X de Sexo

A cama é de todos

Perfil Rebeca e Diana escrevem e coordenam a brincadeira.

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Looping eterno de nudez nas redes sociais

Por Rebeca

 

 

Descobri simplesmente que dá para ficar em looping eterno entrando de conta em conta no Instagram para ver fotos de nudez e sensualidades, lingeries e afins. Você abre uma conta, o cara dá crédito para outra, que dá crédito para outra e para outra, infinitamente. E já não bastassem os perfis que mostramos aqui no último post, nossos queridos leitores mandaram um monte de outras sugestões. E agora eu não tenho mais vida longe do celular… rssss. Esta foi a primeira mensagem que recebemos por e-mail:

 

 

“Caríssimas,
“Muito interessante o último post sobre a censura no Facebook. Além do texto do Schwartsman citado, sugiro a leitura desse outro, também publicado na Folha, do Luli Radfahrer, onde ele compara o Facebook com uma religião. Fico na dúvida até quando o Instagram deixará esses nus artísticos serem postados, uma vez que o Facebook é o dono do Instagram. Enquanto isso não acontece, aproveitemos! Parabéns pelas belíssimas fotos escolhidas. Aliás, parabéns pela curadoria das fotos, são sempre excelentes e de bom gosto! :)

 

 

Obrigada, leitor querido, que além da mensagem fofa ainda deu uma sugestão de quatro contas maravilhosas no Instagram. Somadas a elas, duas outras vieram nos comentários do último post e, aqui embaixo, agora vai uma seleção de imagens para todo mundo se divertir enquanto o Instagram não caça essas contas lindas e cheia de beldades. Para começar, fotos da Arsenic Magazine, revista online americana, cheia de mulher em pose sensual. Tem o site deles, conta no Instagram (duas!) e também um Tumblr bem sugestivo.

 

 

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Daí vem o looping. Na próxima foto eles dão crédito para uma conta colaborativa, que tem mais fotos incríveis:

 

 

 

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Também tem o fotógrafo Fernando Schlaepfer (@anendfor), que tem o projeto #365nus. Para não sofrer perseguição, colocou uma tarja por cima dos mamilos, mas de uma forma bem elegante: apenas uma linha traçada de uma ponta à outra da foto.

 

 

 

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Essa coisa dos seios, inclusive, levou gente a despistar os robôs virtuais colocando um “adesivos” por cima do mamilo, para que a radiografia da foto não aponte que ali estão os peitos (acho eu, do alto da minha ignorância tecnológica, rssss):

 

 

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Essa aqui não tem nada a ver com os mamilos, mas é um bônus dessa conta: amei a calcinha!

 

 

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Voltando aos mamilos, esse fotógrafo turco dá uma rasgada com luz nos botões dos peitos:

 

 

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Para finalizar a sessão de hoje, fotos de uma belga que faz auto-retratos, também indicada por um dos nossos leitores:

 

 

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E bom fim de semana!!

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Quando a nudez não é proibida nas redes sociais

Por Rebeca

 

 

 

O Facebook tem padrões tão rígidos para nudez em suas postagens que seria um milagre alguém aqui dizer que viu um peitinho solto por lá por muito tempo. Até notícias desta Folha já foram suspensas da rede social por conter algo com o qual eles não concordavam: no ano passado, uma postagem da coluna “Saiu no NP”, sobre o extinto “Notícias Populares”, mostrava a capa do jornal do dia, em 1993, e nela tinha uma mulher com os seios de fora. O Facebook foi lá e adeus postagem.

 

 

Não apenas fotos estão restritas mas também pinturas de artistas consagrados, já que os robôs do Facebook são tão assexuados que incapazes de distinguir um peito de paniquete que acabou de sair na Playboy de um peito numa pintura de Lagrenée, do final do século 18, como esta abaixo. O assunto também foi tratado na Folha, numa coluna recente de Helio Schwartsman.

 

 

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Mas eis que as pessoas descobriram o Instagram e suas regras, digamos, mais flexíveis para nudez e sensualidades gerais. Inúmeras contas vasculhadas por nós mostram mulheres e mais mulheres com bunda e/ou peito de fora –e não estou falando de contas de marcas de lingerie. Ainda não vi vagina solta por aí, mas acho que alguém logo mais vai se arriscar… rs. O fato é que muitas dessas contas do Instagram são criadas para serem coletâneas de fotos catadas em outros perfis, muitas vezes de fotógrafo profissional. E uma chama a outra, que chama a outra, que chama a outra. É um pouco mais raro chegar até o fotógrafo autor da imagem –talvez porque quem está copiando as imagens (sem os devidos direitos autorais) não quer ser rastreado, então não marca o autor na postagem.

 

 

Muitas contas são de fora do Brasil, mas achamos uma de uma fotógrafa de São Paulo, que tem feito um trabalho lindo no Tumblr, Érika Garrido: http://garrida.tumblr.com. No Instagram ela posta menos fotos que no Tumblr, mas dê uma espiada na qualidade e na delicadeza do trabalho dela:

 

 

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Outro fotógrafo que faz um trabalho lindo é o francês Renaud Lucas, que trabalha em Miami. Mulheres esculturais, poses sensuais e, sim, muita nudez.

 

 

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Daí vamos para uma série de contas que, em looping, publicam foto de outra, que publicam foto de outra, que publicam foto de outra. A @scent_of_a_women é a maior coletânea que vi até agora (e dá o crédito para o lugar de onde tirou a imagem). Por exemplo, a postagem abaixo veio da conta de Renaud Lucas, o francês da foto acima.

 

 

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Daí, a conta @scent_of_a_women dá a dica para outras várias contas, como uma foto da @poeticurves:

 

 

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A @poeticurves tem um perfil interessante também, mas naquele esquema de não dar o crédito da imagem (dá para ver que, no pé da foto, tem um nome, mas ilegível):

 

 

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Voltando para a conta @scent_of_a_women, ela nos levou às contas @zeetrouttster, @mariepinkdoorboudoir e @angy6869:

 

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[E olhe um petisco da conta @zeetrouttster aqui:]

 

 

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Voltando: de @scent_of_a_women para @mariepinkdoorboudoir:

 

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E para @angy6869, onde encontramos fotos como essa:

 

 

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Por fim, mas não menos legais, rss, tem mais dois perfis bem interessantes: o @noir_impressions [majoritariamente ocupado por orientais] e o @photosensualis.

 

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Para nos despedirmos, fiquem com @pulpbypaigeturner:

 

 

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E você? Achou algum perfil interessante por aí? Mande para a gente.

 

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Por que não podemos ter tudo nesta vida?

Se você não acompanhou o último post deste blog, com a carta de um leitor nosso, aqui vai a explicação: nós tínhamos escrito sobre as “mulheres de 30”, sexualmente resolvidas [ou que assim deveriam ser], e o nosso leitor contou uma historinha dele, que ele mesmo dividiu em duas partes. A primeira você lê aqui e a segunda segue abaixo. O que você acha de tudo isso? Grande bobagem? As mulheres são loucas e ponto final? Calma que a discussão continua com a gente, logo mais.

 

 

***

 

 

“Logo após terminar com Ana, conheci uma outra moça: a Isa (nome fictício). Isa também tinha saído de um relacionamento de longa duração e estava começando a conhecer outras pessoas. Se com Ana a química foi toda sexual, com Isa as coisas rolaram de forma diferentemente. Conversamos meses (pela internet) antes de sair. Ela era uma moça erudita, versada em vários assuntos.

 

 

Sabe aquela pessoa com a qual você pode conversar por horas? Então. Intelectualmente tínhamos uma ligação muito intensa, entende? Logicamente, me apaixonei. Finalmente saímos para nos conhecer e demorou um tempinho ainda até rolar a primeira noite. Foi ótima. Intensa. Com aquela “paixão” no ar. Foi durante uma viagem. Achei ter encontrado nela justamente a ligação que não consegui estabelecer com Ana. Nem me lembro quem disse “eu te amo” primeiro. Mas acho que fui eu. Enfim, final feliz para a minha história, certo? Mais ou menos…

 

 

Depois da viagem –e depois da experiência com Ana–, eu tinha grandes expectativas com relação a Isa no sexo. O problema é que as coisas foram rapidamente esfriando, até que rolaram os primeiros estranhamentos. Isa passou a demorar cada vez mais para “conseguir” transar. Às vezes ficávamos na pegação por horas até que a coisa saísse. Isso começou a me incomodar um pouco. Um dia, durante um ato, ela simplesmente parou tudo e se deitou. Disse que estava passando mal. Demos um tempo (eu ali na mão) e ela não esboçou qualquer reação. Quando tentei retomar, ela pediu para ir embora. Achei estranho. Mas tudo bem.

 

 

Seguiram-se, então, momentos de altos e baixos. Fomos morar juntos e a esperança se renovou. Tínhamos momentos bons e momentos em que a relação parecia uma amizade. Sempre coloquei para ela a importância que eu dava ao sexo na relação. E isso tornou-se motivo para muita briga e discussão. Dei mancadas com ela. A coisa foi piorando. No começo, tentava manter um ritmo de duas relações na semana. Depois uma. Depois a cada dez dias. Hoje o normal é transarmos duas vezes por mês. E não é incomum que o intervalo entre as relações seja de 15, 20 dias.

 

 

Eu cansei de brigar, mas permaneço bem insatisfeito. Ela sabe e até tenta contornar. Mas a verdade é que no sexo nada é mais broxante que o tentar, que o “se esforçar”, não? Ou é uma coisa natural ou não é! Já discutimos opções pra tentar esquentar as coisas, mas é complicado. Ela diz não ter fantasias, nem fetiches. Rechaça qualquer possibilidade de sexo a três (mesmo que fosse outro homem). Nem de filme pornô ela gosta. Na verdade, para ser bem sincero, nem chupar meu pau ela curte. Nesse tempo juntos foram, sei lá, uns 4 ou 5 boquetes. Não que eu faça a contabilidade. Mas é que foram tão poucos que se tornaram grandes eventos.

 

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Aonde quero chegar com esse relato? Acho que Ana e Isa representam dois polos opostos: a primeira era sexualmente muito bem resolvida, mas emocionalmente carente. A segunda é absolutamente bem resolvida emocionalmente. Sabe o que quer da vida, dos seus relacionamentos e do mundo. Mas tem todos os tabus sexuais possíveis! Lógico que Ana teve mais tempo para rodar e descobrir as coisas. Talvez Ana fosse tão inexperiente quanto Isa, com a mesma idade.

 

 

A questão que fica é: como encontrar o equilíbrio entre os dois polos e viver uma vida afetiva e sexual bacana? Devolvo a pergunta a vocês! Temos tentando, Isa e eu, trabalhar estas questões com muito diálogo. Aos poucos descobri que ela teve uma iniciação sexual tardia e cheia de problemas. Que teve pouquíssimos parceiros antes de mim. E que, provavelmente, nunca tinha gozado numa relação sexual antes de me conhecer.

 

 

Ou seja: Isa vai ter um longo caminho pela frente se quiser, um dia, transar com a mesma liberdade que Ana. E aí fica mais uma questão: dá para transar com essa liberdade numa relação de longa duração (namoro, casamento, união estável)? Ou será que terei que sair da vida de Isa para que ela possa se descobrir? Enfim. No meio disto tudo estou eu. Há meses sem ser chupado. Vendo mais filme pornô na web do que nunca e pensando: “E se eu tivesse proposto a Ana que chamasse a sobrinha naquele dia?”

 

 

Acho que valeria a pena falar sobre esse tema (ser “bem resolvido” na cama a na vida) no caso dos homens. Mas deixo esse “causo” para outro contador.

 

 

***

 

 

Alguém aí se habilita? :)

 

 

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Bem resolvida: sexual e/ou emocionalmente?

Questão lançada por um leitor, a partir de um post do blog, para começar o domingo. Vocês concordam com ele? Acho que vai dar pano para manga isso aqui. Bom dia!

 

 

***

 

 

“Na hora em que bati o olho no seu texto, lembrei imediatamente de Ana (nome fictício). Ana foi uma mulher que conheci logo depois de sair do meu casamento. Era uma quarentona. Tinha uns 15 anos a mais que eu. No começo não dava nada por aquela paquera. Mas quando rolou a primeira transa … uau! Muita química, muita pegação, muito tesão! Ela tinha um boceta molhada e apertada, como muita “jovem” por aí não tem. E gostava do esporte! Deus, como gostava. Nosso relacionamento foi tomando a seguinte configuração: nos viamos a cada 15 dias (nos finais de semana que o filho dela ia para a casa do ex-marido) e o bicho pegava.

 

 

Um dia, depois de ter feito um belo sexo oral nela, Ana me disse que aquele fora o melhor sexo oral que já havia recebido. E que eu deveria ter “orgulho” do elogio, já que nem uma mulher havia feito isto melhor. Uau! Uma mulher! Gelei. Pedi que ela continuasse e Ana narrou, para meu deleite, um caso que teve com uma colega de trabalho, também mais nova. A menina era assumidamente gay e vez ou outra dava suas investidas nas mulheres da firma. Ana esperou pacientemente pela sua vez, até que… pimba. Foi chamada para um chope e levou uma chupada. Segundo Ana o relacionamento durou uns meses e só acabou porque a menina era ciumenta e possessiva demais. Talvez a moça quisesse tornar a coisa oficial e Ana arregou. Quem sabe.

 

 

crédito: suckmypixxxel.tumblr.com

crédito: suckmypixxxel.tumblr.com

 

Aquela história realmente me deixou fascinado por Ana. Primeiro pela sua sinceridade em assumir isso a um parceiro. E, segundo, pela forma como ela se permitiu realizar seu desejo. Foi exatamente no mesmo contexto do caso que você relata no seu texto: pós-relacionamento de longa duração, após consolidação financeira. Achei aquilo realmente muito bacana. Some a isso o fato de que Ana tinha uma sobrinha, da minha idade, que ela teimava em arrastar para sair conosco. Certa vez, ainda na cama, chegou a ligar para a dita cuja só pra dizer que tinha acabado de “gozar pra caralho”. Em face às última revelações, sabe-se lá até onde Ana seria capaz de chegar, não é mesmo? rs

 

 

 

Tudo muito bem, mas um dia, sem mais nem menos, Ana disse que me amava. No tempo errado, no lugar errado, na hora errada… pro cara errado. Estávamos no cinema. Ela me pegou de calças curtas. Sorri. Mas não respondi. Como se responde a isso? Obrigado? Não ia emendar um “eu também” se não era o que sentia. Eu sabia que aquilo ia desandar o angú. E desandou. Achei que nossa relação estava ótima do jeito que estava. Mas Ana discordava. Pouco tempo depois acabou.

 

 

Acho que aí entra um questão importante que o seu texto mistura, mas que são coisas distintas: uma coisa é ser uma mulher sexualmente bem resolvida; outra bem diferente é ser emocionalmente bem resolvida. Por mais que nosso sexo fosse excepcional, Ana ainda sentia falta de um “companheiro”. Era tudo bem explícito, estava tudo na cara. Mas ainda assim ela “romantizou” a coisa, sonhou que pudéssemos ir além. Na verdade, eu nem sequer tiver tempo de pensar se queria ir além do que tínhamos.

 

 

Ela me pegou tão de surpresa que me assustou. Broxei. Não quero dizer – é bom que fique bem claro – que eu agi 100% certo, que estava naquela relação de forma totalmente consciente, racional e equilibrada. Não é isso. Mas faltou a Ana a malícia de saber “jogar sem a bola” e perceber que, mesmo sem termos um relacionamento fixo, eu já não tinha o menor interesse em sair com outras pessoas. Se íamos namorar, casar e ficar juntos? Não sei. Mas certamente teríamos gozado muitas vez mais. E sabe-se lá que surpresas essa relação nos reservaria.

 

[continua]

 

 

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Quando o homem vira macho, muito macho ;)

Depois que publicamos um post sobre a ejaculação masculina na cara (e em outras partes) das mulheres, por conta de uma frase lá no meio recebemos a seguinte carta de um leitor:

 

 

Oi, meninas.
Sou leitor assíduo do blog de vocês. No último post, vocês comentam: “Muitos homens não topam coisas que eles querem que as mulheres topem, como dedo no cu e beijo entre homens”. Não topo beijo com outro homem de jeito nenhum, mas, se precisarem do relato de um homem que goste (e muito!) de um dedo e outras coisas no cu, eu me disponho a relatar minhas experiências :))). Foram poucas, porque acredito que nem toda mulher fantasie enfiar o dedo ou um vibrador no homem, mas as experiências que tive foram muito prazerosas.

 

 

***

 

 

É claro que ficamos DE-SES-PE-RA-DAS em saber a história dele, pedimos seu relato e aqui está ele, um texto maravilhoso, um relato muito lúcido, esclarecendo que dedo no cu não denota que você seja gay, para que todos os homens possam abrir as suas cabeças. Divirtam-se :)

 

 

***

 

 

“Resolvi escrever este relato depois de ler um texto das meninas em que comentam sobre um tópico bastante polêmico: o dedo (e outras coisas) no cu do cara. Digo polêmico porque, para muitos homens, parece que a definição de homem homossexual é aquele que “tem prazer com o cu”, e não aquele que “tem prazer com outro homem”. Tenho 39 anos, sou casado, tenho filhos e sou heterossexual. Meus relatos abaixo começam desde os 25 anos, com aquela mulher que resolvi chamar de Primeira. Passa depois pela Idiota, pela Esposa e termina com a Massagista Profissional. Todas são as mulheres que, de alguma forma, me dão lembranças boas e uma ruim em relação ao assunto “prazer masculino com o cu”.

 

 

Eu estava no final da faculdade quando comecei a namorar a Primeira, uma mulher cinco anos mais velha, enfermeira, magra do jeito que eu gosto, sem a menor frescura na cama. Vivemos uma paixão intensa e fazíamos o sexo mais perfeito do mundo.Um belo dia, depois de uma noite perfeita, acordei pelado na cama da casa dela. Ela havia se levantado antes de mim, tomou banho e eu resolvi esperar pra ver o que ela faria. Foi então que pegou o vibrador, caído ao lado da cama e que a havia feito gozar tanto na noite anterior. Eu estava deitado de bruços, de barriga pra baixo, ainda meio sonolento.

 

 

Ela ligou o aparelho e começou um vaivém pelas minhas bolas, períneo e a bunda. O tesão que me deu foi incrível. Na verdade, eu queria que ela parasse e ficasse com o vibrador no meu períneo, próximo às bolas, que é onde me dava mais tesão, mas resolvi deixá-la controlar tudo. O que ela fez, depois de um tempo, foi me virar de frente, deixar o vibrador massageando minhas bolas e me chupar até gozar. Foi um tesão muito diferente: ela segurou o vibrador no meio das minhas bolas e isso me fazia ter uns espasmos malucos de tempo em tempo, antes de gozar.

 

 

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Alô, bunda linda (dicksforgirls.tumblr.com)

 

 

Depois disso, o que era o brinquedo DELA virou NOSSO. Ela disse que achava minha bunda linda e queria me fazer gozar com o vibrador no meu cu. Assim fizemos e várias vezes: ela repetia o processo de vaivém até eu relaxar. Quando já sentia que eu estava com o tesão à flor da pele, mantinha o vibrador na entrada e nas paredes do meu cu. Por fim, enfiava devagar. Nas primeiras vezes, ela fazia um movimento de ir e voltar, quase tirando o vibrador, mas eu percebi que o tesão era maior quando ela segurava o aparelho ligado lá dentro.

 

 

Havia um lugar especial que me fazia gozar intensamente, sem parar. Descobrimos isso junto: era a minha próstata. O gozo que eu conseguia assim é indescritível: é muito intenso, longo, parece que vem, mas não vem… e quando vem, parece que não acaba nunca. Mas a Primeira era uma mulher trabalhadora e esforçada. Passou em um grande concurso público na capital federal. Ainda tentamos manter o namoro à distância, mas ficou impraticável e tivemos de nos separar.

 

 

Meses depois, comecei a namorar a Idiota. Era uma menina linda, na faixa de 20 anos, sempre com vestidos curtos, decotes, os peitos mais lindos que já vi na vida. Muito extrovertida, ela era do tipo que gostava de fazer barulho na cama e me pedia sempre pra eu bater cada vez mais forte durante o sexo. Numa de nossas transas, quando eu já estava por cima dentro dela, fiz a bobagem de pedir pra ela enfiar o dedo no meu cu. Até hoje me lembro da cara de espanto e nojo dela, que se seguiu por uma gargalhada estridente e o comentário de que “nunca ouviu nada tão broxante na vida”.

 

 

O que se seguiu foi o óbvio: nossa relação esfriou, o sexo nunca mais foi o mesmo e terminamos. Mulheres comentam com as amigas o melhor e o pior de seus amantes na cama e, a mim, ficou a certeza de que eu seria motivo de chacota pra Idiota e suas amigas por um bom tempo.

 

 

Anos se passaram e fiquei sem propor mais nada para nenhuma mulher nesse assunto, até que conheci minha Esposa, com quem estou casado faz oito anos. Temos nossos vibradores e ainda brincamos com eles do jeito que a Primeira me ensinou, mas tem uma coisa especial que ela faz de vez em quando que me arrepia (literalmente): enquanto me chupa, ela passa as unhas pelas minhas bolas, muito de leve. Ela me confessou que fica muito molhada quando sente minhas pernas arrepiando com isso. O que ela faz depois disso é molhar um dedo e enfiá-lo dentro de mim, enquanto me chupa. Eu costumo gozar muito rápido depois que ela enfia esse dedo e dá pra sentir as contrações da musculatura do cu apertando o dedo dela.

 

 

Por último, há alguns meses resolvi experimentar a tal massagem p-spot, oferecida pelo centro de massagem tântrica Metamorfose. A Massagista Profissional é uma mulher nos seus 40 anos, muito conservada, com uma voz doce que basta para me seduzir. Por mais que eles insistam naquele bla-bla-blá neo-hippie de que “nosso trabalho é focado na energia, no auto-conhecimento etc.”, o fato é que eu já sabia do prazer que tinha na próstata e só queria gozar mesmo. Deitado de bruços, meio que de lado, eu arrepio quando ela enfia o dedo em mim. Daí, vem o pedido pra eu me relaxar, com aquela voz. Ela usa a outra mão pra abrir ainda mais a minha bunda e enfiar o dedo ao máximo, até que encontra a próstata. Pede de novo para eu relaxar.

 

 

Pouco tempo depois, vem um desconforto e uma vontade de urinar, que passam de uma hora para outra quando começo a gozar. E não é o gozo que libera a porra, são uns espasmos muito intensos, do tipo que minha Esposa e a Primeira conseguiam me fazer sentir quando me enfiavam o vibrador e ele encostava na próstata. Até que chega um momento em que gozo mesmo, liberando porra. Eu juro: todas as vezes que faço esta massagem, me impressiona a quantidade de porra que ela me faz gozar. O colchão fica encharcado como nunca vi.

 

 

Estas são minhas experiências, meninas. Espero que tenham gostado.”

 

 

***

 

 

Nota do blog: todas as vezes que li este texto (porque não me canso de relê-lo), eu sinto um sorrisinho maroto do nosso leitor dizendo “estas são as minhas experiências, meninas”. E que experiências incríveis! Parabéns pelo autoconhecimento no sexo. Sem ele, é impossível alcançar o máximo de prazer.

 

 

Homens e mulheres, este é um convite: quanto mais experimentarem, sem amarras, mais vão descobrir o que agrada a vocês. Não dá para saber se gosta ou não de dedo no cu se não colocar o dedo lá. E, como disse o nosso querido leitor, dedo no cu não pode ser confundido com “gostar de homens”, denotando que você seja homossexual. Experimentem! 😉

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Campanha pela peladinha

Papo bom é aquele de mão dupla –até porque isso aqui não é para ser monólogo. Então, obrigadíssima aos nossos leitores Nillo e Victor, que mandaram seus depoimentos sobre o último post, de depilação feminina (ah, tem comentários interessantes também lá, abaixo do post, deem uma olhada).

 

 

 

***

 

 

Por Nillo

 

 

 

“Cá estou para dar o meu depoimento. Por que gostamos de bocetas peladas? Primeiramente, a questão da higiene, não preciso nem comentar. Você já disse tudo, mas para mim não tem nada a ver com pedofilia e, sim, com a questão tátil. Deslizar a boca sobre a pele toda lisa e pelada é de uma sensação indescritível. Chupar, cheirar, lamber, beijar, tudo fica mais fácil onde não há pelos. Nunca fiz essa tal associação com criança como você faz no seu post.

 

 

Não vou negar que os desenhos feito na depilação são bonitos e interessantes. Outra coisa que me dá tesão é poder perceber todos os detalhes da vagina sem pelos. Como sempre associei a vagina a uma flor, nada mais natural que esteja lisa e pelada. Afinal de contas, a maioria das flores que conheço não tem pelos, não é? Quando me refiro ao sexo feminino na minha intimidade com uma mulher, sempre me refiro a ela como uma flor. Como uma orquídea, que eu acho uma flor belíssima.

 

 

Vocês, mulheres, muitas vezes têm vergonha do próprio sexo, pudores bobos e infantis a meu ver. Enquanto nós, homens, nos orgulhamos do nosso pênis, uma boa parte das mulheres tem vergonha das suas vaginas. Por quê? Se é por causa da aparência, eu digo que é uma bobagem. Assim como os pênis têm aspectos diferentes em tamanho e conformação, as vaginas também têm.

 

 

Vejo muitas vezes reportagens de mulheres que fazem cirurgia para a redução dos lábios. Assumam suas vaginas como a natureza as fez, assim como nós homens somos obrigados a assumir nossos pênis, sejam eles pequenos ou grandes.

 

 

P.S. Caso nunca tenha visto, visite este site e vai entender o associação flor/vagina que eu faço. [Nota da Redação: realmente, Nillo, as fotos são incrivelmente “vaginais”. Seguem umas amostras, leitores].”

 

 

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Fotos www.floramagica.de

 

 

 

***

 

 

 


Por 
Victor

 

 

 


Muito legal o post de vocês sobre depilação feminina. Peço desculpas caso não responda a pergunta de vocês com a profundidade necessária. Confesso que não ligo muito para depilação. Já estive com meninas que tiram tudo como aquelas que deixam um pouco de pelo. 

 

 

 

Como entusiasta do sexo oral, percebi que este fica mais fácil com a gata depilada. Tive uma experiência uma vez que a gata era totalmente depilada. À primeira lambida fui às nuvens! Que chupada deliciosa. Atualmente penso que mulheres que optam pela depilação têm o tesão a mais.

 

 

Mas há, também, as que têm uns pelinhos. Acho sexy que a menina deixe um pouco de pelo. Ainda não encontrei nenhuma Cláudia Ohana, mas isso não quer dizer que ela não mereça atenção. Gosto da que mantém um pouco de pelo lá. Vou ao oral com a mesma empolgação.
 

 

 

No que diz respeito à minha depilação, tento manter em dia. Tiro com a máquina a cada 15/20 dias. Já me cortei uma vez, mas não foi nada grave. Ainda não recebi reclamações. :)

 

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Claudia Ohana x bigodinho de Hitler

Por Rebeca

 

 

Ah, a depilação íntima feminina: um assunto vasto. Mil modelos estéticos, gostos masculinos variados, à moda brasileira (como mostrou Carrie num episódio de “Sex and the City”), à moda sei lá mais de onde… Fato é que uma vagina depilada, não importa quanto pelo se tire, é uma coisa gostosa de se ver (e tocar, e lavar, fazer xixi etc.). Sendo assim, já me declaro a favor dessa bênção que é a cera quente, de algas ou qualquer coisa. Contanto que tire alguma coisa lá de baixo. Da parte de trás, que se tire tudo, TUDO. Ninguém merece pelo no ânus. É o que, quando vou ao salão, eu peço: virilha completa + ânus.

 

 

A “completa” significa que você não só desenhou a parte de cima, do decote da calcinha, mas, a partir da altura do clitóris, tudo para baixo vai embora. Daí que vem essa sensação gostosa de, além de melhorar horrores o sexo oral, deixar a vagina fácil de se limpar depois do xixi ou durante a menstruação. Sim, meninos, a gente não depila só por causa do sexo.

 

 

Higiene à parte, eu já depilei de uma série de maneiras, tirando muito ou pouco nas laterais, muito ou pouco na parte de cima, deixando bigodinho de Hitler, deixando toda cabeluda ao estilo Claudia Ohana e até tirando tudo, com cara de vagina de criança. É onde quero chegar. Eu realmente acho um exagero deixar tudo peludo (caramba, haja pelo no dente do gato que vai te fazer um sexo oral), mas como é os caras sentem tanto tesão em vagina pelo zero?

 

 

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Suckmypixxxel.tumblr.com

 

 

Dentro de todos eles mora um potencial pedófilo? É um exagero falar isso. Mas fato é que a vagina totalmente depilada fica com aspecto infantil. E eu custo a entender que tesão é esse que os homens têm em coisas infantilizadas. Como as fantasias de estudante, de saia plissada e meia alta. Gente, que coisa mais horrorosa!! Hahahaha. Outro dia eu estava vendo um filme pornô com o gato do lado, ele na maior fissura da menina que, com cara óbvia de ter 30 anos, estava numa dessas fantasias (fora que a atriz era péssima, o filme era péssimo, eu não senti tesão naquilo e comecei a rir).

 

 

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Voltando ao assunto, acho que, por mais que se depile, deve-se manter um tiquinho de pelo, meio que para dizer: “Sim, passei da infância”. Nem acho bonito bigodinho de Hitler, mas é melhor do que não ter nada. A minha depiladora outro dia me contou que as mulheres chegam lá pedindo depilação total e, questionadas se é porque curtem o estilo, dizem que é o cara que tem mais tesão nisso. Então, por que não satisfazer o bofe na cama? Sim, é válido, mas (de novo, rsss) por que eles curtem tanto o pelo zero? Homens, por favor, quem se habilita a dar um depoimento sobre as depilações femininas?

 

 

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Antes que esse post acabe, e a depilação masculina, o que dizer? Sim, é chatíssimo ficar tirando pelo do dente depois do sexo oral. Como os homens não precisam de nada necessariamente estético ali, acho que devem tirar tudo (não esqueçam das bolas, ah, elas, sim, precisam ficar peladinhas). O homem vê virilidade em pelo nas partes baixas? Pelo que já andei perguntando, eles se sentem mais viris com seus pelos nos peitos, axilas (quanto mais hétero e menos vaidoso, mais pelos não aparados), mas nada a ver com as bolas e com aquele tufo gigante na base do pênis (que atrapalha gargantas profundas a irem longe no sexo oral, testemunho pessoal).

 

 

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Cruzei uma vez com um cara que não gostava de depilar lá embaixo, mas usava sua maquininha para a aparar o peito e tudo o mais. Descobri que ele sentia medo de se cortar lá embaixo, até que eu pedi para depilá-lo. Acabei me tornando sua depiladora. Em troca, ganhava chupadas mais demoradas nas bolas recém-peladinhas.

 

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Uma massagem irresistível

Uma leitora assídua nossa acaba de nos enviar essa história, boa para fazer um esquenta nesta noite de sábado. Divirtam-se!

 

 

***

 

 

Há alguns meses conheci um rapaz bem interessante… Gostos musical, literário e cinéfilo em comum, bom papo, bonito, barbudo e cheiroso. Começamos a conversar e acabamos ficando, mas, como moramos em cidades diferentes, não nos vemos com muita frequência. Acredito que, assim como eu, ele também fica com outras pessoas por lá.

 

 

No fim de semana eu ia para a cidade em que ele mora e estava naqueles dias de muita excitação. Porém, maior do que a minha vontade de transar era o desejo por aquele homem. Eu poderia transar com qualquer um dos meus casinhos antes do fim de semana, mas eu só o queria. Passei a semana fugindo de qualquer um.

 

 

Então, chegou o fim de semana e eu viajei, ansiosa para me encontrar com ele, mas, infelizmente, ele não correspondia. Cheguei na quinta à tarde e nos encontramos à noite. Ele estava diferente, não parecia a mesma pessoa –meu cunhado me contou que ele estava sofrendo por um amor de Carnaval. Cheguei à casa dele e ele me deu um beijo no rosto, depois começamos a assistir a um filme. O filme terminou e fomos dormir. Isso mesmo, DORMIR! Eu morrendo de excitação e ele nem tocou em mim. O pior é que esse desdém só aumentava o meu desejo.

 

 

No dia seguinte, ele ia viajar e eu fui para a casa de minha irmã, que mora na mesma cidade. Ele voltou no sábado, mas só nos encontramos novamente na segunda à noite, porque tínhamos que revisar os capítulos do livro que ele está escrevendo e eu estou ajudando a organizar. Terminamos de revisar o livro e estávamos sem sono, ele pediu para eu fazer uma massagem nele e eu comecei a massageá-lo.

 

 

Toquei naquele corpo como nunca, como se fosse a única chance de tocar outro corpo. Que pele gostosa! Havia passado a semana desejando tocar aquele corpo, senti-lo. Comecei massageando as costas, as pernas, aproveitando cada centímetro dele, depois pedi para se virar e passei a tocar o peitoral, os braços, as mãos e, de propósito, repousava uma delas perto da minha vagina, que, a essa altura, já estava pegando fogo. Desci para os pés e fui subindo para as pernas. Percebi que ele estava excitado e me aproveitei da situação, passava os dedos próximos ao seu pênis, mas não o tocava, só insinuava o ato. Fiz isso por um tempo e depois falei:

 

 

– Você já relaxou o bastante, mas tem uma região do corpo que continua tensa, rija. Só que essa região precisa de uma massagem especial. Tenho permissão para massagens especiais?

 

 

Ele respondeu que sim. Não pensei duas vezes e peguei naquele pênis avantajado com toda a vontade e dediquei-me a chupá-lo deliciosamente –nunca senti tanto prazer em fazer um boquete como nesse dia. Enquanto eu o chupava, ele passou o dedo por minha vagina, que estava ensopada. Eu estava tão excitada que gozei com um leve toque, em menos de um minuto, depois foi a vez dele, eu engolia aquele pau com toda a sede. Não demorou muito e ele gozou em minha boca, aproveitei cada gotinha.

 

 

 

 

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Em seguida, ele me pegou pelos cabelos e, como um animal, me jogou na cama, arrancou a minha roupa e fez o sexo oral mais gostoso que já recebi, gozei sentindo aquela língua me invadir, explorando cada pequeno detalhe da minha boceta. Depois me dominou de uma vez só, me fodeu com força e eu gritava de prazer. Deu algumas estocadas e eu gozei novamente. Mais algumas estocadas e ele gozou. Por fim, nos abraçamos e adormecemos. Na manhã seguinte, fui acordada sentindo aquele pau delicioso invadindo minha boceta. Começamos tudo de novo.

 

 

Depois disso não nos vimos mais. Se vamos voltar a ficar, eu não sei. Mas, se não voltarmos, essa terá sido uma despedida deliciosa.

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Vai querer o jato em que parte do corpo?

Por Rebeca

 

 

Outro dia recebemos o seguinte de um leitor:

 

 

“Olá, meninas, gostaria de sugerir um tema: ejaculação. 
Vocês gostam? Têm nojo? Lugar de preferência (rosto, peito)? Engolem ou cospem?
Ficam bravas quando voa no cabelo? O que não gostam que a gente faça nessa hora?
Minha preferência varia muito, cada vez dá vontade de gozar num lugar, mas acho que a preferida mesmo é no rosto, vê-las todas lambuzadas! Mas com cara de tesão, sem cara de nojinho ou apreensão se vai acertar o olho ou dentro do nariz.”

 

 

Começando do começo, o sexo é tão subjetivo que tem gente que topa tudo, tem quem não tope nada e tem milhares de meios-termos. Eu, particularmente, acho que, se você já está trocando uma série de fluidos corporais tendo um contato tão íntimo com outra pessoa, não tem muito por que ficar de frescura.

 

 

Se vai no cabelo, no peito ou na cara, para mim é como se ficasse na própria vagina –ou seja, meleca o corpo do mesmo jeito e você tem de fazer uma certa higiene depois (“certa higiene” pois depende de para onde você vai em seguida e do grau de intimidade que tem com a pessoa; acho horrível, por exemplo, correr para tomar banho como se quisesse tirar aquilo ao primeiro minuto pós-gozada).

 

 

Nos olhos, a única chatice é que o negócio incomoda um pouco. Mas é natural que a mulher esteja de olhos fechados ou semi-cerrados ao fazer sexo oral. Então, se entrou no olho da gata, haja azar! De resto, tanto faz o lugar, e a intimidade do casal faz o episódio ficar divertido se tiver entrado em algum buraco errado.

 

 

Se o cara gozou na minha boca, eu acho deselegante cuspir. Mas também acho foda o cara (ainda mais se não tenho tanta intimidade com ele) não me dar a chance de decidir. Há truques para fazer a cuspida parecer uma coisa cheia de tesão, como deixar escorrer um pouco com a boca aberta enquanto dá uma última chupada no pau. Claro que não há saída se o jato foi direto na goela, como relatei aqui num outro post.

 

 

 

Conheço mulheres que conseguem distinguir sabores no gozo do parceiro –sofisticação gastronômica que está além do meu alcance. Aliás, acabo de me lembrar de um texto que saiu aqui na Folha sobre o sabor da porra e como ela era usada em receitas. Daí que o autor do livro, que testou as receitas com o próprio sêmen, contava que a alimentação do cara influenciava no sabor do que sai dele –meninos, gengibre. Bem, nunca fiz pesquisa de campo sobre isso e, ainda assim, continuo achando que todos os jatos têm cheiro e sabor de cloro, de água sanitária, algo um tanto detestável para se degustar sem estar no auge do prazer do sexo.

 

 

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O mais engraçado é que os caras têm o maior tesão em ver a mulher engolir seu esperma e eles próprios fazem cara de nojinho para o que sai deles (aliás, muitos homens não topam coisas que eles querem que as mulheres topem, como dedo no cu e beijo entre homens –assunto para um novo post). Anos atrás saí com um cara que só queria saber de gozar dentro da minha boca, e eu não queria engolir absolutamente toda vez que me encontrava com ele. Daí que isso virou um assunto e, de tanto eu dizer que ele não podia exigir tanto se nunca tinha provado o próprio pênis, fiz uma espécie de greve: só volto a engolir depois de você experimentar.

 

 

Bem, ele ficou puto (mas não o suficiente para parar de me ver) e passou uns quatro ou cinco encontros sem tocar no assunto. Gozava lá embaixo mesmo e assunto encerrado. Mas não era esse mau humor todo que parece: a gente se divertia com a disputa e ele contava que preferiria “passar o resto da vida gozando na mão”. Ele dizia, brincando (acho), que engolir a sua porra era como se pudesse comer o próprio cu. Homens e seus exageros… rsss.

 

 

Não passou do sexto encontro até que ele, depois de beber umas e outras, tomasse coragem para “provar”. Mas com uma condição: ele iria provar uma mera lambida na minha barriga e, depois, estaria livre para me comer do jeito que quisesse. Eu nem estava imaginando o que poderia ser isso, só queria vê-lo experimentando. Tamanha expectativa, porém, se resumiu a um: “Hmm, suquinho de laranja”. E caímos na gargalhada com a careta que ele fez ao dizer essa frase sem sentido.

 

 

Depois, toda vez que marcávamos um encontro, ele perguntava: “Vamos tomar suco hoje?”

 

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Mulheres de 30: sexualmente resolvidas

Por Rebeca

 

 

Quando nós, mulheres, temos 20 e pouquinhos, na faculdade, iniciando a vida sexual de uma forma mais adulta, digamos assim, a gente acha que está abafando. Daí chegam os 30 e, se você está solteira, tudo fica muito mais interessante. Não temos mais tempo [ou saco] para joguetes, coisa de menina adolescente, de ficar brincando com a paquera. Não que a paquera não seja legal…

 

 

Mas é que, quando você tem dinheiro do seu suor no bolso, e não mora mais com seus pais, e não liga mais sobre ser julgada pelos amigos que acham que, se você transa toda noite com um cara diferente, é porque é meio [ou totalmente] vadia, quando tudo isso passa o sexo fica mais interessante. Você chega à fase do sexo selvagem sem compromisso 100% livre de julgamentos [até do seu próprio].

 

 

Daí que uma amiga, que tem 30 e poucos e se relacionou com o mesmo cara nos últimos 10 anos, está na apoteose agora em sua fase solteira. Foi como ela me disse: “Olhei pro cara e quero transar com ele? Então vou lá e é isso o que faço com ele. Transo. Simples assim”.

 

 

Gente, tem liberdade mais gostosa? Algo como quando você trabalhou um mês inteiro num projeto, ou um dia apenas muito loucamente, e vai gastar dinheiro com algo que te dá muito prazer [cerveja, sapato, drogas, sei lá] porque você merece. E o dinheiro não é do seu pai e ninguém tem nada a ver com isso. Essa é basicamente a diferença entre essa menina-mulher de 20 e poucos anos e a mulher-mulher de 30 e poucos.

 

 

Diana mesmo já contou por aqui que, depois de um longo relacionamento, sua vida sexual perto dos 30 deu um salto ornamental triplo carpado. E essa amiga está indo no mesmo caminho. Recentemente, ela me contou que foi acampar nas montanhas, fazer trilhas com uns amigos. Todo mundo entrando na vibe do friozinho da serra, tomanho vinho para se esquentar, fazendo fogueira, e o gatinho mais gatinho da turma se aproximou dela de primeira.

 

 

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Inicialmente, ela, que tinha perdido o traquejo da paquera [e nunca teve o traquejo da paquera depois dos 30], fingiu que não era com ela, “afinal, o que iam achar meus amigos, sabendo que acabei de me separar e estou catando um garoto no primeiro contato visual?” Bem, ela respondeu a essa pergunta em dois segundos para si: “Que se explodam”.

 

 

Não deu duas horas e eles se perderam da trilha, transaram na grama perto do curso do rio, enquanto o pessoal se reunia ainda na cachoeira. Não foi um sexo longo, mas também não foi uma rapidíssima, porque ninguém estava com pressa, já que estavam embriagados de vinho e, como dizer, de natureza. Voltaram sem vergonha na cara, como se dissessem “sim, gente, estávamos fazendo exatamente o que vocês estão pensando”.

 

 

À noite, à beira da fogueira, a “independência sexual” da minha amiga se ampliou –a única menina que sobrou dos quatro casais formados naquela noite foi para perto deles, entusiasmada com o ardor daquele encontro, e ali ficou batendo papo, com a intenção de se juntar a eles, com paciência para achar uma brecha  –brecha essa que tão logo a minha amiga deu, já que estava ali para abrir os horizontes [mesmo que antes nunca tivesse feito ménage].

 

 

Bem, os três se pegaram, foram para a barraca, e a menina ficou conhecida depois como “a chupadora”, porque era só isso o que ela fazia [não que isso seja “só”, veja bem, rsss]. Enquanto minha amiga era comida pelo gato deitada no chão, a menina lambia as bolas dele por trás. Enquanto o cara comia a minha amiga de quatro, a menina deitava embaixo da minha amiga e chupava seus peitos. Enquanto a minha amiga chupava o pau do cara, a menina chupava a boceta da minha amiga. Uma chupança só.

 

 

E minha amiga até então achava que, de manhã, já tinha feito o suficiente para “ficar falada”… De volta à cidade, e com a ajuda de outras duas amigas solteiras aos 30, se inscreveu em três aplicativos de encontros. Agora passa o dia respondendo às mensagens dos caras. Adora brincar de “curtir” as fotos deles ou clicar no X, para descartá-los. “Isso aqui é mais divertido do que curtir post no Facebook.”

 

 

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