X de Sexo

A cama é de todos

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Blog fala de sexo a partir de histórias do dia a dia, narra experiências reais e conta com a colaboração de leitores. É produzido de forma anônima.

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Nas curvas de uma estrada

Por X de Sexo

por Lia

 

Carro
Crédito: monsieurdufraise.tumblr.com

 

Estradas são cenários de liberdade. Impossível não entrar em uma e pensar em sexo. Sempre tive a sensação, ao passar por estradas pelo mundo, de carta branca para se fazer o que bem quer. Poder dar para quem eu bem entender e deixar a pessoa passar. Ir para onde se quer, sem satisfação a ninguém. Muitas coisas a realizar por elas na minha lista de vontades…

 

Na minha cabeça (machista, talvez, por me imaginar no banco do passageiro), eu faria meu motorista sofrer tanto, mas tanto que quase morreríamos num acidente de carro, numa estrada linda, com vista para o mar. Seria eu uma pessoa livre para torturar.

 

E essa vontade, em uma das vezes que virou realidade (talvez a melhor, confesso), foi veneno contra quem tentou envenenar.

 

Já tínhamos passado boas horas na praia naquela tarde. Dia lindo, cerveja gelada. Nossos corpos nunca tinham ficado expostos por tanto tempo em frente um do outro sem que não fosse possível transar.

 

Cada vez que ele brincava com meu rosto, meu cabelo. Que encostava na minha cintura ou me beijava, a vontade de sair dali e esquecer o sol me tomava. Ele sabia que me provocava, e eu fazia o mesmo, me mexendo para que meu quadril esbarrasse no corpo dele, ou meus peitos roçassem nos braços.

 

A senha para fugirmos foi estar sentada na beirada dos joelhos dele e, ao me inclinar para um beijo, meus seios o tocarem no peito. “Vamos achar onde deixar as malas?”, disse em voz alta. “Estou molhada, e não é da água do mar”, continuei baixinho.

 

Ele sorriu, me apertou num abraço de quase esmagar, me mordeu de leve no pescoço e nos fomos.

 

Assim que o carro chegou à primeira curva na estrada, saindo da vista da praia, seus dedos se afundaram entre as minhas coxas. A pele arrepiada fez ele me olhar como quem avisasse: já era, perdeu.

 

Das coxas, ele passou pela minha barriga. Me olhou de novo. Chegou aos meus peitos, arrepiados. Eu pensava, a cada curva daquela serra estreita: “Deus, ele vai bater”.

 

Ele tentou tirar meu biquíni e não conseguiu. Eu ri. Vi ele ficar mais louco do que parecia estar. Não arrancou meu biquíni fora, mas o puxou tanto meus peitos escaparam de dentro dele. Ainda dirigindo, diminuiu a velocidade. Eu cheguei a começar a pensar “para quê”, mas ele já tinha parado, no meio da estrada, e os chupava. “Se a gente morrer aqui, é sua culpa “. E voltou a dirigir. Diminuiu, quase parou de novo, agora para mordê-los de leve.

 

Eu terminei de abrir o vidro para ter ar. Olhava o mar lá embaixo. A cada curva ele me apertava mais, voltando para as minhas coxas. “Enfia logo sua mão em mim”, latejava.

 

Eu tentei chegar perto da perna dele, a bermuda quase explodia, mas ele balançou a cabeça em um “não”.

 

E, quase que com raiva, me segurou por entre as pernas, inchada. Eu, imóvel. Em uma curva, que o obrigou a segurar o volante, abri o botão e o zíper do meu apertado shorts e guiei os dedos dele até onde pudesse sentir o que tinha feito. Não aguentava mais esperar.

 

O olhar arregalado ao me perceber ensopada de tesão o fez andar a 10 km/h, por aí. Quase parado, numa estrada estreita e vazia. “Enquanto você não gozar a gente não vai a lugar nenhum”, ele disse.

 

E com ele me olhando, me penetrando em pensamento, me masturbei até gozar. Segurei ao máximo para tentar aproveitar cada segundo daquele jeito de me olhar. Enquanto eu gozava, de quase me machucar puxando o cinto de segurança contra meu colo, ele olhava.

 

“Você é a mulher mais gostosa do mundo”, ou algo parecido com isso. Meu cérebro só guardou a cara dele.

 

E nunca mais, depois daquele dia, dirigi por qualquer estrada sem sentir tesão ao pensar naquelas cenas.

 

 

***

 

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