X de Sexo

A cama é de todos

Perfil Rebeca e Diana escrevem e coordenam a brincadeira.

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Quando o tamanho não satisfaz

Por Rebeca

 

Recentemente, eu e Diana falamos aqui de paus gigantes –veja bem, não estávamos tratando de pau grande, mas gigante. Como tudo tem o 8 e o 80, existem também os paus minúsculos: finos e pequenos, não tem jeito, coitados…

 

 

O problema do pau pequeno é que, diferentemente do pau médio, grande ou gigante, que ficam mais visíveis na calça quando excitados, o pequeno pode enganar muitas mulheres. Você pode achar que, porque não há volume, ele ainda não está em ponto de bala. E daí dá uma chance ao coitado, vai para a casa dele antes de conferir o negócio e, quando o cara tira a calça, meu deus…

 

 

Uma vez conheci um desses. Ele era de outro Estado (não vem ao caso, para ninguém achar que é um mal daquele nativo, apesar de os dois únicos seres daquela capital com quem transei terem o pau minúsculo), estava tirando uns dias de férias e a gente se cruzou num bar.

 

 

Conversa vai, conversa vem, ele cheio de sorrisos não demorou a deixar sua mão cruzar a minha, a pegar no meu ombro e no meu braço enquanto falava qualquer coisa. E em pouco tempo eu abandonei meus amigos e fui dar uma volta ali perto, onde um estacionamento a céu aberto era um cenário perfeito para uns amassos.

 

 

Mas, como era estacionamento a céu aberto, e ainda estava cheio, toda hora alguém cruzava nosso caminho, e os amassos não podiam ser tão explícitos. Vamos sair daqui, pensei em voz alta. Como turista, ele não sabia aonde ir (e estava hospedado na casa de uma amiga). Eu me lembrei de um motel naquele bairro e pegamos um táxi. Ele tinha uma pegada gostosa, me fazia gargalhar cheio de piadinhas, eu já gostava de um “estrangeiro” nas minhas terras e mais do que topei ver o que ele tinha me oferecer.

 

 

 

Crédito suckmypixxxel.tumblr.com

 

 

 

Demoramos cinco minutos para chegar ao motel e ele, muito generoso (ou conhecedor de sua condição), queria continuar nas preliminares. Tirou minha calcinha por debaixo da saia, ligou a TV num pornô qualquer e pediu para eu assistir enquanto ele me chupava. Ele tinha boas habilidades com a língua e os dedos, eu não demorei a querer gozar. Mas queria que ele me penetrasse para gozar com o pau dentro de mim. E, no auge do prazer, eu o puxei para cima de mim, desabotoando a calça, urrando de tesão.

 

 

Ele tirou rapidamente a cueca e eu tomei um susto: como assim ele não está excitado? Foi o que pensei ao ver aquele pau de criança. Na hora, tive pena imediata dele, mas uma vontade imensa de rir, sem saber o que dizer. Mal olhei na cara dele e deixei que ele subisse em cima de mim. É óbvio que brochei na mesma hora. E deixei-o pensando que o clima ainda estava quente. Queria que tudo terminasse logo.

 

 

Até hoje não sei ao certo se ele gozou ou não. Fato é que, sem dizermos uma palavra sobre nada, ele voltou a me chupar. Talvez quisesse me recompensar. E, ainda assistindo ao filme pornô, tirei rapidamente a imagem daquele pau pequeno da minha cabeça, me deixei entrar de novo na onda e gozei.

 

 

Meses depois, o fofo estava de volta à cidade e queria me ver. Eu inventei qualquer desculpa para não vê-lo. Não tive coragem de encarar aquele protótipo de pau novamente. Me perdoem os paus pequenos, mas o tamanho é determinante para o prazer na penetração. Gigante incomoda, mas pequeno e fino você nem sente que o negócio está lá.

 

 

Se não há cura para esse tipo de problema? Bem, meninos, se armem de todos os outros atributos que puderem: língua, dedos, vibradores e muita imaginação.

 

 

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O Ponto G dos Homens

por Diana

 

Passei metade da vida dizendo que, apesar de o meu cuzinho estar liberado, eu jamais botaria o dedo no cu de ninguém. A outra metade, graças a Deus (e a alguns bons amantes), pretendo passar botando, sim o dedo no cu alheio, em variados graus de profundidade.

crédito: suckmypixxxel.tumblr.com

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Me lembrei desse assunto depois de ler o último post da Rebeca, que dissertou deliciosamente sobre a multiplicidade de “pontos G” que as mulheres têm. Na minha humilde opinião, o mesmo se passa com os rapazes. Claro que a cabeça do pau é mais sensível ao toque, mas o corpo masculino também possui um infindável número de lugares e de cavidades de onde um orgasmo pode surgir – inclusive o cuzinho.

 

Cientificamente, é fácil de explicar o apelo do cu macho. O toque certo no cu masculino estimula a próstata, que dizem por aí ser uma das maiores fontes de prazer do homem. Tem também a questão do tabu, que pode ser excitante. E, na minha experiência, tem ainda a questão da intimidade. Nesta vida louca, ainda há espaços reservados para poucos, e o cu (o meu, o seu, o nosso) é um deles.

 

Existe ainda um forte movimento cultural no Brasil anti-dedo no cu, o que eu acho uma perda de tempo incrível. Esses que proíbem “fio-terra” são piores do que quem detesta jiló sem nunca ter provado. Moçoilos, libertem-se do preconceito, ao menos uma vez, e me digam se a coisa não é boa. Se, depois de dar uma chance real à dedada, não gostarem mesmo, aí tudo bem – gosto é gosto. Mas por preconceito antiquado não, por favor.

 

Eu sei que é preciso coragem na primeira vez. Precisei relaxar na primeira vez em que recebi um dedo ali, e também na primeira vez em que botei. Não precisa ir direto ao assunto. Pode dar umas rodeadas, umas lambidas, ficar só na pontinha e ir casualmente aumentando a intensidade durante várias transas. O desconhecido pode intimidar.

 

O primeiro cara em que eu botei o dedo pra valer foi um ex-namorado taradíssimo já citado nestas páginas virtuais. Ele era absolutamente fascinado pelo meu boquete e eu precisava improvisar para não acabar a novidade. Uma noite, enquanto chupava, comecei a passear o dedão pelo períneo. O cara tremeu e eu vi que havia encontrado uma nova arma. Brincando ali, provocava orgasmos incríveis, que me lambuzavam toda. Aos poucos, fui descendo o dedo, sempre devagar, quase timidamente, para ver o que acontecia. Um belo dia, pam – botei ali meio centímetro de dedo. Ele pirou. Na vez seguinte, meio centímetro não foi suficiente – ele mesmo pegou minha mão e enfiou mais fundo.

 

Várias transas depois, o dedo ia inteiro. A dedada era sempre acompanhada de algo mais – em geral uma chupada, mas podia ser uma punheta, e outras vezes ainda uma trepada. No chuveiro (com aquele sempre tinha a transa do chuveiro) o cara já me guiava até lá. Eu achava tudo um tesão – tem algo melhor do que ver o prazer do outro, na cara e no gozo?

 

Entre as amigas, o assunto é dividido em linhas quase sectárias. As mais certinhas acham um horror – mas com essas não tem muita conversa mesmo. No cu delas também não entra nada. As mais liberais acham normalíssimo. Uma me contou que para o namorado atual não basta um dedo só – ela já botou até três ao mesmo tempo, e nenhuma transa, por mais rapidinha que seja, é completa sem a dedada. Me soa uma maravilha – casal bem resolvido, que faz o que gosta.

 

É óbvio que o cu é uma de incontáveis opções na cama, da dobrinha da bunda à parte posterior do joelho ao dedão do pé. Todas deliciosas e prontas para uma boa exploração. Na verdade, acho que, em matéria de ponto G, cada um encontra o seu.

 

Ou os seus.

 

ps. Meninas, acho que é desnecessário dizer, mas não surpreendam os rapazes com uma dedada profunda – cuidado e delicadeza aqui são essenciais …

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Os pontos G de uma mulher

Por Rebeca

 

O órgão sexual feminino é tão cavernoso (e misterioso) que volta e meia alguém tem uma nova teoria a dizer sobre ele –ou a corroborar antigas teses. Desta vez, um artigo científico publicado no Clinical Anatomy Journal no início deste mês afirma que não podemos falar em orgasmo clitoriano, orgasmo vaginal ou mesmo em ponto G. O correto é dizer orgasmo feminino, uma vez que ele é originado pela estimulação de toda a região sexual da mulher.

 

 

Eu mesma nunca acreditei que o ponto G fosse algo factível, a ser alcançado pelos homens (ou por um vibrador). Acho que, na verdade, sem essa permanente busca por sua localização, o prazer para mim sempre foi mais fluido (e o gozo mais fácil de rolar) do que para algumas amigas. Uma delas já chegou a falar coisa do tipo: “Não gozei porque o pau do cara não chegou ao meu ponto G”. Oi?

 

 

Por outro lado, nunca tive dúvidas de que o clitóris fosse uma arma do prazer, bem mais objetiva que o resto do órgão sexual. É uma coisa localizada, um botão, você aperta e o negócio todo fica ligado. Mas isso não quer dizer desprezar o “resto”: grandes lábios, pequenos lábios, a boca inicial da vagina (sua borda), o períneo etc. Então, é mais comum que o sexo seja mais gostoso com homens que gostem de explorar tudo isso, paciente e minuciosamente –e não aqueles que só querem apertar o botão.

 

 

nymphoninjas:</p>
<p>boh-forse-mah:<br />
lafregna:<br />
by Mike Spears<br />
.<br />

Crédito suckmypixxxel.tumbrl.com

 

Uma vez conheci um cara louco e falante, que me desanimou na primeira hora de conversa. Não parava de conversar sobre absolutamente tudo, parecia doido para agradar. Cheio de energia, mas um pouco sufocante. Como ele era bem gato, e parecia ter uma pegada incrível só pelo jeito como segurava minha cintura, eu resolvi ter um pouco de paciência.

 

 

Depois de algumas cervejas, essa falação resvalou para o sexo, sobre as nossas preferências, sobre fazer sexo com desconhecidos. E praticamente fizemos sexo “oral” na mesa do bar. Aquilo foi deixando a minha calcinha encharcada, e as lambidas dele no meu pescoço me deixaram louca para sair dali. Pagamos a conta e fomos para a casa dele.

 

 

Chegamos lá e ele, falante e também mandão, disse para eu ficar sentada no sofá até que ele voltasse do quarto. Reapareceu pelado, de pau duro e com uma borboleta (aquele vibrador delicioso para clitóris) na mão. Comecei a rir. Como assim ele tem aquela borboleta?

 

 

Ele já foi dizendo que ela estava bem lavadinha, rsss. E tirou a minha saia e a minha calcinha. Me deixou de blusa e salto alto. Puxou meu quadril para a frente do sofá, me deixando meio deitada e começou a beijar a minha buceta. A surpresa foi ele começar a dizer o que faria dali em diante, como um ginecologista que vai ditando o passo a passo de um exame. Mas de uma forma, claro, picante.

 

 

“Agora vou chupar seu clitóris até você começar a revirar os olhos, vou dar umas mordidas de leve para fazer você gemer.” E fazia. “Estou no seu períneo, que divide o cu dessa buceta cheirosa, que vontade de te comer.” E enfiava dois dedos no cu e dois na buceta. “Você está toda molhada, vou tomar todo esse suco de excitação, sua gostosa.” E passava a língua na borda do buraco da buceta, depois chupava ela profundamente.

 

 

No começo achei tudo bem estranho. Que falação louca! Mas comecei a achar engraçado e, depois, entrei na onda. Aquela falação ia exacerbando o tesão, como se fosse sexo por telefone, só que com alguém ouvindo as instruções e reproduzindo-as em mim. Fui deixando me levar, completamente excitada com aquela habilidade de sexo oral.

 

 

Tudo era tudo: grandes lábios, pequenos lábios, cu, períneo, clitóris… E, enquanto ele usava a língua no cu e na buceta, deixava o vibrador-borboleta tremendo no meu clitóris. Ele começou a enfiar os dedos em mim e, com ritmo e vigor, me fez gozar um gozo inteiro, que vinha de todos os lugares. Fiquei completamente estremecida por alguns minutos, atordoada, querendo saber de onde tinha vindo aquilo tudo…

 

 

Hoje lembro dele como uma das melhores gozadas de oral que tive. A gente nunca mais se viu, mas ele é lembrado entre amigas como o cara que sabe onde fica os pontos G de uma mulher. Assim, no plural.

 

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G. de sexo – parte final

A terceira e última parte da trilogia do nosso leitor Robin. Divirtam-se!

Leia aqui a primeira parte e aqui a segunda parte.

 

***

 

Crédito suckmypixxel.tumblr.com

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Sempre fui de dormir pouco, mesmo passando noites em claro. Naquele domingo não foi diferente e, após cerca de duas horas de sono, deparei-me com um bilhete que, à primeira vista, pareceu-me apenas inusitado. Sorri ao ler as letras garranchadas: “Obrigada pela noite maravilhosa. Vocês foram incríveis. Saio daqui uma mulher diferente daquela que chegou ontem. Mais feliz, realizada! Beijos, cheios de gozo. G.”.

 

 

Deixei o bilhete sobre a mesa e fui tomar um banho, sentindo no cansaço do corpo e no torpor da mente os resquícios de uma noite lancinante.

 

 

Saíramos do cine pornô na alta madrugada, quando o céu paulistano mescla à permanência da poluição diurna os traços de resistência de uma natureza que quer se mostrar. O táxi nos deixou na avenida São João e chegamos ao bar com a sede de anteontem, como cantou o velho Chico. Apesar do cheiro de lenço umedecido, era porra que exalava do corpo de G., de modo que a luxúria a que nos entregáramos pouco antes não era apenas uma lembrança, mas a marca de nossa própria existência.

 

 

Bebemos a primeira, a segunda, muitas cervejas. Enquanto conversávamos, G. se extasiava em beijar e ser beijada por mim e por R., esfregando nossos paus sob a mesa e sentido a alternância de nossos dedos em sua buceta. Particularmente, sempre gostei de sentir o gozo de uma mulher em minhas mãos, desfrutando seus sabores e cheiros. Naquela brincadeira de beija, morde e esfrega, vimos o dia clarear e lançar novos convites aos nossos corpos. “Vamos pra casa”, propôs R.

 

 

Avenida São Luís, apartamento de meu amigo R. Se antes de sairmos do bar o tesão ainda nos animava para mais uma etapa daquela meia-maratona sexual, o breve percurso de táxi nos arrefeceu os ânimos. Tiramos nossas roupas, deitamos os três na cama e iniciamos uma brincadeira preliminar, eu chupando o cu de G., ela recebendo em sua boca a pica de R. Extasiados, talvez pelo sexo, provavelmente pela bebida, dormimos sem que percebêssemos. Eram cerca de 9h quando saí do banho e liguei para G. Atendeu-me a caixa postal de seu celular.

 

 

Passaram-se 15 dias até que eu recebesse o primeiro retorno do recado que lhe deixara. Por email, G. reafirmava o agradecimento daquele bilhete: “Sinto-me outra mulher”, dizia. Mas em seguida declarava: “O que aconteceu em São Paulo vai me marcar para o resto da minha vida. Mas não posso me orgulhar de algo que terei de ocultar de todas as pessoas que estão ao meu redor. O que dizer na universidade, na família, para meu filho? Nada. Essas coisas não podem ser ditas.” Concordei, ciente de que, mais do que um tabu, sexualidade e práticas sexuais marcam fronteiras de pertencimento.

 

 

Respondi a ela, também por e-mail: “Ao ler sua mensagem, lembrei-me de uma personagem que o Mia Couto define como um ‘afinador de silêncios’. Concordo que é preciso silenciar sobre o que fizemos, afinar como silêncio todos aqueles sons, aqueles urros e gemidos. Mas será que só é digno de existência aquilo que pode ser dito?”. A resposta foi taxativa: “Não posso viver com aquilo sobre o que não posso falar”. E depois disso, silêncio. Nem recados, nem e-mail. G., assim como acontecera a mais de dezessete anos, partira novamente.

 

 

Até que nos reencontramos acidentalmente, passados cerca de dois meses, numa feira literária no interior de São Paulo. Visivelmente constrangida, G. apresenta-me seu marido, o mesmo para o qual se calara ao longo de anos de um casamento monótono, do qual ela saíra para satisfazer seus desejos. E naquele momento foi inevitável pensar, novamente, no valor do silêncio e nas escolhas que fazemos sobre o que silenciamos.

 

 

Não sei se foi a satisfação daqueles desejos que ocultara durante anos que a levou de volta ao marido, à vida que levara anteriormente. Não sei se, pelo contrário, foi por vergonha, por remorso ou arrependimento. Prefiro guardar na lembrança –da memória e do bilhete– aquela frase de satisfação: “Saio daqui uma mulher (…) mais feliz, realizada”.

 

 

E, na dúvida sobre se a satisfação de um desejo nos leva à sublimação ou a outro desejo, deixo a pergunta: e você, que silêncios você tem afinado?

 

 

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G. de sexo – parte 2

A continuação da trilogia do nosso leitor Robin.

 

***

 

Tarde de sábado, quase noite. O verão se encerra e o clima na capital paulistana já não sufoca, embora meteorologistas, jornalistas e todos os especialistas apontem a falta de chuva como um sério problema. Enquanto aguardo sua chegada, penso que os líquidos que me interessam são outros.

 

 

Nosso encontro, reencontro, para ser mais preciso, fora marcado após intensa troca de mensagens por e-mail, celular e outros aplicativos. Em breve, após 17 anos, G. subiria as escadas do metrô República, local que eu escolhera em razão das múltiplas possibilidades que seu entorno oferece.

 

 

E na hora prevista lá estava ela: vestida como eu escolhera, a minissaia lembrava o traje com o qual a vira pela primeira vez, no momento em que ela entrara num ônibus que nos levaria ao Rio de Janeiro. Apesar dos anos passados, a memória não se esvaíra, certamente devido ao tesão que toda a situação despertava.

 

 

Não houve pudor necessário: o cumprimento dado foi um longo e ardente beijo. Nossos corpos se tocaram e minhas mãos correram suas costas, desceram pela bunda e subiram por suas coxas, sentindo, desde então, a umidade que já marcava sua calcinha. Com meu pau duro sob a calça, virei-a abruptamente e, apertando seus seios, mordi seu pescoço. “Vamos”, lhe disse, “senão logo seremos presos por atentado ao pudor”.

 

 

Ali perto, Bill Evans era homenageado pelas cordas do piano. Pedi um Bourbon e ela, Whisky Sour. Tínhamos assuntos para por em dia: os estudos que realizáramos nos últimos anos, os casamentos, filhos, trabalho. E sexo: ela declarara suas fantasias, a relação asfixiante com o ex-marido, as noites de calor em que ocultara o tesão e reprimira seus desejos, os longos dez anos de uma vida sexual marcada pela rotina e pela negação.

 

 

“Primeiro quero você, depois muitos homens me matando de tesão”, fora sua senha, pelo telefone, dias antes daquele reencontro. Agora, sob a toalha da mesa, nossas mãos corriam nossos corpos: meus dedos penetravam sua buceta, trazendo à minha boca seu líquido e seu gosto. Abri meu zíper e deixei saltar uma pica sedenta, rija e molhada. Surpresa com minha ousadia, ela quase implorou: “Vamos sair daqui, quero ser fodida logo”. O hotel, sem qualquer luxo ou conforto para além daquele necessário a quem só quer trepar, estava ali ao lado.

 

 

Subimos as escadas até o primeiro andar, sem parar sequer para mais um agarrão em lugar proibido. Queríamos chegar logo, tirar a roupa e saciar a vontade. E assim fizemos, deixando pelo quarto as roupas espalhadas, os aromas do sexo, os ecos do gozo. Mas a noite não se encerraria ali: G. havia me declarado o desejo de ver muitos paus a rodeá-la, podendo chupá-los e segurá-los aleatoriamente, até se ver banhada em porra. “Uma fantasia que jamais contei ao meu marido. Imagina, quando falei em troca de casais ele já achou um absurdo”, ela confessara.

 

Crédito suckmypixxel.tumblr.com

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Naquela noite eu realizaria sua fantasia, já tendo pesquisado e visitado previamente alguns lugares onde se praticam swing e gang bang. Antes de nos dirigirmos a um cine pornô nas imediações, ainda pude gozar naquele cu onde, muitos anos antes, eu deixara minha porra ao longo de uma deliciosa semana.

 

 

Ansiosa, G. pouco demorara no banho e, ao sairmos, mais que perfume era o cheiro de sexo que exalava de seu corpo. Vestido curto, preto, num tecido que imita o couro, com as costas quase totalmente à mostra. Salto alto, vermelho. “Sem calcinha”, eu pedira. Tomamos um táxi e, antes de irmos ao bar, fiz-lhe uma primeira surpresa: “Vamos pegar um amigo aqui perto”. Excitada, olhando-me com cara de puta, G. abaixou-se no banco e passou a beijar meu pau sobre a calça, deixando-o, uma vez mais, teso. “Obrigada”, ela disse, enquanto me olhava lá de baixo.

 

 

Pouco tempo depois R. já estava no carro e, sem qualquer rodeio, pegara a mão de G. e colocara sobre seu pau, também duro. G. se excitava cada vez mais e nós três tentávamos disfarçar a putaria e segurar a vontade de trepar ali mesmo, no banco traseiro do táxi. Resolvemos então pular o bar e fomos direto para o cine pornô. O taxista, ao desembarcarmos, disse com olhar lascivo: “Divirtam-se, a noite está bem agradável”.

 

 

Daí em diante fica difícil narrar qualquer coisa que não seja uma profusão de cheiros, sons e imagens luxuriantes: corpos misturados, o telão com casais trepando, pessoas desconhecidas que se tocam, se beijam, se comem. Pedindo que eu a acompanhe pelos diferentes cantos, G. se delicia: agachada, chupa um, dois, três paus ao mesmo tempo.

 

 

Não muito longe, vejo R. sentado numa poltrona, sendo cavalgado por uma morena esguia que se move sobre ele, ao mesmo tempo em que é penetrada por trás por um negro que a chama de “minha puta”. Outro homem, já um pouco idoso, pede licença a G. e se deita sob ela, chupando sua buceta. Aproximo-me de outra garota e rapidamente ela se agarra ao meu pau, chupando-o profundamente. G. se levanta e sussurra em meu ouvido: “Quero um monte de macho me rodeando, foi pra isso que você me trouxe aqui”.

 

 

Despeço-me da minha parceira beijando sua boca que exala cacete e passo a percorrer o ambiente, chamando os homens para o convite de G. Rapidamente uma roda se forma e minha amiga, jogando longe seu vestido, mostra seu corpo e implora que o banhem em porra. Um a um, sete machos gozam sobre ela, encharcando seus seios, seu rosto, seu cabelo castanho claro que escurece e se emaranha com o esperma recebido.

 

 

G. suga a porra que a banha, recolhe-a nas mãos e lambe os dedos, ao mesmo tempo em que goza esfregando sua buceta com a outra mão. Só então eu me aproximo: puxo-a pelo cabelo, ainda agachada, e ordeno: “Abre a boca, quero gozar toda minha porra no fundo da sua garganta”. Obediente, ela recebe meu leite, engole-o e mantém meu pau em sua boca até senti-lo adormecer.

 

 

Saciados, é chegada a hora de partir. Agora sim, um bar, uma cerveja. R. profere então nossa frase-síntese daquele momento: “A noite já está quase acabando, o que significa que o domingo vai ser de putaria”.

 

 

[continua]

 

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G. de sexo – parte 1

Curtimos bastante essa trilogia do nosso leitor Jobin, nome fictício. Esperamos que gostem também. Aqui vai a primeira parte.

 

 

***

 

 

Novembro de 1996. Um ônibus parte do interior de São Paulo com destino ao Rio de Janeiro. Alunos e professores das três universidades públicas paulistas participarão, ao longo daquela semana, de um congresso internacional. Após o ponto de partida, uma parada em Campinas para embarque da turma da Unicamp. Ela entra no ônibus: minissaia jeans, pernas carnudas, um olhar provocante sob grossas sobrancelhas. Lá dentro todos se calam para admirá-la. Fico de pau duro na hora.

 

 

Na viagem, um verdadeiro rodízio de homens a cortejá-la. Ela, ciente que desperta tesão em todos, distribui sorrisos, gracejos, cruza as pernas deixando entrever a calcinha branca de algodão, provoca. Do meu lugar, bebendo todas as cervejas que levara na caixa térmica, imagino correr seu corpo com minha língua.

 

crédito suckmypixxel.tumblr.com

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Chegamos ao hotel e, na distribuição dos quartos, G. é colocada no mesmo apartamento que uma amiga minha, lésbica. É nessa hora que a cumprimento com um primeiro “oi”, já pensando em como me aproximar sem repetir todas as cantadas e provocações que ela recebera durante a viagem. À noite, após o jantar, a investida: “E aí meninas, vamos tomar uma cerveja?”. Elis, minha amiga, já percebera minhas intenções. E colabora, também interessada em desfrutar o corpo e a companhia daquela aluna de educação física.

 

 

Muitas cervejas e conversas depois, G. está na minha cama. Delicio-me em sentir seu cheiro, seu gosto, chupo sua buceta como quem nunca desfrutara de algo tão gostoso. Ela geme, uma voz rouca preenche o quarto, vaza pelo vão da porta, inunda os corredores. Eu a penetro com força, ela grita, cavalga sobre meu corpo e alerta: “Não goza dentro que estou no meu período fértil”. Sem nada falar, a viro de costas e penetro seu cu.

 

 

Ela geme ainda mais, grita e então eu a preencho com minha porra. Assim passamos aquela semana: trepando a noite toda, incomodando vizinhos de quarto, que nos olhavam com lascívia nas manhãs seguintes. E quando a semana passou, G. desembarcou em Campinas e nunca mais nos encontramos.

 

 

Até que, 17 anos depois, pesquisando assuntos científicos pela internet, deparo-me com um rosto conhecido. Ao lado, uma notícia e um contato de email. Sem hesitar, envio a mensagem: “Quem diria que um dia, pesquisando na internet, iria me deparar com um rosto que outrora conhecera, lá pros idos dos anos 90, numa das melhores viagens que fiz em tempos de faculdade? Ah, não resisti à tentação de te mandar um oi”. A resposta é imediata: “Nossa quanto tempo… até hj tenho seu cartão com flores que vc pintou para mim, queria conversar com vc da vida.. Bjoo”.

 

 

A senha estava dada; as mensagens se intensificam. Sem saber como é sua vida, arrisco provocá-la: “Madrugada… e acordei lembrando de vc. Adorei ter te encontrado, mesmo que virtualmente. Tbem quero conversar com vc, me passa seus contatos (telefone, skype). Engraçado que depois do cartão, nunca mais nos vimos…que bom que vc o guardou!!! Bjs (com tesão, não posso negar, por esse reencontro)”.

 

 

Como ela reagiria? Estaria casada e repulsaria minha investida? Ou se lembraria daquela semana de intensos gritos e gozos e ficaria molhada de imaginação e prazer? Então, a resposta: “Que legal, nem imagina o quanto adorei saber noticias a seu respeito. Você continua poeta, eu adoro, o tesão eu adorei, achei um elogio. Estou separada há 5 meses, fiquei casada durante 10 anos, mas estou muito feliz, acho que não consigo ser presa, mas sou um perigo solta rsrs,”. Pronto! Ela também se excitara; faltava o arremate: “Quero que venha me ver aqui em SP: isso é mais que um convite, é uma cantada e, além do mais, adoro mulheres perigosas!!!”

 

 

G. mora no interior, região norte do Estado. Cerca de seis horas de viagem. Começamos a preparar nosso reencontro, com mensagens cada vez mais ousadas: “Estou no trabalho, de pau duro pensando em você”. Ela pede: “Me mostra”. No banheiro, gravo vídeo em que gozo pra ela. “Quero sua porra na minha boca”. “Lembra que eu enchia seu cu de porra toda noite?”. “Sim, delícia, vem gozar no meu cu então”. Passamos às fantasias: “Na época eu fiquei com vergonha, mas hoje eu até toparia aquela brincadeira que você ficava me propondo, junto com sua amiga”. “Uhm, então você está mais saidinha?”, pergunto. “Não fiz ainda, mas dez anos de casamento me despertaram muitas fantasias”.

 

 

Meu pau pulsa de imaginar. E, de provocação em provocação, G. declara sua fantasia por um banho de porra, com muitos homens gozando sobre ela: “Só você para me fazer falar isso tudo, me sentir livre assim para qualquer coisa”. Depois de mais uma gozada pelo vídeo, marcamos a data do nosso reencontro: “Primeiro quero você”, ela diz, “depois muitos homens me matando de tesão”.

 

[continua]

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Dois Casais

Por Diana

E lá estava eu de novo passando o final de semana no Rio. Porque é tão fácil transar no Rio? A cidade atrai sacanagem. Me sinto livre, forte. Deve ser porque não moro lá: o sexo fica mais inconsequente. Adoro sexo inconsequente.

 

 

Naquela noite, saí à caça com duas amigas. A única solteira era eu. Elas paqueravam, mas passavam os caras para mim. Resolvi testar as águas e comecei a noite com um francês de black tie, saído de uma festa, que depois de paquerar as três me tirou para dançar.

 

Crédito: www.suckmypixxxel.com

Crédito: www.suckmypixxxel.com

 

Ele era engraçado e tinha belos olhos verdes. Dançamos, rimos, ele me deu uma taça de Champagne, duas, três. Estava com um casal de amigos visitando a cidade – uma bela francesa loira e seu namorado, um moreno alto e bonito. Os três foram embora cedo, mas, antes de ir, o francês me encostou na parede e me agarrou. Gostei. O beijo foi quente, e ele ficou duro – pude sentir seu pau pulsando na minha perna. Ele disse que queria me ver mais tarde e me passou o telefone. Eu não disse nada.

 

 

O bar continuava cheio, e o próximo gato foi um carioca de olhos azuis. Drink vai, conversa vem, e o cara, bonzinho, quer marcar uma saída outro dia. Eu ri e disse que só dava o telefone em troca de um beijo. Ele ficou surpreso (não sei de onde tiro essas figuras…), mas obedeceu feliz. Me beijou no bar, e como viu que eu estava afim, me puxou para a rua. Demos uns amassos, e ele continuava pedindo o telefone. “Querido, o nosso romance é coisa de cinco minutos”, respondi. Nos beijamos mais, e minhas amigas apareceram, prontas para ir embora.

 

 

Olhei para o carioca. Pensei no francês. Escolhi os olhos verdes em vez dos azuis. Elas foram num taxi, eu fui em outro, e já a caminho puxei o cartão que ele havia me dado e liguei para avisar que estava chegando. Ainda de black-tie, ele me esperava na rua e subiu comigo as escadas do predinho antigo onde havia alugado um apartamento. Lá em cima, os três faziam uma mini-festa, dançando e criando drinks incríveis. O francês trabalhava como representante de uma empresa de bebidas e era ótimo bartender. O clima estava ótimo, nos dávamos super bem, e eu não saberia dizer qual dos três era o mais bonito ou interessante.

 

 

Só lá pelas três da manhã o casal amigo se retirou para dormir e a gente começou a se agarrar no sofá. O francês, que até então havia sido um gentleman, mostrou um lado mais decidido: do beijo na boca no sofá, ele segurou meus pulsos com uma mão e, com a outra, levantou minha blusa, abriu o sutiã num só golpe, e lambeu meus seios.

 

 

O quarto do casal de amigos tinha a porta entreaberta, e o francês chupava meus mamilos na sala. O sofá estava diretamente no raio de visão dos outros dois, se eles olhassem para nós. Eu sussurrava: “vamos para o seu quarto, eles vão nos ver”. Ele ria e dizia, “e daí?”

 

 

Só me soltou para abrir minha calça jeans. Eu ria, tentando resistir, mas ele nem ligava. Tirou a calça, tirou a calcinha com os dentes, e enterrou a cabeça entre minhas pernas. O francês me lambia deliciosamente, e eu tentava gemer bem baixinho para não acordar o pessoal. Olhei para o lado e vi a luz apagada. Entre minhas coxas, a língua dele era uma arma, e eu indefesa: ele abria meus grandes lábios e chupava direto no clitóris, primeiro com lambidas enormes, depois pressionando a ponta da língua contra mim, com movimento rápidos, e depois ainda sugando minha buceta inteira. Não havia absolutamente chance alguma de encontrar forças para fazê-lo parar.

 

 

Fechei os olhos, rendida, e me perdi naquela chupada. Ele já me fodia com os dedos, e desacelerava quando percebia quando eu ia gozar. Eu estava em outra dimensão quando abri os olhos e vi a luz do quarto do casal de amigos acesa. Inebriada pela chupada, não reagi.  Tudo parecia em câmera lenta, e eu demorei a perceber que o amigo e a francesa loira estavam na sala, olhando para nós.

 

 

Por um momento, gelei. Tentei segurar os cabelos dele, mas ele me chupou mais forte, e de novo não encontrei forças. A loura viu que eu estava entre o orgasmo e o pânico e agiu rapidamente: se virou de costas, barrando a visão do namorado, e tirou a camisola. Nua, ela era ainda mais linda, com um corpo esguio e atlético e seios empinados. O namorado a agarrou e a sentou na mesa da sala. Ela tirou a blusa dele, abriu a calça, e o vi penetrá-la enquanto o meu francês me surpreendia e entrava em mim também.

 

 

Enquanto os homens se concentravam em suas respectivas mulheres, entre mim e a loura rolava uma ligação invisível de puro tesão. Apesar do semi-pânico de estar sendo observada, eu devorava o corpo dela com os olhos: sua boca aberta, seu seios durinhos, o quadril balançando no ritmo da transa. O melhor era a cara dela, os olhos fixos em mim que revelavam, por cima do ombro do namorado, uma cumplicidade difícil de explicar entre duas estranhas.

 

 

Eu já não sabia qual gemido era de quem. A cena era enlouquecedora, com o francês me comendo a toda no sofá e os dois amigos transando na mesa atrás de nós. Já era tarde para qualquer protesto (aliás, protestar pra quê), então deixei rolar.

 

 

A loura pulou no chão e foi virada de bruços pelo namorado, me olhando de frente sem nenhuma barreira. Ele agarrou seu quadril e começou a comê-la por trás. Os dois estavam, a essa altura, virados para mim, e meus olhar encarava o dela. Ninguém dizia nada: só arfávamos na sala escura. Estávamos as duas nas alturas, e o tesão de uma só aumentava o tesão da outra.

 

 

O francês tirou o pau de mim e me puxou para chupá-lo. Já pelada, já comida, já flagrada, ainda excitadíssima, eu não ligava mais para nada. Chupei com gosto, de lado, deixando o casal atrás com visão total do que a gente fazia. Antes de gozar, ele me penetrou outra vez e acelerou, me levando ao êxtase primeiro. Era a minha vez, finalmente, e eu sabia que seria um estouro. Abri os olhos e vi a loira gozando também. Foi quase como se estivéssemos unidas pelo gozo. Entre gemidos que se misturavam, era como se transássemos uma com a outra, em vez de com os nossos homens.

 

 

Meu gozo foi longo e intenso. Finalmente fechei os olhos e senti o francês jorrando por cima de mim. Atrás, os outros dois falavam algo que eu não entendia. Ela deu uma risada quase tímida. Quando abri de novo os olhos, não sei dizer quanto tempo depois, eles já não estavam lá. O francês se deitou ao meu lado e dormimos, exauridos.

 

 

Poucas horas depois, o sol me acordou. A casa parecia um campo de guerra, com roupas e copos espalhados, a mesa torta, cadeiras no chão. Me levantei, me vesti em silêncio, escrevi “obrigada” em um pedaço de papel que encontrei na pia e saí.

 

 

Desci as escadas com um sorriso no rosto e fui embora, admirando a paisagem daquela manhã no Rio de Janeiro.

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Pornô gay para héteros

Por Rebeca

 

Sabe qual tipo de pornô as mulheres mais gostam de ver na internet? Pornô entre lésbicas, seja a espectadora lésbica ou não. Isso é o que disse no mês passado uma pesquisa feita pelo Pornhub, site de sacanagem, em colaboração com o Buzzfeed, site de notícias. Segundo o Pornhub, foram utilizados dados anônimos dos navegadores para medir qual o tipo de pornô mais acessado por mulheres e homens. Enquanto eles atacam de titios e querem ver sexo com adolescentes, as mulheres querem ver lésbicas se pegando –em segundo lugar, querem ver homens gays de paus duros.

 

m-as-tu-vu:</p><br />
<p>ph. Fox Harvard<br /><br />

Crédito suckmypixxxel.tumblr.com

 

Daí que, primeiro, me lembrei do post de Diana sobre mulheres (como eu e ela) que não querem saber de “pornô para mulheres”, uma categoria criada por quem presumiu que nós só gostamos de pornô com historinha bonitinha entre duas pessoas que lá pelas tantas (ai, que demora) vão transar. E, ainda sobre a pesquisa, também me peguei pensando sobre o que gosto de ver em sites como esses (Pornhub, Porntube) e de que forma gozo mais rápido, se estou sozinha.

 

Eis que eu me vejo incluída nas estatísticas: sim, gosto, em primeiro, de pornô lésbico.

 

(Mas não foi por falta de curiosidade e tentativas que ratifiquei o fato de ser hétero. E pornô lésbico talvez só empate com pornô hétero em que homens –bonitos– apareçam um pouco mais que as Cicciolinas. Na maioria dos pornôs héteros só se vê o pau e o abdome do cara, o resto é a mulher. E é engraçado como em pornô lésbico as mulheres são mais delicadas e bonitas, não são essas bombadas com cara de piriguetes… Bem, a estética do pornô fica para outro post.)

 

Não foi só agora que me fiz essa pergunta: por que gosto de pornô lésbico? Isso me acompanha há muito tempo, desde que comecei a me masturbar, a ver pornô, no comecinho da adolescência. E, ao longo dos anos, acho que fui achando uma resposta. Por mais profissional e atencioso que seja um homem na cama, uma mulher sabe exatamente onde é cada milímetro erógeno de outra mulher.

 

Se ela sabe como é uma lambida leve no clitóris, ou uma chupada mais arrojada que agarra até os grandes lábios, ela vai saber fazer isso com toda a competência na outra prestes a ser comida. Não que um homem não seja capaz, mas o pornô lésbico parece mostrar um sexo sem erros, sem fingimentos –uma mulher vai saber fazer na outra o que gosta que façam com ela.

 

(Eu vejo pornôs lésbicos com mil acessórios e paus artificiais e fico com um pouco de preguiça, porque as mulheres que se masturbaram na calada da noite na casa dos pais, de porta aberta muitas vezes, não podiam usar esse tipo de coisa e aprenderam a fazer milagres com as mãos. Assim, acho os pornôs lésbicos só com línguas e mãos e peitos e bucetas os mais bonitos.)

 

Além disso, tem o fato de que o pornô lésbico, nesses termos sem acessórios, é praticamente sexo oral: você, deitada, sem fazer nada, só sendo dirigida ao pleno gozo. Bem, se estou assistindo pornô para gozar, e adoro uma bela gozada de sexo oral, sem maiores esforços, então é essa facilidade que o pornô lésbico me oferece.

 

Se houvesse em sites de pornografia uma categoria “sexo oral em mulheres”, talvez ela passasse o número 1 das estatísticas.

 

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Tamanho nem sempre é documento

Depois de publicarmos o post do pauzão, recebemos esse comentário-carta da leitora Regina. Como há muitos homens por aí disputando um espaço nesse mundo pelo tamanho do pau, achamos educativo o texto dela. Para corroborar que muitas vezes tamanho não é documento.

 

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Acabei de ler o post sobre “pauzão” e me identifiquei. Eu estou saindo com um cara que tem pauzão, é um lindo pau grande, gostoso, que fica duro de uma tal forma que não dá vontade de largar. Mas eis o problema, não cabe inteiro na boca, bate fácil na goela, então tem que ficar dando um jeitinho.

 
Outra coisa é o sexo de quatro, incomoda e muito! Chega a doer mesmo porque não tem como caber tudo aquilo! E ficamos por horas ali, rolando sexo do bom, por cima, por baixo, de lado, de jeitos que eu nunca imaginei e ele goza, amolece, fica duro de novo e começamos outra vez e logo ele goza de novo e assim vai, ele não cansa!!! Mas dificulta um pouco quando é minha vez de gozar.

 
Acho que me condicionei e hoje essas horas são sim prazerosas, exceto a parte de quatro, mas confesso que uma pausa é mais que necessária, não dá para aguentar horas e horas de um pauzão. Já cheguei a ir embora com uma certa dor abdominal, um incômodo.

 
E acreditem se quiser, ele é super convencido de seu pauzão, mas ainda não está satisfeito, ainda quer usar uma bomba para prolongar mais uns 4 centímetros!!! Eu pergunto: para quê? E já informo que não tenho como encarar, eu sinto muito, mas não tenho onde enfiar tudo isso!!!

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Pele, suor e cadeira

Olhem o belo e breve texto que recebemos da nossa leitora Monica Davi.

 

 

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Crédito suckmypixxxel.tumblr.com

Crédito suckmypixxxel.tumblr.com

 

Estava prestes a me sentar quando a minha saia esvoaçou. Senti um frio na barriga, meu corpo se enrijeceu e se contraiu num reflexo. Não me restava nem a fração de um instante, já não dava tempo de fazer mais nada. Estava sem calcinha e minha buceta aterrissou nua na fórmica lisa e gelada daquela cadeira verde.

 

 

Arrepiada, suei frio, minha bunda e minhas coxas ficaram úmidas. Tudo era desconforto naquela combinação inesperada de pele, suor e cadeira. Corrigir aquela situação era coisa banal: me inclinar para a frente, levantar um pouco, passar a mão pela saia, empurrá-la em direção às pernas e assim cobrir a bunda e a buceta. Mas no meu primeiro movimento naquela cadeira, a fórmica, que estava colada na minha pele úmida, prendeu a pele fina das minhas coxas, levei um leve beliscão e um susto.

 

 

Dei um sorrisinho silencioso quando percebi que a minha buceta estava molhada, e não era de suor. Aquela combinação inesperada tinha ficado bem interessante. A garçonete trouxe um expresso, um croissant e um pouco de mel numa tigelinha. Mudei de ideia, desisti de ajeitar a minha saia.

 

 

Eu nem precisava me mexer muito na cadeira, a coisa era boa e bem sutil. A cada leve movimento do meu corpo, eu sentia um pequeno beliscão na bunda, nas coxas, e molhava cada vez mais a fórmica com a minha buceta cada vez mais úmida. Sem parar de me mexer, devagar e suave, curtindo aqueles pequenos beliscões íntimos, olhei em volta e naquele café todos estavam imersos em suas próprias situações. Ninguém tinha notado que eu estava entretida com aquela cadeira comum.

 

 

Minha boca tremia, mordi o lábio, fechei os olhos com força por um segundo, abri devagar, olhei em volta de novo e disfarcei a respiração ofegante com um suspiro, fingi um bocejo. Engoli aquele expresso sem açúcar igual a pinga, num gole só. Peguei um pouco de mel com a colherzinha e derrubei um pouco no meu colo. Levantei de uma vez e num movimento rápido limpei a cadeira com um guardanapo de papel. Fui até o banheiro. Olhando no espelho molhei o rosto com água gelada enquanto o gozo escorria devagar pelas minhas pernas.

 

 

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