Uma coleção de micos no motel

Por carmen

Motéis são um universo paralelo. Uma fuga do escritório, do rodízio, do casamento, da festa, da rotina. Na hora que você pede a suíte na janelinha e o portão se abre, as buzinas, os problemas, os compromissos, o estresse ficam do lado de fora, não a metros, mas a anos-luz de distância.

Nem sempre enxerguei motéis dessa forma. Por muito tempo, considerava-os a antítese do romantismo e da sensualidade. Para começar, a decoração cafona me broxava (ainda não conhecia o Apple).  Parecia linha de produção de sexo – antes de você entrar na “máquina”, outro casal esteve naquele mesmo lugar, fazendo a mesma coisa. Quando você sair, outro entrará. Do outro lado da parede da direita, claro, tem mais uma dupla se pegando. Na da esquerda, idem. Achava uó ouvir os gemidos dos vizinhos (hoje, tiro sarro). Isso para não entrar no assunto higiene/limpeza…

Mas eu mudei – viva a maturidade, adoro! – e comecei a olhar para os motéis (para o sexo também?) com mais leveza. Hoje me divirto. E comecei a colecionar histórias de micos em motéis que ouvi por aí:

 

Crédito da foto: suckmypixxxel.tumblr.com
Crédito da foto: suckmypixxxel.tumblr.com

 

– Um casal de amantes, ambos casados. Na saída, sem perceberem, trocaram os RGs. Só descobriram uma semana depois, quando a mulher do cara pediu a identidade dele para tirar uma cópia. Ele suou frio, mas teve presença de espírito para inventar uma desculpa para não entregar o documento.

– Em um motel na Raposo Tavares (SP) a escada para a suíte é em caracol e vazada. No escuro, depois do bar, no meio da madrugada, é um convite àquele tombo nada sexy, garante uma conhecida.

– Festival de camarão em motel na Baixada Santista (SP): convite à intoxicação alimentar.

– Sabonete, xampu, camisinha de marcas desconhecidas em estabelecimentos diversos: convite à coceira.

– Em São Paulo, existem muitos motéis próximos à marginal do Rio Tietê. Em dia de calor, tem casal que gastou boa parte das 4 horas matando pernilongos com os sapatos e até com o travesseiro.

– Fazer home office no motel e o chefe chamar no Skype: já rolou e a saída foi culpar a tecnologia para não ligar a câmera.

– Por fim, um clássico: raspar a lataria do carro na garagem. Já ouvi e vi acontecer mais de uma vez.

Tem uma história engraçada, inusitada, excitante, inesquecível em motel? Mande pra mim no carmenfaladesexo@gmail.com