Masturbação feminina

Por xdesexo

Por Rebeca

 

Crédito suckmypixxxel.tumblr.com
Crédito suckmypixxxel.tumblr.com

 

Vou pegar carona no post de minha querida amiga-irmã Diana, com quem divido milhares de afinidades, inclusive sexuais (antes que você pergunte, não vou dizer se já nos pegamos, rs).

 

É que ela fala de curtir pornô desde adolescente, e eu me lembro com vivacidade do meu primeiro filme pornô, aos 11 anos. Era Cicciolina recebendo uma garrafa de refrigerante (de 1 litro, porque naquela época não tinha de 2 litros) em todos os buracos –era uma garrafa mesmo.

 

Eu tinha acabado de brincar de Barbie e uma amiga, Rebeca (esse nome sempre me acompanhou como símbolo de safadeza, agora fica explicado por que), um ano mais velha, me chamou à casa dela. Os pais não estavam. E ela estava deitada na cama do casal. Eu me aconcheguei no chão, fora da vista dela, para entender o que estava se passando na TV.

 

Nunca tinha visto algo como aquilo: pornô puro e agressivo. Cicciolina era o símbolo dos meus irmãos e de todos os seus amigos, masturbadores profissionais no início da adolescência.

 

O filme foi avançando e eu comecei a me contorcer no chão, toda molhada, sem saber direito o que fazer. Fui ao banheiro, fingindo que precisava fazer xixi (e não podia demorar porque precisava justificar a desculpa). Lá, só consegui colocar a mão por cima da calcinha e apertar bem forte o meu clitóris. Não soube por muito tempo se aquilo tinha sido um gozo.

 

Voltei ao quarto e Cicciolina não parava de chupar, trepar, arreganhar as pernas. Fui embora.

 

Em casa, naquele dia e nos outros que se seguiram, eu comecei a me perguntar o que tinha acontecido com a “fricção” que fiz no banheiro, e comecei a me bulinar, dia após dia. Demorou até eu entender que estava começando, ao meu jeito, a masturbação. Dali até os 12, 13 anos, eu fechava a porta do quarto, me esfregava num travesseiro dobrado e ficava cheia de prazer.

 

Diferentemente de minha amiga Diana, eu comecei a me tocar muito cedo, com a vantagem de não ter os pais em casa. Às vezes, aos 14, saía para a aula de educação física com algum objeto (como uma borracha) na calcinha, para ir me pressionando enquanto eu caminhava até a escola.

 

Aos 15, voltava do colégio mentalizando no ônibus as cenas da revista pornô que meu irmão escondia embaixo das cuecas (daquelas com as páginas completamente grudadas) e subia as escadas do prédio quase latejando. Nessa época já sabia me masturbar sem calcinha, com as mãos, molhando os dedos na boca, dando gemidinhos. Não tinha ninguém em casa. Subia no travesseiro, mentalizava uma pessoa embaixo de mim. Gozava.

 

A primeira vez em que tive oportunidade de contar sobre a masturbação a algumas amigas, ainda aos 15 anos, elas ficaram chocadas comigo (e eu nem tinha dado detalhes…). Mas eu fiquei mais chocada ainda com elas. Como elas, ainda todas virgens (inclusive eu), faziam para satisfazer a fúria sexual da adolescência?

 

Nunca tive vergonha de falar em masturbação, sexo solitário que garante o resultado e não cobra beijo nem carinho. Se estou cansada, me masturbo; se tenho insônia, me masturbo; se não estou fazendo nada, minha mão entra na calcinha e me masturbo.

 

Agora, escrevendo isso, começo a ficar molhada. Provavelmente vou me masturbar assim que tirar a mão do teclado. Peraê… ops, voltei.

 

A questão é que uma pessoa não pode exigir na cama (ou no sofá, no carro, seja lá onde for) um sexo bem dado, uma bela duma comida, se ela nem conhece o próprio corpo, se não sabe onde gosta de ser tocada, se não sabe explicar como se faz.

 

É como o sexo: há quem prefira movimentos rápidos e ritmados. Outros aquelas reboladas mais lentas, em que cada esquina sugere um suspiro; língua pontuda, fina e eriçada; ou aquela mais macia, gorda, que chupa tudo de uma só vez.

 

O melhor é que a experiência o guia. Pode se excitar em um restaurante, no trabalho, na casa de um amigo, e sabe que, se for ao banheiro, sem gemer, em cinco ou seis minutos consegue terminar tudo sem dar bandeira. Dá aquela gozada gostosa (a vantagem de ser mulher, sem fazer estrago com a porra), em silêncio, dentro da cabine, e volta relaxada para o que estava fazendo. Tem coisa mais normal?