X de Sexo

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A dança das mãos 1 – Prévia de sexo bom

Por X de Sexo

por Lia

 

Foto
Crédito: suckmypixxxel.tumblr.com

 

A dança das mãos é uma coisa sobre que não se pode menosprezar. Ela, mais que qualquer coisa, faz um tesão explodir ou morrer. Tá, não mais que qualquer coisa… Mas está no top três.

 

Entender que um segundo após parecer (estando entre os cabelos) uma folha fazendo cócega, a mão alheia precisa estar na nossa nuca tão firme como quem salva alguém de uma inundação. Saiba: essas duas coisas são capazes de nos fazer flutuar. E, claro, querer dar. E imediatamente. E para você, a pessoa da mão.

 

Foi assim na primeira noite com A., com música alta e muita cerveja (Heineken, lembro bem).

 

Ele nem tocou em mim por horas seguidas, eu nem lembrava que ele tinha mãos. Quando, no meio de uma música, ele disse que me agarraria naquele segundo caso eu continuasse na frente dele, me esfregando fingindo que era sem querer (não, não era sem querer que eu sentia o pau dele na lateral do meu quadril…). Eu continuei parada. Ele me fez caminhar, me segurou pela nuca e me fez… Querer sexo com ele naquele EXATO segundo.

 

A mão antecipou o beijo sem ar, o encaixe sem pudores (acredite, isso não é ofensa nenhuma) e o tesão instantâneo. Quero sexo, pensei.

 

Há gente que chama isso de pegada. Na parte pelo todo, a mão é a metonímia do sexo.

 

Da nuca, foi a mão na cintura, que me tirava os pés do chão; na boca, que me fazia querer (e de fato) mordê-lo; no queixo, que me levantava o rosto para ele usar a língua no colo e pescoço; na barriga, para provocar na entrada do ventre e do cós da calça; nas coxas, para me apertar; nos ossos do quadril, que ficavam proeminentes quando ele forçava contra mim sua maior vontade.

 

Parece óbvio e quase ridículo dizer o quanto mãos são importantes. Óbvio que no sexo vale o mesmo. Mas falo da importância dela antes disso. Não da mão que faz carinho ou só encosta ou da mão que masturba, mas da mão que SEGURA.

 

Uma amiga diz que o único arrepio comparável ao orgasmo é a mão que aperta a coxa ou o joelho quando não se espera. Ela diz que nem precisa ser alguém com que ela esteja saindo, pode ser o colega de trabalho ou um amigo brincando.

 

Há quem goste de mãos delicadas. Eu acho um desperdício (a não ser no cabelo e no cafuné, mas mesmo nele uma segurada na medida vale muito, como já disse). Prefiro a mão intensa, quase dura, e pensar na firmeza do sexo que virá depois. Dela esmagando meus seios e por onde mais queira entrar.

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