X de Sexo

A cama é de todos

Perfil Rebeca e Diana escrevem e coordenam a brincadeira.

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Sim, ainda bem que é só sexo casual

Por Rebeca

 

 

Eu fiquei um tanto indignada ao ler a coluna da antropóloga Mirian Goldenberg hoje nesta Folha, “Sexo Casual”. Machista é o mínimo que posso dizer. Aqui está a nossa [sim, de mulheres como ela] versão dos fatos:

 

 

 

Suckmypixxxel.tumbrl.com

 

 

 

Não pense que eu vou te ligar no dia seguinte. Eu só precisava desopilar de uma semana tensa, precisava de alguém que fizesse bom uso do meu corpo, para eu relaxar e esquecer das agruras do trabalho.

 

 

É só sexo casual.

 

 

Não pense que vai ter próxima vez. Seu corpo é legal, gostoso, você é fogoso, mas não vejo futuro nenhum entre a gente. Você não faz o meu tipo intelectual.

 

 

É só sexo casual.

 

 

Não pense que eu vou transar só com você todos os dias da minha vida. Aliás, está cheio de homem dando em cima de mim por aí. Está difícil achar mulher gostosa, inteligente e com a autoestima bem resolvida, principalmente, por aí.

 

 

É só sexo casual.

 

 

Não pense que você é o grande amor da minha vida. Os amores já passaram, alguns decepcionaram e me fizeram ver que a vida pode ser muito mais diversão.

 

 

É só sexo casual.

 

 

Não pense que é um relacionamento sério. Até vou dormir abraçadinha a você, mas isso não quer dizer que eu esteja pedindo você em casamento. Até posso ficar para o café do manhã, porque acordo com uma fome do leão. Você será lembrado [e bem falado para as minhas amigas] se for gentil até eu ir embora. Depois, é tchau.

 

 

É só sexo casual.

 

 

Não pense que tenho tesão só em você. Tenho tesão até em motorista de ônibus [ônibus argentino, claro, onde os gatos são mais gatos ainda].

 

 

É só sexo casual.

 

 

Não pense que eu vou ficar frustrado se você não gozar. Até te ajudo com afinco, mas antes disso tenha certeza de que gozei umas três vezes. Sabe como é, né, as mulheres podem ter orgasmos múltiplos e recomeçar uma transa em 3 segundos.

 

 

É só sexo casual.

 

 

Não pense que você foi usado ou enganado. Não pense obsessivamente no que você fez de errado. É mesmo difícil eu me apaixonar por alguém. E não, não estou desesperada para arranjar um homem só porque passei dos 30 anos. Afinal, a medicina está evoluída e também é possível adotar crianças.

 

 

É só sexo casual.

 

 

Não pense que existe protocolo para sexo casual. Nem precisa me explicar nada. É como numa relação qualquer: tem de ser gostoso e ninguém tem contrato vitalício com ninguém. Conhece o chamado PA, código comum entre mulheres? Se não, dê um google.

 

 

É só sexo casual.

 

 

Não pense que caminhar de mãos dadas comigo vai fazer com que eu ache que estamos namorando. Não, você pode apenas estar mostrando que é gentil e carinhoso. Carinhoso apenas até a próxima transa.

 

 

É só sexo casual.

 

 

Não pense que é mais do que só sexo casual.

 

 

É só sexo casual.

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Da série “lingerie”: um café após o almoço

Lingerie é um assunto vasto, diante de tantas opções existentes, e nós estamos nos perguntando faz tempo [talvez por toda a nossa vida sexual] o que usar ou não usar por debaixo da roupa. Eis que recebemos esse texto do nosso leitor Nilson e, com ele, vamos inaugurar a série “lingerie”. Se você tiver um texto que seja uma ode a ela ou exatamente o contrário, não deixe de nos escrever. E boa leitura!

 

 

***

 

 

Há alguns meses viajei pela América Latina para um congresso de arquivologia. Como tinha um dia útil livre, resolvi dar uma caminhada pelo centro da cidade. Acabei tomando um café que nunca esquecerei.

 

 
Depois do almoço, a duas quadras da avenida principal, no prédio do comando do Exército, vi um café curioso. A placa dizia café/restaurante. A porta era coberta com uma imagem de uma moça de biquíni. Um papel na porta dizia “procuram-se moças maiores de idade para atender no balcão”.

 

 

O lugar era escuro, exceto por uma luz negra ao fundo. Os clientes ficavam em pé, e no meio corria um tablado por onde desfilavam quatro garçonetes – todas de lingerie. Apesar da belíssima vista, o som era hediondo, mas acho que ninguém vai lá ouvir música.

 

 

Diana (não é a coautora deste blog, suponho), 23, veio me atender. Uma morena mignon, corpo bonito emoldurado por calcinha e sutiã brancos que brilhavam roxo sob a luz negra. Pedi um café.

 

 

 

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Enquanto Diana buscava o café, observei no balcão ao lado outro tomador de café sendo atendido no chão pela sua garçonete. Ela beijava seu pescoço e dançava junto ao seu corpo.  Ao me trazer minha xícara, Diana perguntou se eu topava lhe pagar um suco. Claro, sem problemas. (Eu sabia que não era pelo suco –que afinal era água– e sim pelo papo.)

 

 

 

Enquanto ela buscava sua xícara de água, observei a barra ao lado. Agora, a outra garçonete – uma loira alta com cabelos encaracolados – dançava no ritmo da música (cumbia? Reguetón?), rebolando contra a virilha daquele senhor, de uns 50 e tantos anos. Na barra em frente, a garçonete estava sentada no colo do cliente.

 

 

 

Diana voltou com sua água, desceu e me abraçou. Enquanto eu a abraçava com minha mão boba, ela me contou um pouco de como funciona o trabalho de uma garçonete de lingerie. Ela entra pela manhã nesse lugar, que é pequeno, e serve café até 15h. De lá, vai para outra casa, maior, onde trabalha até as 10 da noite.

 

 
— E você só recebe quando bebe suco? — perguntei. Lógico que não.

 

 
Funciona assim: um café custa o equivalente a R$ 5. Cada “suco” custa R$ 10 e dá direito a alguns minutos de conversa agradável no chão, com direito a bolinar à vontade, ser estrategicamente bolinado e receber uma dança como a do coroa do outro balcão. Fica-se conversando durante quantos sucos se quiser.

 

 

 

Se a conversa esquentar, há locais mais reservados ao fundo onde as garçonetes podem levar os clientes. Aí, há três preços. Para ela caprichar com suas delicadas mãos, paga-se o equivalente a R$ 50. “Una mamada”, explicou, custa R$ 100. Mais do que isso, ao sabor da imaginação do freguês, R$ 150.

 

 
Como eu não conhecia a cidade, era meu único dia livre e na verdade só queria um café mesmo, fiquei com um café, dois sucos e um sorriso que demorou a tarde inteira para diminuir.

 

 

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Mulheres que tomam Viagra

Por Diana

 

Outro dia, jantando com uma amiga, ela me disse que havia tomado Viagra. Não, não foi o namorado, foi ela mesmo. E, segundo minha amiga, foi incrível. “Um tesão absurdo”, contou. “Recomendo, mas não tome se não estiver em um lugar que dê para transar, senão vai ser uma tortura.”

 

crédito: suckmypixxxel.tumblr.com

 

Fiquei com isso na cabeça. Não que eu precise tomar nada para ter tesão. Já tenho um bocado. Mas qual será a sensação exatamente? Afinal, cada tesão é um tesão.

 

Tem aquele mais mental, aquela vontade na sua cabeça de parar tudo, tirar a roupa, e se esfregar no corpo mais próximo. Como quando vêm à cabeça, no meio do expediente, imagens do último pornozinho que você assistiu. Ou quando você está atravessando a rua e gruda o olhar em um gato com a barba por fazer que vem vindo em sua direção, e ele te olha também, e ninguém desvia, e vc já pensa nele pelado, te prensando no muro ali atrás.

 

Tem aquele tesão mais primitivo, do corpo. Não precisa pensar em nada, não tem imagem nenhuma na cabeça. Tem só aquele comichão no meio das coxas, você sente que está inchando ali, que tem algo melando a sua calcinha, que a vagina está se contraindo. Toma água, sacode um pouco, e nada faz aquela sensação passar. Não mente, você sabe do que eu estou falando.

 

Tem o tesão do pileque, depois do segundo uísque, quando você cruza as pernas mais apertadas do que de costume e a calça jeans pressiona de leve a sua buceta no bar. E ninguém percebe. E você toma mais um gole, meio sorriso no rosto, metade prestando atenção no peguete na sua frente, a outra metade sentindo a onda de relaxamento pelo corpo e o volume de tudo mais baixo no ouvido.

 

E tem o tesão do Viagra. Esse eu não sei qual é ainda, mas pretendo descobrir. Aliás, falei no dia seguinte ao telefone com o namorado para me arrumar algum.

 

Aqui a coisa ficou engraçada. Ele ficou meio calado. “Oi? Você quer Viagra?” Quero. Quero tomar Viagra, não porque preciso, mas porque estou curiosa e quero transar depois de engolir uma pilulazinha azul para saber como é. Finge que é um vibrador novo, pronto. Você pode até tomar também se quiser.

 

Mudamos de assunto. Semanas depois, depois de tomar banho juntos, eu o abracei nua no banheiro e respirei bem forte o cheiro dele. “Baby, seu cheiro é bem marcado, mas eu adoro.”

 

Ele me olhou desconfiado. “Ahã”, respondeu. “Tipo meu pau é ótimo, mas você quer que eu compre Viagra”.

 

 

Veja bem. Até o meu namorado, que eu considero um espécime particularmente evoluído, suspeitou que eu tivesse inventado um desejo de Viagra para sorrateiramente fazê-lo tomar o remedinho. Na cabeça do macho, meu pedido era pura e simplesmente um plano diabólico para disfarçar uma insatisfação minha com o pau dele.

 

Gente, se tem um pau que eu amo nesse mundo é o do meu namorado. Juro que parece que foi feito especialmente para minha bucetinha – é um molde perfeito, liso, espessura e comprimento sob medida para orgasmos múltiplos e lindo de olhar. Ainda por cima, ele, mesmo trintão, fica duro em segundos – tipo coloca um pé no chuveiro ainda distraído, e quando o segundo pé entra no box já está ereto, firme, esperando a chupada.

 

Como, COMO um homem desses ia achar que existia alguma insatisfação? Aliás, e se eu estivesse mesmo sugerindo um viagrazinho de nada – qual o problema? A gente não inventa mil coisinhas para ser feliz na cama? Por que deveríamos dispensar milagres da medicina? Precisar de viagra não é vergonha nenhuma, é parte da vida, e eu não só não teria nenhum problema se fosse o caso como ainda tomaria junto. Óbvio.

 

Ah, a insegurança masculina. Se vocês soubessem que não precisa de tanto para a gente amar o pau de vocês. Basta que ele seja disposto, amoroso, animado e duro. Se naturalmente ou por vias indiretas, importa menos do que vocês pensam.

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Sexo e privacidade: sinônimos

Por Rebeca

 

 

 

No domingo passado, dia 5, o americano Kevin Bollaert, 28, foi condenado a 18 anos de prisão na Califórnia por manter um site que cobrava de mulheres dinheiro para apagar vídeos e fotos comprometedoras enviadas por seus ex após a separação. Kevin está todo errado, claro, mas, antes disso, o que os manés dos ex tinham em mente? As mulheres até podem ser em parte culpadas por deixarem ser filmadas. Mas, quando a relação é estabelecida na base da confiança, quem imagina que o cara vai surtar depois de levar um pé na bunda?

 

 

 

Os mais liberais podem achar tudo uma bobagem: “E daí que ela está pelada pela internet?”. E com isso eu fico pensando no nosso anonimato, meu e de Diana, aqui no blog. Um pouco de metalinguagem nesta tarde de domingo, desculpem… Mas é que, desde que o mundo é mundo, sexo é algo íntimo. Entre você e outra ou outras pessoas. Se você quisesse ser tão vista, até que gostaria de ganhar uma grana com isso, sendo atriz pornô. E mesmo que eu participe de um suingue, ele só deve respeito àquelas dez ou 20 pessoas que participaram do sexo grupal –não aos milhões de pessoas que vão me ver pela internet, sem o meu aval.

 

 

 

A questão é que o sexo (e como eu chupo o pau do cara, ou empino minha bunda de quatro para ele, ou gemo mais alto a cada estocada) só diz respeito a nós dois. Eu não permiti que ele, depois de gravar um vídeo para a gente se divertir juntos, liberasse isso para os amigos e os amigos dos amigos dos amigos. Eu não tenho vergonha de fazer o que faço quando estou com um cara, e ele provavelmente vai contar para os amigos alguns detalhes picantes (eu farei o mesmo), mas eu não quero que ninguém tenha provas materiais desse sexo, muito menos de como meu corpo é desnudo, já que eu não tirei a roupa para o amigo dele.

 

 

 

O nosso anonimato entra por aí: eu não tenho vergonha de falar sobre sexo e contar histórias, meus amigos sabem bem disso: “Rebeca sempre tem de colocar o sexo no meio da conversa…”. Mas eu não quero sair andando pelos corredores da empresa onde trabalho com gente que nem conheço sabendo exatamente onde coloquei a boca ontem. É diferente quando alguém escreve um livro pornô de ficção –mesmo que os personagens e as histórias sejam baseados na vida real da autora, ela não está assinando uma carta de confissão. É como comparar o livro de Bruna Surfistinha (confissão total de sua vida) com “Cinquenta Tons de Cinza”.

 

 

 

Letmedothis.com

 

 

 

 

Aqui poderíamos até escrever na terceira pessoa, contando histórias de outras pessoas ou fingindo não ser nossas, para podermos revelar nossas identidades. Não teria a mesma graça. Como também não tem graça o meu chefe saber que o meu sorriso no rosto na manhã de segunda-feira é porque fui comida na noite de domingo no capô do carro do meu vizinho.

 

 

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Janela indiscreta

Pela janela da cozinha, o nosso leitor M. acabou tendo uma experiência gostosa enquanto lavava a louça. Boa noite e divirtam-se!

 

 

***

 

 

Era um noite daquelas bem normais. Como de costume, perto das 19h, ia para a cozinha lavar a louça e preparar algo bem leve para o nosso jantar. Minha mulher normalmente ficava na sala. Conversávamos em voz alta, eu na cozinha e ela fazendo algo na casa. Moro no segundo andar de um prédio e, à minha frente, há um pequeno conjunto de sobrados de dois andares. Naquela noite comum e quente, resolvi abrir a janela da cozinha enquanto lavava a louça.

 

 

Como se fosse uma miragem, surgiu na janela do sobrado em frente um vulto que me chamou a atenção. A pessoa passava bem rápido, de um lado para o outro. Na hora senti um arrepio espinha abaixo, chegando nas minhas bolas, que imediatamente ficaram rígidas, subindo alguns centímetros pelo meu pau. Ainda não sabia se era um homem ou uma mulher, mas aquilo me deixou excitado. Sempre gostei de observar, mas nunca tinha tido essa oportunidade.

 

 

Fiquei ali congelado por alguns minutos até perceber que aquilo que me deixava excitado era uma linda mulher de uns 40 anos, loira, magra da cintura para cima e excitantemente avantajada nos quadris. Da minha janela, não conseguia observá-la de corpo inteiro, mas o que conseguia ver me excitava muito. De congelado passei para hibernado. Não via mais nada à minha volta, já tinha esquecida da minha mulher, da louça, da vida.

 

 

Para meu espanto, a mulher parou na janela e começou a me observar. Tentei me esconder, mas ela viu que eu a observava excitado. Muito surpreso, percebi que ela estava se mostrando para mim. Meu pau já latejava, e dali em diante tudo pareceu surreal. Ela começou a se despir, tirou a blusa e exibiu uma lingerie preta, muito pequena. Com cara de safada, sabendo que eu não poderia fazer nada, ela se abaixou e retirou de uma só vez a saia e a calcinha minúscula. Meu pau gritava. A moça da janela dispensou a saia e ficou apenas com a calcinha na mão. Ela queria me deixar louco. Pegou a calcinha e a cheirou como se cheirasse uma flor num campo de primavera. Eu me segurava para não cair.

 

 

Me olhando daquela maneira “me come”, ela arrancou o sutiã e deixou à mostra aqueles mamilos rosados e duros. Bem devagar, ela foi se afastando da janela ao ponto de eu conseguir vê-la de corpo inteiro. Tão lentamente, ela virou de costas e abaixou, ficou literalmente de quatro, mostrando aquela bunda linda. Quando meu pau estava prestes a explodir, surpreendentemente ela sumiu da janela. Do jeito que veio foi embora. Como num passe de mágica, ela sumiu, me deixando de pau duro…

 

 

Красота

 

 

Pensei comigo: o que fazer? Fui até a sala já de pau na mão, minha mulher não entendeu nada. Como um animal, a joguei de quatro no sofá, levantei sua saia e a lambi. Depois, a soquei de uma vez só, cinco estocadas com muita vontade. Ela gritava de tesão. Mais cinco estocadas e gozei. Até hoje ela não entende o que aconteceu, mal sabe que aquele animal estava pensando na vizinha do rabo gigante, que me faz lavar a louça todos os dias no mesmo horário, como se fosse uma sessão de cinema imperdível.

 

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Pílula do dia: Deus, o escultor

Por Rebeca

 

Meninos héteros, não fiquem bravos conosco, a gente se dedica bastante ao corpo feminino nas fotos postadas aqui no blog –até porque realmente não há coisa mais linda que uma bela mulher e seus seios, bunda, lábios carnosos. Mas navegando por aí descobri esse tumblr de homens, apenas homens, gatos, corpulentos e de paus esculturais.

 

Como é muito mais chocante fotos de pau duro ou sexo explícito do que de seios [né, Folha?], achei melhor escolher uns petiscos gostosos para esta página e deixar vocês com vontade de conhecer mais dessa belezinha: dicksforgirls.tumblr.com. É de se apaixonar. Aproveitem o resto do domingo!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Traí, e agora: conto ou não conto?

Por Rebeca

 

 

Em toda a minha vida de relacionamentos, com várias traições da minha parte no meio, eu sempre me perguntei se deveria contar a traição. De todos os caras que eu traí, só contei para um –e foi terrível, porque óbvio que ele nunca esqueceu aquilo e me deu o troco. Até hoje ninguém veio me contar que fui traída, mas logo depois desse episódio em que eu confessei a traição e senti na pele o rancor do chifre eu adotei o lema: se comeu alguém por aí, sem envolvimento, não me conte. Não tem só a ver com a vergonha de aceitar o cara de volta depois que todo mundo souber que levei um chifre… Tem a ver com amor próprio.

 

 

Teve gente famosa que sofreu em público, perdoou e está vivinha da silva por aí: Grazi Mazzafera, trocada por Ísis Valverde [e depois o ex voltou com o rabo entre as pernas], e Dani Calabresa, cujo maridão foi flagrado com uma qualquer na noite do Rio. As duas perdoaram, mas a questão não tem a ver com o tamanho da vergonha se você é famosa. Se você é gente normal como nós, como fica? Você perdoa? Como conviver com aquilo na cabeça pro resto da vida? E imaginar que o pau do seu cara andou se divertindo sem você por aí? Foi uma transa qualquer? E se ele ficou envolvido, quis mais e agora pensa nela…?

 

 

Bem, outro dia ouvi uma história de uma amiga e fiquei grilada, pensando em como as pessoas reagem de mil maneiras diferentes [e eu, para falar a verdade, só saberia o que fazer quando estivesse de fato diante de uma situação como essa]. Ela é casada, tem filhos pequenos e um marido bonitão, cheio de charme. Os dois sempre tiveram um sexo gostoso. E ele sempre foi bem apaixonado e carinhoso, um cara presente. Mas começou a trabalhar muito e até tarde, chegava em casa exausto. Quase todos os dias, dava carona para uns colegas de trabalho, que saíam tão tarde quanto ele –e às vezes esticavam  numa cerveja para desopilar.

 

 

Certo dia, minha amiga foi num aniversário de um deles e conheceu os colegas de trabalho do marido. No meio, uma menina mais jovem que ela, durinha, daquelas que tinham colocado um pouco de silicone, bunda em cima, sem filhos e sem documento. Não era nada até que uma faísca fez a minha amiga perceber que a menina sempre pegava carona com o marido, e vivia mandando mensagem no celular [“Ah, amor, coisa de trabaho”]. Realmente, até ali não tinha nada, mas a imagem daquela menina não lhe saía da cabeça.

 

 

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Suckmypixxxel.tumblr.com

 

 

Corta. Meses depois, sentindo o marido distante, ausente, sempre ao celular, pegou o aparelho numa noite… e viu mensagens íntimas típicas de quem estava tendo um relacionamento. O marido negou, disse que não era nada, “somos amigos”, ela está apaixonadinha por mim, mas é admiração do trabalho, já falei para ela que não tem nada a ver”. A mulher quis acreditar, de verdade, aguentou mais uns meses. Até que o marido se viu na seguinte emboscada: minha mulher e meus filhos de um lado, um casamento sólido, mas morno, e uma paixão daquelas de adolescente, quando o pau fica duro só de sentir o hálito da pessoa, mas sem futuro nenhum. O que fazer?

 

 

Bem, ele expiou a própria culpa: contou para a mulher que andava comendo a menina, mas que ela, sim, era a mulher da vida dele, mãe dos seus filhos, com quem ele quer ficar de verdade, me perdoe peloamordedeus. A minha amiga deu uns belos tapas na cara dele, mandou ele sair de casa por um tempo para ela poder pensar, admitiu que ainda ama o marido, que quer ficar com ele, está fazendo ele realmente se mostrar arrependido, mas o drama interno é muito maior. Uma pessoa ferida se dá o direito de armar qualquer revanche. Algo como: posso sair de topless na praia, deixar alguém passar a mão na minha bunda e ainda assim é pouco. Ah, já sei, vou arrumar um amante…

 

 

A questão é: puquepariu, por que contar? Claro, em primeiro lugar, por que traiu? Por que se deixou envolver tanto tempo com uma pessoa? Por que, por que, por quê? Mas a ferida só dói quando a gente sabe. Então, por que você me contou? Você não está sendo bonzinho, gentil, legal, você só está dividindo essa culpa gigante e pesada que você deveria carregar sozinho para o resto da vida. Eu já vou avisando para qualquer marujo com quem me relaciono: não me conte. Sabe aquele dia em que você estava louco de tesão pela menina do trabalho, tomou umas cervejas com ela e rolou? Pois é, não me conte.

 

 

Eu vou ter vontade de cortar seu pau fora, de mandar você para aquele lugar, de rasgar todas as suas roupas. Mas o problema é que, se contar, você vai me dar o crédito de desconfiar de você para sempre e de ferrar com a sua vida na primeira esquina em que eu tiver oportunidade. Só por pura vingança.

 

 

E você, já ouviu uma confessou de traição?

 

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Deixe-me fazer isto com você

Por Diana

 

Como a gente muda em relação ao sexo.

 

letmedothis.com

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Há meia década, mais ou menos, tive uma reunião de bar com amigos de juventude que não via há anos e por coincidência estavam todos em São Paulo ao mesmo tempo. Éramos quatro: eu, com casamento recém-desfeito e na maior seca; Lina, casada com um namorado da época da faculdade; Cris, cujo primeiro filho nasceria dali a três semanas; e Paula, que se casou com um inglês, oficial da Marinha e virou “esposa-acompanhante”.

 

Na época eu estava pronta para cair na solterice, mas tinha receios de novata (“e se eu não gozar com outro? e se eu não curtir o beijo?e se for perigoso ficar um estranho na noite?”).

 

Os conselhos foram na linha “experimente e conte para a gente”. Ninguém estava, digamos, curtindo a vida adoidado: Lina, que havia aprontado na faculdade, vivia então um casamento meio morno, com um grande amigo que não queria saber tanto de sexo quanto ela. Cris sempre foi e sempre será um tarado, mas estava apavorado com a perspectiva de ser pai e em crise com a namorada. E Paula, que só transara com o homem que viria a ser seu marido, ainda achava sexo uma maravilha estranha, quase distante.

 

Pois bem, eu realmente experimentei e, como bem sabem os leitores deste blog, gostei.

 

Passados cinco anos, Cris, Lina e eu voltamos a nos reunir (Paula ainda está na Inglaterra e, até onde eu sei, só transa com o marido e só quando ele está de volta a terra firme). Desta vez a situação era bem outra: euzinha estou mais experiente; Cris, separado da mãe de seu filho, voltou aos tempos de paixões loucas; e Lina, também separada do amigo morninho, se casou de novo com um homem tão “aceso” quanto ela.

 

Mas vamos por partes. Cris está de namorada nova. Trabalham juntos e ela é uma gatinha novinha, de 25 anos, louca por ele. Transam umas três vezes por noite, umas três ou quatro vezes por semana, em casa e no escritório. Ele diz que não tem tempo de ver pornô, porque está sempre transando. E praticamente não saem mais. Afinal, a única coisa que têm vontade de fazer quando estão na rua é voltar para casa para uma trepadinha.

 

Euzinha, como sabem, agora virei blogueira de sexo, tenho amigas em festas de sexo vip, posto anúncios em sites eróticos e casos não me faltam.

 

Mas foi na verdade Lina a maior provedora de histórias desse nosso último encontro. “Nunca gozei tanto na vida”, disse ela. “Mas precisei parar de tentar me convencer de que sexo não é importante para mim e que papai-e-mamãe de vez em quando basta.” Ela diz que não foi fácil, mas que hoje é uma mulher muito mais segura, feliz e realizada. E não é de uma forma totalmente tradicional.

 

Lina e o marido novo, um gato moreno de olhos verdes, moram em países diferentes. Mas mesmo assim transam diariamente – seja por telefone, skype, ou chat. E quando estão juntos a coisa explode. Sempre inventam algo novo.

 

Uma vez combinaram de não se masturbar por duas semanas em antecipação a um encontro próximo. (Eu não sei se dava conta e nem se vale a pena, mas ela garante que foi o máximo.) “Estava tão tarada que assim que nos vimos e nos abraçamos, gozei me esfregando na coxa dele, em menos de um minuto”, contou.

 

Os dois também gostam de fazer o outro gozar em boates. Pode ser dançando juntos no meio do bolo, encostados em uma parede, ou sentados no bar, quando ela tira a calcinha e ele enfia um ou três dedos na vagina já molhada e à espera.

 

Lina também se diverte sozinha, uma necessidade aumentada pela distância. Tem três vibradores diferentes e curte um bom pornô. Para melhorar,  nos mostrou um site de fotos eróticas chamado “Let me do this to you” – parecido com o favorito deste blog, Suckmypixxel, mas talvez mais explícito.

 

Nesse ponto do nosso encontro, já uma garrafa de champagne e outra vinho na cabeça, o site era só o que faltava para apimentar nossa noite. Tem mulher com mulher em cima da mesa de centro com um homem comendo uma delas por trás; tem dois tatuados transando na banheira; tem seis mãos diferentes puxando (de leve) cada parte do corpo de uma mulher nua em uma cadeira; e tem muitos, muitos dedos e línguas em todos os buracos possíveis.

 

Tem vídeos curtinhos também – um no ar agora mostra um corpo masculino sarado enfiando os dedos na bucetinha de uma mulher nua, de costas contra uma parede, sem parar. Delícia.

 

Não, minha noite com Cris e Lina não terminou em suruba. Mas a gente troca figurinhas pornográficas agora. E Lina disse que teve um sonho misterioso na noite seguinte.

 

Só espero que tenha sido comigo.

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O homem que ilustrava

Por Rebeca

 

 

Zé Otavio tem 31 anos, é formado em design gráfico pela Escola de Belas Artes de São Paulo e adora desenhar retratos de gente ilustre com um traço lindo e bem acabado, com suportes como tinta na madeira. Desenhou aqui na Folha, por exemplo, Winston Churchill para uma capa da Ilustríssima.

 

Mas eis que, nas horas vagas [talvez não necessariamente vagas], ele se dedica a um projeto pessoal chamado “É Bom para o Moral” –livretos eróticos com ilustração de posições. Sem historinha [e sem gente sendo inacreditavelmente virada do avesso como no “Kama Sutra”], mas com posições reais e maravilhosas, para deixar todo mundo cheio de fantasia na cabeça.

 

Até agora, ele lançou três livros da coleção “É Bom para o Moral”, pela editora Bebel Books. O #1 é de posições entre duas mulheres; o #2, entre um homem e uma mulher; e o #3, entre dois homens. Tem para todo gosto e dá para comprar todos no site dele: www.zeotavio.com/shop [vamos ajudar um rapaz de bom gosto para o sexo, gente!].

 

 

 

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Ilustração do “É Bom para o Moral #2”

 

 

Como ando numa fase meio empanturrada de vídeos e gente se mexendo [você pode ter percebido isso com alguns dos últimos posts, como o da metalinguagem, o da insinuação e o dos quadrinhos de Milo Manara], adorei ter conhecido o trabalho dele. Aproveitei a chance e fiz umas perguntinhas para saber o que o moço pensa da vida [sexual, é claro].

 

*

 

X de Sexo – Em que ou quem você se inspirou para começar a fazer ilustrações eróticas?

 

Zé Otavio – Acho que isso começou quando eu era bem pequeno. Mas comecei a querer entender o corpo feminino e a ter uma atenção maior aos detalhes quando comecei a fazer aulas de modelo vivo na Belas Artes. Tinha uma modelo, a Meire, que era supersensual e ela congelava em umas posições que era uma mistura de dança contemporânea com yoga, e mais alguma coisa que não faço ideia do que seja. Ela me instigava bastante a querer desenhar mulheres nuas.

 

As posições sexuais dos livros vêm de experiências pessoais ou também de sites e livros?

 

A maioria das imagens ali foram tiradas de sites bem crus da internet, tipo pesquisa básica no Google e metade delas são fotos amadoras, mas tudo muito bem selecionado, rs. A premissa no caso do “É Bom para o Moral” era transformar algo “tosco”, primitivo, em algo mezzo poético, mas não perdendo o lado da sacanagem nua e crua.

 

 

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Capa do “É Bom para o Moral #1”

 

 

A gente fala muito no blog que, enquanto estamos fazendo um post, nos excitamos e invariavelmente nos maturbamos. Isso acontece com você quando está fazendo as ilustrações?

 

Quando eu morava e trabalhava sozinho em casa, eu quase sempre me masturbava durante uma pesquisa de imagens ou outra. Isso quebrava um pouco do flow de trabalho e me deixava preguiçoso, mas é sempre ótimo ter essa liberdade de tirar um tempo para sentir prazer durante o trabalho.

 

 

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“É Bom para o Moral #3”

 

 

Os três livros da série “É Bom para o Moral” tem sexo heterossexual, homossexual entre homens e homossexual entre mulheres. Você é bissexual, já fez muito ménage nessa vida ou se inspira em relatos de amigos e em buscas na internet?

 

Você escolheu a pessoa errada para fazer essa entrevista. :) Sou hétero e nunca fiz um ménage na vida, mas eu e minha esposa nos divertimos bastante transando, ou seja, acho que é mais algo de fora mesmo. Adoro ler sobre o assunto e já li muitos livros do Pedro Juan Gutierrez, adoro “Lolita” e tem um livro que é de cabeceira, um tanto polêmico, que é “O Caderno Rosa de Lory Lamb”, da Hilda Hilst, que é essencial para quem gosta de falar, pensar e fazer sexo. Tem ilustrações picantes do Millôr.

 

Ou seja, tudo isso acaba influenciando bastante meus trabalhos eróticos e foi crucial para chegar até essa ideia de fazer o “É Bom para o Moral”. Filmes, então, eu adoro os que tratam do assunto de forma explícita, tipo o “9 Canções” e o “Azul é a Cor Mais Quente”. Tinha um blog que eu acompanhava que era demais, tinha ela no meu feed que o Google mandou pros ares e agora não sei te falar de quem era. Mas basicamente era uma garota falando de suas experiências sexuais pela madrugada paulistana, achava aquilo supersensual.

 

 

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“É Bom para o Moral #1”

 

 

Além desses livros e filmes, você consome filmes explicitamente pornôs? Compra filmes e revistas de mulher pelada ou só zapeia pela internet mesmo?

 

Não consumo mais. Já tive uma fase clássica de garoto de ir atrás de pornografia, mas não curto tanto para me dar tesão atualmente. Eu tive uma fase de “seguir” a Sasha Grey, mas era mais pelo lado do que ela falava sobre a indústria pornô e sobre ela em si do que seus filmes. Claro que existem filmes como “9 Canções” que são superlegais, mas o pornô clássico não é mais interessante para mim. Ela tem a filosofia de que é melhor fazer do que assistir… Rs

 

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Respondo ou não respondo?

Por Diana

 

De tanto escrever sobre as orgias VIP da minha amiga Laura, pedi a ela para ir a uma festa de sexo também. Expliquei que, inicialmente, não quero me comprometer a fazer nada – o que, segundo ela, é perfeitamente natural – mas quem sabe alguém lá me anima?

 

crédito: suckmypixxxel.tumblr.com

crédito: suckmypixxxel.tumblr.com

 

Por enquanto ainda não rolou. Mas enquanto fantasio sobre o bacanal futuro, resolvi fazer um pequeno experimento. Já que Laura começou sua aventura plural em sites de sexo, fui atrás e postei um pequeno anúncio, sem foto, sem nome, sem falar totalmente a verdade e sem dar detalhes pessoais, só para ver o que rola. Eu disse o seguinte:

 

“Olá. Sou uma mulher bem educada e bonita de 30 anos e estou interessada em conhecer casais para sexo descomplicado, divertido e anônimo. Homens e mulheres me atraem, mas nunca experimentei ambos ao mesmo tempo. Gostariam de compartilhar uma excitante primeira vez comigo? Se quiserem explorar a ideia, me escrevam…

 

O anúncio ficou no ar mais ou menos uma semana, e eu recebi respostas de 175 pessoas (ou casais). Ou, melhor dizendo, recebi 175 respostas de homens sozinhos ou casais (é gente, alguns caras não tiveram o menor pudor de responder sozinhos, apesar de eu claramente me referir a um menàge. Nem prestei atenção nesses). Mas, ainda bem, a maioria veio de casais mesmo, vários dos quais escreveram mais de uma vez. Aliás, pelo menos a metade deles incluiu fotos, mostrando o rosto e tudo – e, confesso, um ou dois me deixaram bem molhada.

 

As respostas vieram de todos os tipos. Gente grosseira ou sem elegância foi exceção; em geral as mensagens me pareceram perfeitamente simpáticas e até interessante. Outras, é verdade, me atraíram menos – mas apreciei demais a tranquilidade com que os casais manifestaram suas pequenas taras.

 

Quante gente bem resolvida por aí! Uns dizem que fazem isso sempre, outros que querem experimentar a transa a três pela primeira vez. Alguns disseram ser dominadores ou submissos, enquanto outros ainda me explicaram que tem uma coleção de brinquedinhos em casa só me esperando. Alguns me deram o currículo completo, outros só uma descrição física. Enfim.

 

Respondo ou não respondo? Vejam só (todos os detalhes foram trocados ou omitidos para preservar a privacidade de, bem, todo mundo, inclusive a minha):

 

crédito: suckmypixxxel.tumblr.com

crédito: suckmypixxxel.tumblr.com

 

Os Amorosos

 

“Minha mulher e eu estamos a procura de uma mulher de seios grandes que se sente confortável com a energia de outra mulher. Ela quer ser acariciada, talvez beijada, e pode fazer isso também. Gostamos de sessões de sexo que terminam com a terceira pessoa assistindo nossa transa (de preferência, bem de perto, nos tocando e nos beijando). Gostamos de sentir que estamos incluindo outros no nosso amor. Nós dois somos super gentis, educados, simpáticos e discretos. Não não temos expectativas além da sua presença conosco.”

 

Os Tentadores

 

“Oi! Você ainda está procurando por um casal sexy e divertido? Estamos aqui!! Eu sou bi e nós já fizemos isso antes. Quer compartilhar meu homem comigo?” (detalhe: essa mensagem curtinha e legal veio acompanhada de uma foto fofa do casal. A menina é uma loira linda, com um sorriso cativante, e o namorado um moreno com cara de ser o gatinho do bairro. Quase, quase marquei algo.)

 

Os Cautelosos

 

“Olá! Já encontrou o casal que procurava? Por favor responda com uma foto se estiver à vontade para isso. Minha mulher é tranquila quanto a sexo oral geral, mas ela teria que aprovar uma transa completa entre nós.”

 

Os Mais Cautelosos Ainda

 

“Oi! Meu marido e eu estamos procurando uma garota para se divertir conosco. Estamos juntos há quase dois anos e adoramos aventuras. Sabe, é difícil encontrar uma pessoa em quem você pode confiar e ficar à vontade – em parte porque tem um monte de perfis falsos e as pessoas mentem. Mas quando vi seu anúncio fiquei interessada em te conhecer melhor. Pode mandar uma foto?”

 

crédito: suckmypixxxel.tumblr.com

crédito: suckmypixxxel.tumblr.com

 

O Sem Vergonha

 

“Estou procurando uma parceira para se juntar a mim e transar com outro casal. Gostaria de fingir que estamos namorando, mas nos conheceríamos apenas momentos antes de encontrar o outro casal. Se estiver interessada me escreva – já tenho algumas pessoas em mente. Sinto falta de fazer suíngue e quero voltar logo a esse mundo.” (recebi vários e-mails sugerindo algo parecido)

 

Os Explícitos

 

“(Fulana) adora foder em todas as posições, e a buceta dela é extremamente molhada. Ela adora dar e receber sexo oral. (Fulano) dura muito e está pronto para outra bem rápido depois de gozar – o que ele faz em grandes quantidades. Ah: Fulana adora fazer Fulano gozar em sua boca.”

 

Se animou?

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