X de Sexo

A cama é de todos

Perfil Rebeca e Diana escrevem e coordenam a brincadeira.

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Os pontos G de uma mulher

Por Rebeca

 

O órgão sexual feminino é tão cavernoso (e misterioso) que volta e meia alguém tem uma nova teoria a dizer sobre ele –ou a corroborar antigas teses. Desta vez, um artigo científico publicado no Clinical Anatomy Journal no início deste mês afirma que não podemos falar em orgasmo clitoriano, orgasmo vaginal ou mesmo em ponto G. O correto é dizer orgasmo feminino, uma vez que ele é originado pela estimulação de toda a região sexual da mulher.

 

 

Eu mesma nunca acreditei que o ponto G fosse algo factível, a ser alcançado pelos homens (ou por um vibrador). Acho que, na verdade, sem essa permanente busca por sua localização, o prazer para mim sempre foi mais fluido (e o gozo mais fácil de rolar) do que para algumas amigas. Uma delas já chegou a falar coisa do tipo: “Não gozei porque o pau do cara não chegou ao meu ponto G”. Oi?

 

 

Por outro lado, nunca tive dúvidas de que o clitóris fosse uma arma do prazer, bem mais objetiva que o resto do órgão sexual. É uma coisa localizada, um botão, você aperta e o negócio todo fica ligado. Mas isso não quer dizer desprezar o “resto”: grandes lábios, pequenos lábios, a boca inicial da vagina (sua borda), o períneo etc. Então, é mais comum que o sexo seja mais gostoso com homens que gostem de explorar tudo isso, paciente e minuciosamente –e não aqueles que só querem apertar o botão.

 

 

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lafregna:<br />
by Mike Spears<br />
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Crédito suckmypixxxel.tumbrl.com

 

Uma vez conheci um cara louco e falante, que me desanimou na primeira hora de conversa. Não parava de conversar sobre absolutamente tudo, parecia doido para agradar. Cheio de energia, mas um pouco sufocante. Como ele era bem gato, e parecia ter uma pegada incrível só pelo jeito como segurava minha cintura, eu resolvi ter um pouco de paciência.

 

 

Depois de algumas cervejas, essa falação resvalou para o sexo, sobre as nossas preferências, sobre fazer sexo com desconhecidos. E praticamente fizemos sexo “oral” na mesa do bar. Aquilo foi deixando a minha calcinha encharcada, e as lambidas dele no meu pescoço me deixaram louca para sair dali. Pagamos a conta e fomos para a casa dele.

 

 

Chegamos lá e ele, falante e também mandão, disse para eu ficar sentada no sofá até que ele voltasse do quarto. Reapareceu pelado, de pau duro e com uma borboleta (aquele vibrador delicioso para clitóris) na mão. Comecei a rir. Como assim ele tem aquela borboleta?

 

 

Ele já foi dizendo que ela estava bem lavadinha, rsss. E tirou a minha saia e a minha calcinha. Me deixou de blusa e salto alto. Puxou meu quadril para a frente do sofá, me deixando meio deitada e começou a beijar a minha buceta. A surpresa foi ele começar a dizer o que faria dali em diante, como um ginecologista que vai ditando o passo a passo de um exame. Mas de uma forma, claro, picante.

 

 

“Agora vou chupar seu clitóris até você começar a revirar os olhos, vou dar umas mordidas de leve para fazer você gemer.” E fazia. “Estou no seu períneo, que divide o cu dessa buceta cheirosa, que vontade de te comer.” E enfiava dois dedos no cu e dois na buceta. “Você está toda molhada, vou tomar todo esse suco de excitação, sua gostosa.” E passava a língua na borda do buraco da buceta, depois chupava ela profundamente.

 

 

No começo achei tudo bem estranho. Que falação louca! Mas comecei a achar engraçado e, depois, entrei na onda. Aquela falação ia exacerbando o tesão, como se fosse sexo por telefone, só que com alguém ouvindo as instruções e reproduzindo-as em mim. Fui deixando me levar, completamente excitada com aquela habilidade de sexo oral.

 

 

Tudo era tudo: grandes lábios, pequenos lábios, cu, períneo, clitóris… E, enquanto ele usava a língua no cu e na buceta, deixava o vibrador-borboleta tremendo no meu clitóris. Ele começou a enfiar os dedos em mim e, com ritmo e vigor, me fez gozar um gozo inteiro, que vinha de todos os lugares. Fiquei completamente estremecida por alguns minutos, atordoada, querendo saber de onde tinha vindo aquilo tudo…

 

 

Hoje lembro dele como uma das melhores gozadas de oral que tive. A gente nunca mais se viu, mas ele é lembrado entre amigas como o cara que sabe onde fica os pontos G de uma mulher. Assim, no plural.

 

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G. de sexo – parte final

A terceira e última parte da trilogia do nosso leitor Robin. Divirtam-se!

Leia aqui a primeira parte e aqui a segunda parte.

 

***

 

Crédito suckmypixxel.tumblr.com

Crédito suckmypixxel.tumblr.com

 

Sempre fui de dormir pouco, mesmo passando noites em claro. Naquele domingo não foi diferente e, após cerca de duas horas de sono, deparei-me com um bilhete que, à primeira vista, pareceu-me apenas inusitado. Sorri ao ler as letras garranchadas: “Obrigada pela noite maravilhosa. Vocês foram incríveis. Saio daqui uma mulher diferente daquela que chegou ontem. Mais feliz, realizada! Beijos, cheios de gozo. G.”.

 

 

Deixei o bilhete sobre a mesa e fui tomar um banho, sentindo no cansaço do corpo e no torpor da mente os resquícios de uma noite lancinante.

 

 

Saíramos do cine pornô na alta madrugada, quando o céu paulistano mescla à permanência da poluição diurna os traços de resistência de uma natureza que quer se mostrar. O táxi nos deixou na avenida São João e chegamos ao bar com a sede de anteontem, como cantou o velho Chico. Apesar do cheiro de lenço umedecido, era porra que exalava do corpo de G., de modo que a luxúria a que nos entregáramos pouco antes não era apenas uma lembrança, mas a marca de nossa própria existência.

 

 

Bebemos a primeira, a segunda, muitas cervejas. Enquanto conversávamos, G. se extasiava em beijar e ser beijada por mim e por R., esfregando nossos paus sob a mesa e sentido a alternância de nossos dedos em sua buceta. Particularmente, sempre gostei de sentir o gozo de uma mulher em minhas mãos, desfrutando seus sabores e cheiros. Naquela brincadeira de beija, morde e esfrega, vimos o dia clarear e lançar novos convites aos nossos corpos. “Vamos pra casa”, propôs R.

 

 

Avenida São Luís, apartamento de meu amigo R. Se antes de sairmos do bar o tesão ainda nos animava para mais uma etapa daquela meia-maratona sexual, o breve percurso de táxi nos arrefeceu os ânimos. Tiramos nossas roupas, deitamos os três na cama e iniciamos uma brincadeira preliminar, eu chupando o cu de G., ela recebendo em sua boca a pica de R. E