu tive uma namorada que só gozava se estivesse deitada sobre mim. Eu sentia o contato de sua vagina, cada vez mais forte, apertando o clitóris contra a pele imediatamente acima do meu pênis, no movimento de vai e vem. Era maravilhoso senti-la procurar o seu gozo, exercitando-se em um movimento contínuo, com leve esforço, em meio ao suor gostoso. Aprendi assim a gozar também com ela sobre mim, já que o meu orgasmo, até então, era na posição ‘tradicional’, o homem sobre a mulher ou, então, a penetração da vagina por trás.

Senti-la gozando, estando sobre o meu corpo, era mais importante para mim, na maioria das vezes, do que o meu próprio orgasmo. Algumas poucas vezes gozamos juntos, ‘sincronizadamente’ como você diz. Esperar pelo tremor dela era de um prazer indescritível.

Ocorre que eu acabei casando com outra e com essa é diferente. Nunca gozou pela penetração. Ela precisa se masturbar e como o gozo dela é longo, instantes depois de começar – faço uma leitura corporal dela para saber o momento – eu a penetro e gozo, enquanto ainda ela está pulsando. É o nosso jeito, que adoramos.  Assim como também curtimos uma boa dose de preliminares e historinhas de sexo contadas baixinho ao ouvido.”