X de Sexo

A cama é de todos

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Blog fala de sexo a partir de histórias do dia a dia, narra experiências reais e conta com a colaboração de leitores. É produzido de forma anônima.

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Forró e calor em Manaus

Por X de Sexo

Paula é nossa leitora que escreve hoje. Para enviar os seus, basta mandar para blogxdesexo@gmail.com. Seu anonimato, assim como o nosso, será preservado caso prefira.

 

***

 

por Paula

 

Foró
Crédito: J.Borges

 

Eu estava em Manaus. Longe dele, daquele francês gostoso, e com tesão pré-menstrual. Fui parar num hotel (pseudo) chique de lá. R$ 20 para entrar. Medusas e algas marinhas fluorecentes flutuavam no teto. No palco, uma banda tocava forró. Eu estava louca para dançar um forró.

 

Mas embaixo do palco só tinha gente fazendo sexo com roupa. Ou, na minha visão, de camisinha gigante. Pois as roupas eram como camisinhas gigantes: justas, finas e coladas.

 

Sim, a dança tinha chegado ao seu estágio mais sexual. Olhar para a pista de dança do degrau em que eu estava era o mesmo que assistir ao maior sexo grupal que já vira. Casais se batiam, abaixavam e subiam num ritmo frenético. Deveriam estar gozando, pensei, mas a música abafava o caso.

 

Aquelas índias com vestidos curtos, aqueles homens de perfume forte e corrente e camisas justas, aquela champanhe safada, aquela TPM piranha, tudo aquilo me deu muito tesão.

 

Olhei para o meu vestido de “tiazinha” pelos joelhos e tive um pouco de vergonha. Ou um pouco de orgulho. Não dava para distinguir. Queria mostrar mais os meus peitos. Queria pedir uma faca para o barmen e entrar naquele banheiro que cheirava a talco para cortar a minha saia. Queria passar um batom vagabundo.

 

Mas só o que diz foi dançar comportadamente um forró bem tradicional com um cara que nasceu na Jordânia e morava em Manaus havia 12 anos. Ele se afastava e eu juntava, bem safada. Queria sentir seu perfume gringo. Queria sentir um pau duro.

 

Quando cheguei ao quarto do hotel (sozinha) ainda estava com o tesão do forró. Resolvi entrar na internet para falar com o meu francês gostoso. O melhor da TPM são os peitos grandes. E foi isso que eu disse. “Oi, quer ver os meus peitos? Eles estão imensos”. Ele quis, lógico. Mostrei um. Eu via o francês grande, na tela, e num quadradinho no canto eu via meu peitão. Aquilo me deu mais tesão. Nele também, porque ele baixou a câmera e eu vi seu pau em primeiro plano.

 

Ele me mandou (adoro esse mandar!) tirar o vestido. O mesmo vestido, meigo, até os joelhos, do forró.  Tirei. Nunca tive tanto tesão virtual. Na tela, eu via o seu membro francês, sua cara lá atrás, e a minha cara de prazer na janelinha do canto. Era como dar para ele e para mim ao mesmo tempo. Praticamente um ménage.

 

De vez em quando eu passeava com a câmera por um peito, depois pelo outro e ia descendo até chegar onde ele queria. Voltei a câmera do celular para a minha cara enquanto imaginava que meus dedos eram a língua dele. Queria ver a minha cara gozando, junto com a cara dele, com o pau dele. Uma coisa meio Picasso, corpos desconstruídos em quadrados.

 

Gozei pensando naquilo. Mas continuei assistindo e mudei a câmera para baixo de novo, para ele ver como eu estava. E nesse bacanal comigo mesma e com ele, me via me tocando na pequena câmera e via aquele pau tomando conta da tela grande. Gozei de novo. Nós gozamos. Eu, ela na pequena câmera, ele, e o que eu vi esparramado. “O leitinho pra você dormir”, dizia ele. “Boa noite”, disse eu, já me aconchegando no travesseiro macio.

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