Trio de poesia, música e sexo a três

Por X de Sexo

por Alex Monteiro

 

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Crédito: suckmypixxxel.tumblr.com

 

Era uma quinta-feira. Tudo estava caminhando para ser um dia normal, exceto pelo fato de dois deuses, a poesia e o acaso, interferirem na rota da vida.

 

Tudo começou quando eu e Helena fomos ao shopping, à tarde, comprar um livro raro nas livrarias de Salvador, “Perto do Coração Selvagem”, de Clarice Lispector.

 

Na livraria, Helena, que tinha ido resolver umas coisas antes, me avistou, veio para perto de mim, sentou-se e apenas escutou a minha voz aveludada declamar o poema “NÚ”… “Quando estás vestida, ninguém imagina os mundos que escondes sob as tuas roupas. […]”.

 

Ao passo que a leitura se processava, nossa simetria cognitiva fantasiava a nudez de nossos corpos interagindo com a magia dos livros à nossa volta. Enquanto o aroma de sexo mesclado com o cheiro de livro novo ia tomando o ambiente… Fiquei de pau duro, chamei-a de safada e vadia. Ela retribuiu o elogio. Retomamos a compostura e decidimos voltar pra casa, urgentemente.

 

Helena, que veio a Salvador para irmos para o show de Zeca Baleiro e Zélia Duncan naquele mesmo dia, desanimou quando eu disse que não tinha a mesma pretensão que ela. Na volta pra casa, descemos na praça do Campo Grande e resolvemos passar na frente do Teatro Castro Alves. Não resistimos! Compramos os ingressos.

 

Findado o show, finalmente voltamos pra casa, cada uma para a sua, ainda desejando ardentemente o quarto após a música ter nos excitado mais.

 

Enquanto eu esperava Helena no meu apartamento, minha amiga Clara me chamou no Facebook pra falar que Luiz, meu amigo e ficante dela, estava por lá. Chamei-os para casa, pra jogar conversa fora. Após alguns minutos de conversa e com a chegada de Helena, resolvemos abrir o Big Apple que estava reservado pra viagem do dia seguinte.

 

Entre uma conversa e outra, descobri que Clara e Luiz também estavam no show de Zeca e Zélia. Mas o assunto da noite era apenas um: sexo! As curiosidades em torno do corpo humano, bem como os desejos e fantasias sexuais, aumentavam à medida que o de Big Apple ia secando. Eu e Helena saímos pra fumar um cigarro, enquanto Luiz e Clara se beijavam despudoradamente. Tudo caminhava para um culto a Baco. Entretanto, Luiz demonstrou sinais de fraqueza por conta do Big Apple, enquanto Clara, adepta da bissexualidade, pediu um beijo a Helena.

 

Fomos então para o apartamento de Clara, que é no mesmo andar que o meu. Luiz e Clara ficaram na sala, enquanto eu e Helena, que estava de vestido, ficamos no corredor. Não havia tempo a perder.

 

Helena sentou-se no batente do corredor e abriu as pernas mostrando a calcinha fio dental preta, de forma que nossos corpos ficaram na perfeita posição para a cópula. Pus a calcinha de lado e enfiei na sua buceta lentamente, sentindo-a umedecida e pronta para a penetração ritmada. Meti com mais força enquanto ela gemia de prazer diante do perigo de alguém nos ver. Clara apareceu na porta e flagrou nosso ato de protesto no corredor do prédio. Ela se aproximou de nós dois. Demos uma pausa, e prontamente Clara beijou Helena. A bandeira do prazer estava hasteada.

 

Luiz foi para o quarto enquanto nós três ficamos sentados no sofá da sala. Era nítida a relação de dominação sexual entre nós. Clara, minha amiga e confidente, deixou claro que não transaria comigo, exatamente por este motivo. Entretanto, ela estava dominada por Helena, que por sua vez se apresentava como minha escrava sexual.

 

Começamos as preliminares no sofá mesmo. Clara não escondia o tesão por Helena, beijava-a sem parar, tendo eu como mero observador. Após um tempo de longos beijos, peguei a mão de Helena e as levei até os seios de Clara. Em seguida, Helena começou a chupa-los, enquanto eu beijava Clara.

 

O desafia estava posto: fazer Clara, que se diz frígida, morrer de prazer.

 

Assim, eu e Helena nos atemos aos pequenos, cheirosos e deliciosos seios de Clara, enquanto uma das minhas mãos apalpava a sua buceta, já molhada.

 

E Luiz? Este estava no banheiro vomitando sem parar e com a cabeça latejando. Demos uma breve pausa para cuidar dele. Exausto, resolveu deitar no sofá.

 

Eu e Helena nos dirigimos para o quarto de Clara para darmos continuidade ao culto a Dionísio. Fomos nos despindo à medida que os beijos, sussurros e palavrões ganhavam intensidade. Nus, ela sentou-se no meu pau e recomeçamos a transar loucamente.

 

Após alguns minutos, Clara entrou no quarto para juntar-se a nós. Neste momento, Helena me chupava deliciosamente. A luz do quarto estava apagada, mas a claridade da lua adentrava pela janela transparente deixando o quarto levemente iluminado. Clara acendeu a luz por breves segundos, suficientes para presenciar Helena me sugando. Cansada de ser meramente uma observadora, Clara deitou entre nós, e o ménage  teve seu auge.

 

Despimos Clara totalmente, chupamos seus seios, sua buceta, sua boca, masturbando-a enquanto ela gemia de prazer e tesão. Depois de meter, bater e xingar Helena por um bom tempo, deitei Clara na cama, abri suas pernas e enfiei com cuidado na sua buceta apertada e raramente dominada.

 

Seu corpo magro junto ao meu era a prova de que amizades verdadeiras não são desprovidas de desejos e instintos. Comi a minha amiga! Sem pudor, moral ou escrúpulo. Fodi ela com força, quente.

 

Enquanto a noite fluía e a aurora dava sinais da existência do dia, meu primeiro ménage, regado a muito prazer, tapas, palavrões, xingamentos e orgasmos, ia chegando ao fim.

 

Mas era preciso fechar a noite avulsa de sexo com chave de ouro. Após vários pormenores, já por volta das seis da manhã, Helena me pediu pra gozar na boca dela. Pedi pra ela chupar os seios de Clara enquanto eu batia uma punheta maravilhosa a fim de obedecê-la. E assim foi.

 

Depois de me masturbar vendo aquela cena de puro prazer, na eminência do orgasmo, puxei o cabelo de Helena e coloquei meu pau na sua boca, e, de um jato, esporrou-se. Pedi pra ela mostrar à Clara a porra na sua boca e depois engolir. E como uma boa escrava, ela acatou minha ordem.

 

Por fim, deitamos na cama, nós três, sem acreditar no que acontecera, ainda extasiados pela noite surreal de prazer e gozo. Sorríamos da nossa loucura, depois adormecemos.