X de Sexo

A cama é de todos

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Blog fala de sexo a partir de histórias do dia a dia, narra experiências reais e conta com a colaboração de leitores. É produzido de forma anônima.

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Multiorgásmica

Por X de Sexo

O post de hoje é da Fernanda, outra leitora com quem temos conversado.

 

Para enviar os seus, basta mandar para blogxdesexo@gmail.com. Seu anonimato, assim como o nosso, será preservado caso prefira.

 

***

 

por Fernanda

Crédito: sexographies
Crédito: sexographies

 

Conheci  ele num site de relacionamento. Não era um site para procurar pelo parceiro ideal, apenas um site para encontrar sexo rápido. Eu transitava naquele mundo virtual havia algum tempo -nele cruzei com histórias bem interessantes, que narrarei em outras oportunidades.

 

O perfil dele deixava muito claro que ele estava num relacionamento sério, e depois ele me falou com todas as letras que era casado. Inicialmente não aceitei seus convites para sair, argumentando que sou uma menina tradicional. Mas, passados alguns dias e após várias conversas, acabamos por combinar um inofensivo almoço.

 

Ao vivo ele era ainda mais bonito que nas fotos. E tinha um cheiro e uma voz que logo de cara mexeram com minhas entranhas.

 

Falamos de tudo e de nada. Novamente, ele disse que era casado, amava sua esposa e saía com outras mulheres só pela transa. Eu ri e falei que quando as pessoas se envolvem, nunca se sabe o que pode acontecer. Não no meu caso, ele retrucou.

 

A gente já estava saindo do restaurante quando ele grudou na minha bunda fazendo-me sentir um pinto de ferro. Junto,  aquele cheiro de macho que nunca vou esquecer.

 

O manobrista demorou horas para trazer o carro, e nesse tempo a gente já se agarrava como adolescentes, no meio da rua. Cancelamos nossas reuniões da tarde e fomos para um motel. Foi arrebatador!

 

Na segunda saída sequer conseguimos chegar ao motel, havia muito trânsito. Procuramos um cantinho e transamos no meu carro, com um fogo tão poderoso que deixou ambos assustados. Nunca tinha suado tanto na minha vida. Aquele cara ruivo, com ar certinho de bom marido e bom empregado, acordava meus sentimentos mais primitivos, me deixava melada só ao me olhar. Bastava uma carícia e todos os meus orifícios dilatavam. Só queria que ele me comesse mais forte, com mais urgência, sem parar…

 

Desde que me separei, há mais ou menos dois anos, e redescobri minha sexualidade, já sabia que eu era multiorgásmica. Mas com ele entrei em outra dimensão. Meus orgasmos enlaçavam uns com os outros. Ou era um único orgasmo que começava e não parava mais, até nossos corpos se desgrudarem.

 

Em pouco tempo passamos a nos encontrar vários dias por semanas. Na hora do almoço, ou íamos para o motel ou para o meu apartamento. Maratonas de sexo, de duas ou três horas passando de uma posição a outra com um encaixe e uma compenetração impossível de explicar. Prazer infinito.

 

Adoro tudo nele. A pele, o cheiro, o gosto delicioso do seu pau. Adoro lamber ele com a dedicação que uma criança toma sorvete.

 

“Agora vira de quatro.” Essa frase no meu ouvido antecipava a loucura suprema das suas comidas infinitas. De onde aquele homem conseguia tirar essa energia para me enfiar daquele jeito, com uma força, com um ritmo, com uma cadência que me faziam gemer, gritar, chorar sem controle.

 

E a sua chupada? Nossa, era ele começar a me chupar e eu começar a tremer, convulsionar e gozar da forma mais intensa que jamais sonhei. Ele é super dedicado, podia ficar 30, 40 minutos se deleitando, com um jeito, uma sutileza, uma variedade de registros e uma perícia inacreditáveis. No meu aniverário me deu como presente uma chupada de mais de uma hora. Eu tinha a certeza que morreria, dada a força dos orgasmos que me inundavam.

 

Mas o top, o number one sempre foi o tão desprestigiado “papai e mamãe”, em que a gente gozava só antecipando a penetração, quando nossos corpos se encaixavam como esculpidos  da mesma peça e estouravam imediatamente numa sublimação de prazer, suor, gemidos e fluidos. Que delícia! Passávamos horas assim, nos olhando e sentindo nossos genitais mexendo até os músculos mais diminutos.

 

Passavam-se as semanas, os meses, os encontros foram virando cada vez mais freqüentes. Aos almoços somaram-se cafés da manhã, corridas no parque, qualquer desculpa servia para fugirmos das nossas obrigações e transar.

 

Não só não entrávamos em rotina como cada dia era melhor. Um dia na banheira, mergulhando para chupar seu pau, outro no chão do chuveiro, acabando por inundar o banheiro, outro com um vibrador, que acabava enfiado em todos os buracos, especialmente no dele, que gozava na hora.

 

Como esse cara me deixava louca. Quando não estava com ele, me masturbava pensando nele. À noite trocávamos fotos picantes, e o fogo nunca se apagava.

 

Então começaram as palavras de amor, as projeções, os planos e as possessividades. E ele começou a falar sobre se separar, e eu a cobrar mais tempo, mais atenção. E ele a pedir fidelidade, e a gente a se encher de limitações. Começaram também as brigas, as decepções, as cobranças, os pedidos de satisfação… E rapidamente tudo acabou.

 

Saudades.

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