História de um crossdresser

Por carmen

Comecei a conversar com o Carlos quando estava atrás de histórias de motel para publicar. Ele me procurou para contar que foi em uma tarde em uma suíte do tipo que experimentou pela primeira vez o crossdressing.

“Minha mulher trabalha como representante comercial de roupas femininas e estava com uma mala cheia de calcinhas, sutiãs, blusas e saias. Achei que ela queria exibir o mostruário para mim, mas que nada, começou a pedir para eu vestir, achei engraçado e participei da brincadeira. Transamos com tanta intensidade que repetimos a façanha com frequência”.

Claro que enchi o Carlos, que tem 53 anos, de perguntas. Acho interessantíssima a inversão de papéis, esse teatro excitante, que anda em paralelo ao gênero e à sexualidade. As linhas podem ou não se cruzar, sem regras!

Ele me confidenciou que se vestir de mulher, para ele, não está necessariamente ligado ao sexo. “É pra ficar de boa. Uso calcinha todos os dias. Em casa, uso calça legging. Na rua, ando de jeans apertado. Eu gosto, me inspiro nos caubóis”.

Ele tem preferência por fio dental e vestidos curtos. “Lingerie me fascina, me vestir de mulher me excita”.

Um detalhe bem safado dessa história é a participação total da mulher do Carlos no fetiche. “Ela sente tesão também, compra minhas calcinhas. Quando a gente vai para o motel, ela se traveste de homem e eu, de mulher”.

 

 

fioterra

 

Ele narrou pra gente uma transa especial que tiveram. “Sabia que minha mulher tinha vontade de dupla penetração. Então, comprei um pênis de borracha de surpresa. Estávamos travestidos e foi bem gostoso, levamos a nossa fantasia de macho e fêmea à última instância. Depois, foi a minha vez. Com jeitinho, ela me penetrou, me comeu. Eu já adorava o fio terra. Hoje, não vivo sem o dedo e sem o brinquedinho, gozo muito”.

Mesmo para um cara como Carlos, que não vive isso totalmente escondido e sabe que a tara é comum, compartilhada por muitos, ele sente que sua liberdade sexual é limitada: “Gostaria que o mundo fosse mais liberal e que as pessoas pudessem se expressar mais tranquilamente sem preconceito. Adoraria ir em festas, casas noturnas onde há crossdressing, mas ainda tenho medo de encontrar alguém conhecido.”

 

Você curte crossdressing? Conta pra mim! carmenfaladesexo@gmail.com