X de Sexo

A cama é de todos

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Blog fala de sexo a partir de histórias do dia a dia, narra experiências reais e conta com a colaboração de leitores. É produzido de forma anônima.

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O prazer casual no ponto de ônibus

Por X de Sexo

Queremos falar sobre essas pesquisas e achismos e verdades, claro, de que sexo casual não é tão legal quando um sexo com comprometimento ou coisa que o valha. Como tudo, há dois lados e vários pontos, os bons e os ruins.

 

Antes de entrarmos no debate (afinal, já debatemos teoria demais ultimamente, né?), postamos o conto de uma leitora que nos escreveu sobre a parte boa do sexo casual.

 

Quem quiser nos contar, sob o garantido anonimato, algo história, só escrever para blogxdesexo@gmail.com

 

***

 

por Carolina

 

Eu conheci o P. num ponto de ônibus. Aquela conversa boba de “será que esse ônibus ainda demora muito?” ou “faz tempo que você está aqui?”. Naquele dia eu jamais poderia dizer que aquele menino magro, de óculos e levemente tímido pudesse me fazer querer trepar em todos os cômodos da minha casa e em todas as posições que o meu corpo e o dele permitissem.

 

Trocamos telefones e no dia seguinte decidimos sair. Não houve, no começo, faíscas, um tesão incontrolável, vontade de enfiar a mão embaixo da mesa e bater uma punheta ali mesmo, no bar fuleiro de esquina. Ele era comum e eu, que tinha acabado de terminar um relacionamento de anos, só estava mesmo com vontade de conhecer gente nova.

 

Depois de tanto conversar ele veio e me beijou. Foi aí que eu percebi que aquela história ia ter continuação e, de preferência, na minha cama. O P. tinha uma boca gostosa, uma língua que lambia a minha língua como se ela fosse a minha buceta. A língua dele explorava a minha boca como se quisesse explorar o meu corpo, e eu deixava. Minhas mãos estavam apoiadas na coxa dele e eu só pude pressioná-las; eu sentia o calor que passava da boca dele pra minha; e da minha boca pro meu corpo, até chegar às minhas mãos. O quente da minha pele transpassava à calça jeans surrada, e o corpo dele me respondeu prontamente. Senti o pau duro fazendo pressão contra o zíper.

 

Depois do segundo beijo já estávamos indo pra minha casa.

 

Existem duas coisas que me deixam ansiosa no sexo: a primeira, o tamanho do pau do cara; não tenho preferências, mas tenho expectativas. A segunda é o sexo oral; não sou do tipo que finjo, se não estou gostando, peço pra parar e fazemos outra coisa. O P. não me decepcionou eu nenhum dos dois quesitos.

 

Logo de cara, o P. pediu que eu o chupasse e, então, eu deixei claro que gosto de ser mandada. “Me chupa”, ele disse, “Agora”. Engoli enquanto ele segurava o meu cabelo e empurrava, delicadamente, a minha cabeça. Os gemidos dele só me faziam ter mais vontade de chupar aquele pau incrível, mas ele pediu pra que eu parasse.

 

Eu gosto mesmo é de sentir o pau latejando dentro da minha boca, aquela vibração antes de gozar e, depois, finalmente sentir o gosto do outro. Eu gosto do gosto. Cada um dos caras com que trepei tinha o seu sabor particular. Como cheiro, é inconfundível. Mas, sobretudo, eu gosto mesmo de obedecer. Então parei.

 

O P. me pegou pelo braço e me deitou na cama; afastou, firme, as minhas pernas. Em cada um dos seus movimentos, ele foi incisivo, certeiro, não havia dúvida. Quando ele começou a me chupar eu percebi que não tinha me enganado. O beijo entregou tudo…

 

A língua dele percorria as minhas coxas, descendo até a virilha, e eu já estava fervendo.

 

Senti um sorriso de satisfação quando ele me penetrou com o dedo e percebeu como eu estava molhada. Ele lambeu os grandes lábios e eu gemi alto. Quando chupou meu clitóris eu achei que morreria lentamente.

 

O movimento do meu quadril dava o ritmo para o movimento dos dedos que me penetravam. A língua entrava nessa dança, a saliva quente me lambuzando, os lábios dele me chupando e eu gemendo alto. Quando, com a outra mão, ele afastou meus grandes lábios pra encaixar melhor a boca em mim, não aguentei. Gozei alucinadamente, o corpo repleto de espasmos.

 

“Me fode”, eu pedi. “Por favor”.

 

Estava de quatro enquanto ele me comia com força, até o talo. Eu só queria mais.

 

Com o P., naquele dia, eu percebi que sempre queria mais. Ele segurava o meu rabo de cavalo e me fodia, como eu tinha pedido.

 

Passamos dois meses assim. E eu ainda sinto um arrepio quando penso naquela língua e naquela boca me chupando.

 

Foi o melhor sexo casual da minha vida.

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