Consistências e afins

Por xdesexo

Por Diana

Na primeira trepada depois do fim de um namoro longo e cinco meses de luto (leia-se: celibato), fiquei um pouco confusa.

 

crédito: suckmypixxxel.tumblr.com
crédito: suckmypixxxel.tumblr.com

 

A coisa tinha começado bem. O cara era um deus: tinha um corpo de tri-atleta que literalmente me fez rir quando tirei sua camisa preta. As pernas eram longas e torneadas. O volume na cueca Calvin Klein era promissor. O beijo era gostoso, o papo era bom, eu estava com um pilequinho leve e a gente se amassava no sofá de couro da casa dele.

 

Daí eis que resolvo averiguar o pau. Veja bem, fazia cin-co-me-ses que eu não via, não cheirava, não lambia um pau. E vá-ri-os-a-nos que eu via, cheirava e lambia um único pau, o do meu ex. Ou seja, a curiosidade era grande. Fui descendo, entre comovida e excitada, até a cueca coladinha. Lambi toda a extensão da fronteira entre o tecido e a barriga (tanquinho, diga-se de passagem). O deus deitado ali sorria, antecipando as delícias por vir. Eis que…

 

Não estava duro como eu me lembrava que um pau saudável e jovem deveria ser. Primeiro eu pensei, “será que é assim mesmo e eu é que me esqueci da sensação?” Depois de tanto tempo, vai saber… Resolvi não dar bola e continuar o que estava fazendo. Ou seja, me devotei inteiramente a um boquete lento e caprichado. Confesso que não tinha ainda aprendido tudo que hoje sei sobre a arte do boquete, mas por outro lado era dedicada, úmida e curiosa. No mínimo, dava para o gasto.

 

O deus arfava e se contorcia, mas o pau continuava naquela consistência assim-assim, duro pero no mucho. E eu continuava confusa. Apesar da semi-frouxidão, ele parecia excitadíssimo e acabou me puxando para cima e me fodendo como se não houvesse amanhã. Eu, por baixo, metade curtia (finalmente! Uma trepada), metade tentava entender o que acontecia. Eu estava como o pau dele, “assim-assim”. Mas devo ter fingido bem, porque o cara, certo de que eu estava no céu, gozou como um touro.

 

Esperei uns dois minutos por educação e fui até a cozinha beber água. Na volta, ele sorriu, me puxou de novo para a cama, e foi me beijando inteira até chegar lá. Minha bucetinha, que estava sofrida pela tortura daquele pau semi-mole que prometia mas não entregava, ficou felicíssima com a chupada dele. Provocador, ele lambia em volta do clitóris, nos grandes lábios, enfiando a língua na minha vagina pulsante, e só depois ia com tudo ao centro do meu mundo. Primeiro usava só a pontinha, de leve. Depois lambia tudo, usando o meio da língua, que tinha uma textura alucinante em cima do meu clitóris inchado. Até que começou a vibrar a cabeça toda, com a língua se mexendo ali, e eu gozei de verdade.

 

Tudo ótimo, dormimos juntos e no dia seguinte saí à francesa, deixando um bilhete com o telefone para trás. Sem expectativas – afinal fora transa mega casual. Mas não é que ele ligou? Fui encontrar o deus de novo em plena terça-feira à noite, deixando trabalho por fazer no computador. Não dava para esperar – não só eu precisava tirar o atraso, como queria esclarecer o mistério daquele pau mezzo-mezzo.

 

Drinks tomados, sedução completa, voltamos para a casa dele. Eu, desta vez, queria ver tudo de perto. Amassos na parede, na mesa da cozinha, no sofá, os dois excitadíssimos e já pelados, lá fui eu dar um close na situação do dito cujo. E… meia bomba. “Será o benedito”, pensei, e decidi que iria chupar aquele pau mole até ele virar uma pedra, sacrificando o conforto do meu maxilar se preciso fosse.

 

Eu lambia, chupava, ele tremia, uivava, e nada da consistência do membro se alterar. Até que ele começou a falar uns palavrões – sinal, pelo que eu me lembrava, de que iria gozar – e eu continuei ali, sem tirar o pau da boca, fascinada. Gozou mesmo. Gozou sem ficar totalmente duro. Não-fi-cou-du-ro. E gozou! Eu vi! Eu engoli! Só não entendi.

 

Esse cara e eu não demos certo – eu tenho certos critérios inabaláveis -, mas continuamos amigos. Recentemente ele me confessou que tem problemas na cama com a mulher (com quem se envolveu muito depois do nosso término). Ela não se sente desejada, e eles quase não transam. Pensei comigo – só pode ser por conta do pau. Ainda perguntei, delicadamente, se ele funcionava direitinho com ela. Me confessou que não. Já pensou em tomar remedinhos azuis? Jamais, disse o deus. Ah, o orgulho masculino.

 

Fico pensando se deveria explicar abertamente que, com aquele desperdício de pau, mulher nenhuma vai se sentir a mais sexy do mundo, mas não quero magoar meu amigo. Além do pau, o coração dele também é meio mole.

 

Mas santo Batman, custa admitir a questão e aceitar uma ajudinha da medicina moderna?