O sexo do meu Carnaval

Por X de Sexo

por Lia

 

E chegou  a Quarta-feira de Cinzas, e terminou o Carnaval…. Acabou a folga, acabou a festa, acabou a alegria irritantemente exagerada, acabou o suor que diverte mais que qualquer outro. Sim, eu amo o Carnaval e não paro um segundo nele.

 

 

E conto para vocês o melhor sexo que tive neste Carnaval….

 

***

 

– Vontade inacreditável de sexo

 

 

Foi a mensagem que li a tela do meu celular um par de horas depois de ela ter sido enviada.

 

 

Estava bêbada, feliz, suada, dançando no meio do Carnaval, vestida de flor. Bloco de rua é assim. Tudo mais próximo, os sorrisos são vistos de perto, os cheiros sentidos. É tudo mais real.

 

 

Latejei no segundo que li. E, sim, percebi que minha vontade se sexo era também enorme.

 

 

– Indescritível

 

Respondi e coloquei o celular no bolso, mais molhada do que estava antes. O amigo que segurou na minha cintura naquele segundo não percebeu que até mão dele me dava tesão.

 

– Quero meter sem controle

 

 

Mais tesão ao ler a nova resposta.

 

 

– Sexo sem parar um segundo

 

. Me comer até gozar . Por favor, eu escrevo.

 

 

– De lado, sem parar?, recebo

 

 

Fecho o celular de novo. Agora o amigo e a amiga me abraçam. E me apertam. E eu morro pensando nele, do outro lado do país, falando em me comer.

 

 

– Encosta em algum canto e se enfia o dedo?, pisca na tela de novo.

 

Morro mais.

 

 

– Estou ensopada, respondo

 

 

– Escorregando? Enfio em você assim, pensa. De você me olhar e não saber o que fazer

 

 

Eu tremo mais. Sou arrastada sendo abraçada por outro amigo, enquanto descemos as ruas do Carnaval dançando. Gritando em vez de cantar. Ele beija meu pescoço o tempo todo. O meu e o de todas as amigas, aliás.

 

 

– Goza. Goza, vai? Now.  É uma ordem.

 

 

E o que lembro nitidamente é o que escrevo…

 

 

A amiga que me puxava pela mão se soltou, indo comprar outra cerveja. Eu fiquei ali meio zonza de tesão, abracei pela cintura o amigo que estava à frente, quase me deitando sobre as costas dele, me escorando para me dedicar à ordem recebida.

 

 

Estava muito escuro. Muito.  Coloquei a mão dentro da saia e me achei ensopada. Eu pulsava, e gozar pensando nele me comendo, pensando nele me chupando. Ah… Foi rápido.

 

Quando gozei e, sem perceber, apertei o amigo mais forte do que antes, ele retribuiu e apertou meu braço depois que afundei meu queixo com força nele.

 

Era tanta gente que, tenho certeza, o pobre não percebeu nada…

 

 

Nesse segundo ele me virou pra ele e dançou comigo, me rodopiando enquanto eu já estava duplamente tonta. Eu ria, ele cantava mais alto.

 

 

Disse que ele fosse buscar a outra amiga no bar! E tirei o celular do bolso e respondi mensagens desconexas após a pergunta dele para “Gozou?”

 

 

– No meio de uma multidão. Vc é louco.

 

 

– Goza gostosa. Vou pro banho pensando em você molhada. E linda.

 

 

Dali em diante eu só fiquei com mais tesão. Dali eu só pensava em sexo. Dali eu só pensava em sexo. E mais sexo.

 

 

Trocamos mais uma sequência de mensagens meio non sense, enquanto eu dizia o que sentia e ele dizia que me comeria com toda a força do mundo.

 

Eu pensava no quanto era insana a capacidade dele em me enlouquecer. E no quanto era injusto ele fazer aquilo sabendo que voltaria apenas na semana seguinte.