Pode ter nojinho no sexo?

Por carmen

Odores, sabores, texturas…

Poucas coisas na vida mexem com todos os sentidos ao mesmo tempo e de forma tão intensa quanto o sexo (a comida, talvez?). Na cama, os cheiros, gostos, calores e calos desempenham papel determinante na atração e no prazer.

Por outro lado, quando estou com alguém que gosto pra valer, não ligo à mínima pro suor, pra remela, pro ranho, pro bafo, pro pum (minha mãe fez lavagem cerebral na infância e a palavra peido até hoje soa estranha na minha boca e nos meus ouvidos). Em quem eu desejo, os odores são inebriantes, sejam da axila, do pescoço, do hálito ou do pau mesmo.

Claro, seria hipocrisia dizer que em algumas situações, com algumas pessoas, isso não brocha. Mas sexo não é limpinho e quem busca algo assim dificilmente vai conseguir embarcar numa relação sexual-afetiva intensa.

Ouvi recentemente duas histórias que me fizeram pensar nos limites do nojinho. Quando é normal e compreensível sentir e quando a pessoa está sendo fresca, egoísta e imatura?

 

Crédito da foto suckmypixxxel.tumblr.com
Crédito da foto suckmypixxxel.tumblr.com

 

A primeira foi de uma amiga que namora. Nas preliminares de uma transa matinal, o namorado evitou o beijo na boca. “Você ainda não escovou os dentes”, justificou ele.

A segunda foi de uma amiga solteira. Em uma noite de sexo casual com um cara que havia conhecido naquela noite, ele se recusou a chupá-la. “Não te conheço”, alegou ele.

Pessoalmente, julgo mal ambos os casos. Reclamar do hálito de quem divide a cama, a vida com você, me parece errado. Existem jeitos fofos de lidar com a situação, se for realmente impossível de aguentar, em vez de evitar o beijo. Na comédia romântica “Queridinhos da América” (2001), por exemplo, Julia Roberts e John Cusack conversam e se beijam cobrindo as bocas com o lençol.

E negar o sexo oral a alguém? Claro que só se deve fazer o que tem vontade na cama, mas a recusa, para mim, diz mais sobre a falta de gosto do rapaz em dar esse tipo de prazer a uma mulher, do que de pseudo-regras do sexo casual.  Ou seja, apenas namoradas de longa data merecem o “sacrifício” de cair de boca? E um boquete da desconhecida? Ele recusaria também? Duvido.

Minha resposta ideal para esse rapaz seria: “Me conhece o suficiente pra enfiar a língua na minha boca, o pau na minha buceta, gozar no meu corpo, mas não para me dar prazer? Você é ruim de cama, hein?”

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