sexta-feira: happy hour com direito a penetração

Por karla

Difícil lembrar quando foi que tinham se visto pela primeira vez dentro da empresa. Mas ela reparava nele todo dia e sabia até dizer quando ele repetia uma camisa, como guardava a caneta no bolso, qual o sapato predileto. Ele também parecia interessado. Era comum ela encontrar o olhar dele segundos depois que começasse a observá-lo. E aí os dois disfarçavam, fingindo se ocupar com outra coisa.

Para ela, a situação servia, no começo, como mero entretenimento no ambiente profissional, tão chato. Mas disso vieram os sonhos, cada vez mais reais. Ele a chupava na mesa de reunião vazia, eles trepavam de pé no banheiro feminino, se agarravam no elevador vazio. Ela abria os olhos pela manhã e sentia como se o corpo dele tivesse estado ali, ao alcance das mãos. Ela então, sentindo a buceta molhar a calcinha, se masturbava, antes de fazer qualquer outra coisa. Só depois de gozar é que começava o dia: banho, café, trânsito, 25 andares de elevador, reuniões, telefonemas, self-service, mais reuniões, e-mails e telefonemas, trânsito, casa.

Numa sexta-feira, depois da insistência dos colegas de trabalho, aceitou o convite para um chope na esquina do escritório. Ela quase nunca ia nesse tipo de encontro – achava aquelas pessoas desinteressantes –, mas o dia quente era o maior motivo para não querer voltar para casa. Desceu os 25 andares no primeiro pelotão que lotou o elevador e conseguiu pegar um lugar na extremidade da mesa, caso precisasse sair à francesa. Pensou que tomaria dois ou três chopes e iria embora.

Quando estava na segunda tulipa, viu ele entrando no bar. Não era do mesmo setor, mas depois ela soube que ele era colega de faculdade da aniversariante. Ela, como sempre, tentou disfarçar, mas ele percebeu que sua presença havia causado alguma reação. E, para dizer a verdade, ele também havia comemorado o fato de ela estar ali: nunca a tinha visto antes no happy hour da turma.

Depois de cumprimentar a dona da festa, se sentou no único lugar disponível, mais ao centro. Ela ficou impaciente: tinha que se revirar toda para conseguir apenas observá-lo – seus olhares jamais se cruzariam assim. Estava terminando o terceiro chope quando viu ele se levantar. Ficou paralisada, sentindo uma onda percorrê-la dos pés à cabeça. Só voltou a respirar quando viu ele entrando no banheiro. Esforçava-se para rir com os colegas de mais uma história sem graça quando viu ele sair do banheiro e caminhar firme em sua direção.

Àquela altura, os primeiros bêbados do bar se tornavam ainda mais estridentes, e todos se favoreciam da atmosfera inebriante, inclusive ela. Ágil e com muita naturalidade, ele se aproximou e puxou uma cadeira da mesa ao lado, igualmente dispersa e barulhenta. Pediu um chope e começou a puxar assunto, mostrando sincero interesse pelo o que ela dizia.

As horas foram passando – uma, duas, três? –, e a conversa entre eles continuava animada. Haviam se descolado do resto da turma, cada vez mais ruidosa. Mas ela, com medo de a falta de assunto se instalar entre eles, achou que já era hora de ir embora. Ele chegou a insistir para ela ficar mais, mas não quis ser inconveniente. Tinham tido uma boa noite até ali e talvez estivessem iniciando algo promissor. Pagaram a conta, se despediram dos demais e saíram do bar.

Os dois estavam com o carro no estacionamento do escritório e foram caminhando até lá dando continuidade ao bate-papo. Quando entraram no elevador, rumo ao terceiro subsolo, ela viu que não estava com as chaves na bolsa. Ficou sem graça – não queria que ele pensasse que ela era descuidada com os próprios pertences –, mas, quando o elevador chegou ao estacionamento, ele, em vez de descer e se despedir, disse que iria com ela até a mesa checar se as chaves estavam mesmo lá.

Ela era vista como uma mulher extremamente racional e, pela primeira vez naquela noite, não sabia como agir. Desceu no 25 andar e virou à esquerda, assumindo a frente. Ele foi atrás, os dois em silêncio, assim como todo o andar, àquela hora já com as luzes apagadas. Já chegando na sua mesa, ela avistou as chaves bem ao lado do telefone. Quando se virou para voltar ao elevador, deu de cara com ele na sua frente, os corpos a um palmo de distância.

Tudo foi muito rápido. Ele a beijou, puxando-a para mais perto, enquanto ela se desvencilhava da bolsa, das chaves, do celular. Abraçou o corpo mais alto que o dela, sentindo o cheiro de perfume com suor, um cheiro masculino gostoso e verdadeiro. Se beijavam em pé quando ele começou a percorrer as mãos pelo corpo dela, tateando cada parte: as costas marcadas pelo sutiã e a cintura definida e separada do quadril por uma gordurinha saliente, deliciosamente palpável. E, no entanto, foi ela a primeira a avançar: enquanto ele a acariciava delicadamente, ela passou a mão em seu pau, notadamente duro sob as camadas da calça social e da cueca.

Os movimentos se aceleraram ainda mais. Já ofegantes, começaram a se agarrar indistintamente. Ele se sentiu liberado para desabotoar a camisa dela e sentir seus peitos entre as mãos, enquanto ela fazia o mesmo com a camisa dele. As línguas iam se contorcendo vigorosamente, na mesma sintonia em que agiam os braços e as mãos. Estavam a sós, no escuro, e escutavam apenas os próprios sons – a troca entre salivas era o mais alto deles.

Ele então afastou a cadeira ergonômica e a sentou sobre a própria mesa. Por sorte – quem haveria de prever? –, ela vestia saia. Ele então tirou a calcinha dela e levou os dedos da mão direita para o meio das pernas, sentindo os pelos aparados da sua xoxota. Avançou um pouco mais e encontrou o que procurava: a buceta molhada e inchada. Ela se abriu, como se o convidasse a entrar, enquanto abaixava as calças dele, alcançando o pau cada vez mais firme. Eles poderiam sem interrompidos pelo segurança que percorria o prédio, ou flagrados pela câmera de segurança, mas não se importavam. Tinham pressa sim, mas era uma pressa motivada pelo excesso de tesão. Ela queria que ele a fodesse como tinha sonhado naquela exata manhã.

Quando colocou a mão na cabeça do pau dele, sentiu que ele já estava lubrificado pelas primeiras gotas que escorriam de dentro para fora. Ela agarrou forte e começou a masturbá-lo levemente, enquanto ele fazia o mesmo com os dedos: acariciava por fora sua buceta para em seguida introduzir um ou dois dedos dentro dela. Não foram mais do que alguns minutos assim até que ele a penetrasse. Seu pau deslizou dentro daquela buceta aflita e ele começou a estocar o mais fundo que conseguia, trazendo o quadril dela na direção dele com as mãos.

Ela o abraçou com as pernas e segurava suas costas com força, sem controlar as marcas que as unhas iam deixando. Ele a comia com vontade, e seu pau não o deixava mentir – estava mais duro do que nunca, sentindo as entranhas da buceta quente e encharcada.

Quando achou que ela fosse gozar, ela se virou de costas para ele, se apoiando sobre a mesa e o computador. Queria que ele metesse nela por trás, como também já tinha imaginado. Ele passou os dedos na buceta dela e lambuzou o pau para em seguida enfiá-lo no cu dela. Foi colocando devagar, primeiro a cabeça, depois centímetro por centímetro, vendo ela se contorcer. Quando colocou tudo, foram poucas as estocadas: ela explodiu em um gozo longo. Ele ainda teve tempo de tirar o pau e jorrar nas costas dela, também eletrizante.

Foi só o tempo de se limparem e se vestirem, e ouviram o sinal do elevador parando naquele andar. Era o segurança que vinha checar o que estava acontecendo.