O sexo das advogadas

Por X de Sexo

A história de mais uma leitora, que demoramos a conseguir publicar. Se você quiser nos escrever, nosso e-mail é blogxdesexo@gmail.com. Guardamos o segredo do seu nome, se assim preferir.

 

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por Caroline

 

Crédito: suckmypixxxel.tumblr.com

 

Após alguns meses me preparando para a prova da OAB, era chegado o fim de semana da prova. O pessoal que estudava comigo decidiu sair na sexta feira para beber, relaxar e termos o sábado livre para as últimas revisões. Ficamos todos de confirmar na tarde de sexta.

 

Eu, honestamente, pouco me importava com os outros. Eu só iria se “F” fosse. Ela havia feito faculdade comigo e era uma incógnita, por sinal. Ninguém sabia dizer “qual apito ela toca”, se é que vocês me entendem. Linda, morena, cabelos castanhos longos, corpo esguio, misteriosa. Quando a conheci só pensei “lasquei-me…”. Apesar do jeito levemente masculino mesmo dentro de roupas femininas ou usando maquiagem, ninguém nunca a viu com uma mulher… Tampouco com homens. E quanto a mim, bem… Metade da sala sabia da minha sexualidade e a outra metade fingia (mal!) que não sabia.

 

Apesar do meu interesse e dela certamente saber de mim, eu jamais tive a ousadia de demonstrar interesse.

 

Noite de sexta, todos no bar. Eu já estava no terceiro copo de cerveja, com “#chateada” praticamente escrito na testa por “F” não ter ido. Eu fui ao banheiro decidida que, ao voltar, pagaria minha parte para ir embora. Mudei de ideia quando, ao sair, vi “F” chegando, linda. Voltei à mesa, ela me cumprimentou, mas ficou no seu canto. Estávamos em lados oposto da mesa, ambas de pé, nos mexendo ao som da banda que tocava, conversando, quando a percebi ela me olhar demais. Achei que nem fosse para mim, até que olhou novamente enquanto conversava de pé de ouvido com a melhor amiga. Desconfiei e me sabotei na mesma hora.

 

Fomos entrando na madrugada, mais pessoas chegaram, fomos nos apertando no local já cheio. Ela acabou vindo para mais perto de onde eu estava. Quando me dei conta, estávamos lado a lado. Meus pés começaram a doer e, na falta de cadeira, acabei me encostando um pouco em uma parede, bebendo. “F” sorriu quando me viu ali, cansada. Surpreendeu-me, então, ao me pegar pela mão e me puxar. “Vem… Vem dançar comigo…!”. Se meus pés doíam, fiquei sem pés naquele momento. Mas, logo me lembrei de que aquilo poderia ser só reflexo alcoólico.

 

Dançando, nossos corpos se aproximaram a ponto de sua perna ficar um pouco entre as minhas no meio das brincadeiras. Por um instante tremi, pensei em cair fora antes de aquilo tudo ficar delicado demais e eu acabar fazendo besteira.

 

Aproveitando-me da lotação, da proximidade e da dança, puxei-a de leve pelo pescoço e procurei seu ouvido. “Preciso te contar uma coisa…”. Ela me olhou atenta. “Você pode não olhar na minha cara amanhã…”. Ela me olhou de novo e riu. “F” me incentivou a falar, me pegando pelas mãos. “Eu sei que, provavelmente, essa não é a sua, mas… No dia que você quiser umas horas de felicidade, me procura…!”. No meio daquele barulho todo eu consegui ouvir a gargalhada que ela deu. Censurei-me de imediato. Era chegada a minha hora de ir embora.

 

Jurando que ela me ignoraria e me chamaria de sapatão louca no dia seguinte, ia me virando para procurar o rumo da porta quando ela me abraçou. “Então, vamos competir… vamos ver quem dá mais horas de felicidade pra quem…!”. Sabe-se lá que tipo de rompante foi aquele, mas em seguida “F” me beijou ali, de língua, devagar e intensamente, em meio aos colegas de turma.

 

Beijou-me como se nenhum daqueles nos visse, sem medo, sem pressa. Resultado: furor ébrio daqueles que nos rodeavam. Pegando-me pela mão, sem ficar para ouvir as brincadeiras que viriam a seguir, saiu me puxando pelo recinto e me levou até o balcão para pagarmos nossas partes. Eu ainda estava em choque. Ela ria da minha surpresa. Nada falávamos. Já do lado de fora do bar, ela foi rápida em me dizer que estava só em casa naquela noite e me disse para segui-la de carro até lá.

 

No apartamento, ela não me deixou olhar direito os quadros que tinha na parede. Sugava meus lábios devagar, mas com certa força, mordiscava-os, enquanto ela escorregava suas mãos pelo meu corpo. Aos beijos fomos caminhando devagar para o quarto dela.

 

Sentei na cama e, segurando-a pelo quadril e levando sua blusa soltinha com o rosto, achei sua barriga. Beijei e lambi cada parte daquela barriga sem pressa. Subindo, achei suas costelas e em seguida, seus seios pequenos. Abocanhei, ela arfou. A cada sugada dada, mais ela arfava. Beijamos-nos intensa e loucamente. Ela tirou minha blusa, lambeu meu pescoço, escorregando as mãos pelo meu bumbum e me puxando para junto dela com firmemente.

 

Ainda aos beijos, encaixamos nossos corpos à medida que nos despíamos. Quando dei por mim, meu sexo estava colado ao dela, numa sofreguidão intensa e gostosa. Nossos beijos ficaram cada vez mais calorosos e os movimentos mais ritmados. Afastando-me um pouco para o lado, sem tirar minha boca da dela, desci minha mão e a toquei. Ao senti-la ensopada, excitei-me de tal forma que me constrangi. Ela notou e me beijou.

 

Escorreguei meu dedo médio devagar, meio despretensioso, entre seus grandes lábios para senti-la levemente da extremidade do clitóris até a sua entrada, onde a penetrei só um pouquinho e saí. Comecei a massagear seu clitóris, enquanto a beijava. Vi aos pouco sua respiração ficar mais sôfrega, ela me beijar com cada vez mais voraz, morder meu lábio inferior ao ponto de machucá-lo, me arranhar e gemer baixinho ao meu ouvido, enquanto me abraçava e mexia o quadril para aumentar a pressão junto ao meu dedo. Em meio aos gemidos e passando uma de suas pernas sobre mim, ela sussurrou: “me penetra…”.

 

Bem mandada, a penetrei. Primeiro apenas com o dedo médio e depois, com dois dedos. Comecei as estocadas carinhosamente e fui aumentando o ritmo e a força. Seus gemidos ficaram mais altos e ela me apertava cada vez mais contra ela. Mas, me desvencilhei de seus braços, descendo com a boca até seu sexo. Sem tirar os dedos de dentro dela e nem parar os movimentos deles, beijei sua virilha, suas coxas, passei a língua nos grandes lábios. Abri com a outra mão os grandes lábios e, expondo bem seu clitóris rijo e inchado, o abocanhei com fome. Suguei-o sem parar de penetrá-la e assim, ela gozou. Fiquei ali entre suas pernas sorvendo daquele sexo toda gota de mel possível, lambendo-o, sugando-o. Depois de um tempo, foi a vez de “F” me fazer gozar em sua boca.

 

Depois daquelas horas, caímos no sono sem conversar sobre os detalhes aquela noite. Quando me espantei eram 5h da manhã. De banho tomado, me despedi de “F” sem muitas palavras, mas com muitos beijos e carinhos. Enfim, conseguimos apenas nos desejar bons estudos para o resto do sábado e boa prova, caso não nos encontrássemos no domingo.

 

No dia seguinte, prova feita. E nós duas passamos! Na tela do meu celular, apenas a mensagem: “Te vejo na última sexta antes da 2ª etapa…”.