X de Sexo

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Blog fala de sexo a partir de histórias do dia a dia, narra experiências reais e conta com a colaboração de leitores. É produzido de forma anônima.

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Derrubando mitos 2 – Sexo na Praia

Por X de Sexo

por Ana

 

Praia

 

Ainda é uma cena que me excita: uma boa transa na praia. Me imagino sem roupas, com a luz da lua iluminando minhas coxas, aquele homem em cima de mim, me segurando e me beijando como se fosse a mulher da sua vida, a espuma das ondas acariciando nossos pés e nós gozando enquanto rolamos na areia.

 

Naquele feriado de 1º de maio eu comprei todos os bilhetes do sorteio “Foda na Praia”, mas acabei sem receber sequer um prêmio de consolação.

 

Eu passeava pela beira do mar com um vestido de renda roxo, curtinho, lindo, delicado mas apertado, que ficava perfeito sobre a minha pele bronzeada… Chamei a atenção dele já de longe. Era o homem mais bonito que eu tinha visto.

 

Ele ficou olhando para mim fixamente. Nossos olhos se encontraram, e ele fingiu tirar seu chapéu. Agradeci o elogio com uma reverência de princesa, com vestido incluído, e continuei meu caminho. Só sou boa nas distâncias curtas.

 

Naquela noite ele apareceu no restaurante em que eu estava, sozinho.

 

Eu jantava com minhas amigas e ele nos acompanhou com uma cerveja. Gostei de perceber seu olhar interessado apenas em mim, avaliando meu corpo, tentando se aproximar…

 

Mas gostei disso, especificamente, porque toda vez que ele abria a boca demonstrava que a natureza só tinha sido generosa com ele apenas no físico e  tinha esquecido de colocar qualquer coisa atrás daqueles enormes olhos verdes.

 

A diferença entre meus amigos homens e eu é que não consigo transar com bobos. Ou ao menos era o que imaginava.

 

Quando o jantar acabou e ele se ofereceu a descobrir uma prainha escondida entre as rochas, fiquei pensando na arbitrariedade dos números da Mega-sena. Não tinha nada sobre o que falar com ele, mas como perder a oportunidade de curtir aquele corpo gostoso naquela praia maravilhosa? Resolvi aceitar.

 

Tudo começou errado. Entramos no carro e um pagode altíssimo ‘gritava’ no rádio. E eu, sim, abaixei o volume como uma namorada chata. Nada contra o pagode, mas tudo contra os milhares de decibéis em espaços pequenos.

 

Logo chegamos à trilha que nos conduziria até a prainha. Após atravessar um caminho de barro duro e espesso, onde perdi um chinelo, chegamos a umas rochas grandes, redondas, com a lua refletindo-se sobre seus lombos. Era um lugar lindo, sem dúvida. Começamos a nos beijar apaixonadamente.

 

Tirei sua camisa e descobri um corpo que amei -e que me ajudou a esquecer o pagode e o papo ruim. Ele tirou minha roupa com tal delicadeza que ela chegou até a água. Tivemos que parar para recuperá-la.

 

Chupei ele de cima a baixo enquanto uma turma de mosquitos fazia o mesmo comigo. Tentei não reclamar. Ele me pressionou contra as pedras e me colocou de costas. Aguardei alguns segundos até sentir seu pau duro atrás de mim, mas… Aquilo não estava duro, não.

 

– É que não gosto de camisinha, explicou-se.

 

Perfeito, pensei! Bye bye, bilhete premiado…  Se já sinto pouca empatia por homens que não aprenderam a superar o “momento camisinha”, imagine por uma espécie como ele. Se broxa com camisinha, ou não come ninguém ou nunca se protege, e nenhuma das duas opções me entusiasmava.

 

Recorri à língua de novo e sugeri que ele fizesse a mesma coisa. Assim conseguimos içar as velas, e ele me penetrou. Mas como um coelho quando preso à sua fêmea! Meus joelhos batiam nas pedras e se machucavam contra as rochas, aquela revoada de mosquitos festejava uma orgia com meu sangue –ele saiu ileso- e eu me distraia contando cada um dos grãos de areia que estavam raspando minha pele. Sim, me culpem, sou dispersa.

 

A gota d’água foi ouvir as risadas de uns argentinos que estavam por ali aproveitando a vida de verdade.

 

Comecei a me sentir uma estúpida e pedi para pararmos com o circo. Coloquei minha roupa molhada e cheia de areia, o chinelo que sobrara e pedi que me levasse para casa.

 

– Foi mal. Podemos repetir amanhã em uma cama? Conheço um motel legal.

 

Voltei, por um segundo, a pensar nos números da Mega-sena…

 

– Acho que não da mais, não gosto de tentar a sorte.

 

***

 

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