A força do pensamento (sim, um clichê)

Por xdesexo

Por Rebeca

 

Anos atrás eu me deparei com o assunto: pompoarismo. A mesma técnica oriental abordada nesta quarta (18) por reportagem e vídeo da Folha, que mostraram idosas aprendendo a controlar a musculatura vaginal –o que ajuda tanto para melhorar a performance sexual quanto na hora do parto e mesmo no combate à incontinência urinária.

 

 

Pois na época em que eu descobri o pompoarismo, uns dez anos atrás, as professoras tinham cara de profissionais da dança do ventre e as aulas mais pareciam –aos olhos de homens comportados– uma reunião de mulheres depravadas, loucas para sair transando por aí para colocar em prática tudo o que aprenderam (o que não deixa de ser verdade).

 

 

Eu quase fiz um curso, mas os horários eram ruins na época, foi dando preguiça de esperar uma outra turma, o tempo passava, minha curiosidade aumentava… santa internet! Naquela época nem tinha YouTube e eu me virei com fotos e textos mesmo. Não foi difícil entender qual era o músculo em questão e, uma vez descoberto, ele virou o músculo mais trabalhado do meu corpo durante um mês.

 

 

Sentada no ônibus, aos olhos de todo mundo, e o músculo lá contraindo e relaxando. É como se ele fosse o grande lábio interno da vagina, e para exercitá-lo você “suga” a vagina para dentro. Depois relaxa e ela se solta para baixo. Alguns minutos sentada no ônibus ou no metrô e eu fazia duas ou três séries de 10.

 

 

Красота

Crédito ruero.com

 

 

Nunca saí por aí perguntando para nenhum gatinho se isso mudava a vida dele na hora da transa, mas descobri uma tática boa (para mim e para ele) –além de ficar “pulsando” o pênis durante a transa, agarrá-lo com o músculo por uns 40 segundos depois do gozo para prolongar aquela sensação gostosa, lerda, estremecedora. Algumas vezes, se eu estivesse para gozar bem naquele momento e o gatinho tivesse gozado na minha frente, eu pulsava a vagina no fim do gozo dele e conseguia gozar só com essa “ginástica”.

 

 

Daí que veio a minha “eureca” no mundo do pompoarismo: se eu pulsar tantas vezes a vagina, consigo gozar sem me tocar. Claro que são necessários alguns pensamentos eróticos. Não dá para olhar para a senhora sentada ao meu lado no ônibus e querer gozar assim. Mas um teste com um filme pornô comprovou que era possível ficar excitada e gozar sem levar à mão ao meio das pernas.

 

 

Ao longo dos últimos dez anos, essa virou minha arma quando estou em algum lugar em que não posso ser pega me masturbando –como numa sala de cinema, com um filme com cenas picantes, sensuais. A cena me excita, eu não quero esperar para chegar em casa, o banheiro lotado pós-filme com a mulherada na fila não vai dar jogo…

 

 

Ah, e antes que você pergunte, dá sim para disfarçar a cara de gozo. Finja que está bocejando: a boca aberta, o gemidinho do bocejo e o espreguiçar com os braços e o tronco vão ajudar a dar uma relaxada –e ninguém vai perceber nada.