X de Sexo

A cama é de todos

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Blog fala de sexo a partir de histórias do dia a dia, narra experiências reais e conta com a colaboração de leitores. É produzido de forma anônima.

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O prazer e os poréns da retaguarda masculina

Por X de Sexo

por Ana

 

A conversa acabou quando percebemos que um grupo de convidados, na mesa ao lado, olhava para nós entre um misto que variava do escândalo à curiosidade. Falávamos do polêmico fio terra.

 

Elena tentava explicar para a gringa da mesa o que aquilo significava. Na primeira tentativa, não foi muito clara, dada a enorme cara de susto da nossa amiga, que confessou nunca ter feito nada daquilo.

 

Eu, que a conheço muito bem, estranhei a confissão, de que aquilo era uma das poucas coisas que ela não tinha experimentado entre os lençóis.

 

– Como assim nunca fez?

 

– Bom, nunca me ocorreu uma forma de convencer um cara a enfiar um cabo elétrico ali, na verdade.

 

A risada foi geral, e aí começaram os relatos que tanto interessaram aos nossos vizinhos da festa.

 

Efetivamente, nossa amiga tinha transpassado o Ponto G masculino muitas vezes. “Aaaah, fiz com quase todos. Meus namorados gostam mesmo de sentir meu dedo no cu… Acho que muito mais aqui no Brasil do que no meu país.”

 

Entre nós estava Letícia, uma das mulheres mais sensuais que eu já vi -isso na rua, como passante, porque na cama parece que lhe falta sal. Ela relatou nunca ter tentado o fio terra e menos ainda sexo anal. Curiosa, nos perguntou como fazíamos.

 

Elena deu a dica: pergunte antes. Verbalmente ou se aproximando aos poucos da área que pretende explorar. Se ele se esquivar, é por não querer tentar, seja por medo, por preconceito ou por ignorância, mas se te deixar continuar, tenho certeza que ele vai adorar.

 

“Muitos fingem que não gostam, porque acham gay, para depois gozar como loucos com meu dedo”, nos contava Elena.

 

Eu fiquei quieta durante quase toda a conversa. Comigo, foram várias vezes as que retiraram minha mão da região, mesmo quando eu nem tinha interesse em ultrapassar a fronteira de fato, apenas acariciar a área. Entendo o medo, os poréns, mas não o preconceito. Já ouvi milhões de vezes esse papo de “meu cu é sagrado”, “ninguém mexe aqui” ou “isso não é para mim”. Que preguiça disso.

 

Nas vezes que eu fiz, mesmo não sendo super fã da prática, adorei por ver como ele se mexia de um jeito diferente, mais parecido ao meu, mais livre e mais entregue ao mesmo tempo. E por ver como o orgasmo chega com mais intensidade. Não é bem uma corrente elétrica, mas a sensação é de quase.

 

***

 

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