O homem que gozava demais

Por xdesexo

Por Diana

 

Para alguns, o pinto não sobe. Para outros, sobe, mas não fica duro. Tem também aqueles com o pau duro como uma rocha, lindo –mas gozar, que é bom, nada. São vários os males que podem acometer o frágil sexo masculino. Mas nunca, em toda a minha vida horizontal, ouvi falar de algo tão terrível como a história do homem que goza sem parar.

 

crédito: suckmypixxxel.tumblr.com
crédito: suckmypixxxel.tumblr.com

 

Dale Decker, 37, é um jovem pai de família do Wisconsin (EUA) que, depois de deslocar um disco da coluna ao se levantar de uma cadeira em 2012, tem dezenas de orgasmos involuntários por dia. “Na ambulância, a caminho do hospital, gozei cinco vezes”, contou ele à Barcroft TV. “Depois disso, nunca mais parei.”

 

Dale diz que a condição está destruindo sua vida. Ele mal sai de casa, quase não interage com os dois filhos e praticamente não transa com a mulher (não que o sexo seja impossível, mas já não é satisfatório). O clímax chega sem aviso: o americano já foi surpreendido no supermercado, no trabalho e até no velório do pai, onde teve uns nove orgasmos.

 

A condição de Dale, chamada “síndrome da excitação sexual contínua” (Persistent Sexual Arousal Syndrome ou PSAS), é tão rara que poucos médicos podem diagnosticar o problema. Também é difícil acreditar que seja verdade. Ainda não estou certa de que o pobre realmente tenha até cem orgasmos diários.

 

Mas parece que a doença existe mesmo e acomete mulheres também. “Sentar é insuportável e pode causar uma pressão que leva ao orgasmo. Dirigir é uma tortura”, afirmou uma paciente a médicos da Universidade de Boston que pesquisaram o assunto. Segundo essa e outras pacientes, as pessoas que ouvem falar do problema acham engraçado –até perceberem que é um inferno.

 

Aparentemente a PSAS pode ter várias causas, a maioria de ordem neurológica ou vascular. É reconhecida como doença no caso masculino –segundo a Associação Urológica dos EUA, pode ser uma variação do “priapismo”, no qual o homem tem ereções constantes e, muitas vezes, dolorosas. Há vários tipos de tratamento, que obviamente dependem da causa. Em alguns casos, parece que é preciso partir para a cirurgia.

 

Para mulheres, é pior –o caso feminino continua pouco discutido e estudado. Há grupos de apoio na internet, pois as consequências psicológicas certamente podem ser devastadoras.

 

Entre gozar o dia inteiro e não gozar nunca mais, escolheria a segunda opção sem hesitar. Me compadeço com o Dale e espero ardentemente que ele encontre uma cura para o mal que o aflige e possa deixar o êxtase para quando deve chegar. Oxalá, como outras pedras no caminho até a cama, com o tratamento certo e o carinho que ele merece, o rapaz se ajeita.