X de Sexo

A cama é de todos

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Blog fala de sexo a partir de histórias do dia a dia, narra experiências reais e conta com a colaboração de leitores. É produzido de forma anônima.

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Vestidos rosas e o sexo

Por X de Sexo

por Lia

 

 

Em pé
Crédito: tumblr.suxkmypixxxel

 

Posições, posições e posições. Quantas coisas malucas tentamos. Eu não tenho dúvidas sobre  duas das minhas posições favoritas. Ou ao menos das que me fazem gozar mais rápido ou sentir mais prazer.
Além do mais, por sorte, uma delas é das mais fáceis para lugares inusitados ou públicos, como banheiros e festas.

 

E é perfeita caso você chegue a algum lugar em que a cama está longe e não consegue esperar, como um motel. É o caso da lembrança desse post e da urgência daquele dia.

 

O vão entre o carro e a parede era estreito, percebi assim que abri a porta. Cheguei a começar a pensar que deveria tomar cuidado com a pintura, mas sequer terminei.

 

Ele já estava naquele vão e, em um segundo, havia me arrancado de dentro do carro e me colocado em pé, à frente dele, num espaço apertado para dois corpos, mas o suficiente para nós dois daquele jeito: grudados, suados apesar do único minuto ali.

 

Eu já estava molhada, latejando desde a mão dele no meio de mim no carro. Eu fervia, e ele percebeu assim que me tocou por baixo do vestido, enquanto me beijava sem respiro.

 

A cara dele ao me ver ensopada aumentou minha vontade de sentir ele me rasgado logo. Me virou de costas para ele, então. Quando a outra mão passou primeiro de leve pelo meu cabelo, e depois forte, uma puxada, senti um arrepio em cada milímetro do corpo, e me senti molhar mais, e latejei.

 

O arrepio cresceu enquanto ele respirava no meu ouvido e no meu pescoço (dizendo o quanto esperava por aquilo há tempos), aumentou quando as mãos passaram para o quadril e quando, ao fazer um movimento para que eu me arrebitasse mais, senti ele entrando em mim. Eu em pé, e ele entrou em mim. Nem houve tempo me despir da calcinha, só puxada para o lado e tirada do meio do caminho para que ele entrasse.

 

O espaço parecia mais apertado ainda, enquanto ele continuava a gemer e a meter. Seco e forte.

 

Dali em diante não lembro claramente das imagens, mas sinto e tenho na memória cada onda que percorreu o corpo enquanto eu gozava, e enquanto ele continuava me comendo por trás e me segurando, ora pelo quadril, ora pelo cabelo, depois pelos braços. Eu nunca gozei tinha gozado tão rápido na minha vida.

 

Lembro de como a parede gelada contrastava com ele quente e deliciosamente suado nas minhas costas, pingando, e com os beijos no pescoço.

 

Quando acabou, ele me segurou, coordenando os movimentos que faltavam aos meus músculos, me virou pra ele e me beijou mais.

 

Decidi que nunca mais conseguiria andar.

 

Meu vestido rosa estava vermelho com o suor daquilo. Pra mim, vestidos rosas, desde então, me fazem pensar em sexo.

 

***

 

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