X de Sexo

A cama é de todos

 -

Blog fala de sexo a partir de histórias do dia a dia, narra experiências reais e conta com a colaboração de leitores. É produzido de forma anônima.

Perfil completo

Publicidade
Publicidade

Quando eu e ela nos beijamos no banheiro feminino…

Por X de Sexo

20131126-160600.jpg

por Lia

 

Chegamos à casa em que ficaríamos hospedados com alguns casais de amigos. Conhecia a maioria. De um ou outro, não conhecia as novas namoradas. Deixamos a malas.

 

Decidimos sair para comer com alguns pares. Outros ficaram na piscina. Foi a primeira vez que cruzei com ela, nas escadas. Meu namorado abraçou, entusiasmado, o amigo que não via há meses. Eu me apresentei a ela. Ela se apresentou a nós. Oi, oi. Tchau. Tchau.

 

Corta pra festa. Foi um super casamento. Noite linda e quente, um lago, vinho branco era a minha bebida escolhida pra noite.

 

Era tanta gente conhecida e feliz. Vinho, cerveja, música. As meninas conversavam animadas. Claramente estávamos em dia inspirado. Ela enchia meu copo se ele começava a esvaziar, e eu comecei a retribuir a gentileza. Ríamos mais alto das opiniões e coincidências.

 

A conversa tombou para o lado: como não nos conhecíamos? Eu estava com meu então par há uns anos, ela pouco menos, mas há tempos também. Em meia hora e uma garrafa de vinho depois, tínhamos afinidades que me deixaram animada. Adoro conhecer pessoas assim. A música mais alta nos obrigou a falarmos ao pé do ouvido. Foi quando entendi aquilo: o cheiro dela me fez querer a música mais alta ainda. A risada dela me fazia rir mais. E a mão dela no meu ombro e cotovelo, a cada toque normal, me dava choques.

 

“Vamos pra fora?”. “Claro”, respondi. Mais uma garrafa e mais risadas. A conclusão da segunda garrafa: nossos homens deveriam entender que uma passeada nossa com outro homem poderia melhorar a vida deles! Gargalhamos. E combinamos de avisá-los disso, claro!

 

Um grito da porta: “Meninas, dançar já! Venham”. Levantamos e fomos, afinal a garrafa estava vazia. Na pista, nossos homens nos puxaram pra dançar. Ríamos eu e ela, nos olhando, lembrando da conversa e do pacto recém-feito da varanda.

 

Dançamos, dançamos, dançamos. Naquela hora, já estávamos uma perto da outra em conversas bem, bem próximas fisicamente, por causa de música alta.

 

Os choques dos toques viraram tesão da forma mais clara. “Que vontade de beijá-lá”, eu pensava sem pensar. Ela leu meus pensamentos, tenho certeza. E começou a falar mais baixo, me obrigando a encostar meu ouvido em seu rosto. Ela começou a quase sussurrar, e segurava meu cabelo e ria, vendo como nos aproveitávamos daquilo.

 

“Por exemplo. Nós aqui, assim. Será que alguém mais atento não acha nada?” Eu sorri como se não tivesse entendido. E latejei, de nervosismo e tesão, ao cogitar que alguém pudesse de fato perceber.

 

Eu precisava fazer xixi, e pedi que ela me esperasse ali. “Vamos. Estou apertada também.”

 

Entramos no banheiro com as taças, cruzamos com uma conhecida que brindou no caminho. “Segura minha taça”, pedi, entrando em uma das cabines”. “Claro”, ela disse, e entrou comigo como se fosse algo óbvio.

 

Assim que eu virei o trinco estavam as duas taças no chão. E eu confesso que, apesar daquele tesão e daquele jogo, eu não imaginava o que viria a seguir.

 

O olhar dela me beijou e me fez ficar molhada antes que nos beijássemos de fato. E quando nos beijamos, suspiramos as duas para tomar ar.

Alternávamos os beijos com bocas e pescoços. Ela me beijava os ombros do vestido tomara que caia, e eu me enfurnei no cabelo dela. Ela riu quando ameacei uma mordida.

 

Foi quando ela levantou minha saia e se contraiu, apertando os olhos, ao ver o quão molhada eu estava. Com a deixa, eu fiz o mesmo. Nunca tinha tocado uma mulher daquele jeito. Eu adorei aquilo.

 

Nos beijávamos sem e nos masturbávamos, uma a outra, com uma leveza diferente de qualquer coisa que eu já tinha sentido. Levantei mais a saia dela e me encaixei em sua coxa. Ela sorriu.

 

Os vestidos justos não deixaram que os seios fossem provados (ah, como lamento isso), mas apertou-me com tanta vontade que gemi.

 

Ela voltou a se concentrar em mim, inchada, e eu gozei. Ela passou os dedos nos meus lábios.

 

Então percebemos que já estávamos lá havia um tempo considerável. Rimos. Nos recompomos.

 

Pegamos as taças e na saída nos olhamos. Olhamos para a pia e decidimos sem falar nada: balançamos as cabeças com “não, não vamos lavar as mãos”. Ela passou a dela no meu rosto e voltamos para a festa.

 

Meu cérebro foi tomado pelo pensamento de que aquele beijo era o primeiro que eu dava, em anos, em alguém que não meu namorado. E ainda era uma mulher, sexo que nunca tinha beijado até então na vida! Eu sorri por dentro. Não me arrependi um segundo.

 

A festa ainda tomou um tempo, ainda dançamos, mas agora até a conversa era sempre com nossos pares ao lado. Foi um fim de noite… interessante.

 

Voltamos à casa após a festa, uma turma grande ainda bebeu e conversou por horas na piscina, incluindo nós quatro, todos bêbados.

 

No dia seguinte de manhã nos cruzamos, sorrimos, demos beijos como todos os outros e nos despedimos.

 

E essa história nunca fui confessada ao meu namorado. A única vez que cheguei a propor uma tentativa de sexo a três, ele duvidou que eu quisesse mesmo. E eu, sei lá o motivo, não tive coragem de insistir. Julguem-me, mas não sei o motivo de não ter tido coragem. E esse cara não é mais meu namorado, nunca saberá.

 

Depois daquela noite nunca mais beijei outra mulher, apesar de ter ficado em mim a vontade ENORME de provar sexo com outra garota. Espero que alguma desperte mas minhas entranhas o que ela despertou naquela noite de lua cheia. E ansiosamente espero que ela queira o mesmo que eu.

Blogs da Folha

Publicidade
Publicidade
Publicidade