X de Sexo

A cama é de todos

Perfil Ana e Lia escrevem e coordenam a brincadeira

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Nossa última vez

Crédito: suckmypixxxel.tumblr.com

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Por que transformamos em mito a nossa primeira vez, mas nunca falamos da última?

 

Eu lembro das minhas últimas. Na verdade, muito mais que da primeira -dessa, aliás, não lembro absolutamente nada.

 

As últimas têm mais nuances, passam do drama à risada, e muitas são únicas pelo fato de serem primeiras e últimas ao mesmo tempo.

 

Existe aquela, por exemplo, na cama da pousada em que passamos as últimas férias. Eu já sabia que não queria mais aquilo, que foi legal, que houve amor [e ainda talvez houvesse], mas que estava faltando tudo que nos uniu, apaixonadamente, anos antes…

 

Aí você mergulha entre os lençóis sabendo que será “A Última”, “a da despedida”, porque pouco depois vai vir “a conversa”, porque não funciona mais. Ele também sabe. Curte a transa, que sempre foi boa, mas tem que resgatar lembranças do passado para manter a excitação. Escorre uma lágrima ciente de que está dizendo adeus… Em resumo: vai ser uma das piores -e mais lembradas- comidas da sua história.

 

Há outras últimas vezes de menos drama, apesar do peso que sempre acompanha a palavra “última”.

 

Lembro de cada uma das últimas com aquele idiota. Aquilo era tão precário que todas poderiam ser o ponto final. Ai você tentava convertê-las em primeiras, tentando que todas fossem únicas e maravilhosas para que aquilo não tivesse fim. Passado o tempo, me recordo e recupero a verdadeira última: a pior de todas. Hoje em dia já consigo soltar uma gargalhada.

 

Tem também aquela que é para levar as mãos à cabeça. Aquela na que você consegue marcar com aquele cara que perseguiu por semanas. Você espera o encontro dos encontros, mas ele te leva a dançar, e não dança. Vão beber, mas ele fica enjoado com uma cerveja. Ele te convence a ir para a casa dele, mas mora em um quarto de dois metros quadrados em uma república estudantil. Quer transar, mas aquilo não sobe. Ele não sabe colocar a camisinha. Não consegue te excitar, não sabe chupar e, no dia seguinte, quer fazer plano de namorado. Sim, essa será a primeira e a última. Não tem segunda chance depois de errar todos os placares do bolão.

 

Outra última vez: a que você não sabia que seria derradeira, mas de repente tornou-se. A noite em que passaram pela sala, escritório, cozinha, banheiro e quarto, madrugada e manhã a dentro. Em que transaram olhando a noite pela janela e não dormiram, pois a cada meia hora um dos dois acordava louco de tesão e algo recomeçava, entre beijos, braços e suspiros. Uma transa que parecia anteceder muitos outros capítulos de obra-prima, em que não houve despedida, tchau, afinal fora incrível, mas que, por rumos da vida, virou a última. Tipo o clichê de fechar com chave de ouro uma jornada de anos indescritíveis, mas aqui caberia mais fechar com carinhos, orgasmos e suspiros infindáveis.

 

É mais ou menos nessa toada de coisa boa esta última de hoje: a NOSSA última com vocês.

 

Não, vocês não foram maus amantes, nem deixamos de gostar desse nosso espaço, o nosso tesão não acabou. Mas a vida nos leva por outros caminhos e não conseguimos cuidar disto como merece. E aqui, como na cama, melhor não fazer a fazer de qualquer jeito.

 

Vocês, leitores, têm sido nossos parceiros secretos durante quase um ano. Têm escrito centenas de emails com suas histórias e acompanhado cada publicação mesmo sem o lubrificante “mágico” das redes sociais. Ficamos lisonjeadas com tanto comparecimento, e retornos, e textos nos cobrando que apareçamos mais…

 

A gente riu muito com algumas mensagens, se identificou demais com outras e sentimos muito tesão com a maioria dos relatos.

 

Foi uma experiência muito boa ter, aqui na Folha, espaço e liberdade para falar sobre um assunto ainda tabu na nossa sociedade. Foi legal ver como namorados, amantes e amigos curtiam daquele outro mundo anônimo, em que todos falamos o que pensamos, mas… devemos dizer tchau, babies. Talvez, até mais.

 

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Sexo em público

Um leitora bem doidinha com um texto MUITO legal. Assinamos com um nome fictício, a pedido dela.

 

***

 

por Lii

 

Meu marido e eu somos muito, vamos dizer, fogosos. Naquele dia era a festa de noivado de um amigo dele, compromisso inadiável.

 

Papo vai, papo vem, cerveja vai, e muita cerveja vem, já estava bem alegre quando resolvemos ir embora. No carro nos olhamos e soltei: não para casa, certo? Ele já tinha entendido o recado. Resolvemos dar uma esticadinha só nos dois.

 

Foi então que ele disse: duvido que você faça um boquete em mim na frente de alguém… Desafio dado, desafio cumprido, essas são as nossas regras.

 

Eu falei que faria onde ele mandasse. Ele dirigia. Eu, que já estava toda assanhada, de vestido, tirei minha calcinha e deixei minhas coxas e meu inchaço à mostra. Ele ficou louco. Então abri o zíper da calça dele e comecei a chupá-lo antes que decidisse para onde iria.

 

Ele, que passou a dirigir a 20 km/h, se aproximou de um posto de gasolina quando comecei a me levantar. Confesso que doeu tirá-lo da minha boca. Apesar de ser tarde, ainda tinha bastante movimento. E então veio a ordem: vou parar para abastecer e quando o frentista chegar pra pegar as chaves, você volta a me chupar.

 

Assim que ele parou, esperei o frentista se aproximar para voltar a chupá-lo. Vi o frentista arrgalando os olhos, sem acreditar naquilo. Fiquei ali até que ele voltou pra devolver as chaves e cobrar. Foi quando eu parei, levantei a cabeça dando aquela ”limpadinha” no cantinho da boca e com as pernas abertas (estava sem calcinha) olhei com cara de safada pro frentista que estava passando bem na frente do carro.

 

O cara não acreditava no que via, e meu marido que estava olhando pra mim na hora (mais louco ainda) quase bateu o carro ao sair do posto. Saímos e demos uma volta no quarteirão, passando na frente do posto de novo. Vimos o frentista sentado em um canto, sorrindo sozinho e fumando um cigarro… Rimos!

 

Saímos de lá com mais fogo ainda. Encontramos uma rua deserta. Ele me tirou do carro e transamos ali, ao ar livre, em cima do capô do carro, até gozarmos.

 

Voltei para casa nas nuvens.

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Os oito passos da manhã perfeita

por Lia

 

Crédito: suckmypixxxel.tumblr.com

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1. Abrindo sua calça, que quase explodia com seu pau duro de se esfregar em mim, e da minha mão sentindo seu tesão. Te chupar assim, com você segurando minha cabeça. Eu sentindo o comecinho, de leve, do seu gozo e do seu gosto. Eu levanto e me viro.

 

2. Me comendo por trás, segurando com força meu quadril e me obrigando a me segurar na escada ao lado do carro. Sentia cada centímetro do seu pau entrando em mim, e você me fudendo com força, ofegante, até meu coração disparar e o ar faltar enquanto eu gozava…

 

3. Me puxando de volta em direção à escada. Você sentou e me colocou sentada em você, de costas. Eu sentia seu pau batendo fundo em mim e achei que fosse morrer de tanto tesão. Eu, ensopada, pingo no chão ao gozar de novo.

 

4. Aí subimos as escadas… Eu estava tão molhada que você passou os dedos em mim e enfiou um por trás, pedindo que eu subisse assim. Não achei que fosse conseguir, de tanto que era a vontade se que você metesse em mim logo

 

5. Entrando no quarto, e já praticamente sem roupa, você me levou pra cama e me colocou montada em você, ensopada. Transamos sem parar  até derretermos (achei que iria desintegrar). Com tanta força e com tanto tesão, pingando e já sem ar, os dois… Mas deliciosamente só paramos depois de gozar

 

5. Após algum respiro e água, fatalmente mais algumas risadas, fiquei arrepiada com alguma coisa que fez no meu corpo, e foi a deixa para sua boca me chupando por 142 músicas (Pqp). Me chupou tanto, pelas coxas, virilhas, meu clitóris inchado e guardado para o fim… E gozar uma, duas, três vezes… Separadas e emendadas uma na outra, como se fosse uma rave corporal. Você chegou a achar que eu pudesse passar mal, com o coração disparado…

 

6. Mais tarde, voce me olhando de perto, enquanto eu me masturbava em pé na sua frente. Você se masturbava na minha, sentado na cama, com a cara de loucura que me deixa fora de órbita. Acho que estava mais inchada do que nunca… Você não se controlou e veio meter em mim, parando antes de eu gozar. Até me pedir para sentar em voce deitado, eu de costas, e sequer preciso olhar para te colocar precisamente dentro de mim. Seu gemido me enlouqueceu junto com seu pau duro… E eu sentido você raspando no meu rabo, do lado de fora e dentro de mim.

 

7. Eu continuava a sentar e levantar, mas você me segurou pela cintura, se sentou e me virou. Me colocou na sua coxa, onde eu me esfreguei um pouco, antes de sentar encaixada e de frente pra você. Você me puxava, me encaixava ainda mais…E depois de eu gozar, pedi pra você continuar. Te chupei inteiro, depois que gozou na minha perna. Adoro ver você gozando em mim e adoro seu gosto.

 

8. Banho, apesar de estarmos atrasados. Mais um par de beijos longos. Depois, Passar o dia relembrando as cenas em flashes involuntários.

 

 

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A descoberta do prazer após o divórcio

Quem nunca passou por um rompimento, não necessariamente um divórcio, não é mesmo? Mas a história abaixo fala não só de um fim, mas de um quase renascimento para o prazer. Esperamos que vocês gostem! Nós adoramos cada linha.

 

***

 

por Babe

 

Me separei… Depois de uma vida, 20 anos casados. O sexo era bom, mas dentro da realidade de um casamento de 20 anos. Achava que era apaixonado! Mas hoje percebo que tinha me esquecido o que era isso.

 

O curioso é que em uma relação em que supostamente se tem intimidade total é que a maioria dos tabus vai se instalando, e, com isso, um pouco de frustração, fantasias não realizadas,. E é isso que te leva a pensar no que existe lá fora.

 

Depois do período de sofrimento, a névoa começa a baixar, e começo a perceber que existe uma confraria de pessoas bacanas, bonitas, bem resolvidas, separadas ou solteiras, em busca de um cara como eu.

 

A sensação é boa!

 

A vida me colocou cara a cara com ela! Uma mulher linda, maravilhosa, gostosa, recém separada,  com pouca ( ou quase nenhuma ) experiência fora do seu casamento de 15 anos.

 

No começo foi estranho. Na primeira vez ela veio me buscar em casa, e na hora que entrei no carro, me faltou o ar.

 

Ela estava linda, vestidinho curto, maquiagem discreta, cheirosa, olhar penetrante. A sua voz é rouca e muito sensual…Pensei: Nossa! Tudo isso é pra mim??

 

Fomos a um show, pra quebrar o gelo. Dar umas risadas, poderia ser uma boa ideia, para desfazer o clima de primeiro encontro. A risada cria intimidade, acho eu.

 

Lá dou um primeiro beijo. O beijo é muito gostoso. o gosto da sua boca é bom. Combina. Primeiro obstáculo ultrapassado.

Acaba o show, e são 2h da manhã, e está frio. Ela só de vestidinho. Dou um abraço, ela sugere tomar algo em algum lugar. Sugiro na minha casa. Ela hesita, mas aceita.

 

Chegando lá, sirvo um vinho que não tô afim. Só penso nela. Em como vai ser…abraço, beijos. Minha mão passeia pelo corpo, pelo meio das pernas. Ela geme.

 

Tiro aquele vestidinho e uma lingerie maravilhosa se revela. Ela estava afim! Veio preparada pra isso.

 

A gente vai pra cama… Ela pouco à vontade. Primeira transa depois do marido… Tudo estranho, acaba sendo um pouco broxante pra mim. Peço pra ela me chupar, e ela diz que não tá afim… Tivemos uma transa protocolar. Pra ela, a experiência que buscava. Precisava dar para outro pra ver como seria! Pra mim, comer aquela mulher maravilhosa não foi nada demais.

 

Nos próximos dias, insistimos, saímos, transamos…É cada vez melhor.

 

Nossos corpos foram se encaixando, começamos a fazer coisas diferentes do que estávamos acostumados. Experiências fora do envelope. O tesão começa a aflorar de um jeito incontrolável! Não pensamos em outra coisa. Saímos para jantar e, no meio, vamos ao banheiro transar. Transamos atrás da igreja em Trancoso, pouco nos importando( ou curtindo) se alguém nos observava. Sensação deliciosa de vinho e liberdade de fazer o que quiser e onde quiser.

 

Viajando de carro , temos que parar no acostamento pra transar. Uma chupada enquanto dirijo,  transamos sempre que temos oportunidade.

 

Peço pra ela depilar a buceta, e na próxima vez ela me faz uma surpresa.

 

Ultrapassamos limites no sexo, estamos juntos em uma jornada de prazer.

 

Neste fim de semana saímos para jantar e depois viemos pra casa, como sempre.

 

Começamos a nos beijar no elevador, sob o olhar do porteiro na câmera. Entramos em casa e já começo a tirar a roupa dela. Como sempre, ela linda!

 

Enfio a mão por dentro e encontro ela molhada, latejando (ela está sempre pronta para o sexo ou eu sou bom? Nunca me sento assim). Enfio o dedo e ela geme.

 

Empurro ela no sofá, e ela abre as pernas pra mim. Tenho uma visão maravilhosa da sua buceta depilada.

 

Abro com os dedos, começo a passar a língua de cima a baixo, passando pelo clitóris ate o final da buceta. Umedecendo ainda mais… Ela geme e depois da quarta ou quinta vez ela goza. É quando enfio o dedo nela e ela geme de prazer. Minha língua percorre o caminho até o cuzinho dela. Ela nunca fez sexo anal, mas sinto que está gostando… Me pau está duro, dou para ela chupar. Ela agora adora fazer isso, tem treinado deixar ele entrar inteiro na boca, e eu fico louco.

 

Coloco ela em uma posição com as costas no sofá, e com os dois pés nos meus ombros. Penetro fundo, ela geme de novo. Adora. Adoro que ela adora. Minhas mãos em seus joelhos pra ajudar no balanço, ela segurando nos meus pulsos para dar firmeza.

 

Goza mais uma vez nesta posição. Dou a palma da mão para ela lamber, e quando ela lambe dou um tapinha não muito forte no rosto. Ela fica surpresa, ofereço a palma de novo, ela lambe, eu novamente dou um tapa.

 

Isso me excita!! Tapinhas de amor são estimulantes! Ela está com o cabelo na cara, expressão de quem está entregue a mim. Faz o que quiser comigo, ela pede.

 

Viro ela de lado,  eu de joelhos, abro a bunda dela, e penetro na buceta nesta posição. Ela, geme. Se ajeita, arrebita a bunda pra entrar mais fundo. Eu seguro com as duas mãos no quadril dela para ajudar o movimento de vai-e-vem. Ela segura com uma das mãos no meu pulso para me puxar pra si.

 

Seguro seus cabelos em um rabo de cavalo e puxo com força! A cabeça dela vai pra traz. Ela geme de novo, a cara é de prazer extremo. Meto cada vez mais fundo, cada vez mais forte, meu dedo penetra o cuzinho dela, uma dupla penetração. O tesão é extremo.

 

Sinto uma Vontade louca de dar prazer. O prazer dela é o meu, tudo misturado, um ciclo de prazer se forma. Ela se arrebita mais ainda em minha direção, abro a bunda dela com as duas mãos para penetrar mais fundo ainda na buceta. Faço com força, rápido, até gozarmos os dois juntos estremecendo o corpo todo. Sensação maravilhosa! Não me lembro de ter sentido nada parecido antes.

 

Depois de um breve descanso, ficamos excitados e começamos tudo de novo.

Como é bom sair da casinha. Depois de um longo casamento, reencontrar, o prazer na sua forma mais intensa!

 

Estamos experimentando. Sempre prontos para ir além, em busca de mais e mais prazer.

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Quando saí com dois amigos (ao mesmo tempo)

Crédito: suckmypixxxel.tumblr.com

Leitores e leitoras, um texto que recebemos há tempos e só publicamos agora. E confessamos: invejamos.

 

***

 

por Flor

 

Desde que eu era adolescente tinha a curiosidade de transar com dois homens ao mesmo tempo. Sempre fui curiosa com sexo e acho que o corpo, imaginação livre e aberta e um cenário funcionam como um parque de diversões.

 

Comecei a transar tarde, aos 18 anos, só depois de me esfregar muito e deixar muito homem com “dor de cabeça”. Gostava da idéia de “aprender” muitas coisas antes de chegar aos finalmentes, gostava de castigar os caras e, claro , achava que a primeira tinha que ser gostosa, mesmo que tivesse alguma dor. E assim foi. Delícia apesar da dor. Escolhi um mulherengo profissional que adorava tirar cabaços. Tive sorte. Até hoje acho que minha autoconfiança no sexo tem a ver com o começo de tudo. Ser bem tratada na cama, desejada de verdade independente de formas e padrões, deixa qualquer mulher poderosa, liberada e interessante.

 

O bom te manter laço com alguém que você saiu dos 14 anos  até os 35, sem se apegar, é isso. Experimentar, provar, realizar as fantasias dos dois, ir além sem se envolver, ou se magoar. Pelo simples prazer de experimentar e sair da rotina.

 

Ele sempre soube que eu gostava muito da coisa. Um dia me disse: eu realizo sua fantasia se você realizar a minha. A dele, óbvio, era sair com duas mulheres. Mas isso fica para outro dia…

 

Temos em comum um melhor amigo, que nos apresentou quando eu era adolescente, e esse amigo sempre se sentiu atraído por mim. Eu achava demais pra minha cabeça pegar dois amigos tão íntimos, então nunca dei bola. Mal sabia eu que, anos depois, ele ia fazer parte da minha fantasia. Convite feito, convite aceito, simples assim. Éramos 3 amigos, uma solteira liberada sexualmente, dois casados, e um pacto de silêncio. E muita, muita vontade de fazer a coisa da maneira mais deliciosa que alguém pode fazer. Adoro um segredo sobre sexo.

 

Entramos no motel, não sem antes meu amigo se esconder na mala do carro. Não dava mais para voltar atrás! Frio na barriga, medo de ser tratada como puta no pior sentido da palavra. Mas que nada, até hoje , 3 anos depois, eu digo que vou vender os serviços dessa dupla para as minhas amigas!

 

No meio do que deveria ser uma grande putaria, eu fui tratada como uma rainha. Óleos de massagem para me deixar relaxada, bolinhas eróticas, camisinhas de todos os jeitos, banheira de hidromassagem, sais de banho, tudo preparado por eles, sem que eu precisasse pedir! Imagina tudo o que é gostoso duplicado ou quadruplicado: duas bocas, duas picas duras, quatro mãos, váaaarios dedos, dois caras bns de cama. Então, foi isso. Estou piscando só de me lembrar.

 

O que me conhecia há anos guiava meu amigo narrando e mandando fazer as coisas que eu mais gostava.Voz de comando e olhar de tesão, olhar  de um macho quando olha uma mulher que gosta de sexo fazendo sexo. Nada mais excitante. Espelhos, câmeras e corpos suados em movimento, tentando saber quem dos três sentia mais prazer. Mais de 10 camisinhas, o pau deles não abaixava após o gozo -os homens podem surpreender às vezes no quesito fantasia sexual e serem muito generosos. Dei sorte.

 

Ninguém queria parar de transar, de beijar, de chupar, de lamber, de apertar. Acho que nunca mais terei uma foda a três como essa. Era meu sonho fazer dupla penetração, chupar um de cada lado, me sentir amassada por dois homens com tesão e seus paus em mim ao mesmo tempo, sem pensar em frescuras e machismos e nada além de dar prazer para a mulher que está na frente deles. Mas não de forma vulgar, como se vê em filme pornô. Eu queria como foi, foi melhor do que eu imaginava até! O mérito é deles!

 

Meu amigo se deu mal no presentinho, como eu costumo chamar o cu,  porque o pau dele era muito grosso, e apesar de eu estar com muita vontade, eu não quis forçar nada que pudesse estragar o meu prazer com qualquer dor. Mas meu tesão insaciável não deixou ninguém na mão. Boca, mão, tudo delicioso…Rebolei muito gostoso nele.

 

Quem estiver lendo, se visualize em pé na banheira, recém depilada, e eles sentados na direção exata da sua buceta e bunda, um de cada lado..E eles passam as mãos sensualmente pelo seu corpo todo, pernas, bunda, costas, peitos, e começam um de cada lado a te lamber e enfiar a língua deliciosamente em todo os lugares que eles conseguem alcançar, segurando seu quadril sem deixar você escapar…Depois eles mudam de lado e você tem tudo de novo, mas sente tudo diferente porque cada um tem seu ritmo, seu jeito e sua sede de chupar. Eu poderia dar isso de presente de aniversário para uma grande amiga, juro!

 

A gente ficou umas 6  horas juntos, transando direto, tipo maratona, que me deixava cada vez mais molhada, excitada, cada vez querendo mais, porque sabia que aquilo ia acabar.

 

Depois nos falamos os três por email, juntos, pirados de tesão de ter vivido essa história só nossa, mesmo cada um tendo sua vida.  A gente queria mais, mas ainda não fizemos. Viajei, mudei de país, mas a gente ainda vai repetir a dose. Continuo em contato com os dois. Preciso de outra dessas um dia, mas não me atraio por qualquer um. Tem que ter um contexto, uma história.

 

Se vocês tem alguém em quem confiam para viver um momento como esse, estabeleçam as regras, e na hora H , relaxe tudo o que você puder, vai valer a pena.

 

Espero que tenham se excitado como eu, só de me lembrar desse momento. Vou ali me masturbar com o vibrador que ganhei dele e volto já.
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Top 5 do tesão incontrolável a dois

por Lia

 

O título especifica a dois pois o tesão incontrolável sozinha ou no meio de uma festa lotada também estará em outras listas…

 

Crédito: suckmypixxxel.tumblr.com

 

1 -Ele resolve te dar banho, te ensaboando, demora nos seios, na bunda mas, de repente, não se controla e percebe que PRECISA te comer de novo naquele segundo, loucamente

 

2 – Ele te chupa com tanto, tanto prazer, que você é capaz de gozar de ver aquela felicidade e dedicação. E goza vendo ele lamber cada gota e milímetro seu após te fazer gozar

 

3 – Ele simplesmente não aguenta ver você se masturbando na frente dele e, enlouquecido, levante e te come como se fosse acabar o mundo

 

4 – Em pé, ele te come com tanta e tanta força que seu corpo balança; ele tenta te segurar pelos braços, pelo peito, pelo cabelo, mas perde o controle para gozar dentro ou sobre você, gemendo grosso e forte

 

5 – Depois de gozar na sua boca, ele te puxa para perto dele e te beija longamente, como se agradecesse pelo maior prazer do mundo

 

EXTRA (pois ficar no top 5  é bem complicado…)

 

- Ele te arrastar para o banheiro da festa ou sair correndo de um compromisso em que estão por simplesmente precisar enfiar a mão dentre suas pernas e confirmar que você está mesmo molhada como contou…

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O sexo das advogadas

A história de mais uma leitora, que demoramos a conseguir publicar. Se você quiser nos escrever, nosso e-mail é blogxdesexo@gmail.com. Guardamos o segredo do seu nome, se assim preferir.

 

***

 

por Caroline

 

Crédito: suckmypixxxel.tumblr.com

 

Após alguns meses me preparando para a prova da OAB, era chegado o fim de semana da prova. O pessoal que estudava comigo decidiu sair na sexta feira para beber, relaxar e termos o sábado livre para as últimas revisões. Ficamos todos de confirmar na tarde de sexta.

 

Eu, honestamente, pouco me importava com os outros. Eu só iria se “F” fosse. Ela havia feito faculdade comigo e era uma incógnita, por sinal. Ninguém sabia dizer “qual apito ela toca”, se é que vocês me entendem. Linda, morena, cabelos castanhos longos, corpo esguio, misteriosa. Quando a conheci só pensei “lasquei-me…”. Apesar do jeito levemente masculino mesmo dentro de roupas femininas ou usando maquiagem, ninguém nunca a viu com uma mulher… Tampouco com homens. E quanto a mim, bem… Metade da sala sabia da minha sexualidade e a outra metade fingia (mal!) que não sabia.

 

Apesar do meu interesse e dela certamente saber de mim, eu jamais tive a ousadia de demonstrar interesse.

 

Noite de sexta, todos no bar. Eu já estava no terceiro copo de cerveja, com “#chateada” praticamente escrito na testa por “F” não ter ido. Eu fui ao banheiro decidida que, ao voltar, pagaria minha parte para ir embora. Mudei de ideia quando, ao sair, vi “F” chegando, linda. Voltei à mesa, ela me cumprimentou, mas ficou no seu canto. Estávamos em lados oposto da mesa, ambas de pé, nos mexendo ao som da banda que tocava, conversando, quando a percebi ela me olhar demais. Achei que nem fosse para mim, até que olhou novamente enquanto conversava de pé de ouvido com a melhor amiga. Desconfiei e me sabotei na mesma hora.

 

Fomos entrando na madrugada, mais pessoas chegaram, fomos nos apertando no local já cheio. Ela acabou vindo para mais perto de onde eu estava. Quando me dei conta, estávamos lado a lado. Meus pés começaram a doer e, na falta de cadeira, acabei me encostando um pouco em uma parede, bebendo. “F” sorriu quando me viu ali, cansada. Surpreendeu-me, então, ao me pegar pela mão e me puxar. “Vem… Vem dançar comigo…!”. Se meus pés doíam, fiquei sem pés naquele momento. Mas, logo me lembrei de que aquilo poderia ser só reflexo alcoólico.

 

Dançando, nossos corpos se aproximaram a ponto de sua perna ficar um pouco entre as minhas no meio das brincadeiras. Por um instante tremi, pensei em cair fora antes de aquilo tudo ficar delicado demais e eu acabar fazendo besteira.

 

Aproveitando-me da lotação, da proximidade e da dança, puxei-a de leve pelo pescoço e procurei seu ouvido. “Preciso te contar uma coisa…”. Ela me olhou atenta. “Você pode não olhar na minha cara amanhã…”. Ela me olhou de novo e riu. “F” me incentivou a falar, me pegando pelas mãos. “Eu sei que, provavelmente, essa não é a sua, mas… No dia que você quiser umas horas de felicidade, me procura…!”. No meio daquele barulho todo eu consegui ouvir a gargalhada que ela deu. Censurei-me de imediato. Era chegada a minha hora de ir embora.

 

Jurando que ela me ignoraria e me chamaria de sapatão louca no dia seguinte, ia me virando para procurar o rumo da porta quando ela me abraçou. “Então, vamos competir… vamos ver quem dá mais horas de felicidade pra quem…!”. Sabe-se lá que tipo de rompante foi aquele, mas em seguida “F” me beijou ali, de língua, devagar e intensamente, em meio aos colegas de turma.

 

Beijou-me como se nenhum daqueles nos visse, sem medo, sem pressa. Resultado: furor ébrio daqueles que nos rodeavam. Pegando-me pela mão, sem ficar para ouvir as brincadeiras que viriam a seguir, saiu me puxando pelo recinto e me levou até o balcão para pagarmos nossas partes. Eu ainda estava em choque. Ela ria da minha surpresa. Nada falávamos. Já do lado de fora do bar, ela foi rápida em me dizer que estava só em casa naquela noite e me disse para segui-la de carro até lá.

 

No apartamento, ela não me deixou olhar direito os quadros que tinha na parede. Sugava meus lábios devagar, mas com certa força, mordiscava-os, enquanto ela escorregava suas mãos pelo meu corpo. Aos beijos fomos caminhando devagar para o quarto dela.

 

Sentei na cama e, segurando-a pelo quadril e levando sua blusa soltinha com o rosto, achei sua barriga. Beijei e lambi cada parte daquela barriga sem pressa. Subindo, achei suas costelas e em seguida, seus seios pequenos. Abocanhei, ela arfou. A cada sugada dada, mais ela arfava. Beijamos-nos intensa e loucamente. Ela tirou minha blusa, lambeu meu pescoço, escorregando as mãos pelo meu bumbum e me puxando para junto dela com firmemente.

 

Ainda aos beijos, encaixamos nossos corpos à medida que nos despíamos. Quando dei por mim, meu sexo estava colado ao dela, numa sofreguidão intensa e gostosa. Nossos beijos ficaram cada vez mais calorosos e os movimentos mais ritmados. Afastando-me um pouco para o lado, sem tirar minha boca da dela, desci minha mão e a toquei. Ao senti-la ensopada, excitei-me de tal forma que me constrangi. Ela notou e me beijou.

 

Escorreguei meu dedo médio devagar, meio despretensioso, entre seus grandes lábios para senti-la levemente da extremidade do clitóris até a sua entrada, onde a penetrei só um pouquinho e saí. Comecei a massagear seu clitóris, enquanto a beijava. Vi aos pouco sua respiração ficar mais sôfrega, ela me beijar com cada vez mais voraz, morder meu lábio inferior ao ponto de machucá-lo, me arranhar e gemer baixinho ao meu ouvido, enquanto me abraçava e mexia o quadril para aumentar a pressão junto ao meu dedo. Em meio aos gemidos e passando uma de suas pernas sobre mim, ela sussurrou: “me penetra…”.

 

Bem mandada, a penetrei. Primeiro apenas com o dedo médio e depois, com dois dedos. Comecei as estocadas carinhosamente e fui aumentando o ritmo e a força. Seus gemidos ficaram mais altos e ela me apertava cada vez mais contra ela. Mas, me desvencilhei de seus braços, descendo com a boca até seu sexo. Sem tirar os dedos de dentro dela e nem parar os movimentos deles, beijei sua virilha, suas coxas, passei a língua nos grandes lábios. Abri com a outra mão os grandes lábios e, expondo bem seu clitóris rijo e inchado, o abocanhei com fome. Suguei-o sem parar de penetrá-la e assim, ela gozou. Fiquei ali entre suas pernas sorvendo daquele sexo toda gota de mel possível, lambendo-o, sugando-o. Depois de um tempo, foi a vez de “F” me fazer gozar em sua boca.

 

Depois daquelas horas, caímos no sono sem conversar sobre os detalhes aquela noite. Quando me espantei eram 5h da manhã. De banho tomado, me despedi de “F” sem muitas palavras, mas com muitos beijos e carinhos. Enfim, conseguimos apenas nos desejar bons estudos para o resto do sábado e boa prova, caso não nos encontrássemos no domingo.

 

No dia seguinte, prova feita. E nós duas passamos! Na tela do meu celular, apenas a mensagem: “Te vejo na última sexta antes da 2ª etapa…”.

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Top 5 dos erros no sexo

por Lia

 

E as cinco coisas mais horríveis antes, durante ou após o sexo, entre as básicas. Uma coisa dessa listinha já me desanima um tanto sem tamanho…

 

E vocês? Algum pecado mortal ou atitude broxante?

 

1 – Vestir qualquer peça de roupa antes da hora de ir de fato embora. Camiseta por ter frio?? Não! Abraça que passa. Se for a cueca, então, aí não tem volta. Desânimo imediato.

 

2 – Não adorar sexo oral, seja dar ou receber. Passar por ali só por obrigação é desanimador, mas, claro, pior é sequer fazer (ainda não passei pela segunda opção, mas jamaaaaais sairia uma segunda vez).

 

3 – Nojinho de beijar na boca depois de sexo oral. Por outro lado, uma beijaço sem pudores provoca justamente o contrário, tesão sem limites.

 

4 – Reclamar sobre usar camisinha.

 

5 – Querer tomar banho imeditamente após transar. Curta a leseira pós-sexo, melhor não há.

Crédito: suckmypixxxel.tumblr.com

 

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Lembrança de uma prima e um verão

Mais um relato do leitor que escolheu se identificar por um apelido, Cigano. E vocês, leitores, se incluem no grupo que já amou ou olhou para um primo ou prima de jeito diferente??

 

***

por Cigano

Quando Julia tinha 15 anos, era uma garota linda. Pena que seu temperamento fosse tão difícil de aguentar, pensava eu, essa nunca vai crescer.

Dois anos depois de eu perceber como ela estava bonita, surgiu em mim um desejo maior…

Sempre apreciei seu corpo bem feito e seu jeito gostoso de caminhar, e sempre a tratei com carinho, mesmo sem segundas intenções. Mas não daquela vez, depois de passarmos quase um ano sem nos vermos…

Era comum veraniarmos em conjunto quando menores, pois meu tio alugava uma casa grande o suficiente para abrigar toda a gangue. Mais velhos, as famílias se viam menos, mas naquele ano tudo voltou a ser como no passado.

E como não sou bobo, percebi que ela também me olhava diferente das outras vezes.

Comecei a notar que ela, na praia, ficava olhando para a minha sunga meio hipnotizada, o que me excitava bastante. Confesso, me controlava e pensava em outras coisas para que meu pau ficasse na dele. Eu pagava na mesma moeda e ficava olhando para o biquinininho dela e para os seios, imaginando como seria tirá-los e apreciar o que havia por baixo. Quando ela notava a reação de meu pau e para onde eu estava olhando, mordia o lábio inferior e desviava o olhar.

O veraneio era em uma praia muito calma, onde era possível ficar tomando sol em cima de um colchão inflável, a mais de 150 metros da praia, sem uma onda para perturbar o repouso.

E um dia lá estava ela, sozinha, bem afastada. Comecei a nadar em sua direção, e quando cheguei, me apoiei no colchão e começamos a conversar. Meu antebraço ficou encostando na coxa dela, e o próprio movimento do corpo para manter-me flutuando fazia com que houvesse um roçado suave, mas muito gostoso.

Ela não afastou a perna, ao contrário, baixou um pouco mais, aumentando a área de contato entre os corpos, o que me deixou nervoso. Continuamos conversando, mas o papo passou para assuntos mais picantes, gerando um clima de tesão entre nós.

Como não houve nenhuma reação negativa ao contato do meu braço, passei a acariciar sua coxa com as costas da mão, como quem faz um carinho despretensioso, e a reação dela foi de muita aceitação, levantando um pouco mais a perna, abrindo caminho para que eu avançasse um pouco mais, em direção à parte interna de suas coxas.

Aos poucos fui avançando, sempre com cuidado, pois poderia haver uma reação de resistência ou de repulsa dela, e eu não podia correr o risco de um escândalo em família. Não houve reação negativa, ao contrário, começou a suspirar e morder o lábio inferior, rindo.

Avancei mais um pouco e cheguei ao encontro das pernas, começando a passar um dedo na borda do biquíni, de leve, e a reação dela foi abri-las um pouco mais, para receber o carinho que eu estava oferecendo.

Não falávamos mais, apenas curtíamos a troca de carinhos. Ela começou a passar a mão em meu pescoço e no ombro e apertá-los, o que me deixou absolutamente louco de tesão.

Meu dedo passou da costura do biquíni e roçou o clitóris. Vê-la arrepiada fez meu pau quase explodir. Meu dedo ultrapassou a barreira do biquíni e começou a acariciar ao vivo o clitóris. Foi só descer um pouco mais os dedos para ver que ela estava molhada para algo além da água do mar.

A outra mão cuidava carinhosamente de um seio, fazendo uma massagem da lateral do peito, com mamilos duros.

O avanço por baixo continuou e alcançou os grandes lábios, onde fiquei fazendo mais um pouco de carinho, antes de penetrá-lá suavemente. Fiquei comendo-a com o dedo durante um tempo, enfiando e tirando, e depois enfiei mais um dedo, dando a dimensão aproximada do pênis. Ela enlouqueceu quando falei baixinho para que me imaginasse com a boca nela…

Queria que ela gozasse, mas ela estava muito tensa por medo de ser flagrada. Por isso pedi que decesse do colchão e ficasse, como eu, apoiada apenas pelos braços no mesmo, e ela concordou.

Seguramo-nos por cima do colchão, ao mesmo tempo em que cruzamos as pernas por baixo dele, e em pouco tempo ela estava sentada em meu colo, ambos morrendo de tesão.

Coloquei meu pau para fora e fiquei roçando em suas coxas, ao mesmo tempo em que procurava afastar a lateral de seu biquíni para poder penetrá-la. Ela estava um pouco confusa, ainda com receio de que fôssemos observados da praia, mas mostrei-lhe que era impossível perceberem o que estávamos fazendo.

Ela então abaixou um pouquinho o biquíni e afastando sua beira, sentou suavemente no meu colo, pegou meu pau e o conduziu para a entrada de sua vagina, orientando a penetração, deliciosa com ela melada de tesão.

Cruzou as pernas pelas minhas costas na altura dos rins e começou a me puxar e soltar, no ritmo da penetração. Ficamos assim por alguns momentos, mas não dava para ficarmos tão quietos, e os movimentos começaram a ficar mais fortes. Eu continuava masturbando ela com uma das mãos, respirava em seu pescoço.

Ela começou a tremer e gozar com muita suavidade. Dava impressão de que ia desmaiar, o que me preocupou muito, mas logo se recuperou e ficamos um tempo quietos, acasalados, apreciando o momento glorioso que havíamos vivido.

E aí vieram as confissões. Disse a ela que há muito tempo eu tinha uma vontade maluca de ir pra cama com ela, que muitas vezes pensava nela, e sonhava com freqüência que estávamos no meio da maior trepada.

Ela contou que os sonhos e pensamentos dela eram os mesmos, que me “namorava” desde pequena, e sempre imaginava como deveria ser delicioso ir pra cama comigo.
Contou também que, na realidade, estava me chamando lá do fundo, pensando como seria bom namorar um pouco comigo no colchão, longe de todos. Na verdade, eu fui ao encontro dela por que ela estava me “chamando”, como uma sereia chamava os navegantes.

Nos outros dias conseguimos repetir a trepada aquática, que ficou cada vez mais gostosa, pois já não havia receio de nenhum dos dois.

Depois das férias, nos encontramos várias vezes. E hoje, apesar de cada um em seu canto com sua vida, os olhares cúmplices em festas de família são especiais.

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Quando confundimos obsessão por paixão ou algo assim

POR ANA

 

Na semana passada recebemos o desabafo de um leitor por conta do post dos Não amores. Ele batizou seu texto como “A não paixão” e, embora não vamos publicá-la pois assim nos foi pedido, achei perfeito como uma introdução para falar dessa (não é masculino?) tensão que todos sentimos por alguém no momento errado: quando estamos felizmente comprometidos.

 

Nosso leitor, dentro de toda a confusão mental pela que estava passando por uma vontade louca para se sentir mais perto daquela outra mulher, tinha uma coisa clara para si: amava sua namorada. E não só isso: estava convencido de que não queria traí-la.

 

Quantas vezes não aconteceu isso com vocês? Quantas vezes não começaram um novo emprego –ou alguém novo que entrou no escritório e, de repente, começam a prestar uma atenção especial nele ou nela.

 

Começa com um olhar, uma piada e um sorriso e continua com contatos visuais furtivos até se tornar uma obsessão que você acredita que é mútua. Se você não estivesse comprometido seria tudo mais fácil. Você iria a tomar um café com ele ou ela, conheceria seus encantos, seus pontos fracos e avaliaria o sex appeal dos pés à cabeça. Sem pressão. Provavelmente acabasse na cama, sem arrependimento nenhum, e se não dessa certo, fim da história.

 

Mas quando você namora, todo esse processo é proibido e se abre ante você a porta de um enorme loop obsessivo que não dá para fechar com a chave da culpa. Se sente incapaz de evitar olhares ou parar de se sentir vulnerável diante daquela presença. E desejaria apenas uma noite para comprovar se todo aquele desejo vai embora ou conferir se ELA é a pessoa.

 

Vivi tantas vezes esta história que já aprendi a segurar a onda profissionalmente. Talvez por isso acho que é questão de paciência –e treinamento– deixar o tempo passar até que a visão da pessoa desejada se torne clara e saudável.

 

De todas as quase-cagadas que já vivi neste assunto, lembrei de uma específica na hora que lia o email do leitor. Era meu professor de francês. Minha vontade de terminar de aprender a língua me levou a assistir três vezes por semana uma aula intensiva de três horas. Lembro aquele primeiro dia quando ele abriu a porta e eu pensei que estava tendo uma visão. Aquele cara alto, bonito, com estilo e sorridente me convidando a entrar em uma sala para poder começar… “Merci, merci”, eu orei.

 

Os dias passaram e eu comecei a sentir como ficava molhada nas aulas. Além de ser um ótimo professor, era inteligente e dava para perceber nossa conexão. Eu estava louca para passar uma noite com ele.

 

Ele era casado e eu quase. E, não, não estava afim de criar uma confusão de tal magnitude. Comecei a segurar a onda quando me senti bem perto do precipício e ficava roxa com qualquer comentário dele.

 

Não sei bem como passei a tratar ele como um cara normal, mas, convencida de não querer dar um passo em falso, qualquer coisa me servia para humanizar “aquele deus francês caído do céu apenas para meu prazer”. Para facilitar a história: ele arrotava, bebia demais, e ficava de mau humor quando não dormia. Meus três apoios para me convencer de que ELE não era o cara.

 

Lembro uma vez que, superada a obsessão, nos encontramos os dois, com nossos pares ao lado, na rua. Fiquei sem graça e não fui capaz de pronunciar uma palavra, mas conferi como tinha pulado uma etapa.

 

Pelo contrário, e com efeito retardado, meu namorado me perguntou como eu não tinha falado antes que meu professor era um Jonnhy Deep fortão e charmoso.

 

Imaginem minha resposta….

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