X de Sexo

A cama é de todos

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Blog fala de sexo a partir de histórias do dia a dia, narra experiências reais e conta com a colaboração de leitores. É produzido de forma anônima.

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Estica e puxa, ou os cabelos no sexo

Por X de Sexo

A partir de hoje, nós abrimos nosso blog para os posts de outras pessoas. Para enviar os seus, basta mandar para blogxdesexo@gmail.com.

 

Seu anonimato, assim como o nosso, será preservado caso prefira.

 

Começamos os posts de “convidados” com o do Mário.

 

***

 

por Mário
http://sinfulyearning.tumblr.com
Crédito: sinfulyearning.tumblr.com

 

Nos últimos dias, os cabelos femininos provocaram muita polêmica noveleira e revisteira. Mas, fosse o sexo um comercial de TV, e fosse esse um comercial honesto, deveria prometer exatamente o contrário do que declamam as propagandas do Pantene. Sua fórmula ativa, diz o fabricante, é “capaz de melhorar a saúde, a elasticidade e a hidratação do cabelo”.

 

Já a fórmula ativa do sexo é a destruição, literalmente até o último fio de cabelo. E essa destruição não respeita nenhuma parte do corpo nem de contrato nem de enredo.

 

Uma vez, num jantar a dois qualquer, surgiu uma conversa, nem tão longa assim, sobre fantasias sexuais ainda por cumprir. Mencionei rapidamente outra memória adolescente, a Playboy de Adriane Galisteu, e a inesquecível cena em que ela, platinada e absurdamente gostosa, depila-se com uma quantidade surreal de creme de barbear na maresia de Santorini.

 

A essa cena se somava o desejo de transar com uma mulher totalmente depilada, como nos filmes pornôs, que fazem isso com tanta frequência -quem nunca come ninguém de verdade deve até pensar que as mulheres são sempre assim mesmo. Ela só sorriu e nada disse.

 

Dia seguinte, na suíte do apartamento dela, eu deitado na cama, morto de cansaço, ela no banho, interminável. Quando já quase caía no sono, ela abre a porta, o vapor do chuveiro quente toma o quarto, mas não tanto que eu não pudesse ver sua mão me chamando para o banheiro.

 

Levanto-me e vou abrindo a porta com a mão esquerda, e a direita foi imediata e inconscientemente para o meu pau quando vi a cena adiante.

 

Ela inteira depilada, a lâmina recém-utilizada sobre a pia, uma quantidade importante de pelos ainda caída aqui e acolá. A cara dela, de lascívia ou sei-lá-o-quê, e depois não me lembro direito o que pensei, parado admirando a cena, antes de andar em direção a ela, apertá-la com as duas mãos pelo quadril, agachar-me e beijar e chupar sua pele recém-depilada.

 

Ato seguinte, ela já latejando, ergui seu quadril um pouquinho, o suficiente para ela se sentar na pia, me levantei e comecei a meter antes mesmo de a gente acabar de se ajeitar ou achar uma posição mais confortável. A força das metidas foi aos poucos empurrando o corpo dela para trás, por cima dos pelos, ignorando o perigo da lâmina ali ao lado. Já não sabia mais se o vapor era do chuveiro ou da minha imaginação. Lembro-me de ter balbuciado: “Não acredito que você fez isso”.

 

Sei que gozamos em seguida a esse diálogo, não lembro se juntos, se eu ou se ela primeiro, dane-se. Sei que não foi uma trepada muito longa, nem tinha como ser, dado o estado em que ela me deixou. Sei que minha porra escorreu dela para cima da pia e dos pelos, numa destruição completa do banheiro.

 

Sei também que nem sempre fui refém dos cabelos alheios. Frios e impessoais, certamente, os motéis requerem de seus frequentadores um pelim a mais de tesão ou ação para transar como no próprio quarto, na praia ou em cima de uma sacada de hotel na montanha vendo o luar de madrugada. Mas, sem trocadilho, dá para fazer.

 

E até tem lá suas vantagens específicas, talvez a maior delas, quando o lugar é bom, a quantidade espetacular de reflexos por todos os lados.

 

Foi num desses espelhos que a vi de quatro, na minha frente, eu sem saber se olhava para baixo, se olhava para cima ou se só fechava os olhos para sentir o cheiro dela latejando e escutar com mais atenção seus pedidos para que a comesse.

 

Sei que apertei seu quadril com as mãos, uma delas sobre a tatuagem que ela carrega no comecinho das costas e que, na verdade, tenho certeza que é um botão para fazê-la gemer imediatamente. E comecei a comê-la, nem muito forte, nem muito fraco, mas num ritmo que estava muito gostoso. Minha visão se alternava entre o espelho no alto e a cama embaixo, mas eu já não sabia por onde ela estava mais gostosa, e acelerei um pouco as metidas.

 

Ela começou a gemer mais alto, o ar começou a faltar, a cabeça balançando cada vez mais. E vi aquele monte de cabelo dando sopa, caídos pelos ombros, bem na hora em que pensava como firmá-la mais para meter.

 

 

Tirei uma das mãos do quadril e passei-a de um lado e de outro da sua cabeça, juntando os seus cabelos. Talvez ela tenha pensado que era algum tipo de cafuné, mas deve ter logo mudado de ideia quando eu torci a mão, repuxei os cabelos contra mim e comecei a meter alucinadamente.

 

 

A cabeça dele se ergueu para trás, primeiro pela força com que a puxei, depois por iniciativa própria, desafiando a elasticidade do pescoço. A bunda dela empinou de um jeito inesquecível. Fizemos aquilo por um tempo que pode ter sido qualquer fração de tempo, não faço a menor ideia.

 

Lembro-me que, ao final, meu pau ainda fervendo, olhei para baixo, vi seu cabelo todo repuxado, um tanto dele caído na cama, arrancado da cabeça por causa da destruição do sexo. E fiquei parado vendo-a. Inteira latejando. E tremendo.

 

E novamente lembrei-me da Adriane Galisteu, e daí lembrei-me da Playboy, onde li certa vez que “a alma de toda mulher mora mesmo é no fundo do rabo dela”. A frase nunca mais saiu da minha cabeça, e naquele momento latejou nos meus neurônios. Mas isso dá para outro post.

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