Quando o homem vira macho, muito macho ;)

Por xdesexo

Depois que publicamos um post sobre a ejaculação masculina na cara (e em outras partes) das mulheres, por conta de uma frase lá no meio recebemos a seguinte carta de um leitor:

 

 

Oi, meninas.
Sou leitor assíduo do blog de vocês. No último post, vocês comentam: “Muitos homens não topam coisas que eles querem que as mulheres topem, como dedo no cu e beijo entre homens”. Não topo beijo com outro homem de jeito nenhum, mas, se precisarem do relato de um homem que goste (e muito!) de um dedo e outras coisas no cu, eu me disponho a relatar minhas experiências :))). Foram poucas, porque acredito que nem toda mulher fantasie enfiar o dedo ou um vibrador no homem, mas as experiências que tive foram muito prazerosas.

 

 

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É claro que ficamos DE-SES-PE-RA-DAS em saber a história dele, pedimos seu relato e aqui está ele, um texto maravilhoso, um relato muito lúcido, esclarecendo que dedo no cu não denota que você seja gay, para que todos os homens possam abrir as suas cabeças. Divirtam-se 🙂

 

 

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“Resolvi escrever este relato depois de ler um texto das meninas em que comentam sobre um tópico bastante polêmico: o dedo (e outras coisas) no cu do cara. Digo polêmico porque, para muitos homens, parece que a definição de homem homossexual é aquele que “tem prazer com o cu”, e não aquele que “tem prazer com outro homem”. Tenho 39 anos, sou casado, tenho filhos e sou heterossexual. Meus relatos abaixo começam desde os 25 anos, com aquela mulher que resolvi chamar de Primeira. Passa depois pela Idiota, pela Esposa e termina com a Massagista Profissional. Todas são as mulheres que, de alguma forma, me dão lembranças boas e uma ruim em relação ao assunto “prazer masculino com o cu”.

 

 

Eu estava no final da faculdade quando comecei a namorar a Primeira, uma mulher cinco anos mais velha, enfermeira, magra do jeito que eu gosto, sem a menor frescura na cama. Vivemos uma paixão intensa e fazíamos o sexo mais perfeito do mundo.Um belo dia, depois de uma noite perfeita, acordei pelado na cama da casa dela. Ela havia se levantado antes de mim, tomou banho e eu resolvi esperar pra ver o que ela faria. Foi então que pegou o vibrador, caído ao lado da cama e que a havia feito gozar tanto na noite anterior. Eu estava deitado de bruços, de barriga pra baixo, ainda meio sonolento.

 

 

Ela ligou o aparelho e começou um vaivém pelas minhas bolas, períneo e a bunda. O tesão que me deu foi incrível. Na verdade, eu queria que ela parasse e ficasse com o vibrador no meu períneo, próximo às bolas, que é onde me dava mais tesão, mas resolvi deixá-la controlar tudo. O que ela fez, depois de um tempo, foi me virar de frente, deixar o vibrador massageando minhas bolas e me chupar até gozar. Foi um tesão muito diferente: ela segurou o vibrador no meio das minhas bolas e isso me fazia ter uns espasmos malucos de tempo em tempo, antes de gozar.

 

 

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Alô, bunda linda (dicksforgirls.tumblr.com)

 

 

Depois disso, o que era o brinquedo DELA virou NOSSO. Ela disse que achava minha bunda linda e queria me fazer gozar com o vibrador no meu cu. Assim fizemos e várias vezes: ela repetia o processo de vaivém até eu relaxar. Quando já sentia que eu estava com o tesão à flor da pele, mantinha o vibrador na entrada e nas paredes do meu cu. Por fim, enfiava devagar. Nas primeiras vezes, ela fazia um movimento de ir e voltar, quase tirando o vibrador, mas eu percebi que o tesão era maior quando ela segurava o aparelho ligado lá dentro.

 

 

Havia um lugar especial que me fazia gozar intensamente, sem parar. Descobrimos isso junto: era a minha próstata. O gozo que eu conseguia assim é indescritível: é muito intenso, longo, parece que vem, mas não vem… e quando vem, parece que não acaba nunca. Mas a Primeira era uma mulher trabalhadora e esforçada. Passou em um grande concurso público na capital federal. Ainda tentamos manter o namoro à distância, mas ficou impraticável e tivemos de nos separar.

 

 

Meses depois, comecei a namorar a Idiota. Era uma menina linda, na faixa de 20 anos, sempre com vestidos curtos, decotes, os peitos mais lindos que já vi na vida. Muito extrovertida, ela era do tipo que gostava de fazer barulho na cama e me pedia sempre pra eu bater cada vez mais forte durante o sexo. Numa de nossas transas, quando eu já estava por cima dentro dela, fiz a bobagem de pedir pra ela enfiar o dedo no meu cu. Até hoje me lembro da cara de espanto e nojo dela, que se seguiu por uma gargalhada estridente e o comentário de que “nunca ouviu nada tão broxante na vida”.

 

 

O que se seguiu foi o óbvio: nossa relação esfriou, o sexo nunca mais foi o mesmo e terminamos. Mulheres comentam com as amigas o melhor e o pior de seus amantes na cama e, a mim, ficou a certeza de que eu seria motivo de chacota pra Idiota e suas amigas por um bom tempo.

 

 

Anos se passaram e fiquei sem propor mais nada para nenhuma mulher nesse assunto, até que conheci minha Esposa, com quem estou casado faz oito anos. Temos nossos vibradores e ainda brincamos com eles do jeito que a Primeira me ensinou, mas tem uma coisa especial que ela faz de vez em quando que me arrepia (literalmente): enquanto me chupa, ela passa as unhas pelas minhas bolas, muito de leve. Ela me confessou que fica muito molhada quando sente minhas pernas arrepiando com isso. O que ela faz depois disso é molhar um dedo e enfiá-lo dentro de mim, enquanto me chupa. Eu costumo gozar muito rápido depois que ela enfia esse dedo e dá pra sentir as contrações da musculatura do cu apertando o dedo dela.

 

 

Por último, há alguns meses resolvi experimentar a tal massagem p-spot, oferecida pelo centro de massagem tântrica Metamorfose. A Massagista Profissional é uma mulher nos seus 40 anos, muito conservada, com uma voz doce que basta para me seduzir. Por mais que eles insistam naquele bla-bla-blá neo-hippie de que “nosso trabalho é focado na energia, no auto-conhecimento etc.”, o fato é que eu já sabia do prazer que tinha na próstata e só queria gozar mesmo. Deitado de bruços, meio que de lado, eu arrepio quando ela enfia o dedo em mim. Daí, vem o pedido pra eu me relaxar, com aquela voz. Ela usa a outra mão pra abrir ainda mais a minha bunda e enfiar o dedo ao máximo, até que encontra a próstata. Pede de novo para eu relaxar.

 

 

Pouco tempo depois, vem um desconforto e uma vontade de urinar, que passam de uma hora para outra quando começo a gozar. E não é o gozo que libera a porra, são uns espasmos muito intensos, do tipo que minha Esposa e a Primeira conseguiam me fazer sentir quando me enfiavam o vibrador e ele encostava na próstata. Até que chega um momento em que gozo mesmo, liberando porra. Eu juro: todas as vezes que faço esta massagem, me impressiona a quantidade de porra que ela me faz gozar. O colchão fica encharcado como nunca vi.

 

 

Estas são minhas experiências, meninas. Espero que tenham gostado.”

 

 

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Nota do blog: todas as vezes que li este texto (porque não me canso de relê-lo), eu sinto um sorrisinho maroto do nosso leitor dizendo “estas são as minhas experiências, meninas”. E que experiências incríveis! Parabéns pelo autoconhecimento no sexo. Sem ele, é impossível alcançar o máximo de prazer.

 

 

Homens e mulheres, este é um convite: quanto mais experimentarem, sem amarras, mais vão descobrir o que agrada a vocês. Não dá para saber se gosta ou não de dedo no cu se não colocar o dedo lá. E, como disse o nosso querido leitor, dedo no cu não pode ser confundido com “gostar de homens”, denotando que você seja homossexual. Experimentem! 😉