X de Sexo

A cama é de todos

Perfil Rebeca e Diana escrevem e coordenam a brincadeira.

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Brinquedinho de pilha

A nossa leitora Ana, nome fictício, nos mandou essa carta depois de se reconhecer em nossos posts sobre masturbação feminina, masturbadora desde a infância que ela é também. Uma de suas últimas aventuras foi comprar um belo brinquedinho de pilha. Dê uma olhada.

 

***

 

crédito suckmypixxel.tumblr.com

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Eu me masturbo nem sei desde quando, talvez desde os 7, 8 anos, ou até menos. Embora nunca tenha admitido isso a ninguém (ou a quase ninguém, até dois anos atrás), nem ao meu marido. Foi uma espécie de libertação ler as narrativas de outras mulheres e constatar que, sim, mulher se masturba e deve valorizar o sexo solitário. Óbvio dizer, no meu caso, que por muito tempo reprimi essas percepções. Filme pornô para se masturbar? Só há muito pouco tempo.

 

 

Sou de uma pacata cidade do interior, com marido, filho, cachorro e por aí vai. Dois anos e pouco atrás a internet me proporcionou um reencontro eletrizante, por assim dizer: uma paixão intensa, dos 20, 21  anos, voltando depois de muito tempo (ainda virtualmente). Atualmente em cidades diferentes, com vidas estáveis, até viabilizar o primeiro reencontro lá se vão mais seis meses de masturbação, agora bem mais quente, mas ainda no mano a mano.

 

 

No primeiro encontro (talvez conte outra hora, pois a noite foi quente), meu namorado, vou chamá-lo assim, já me pergunta sobre como e com quais acessórios eu me masturbo. Quando digo que não tenho acessórios, ele quase não acredita e diz que não entende por que e que devo, sim, ter meus brinquedos. Diz que vai me dar o primeiro. Como demora para viabilizá-lo, eu mesma faço a compra pela internet. Quando digo a ele que comprei, ele se delicia, diz que quer saber como vai ser, me pede para narrar. Então, abaixo a narrativa que enviei a ele no mesmo dia do teste do brinquedo:

 

 

“Boa noite, meu gato, enquanto eu estava no jantar, só pensava em dar um jeito de sair dali logo. Tinha vários planos e uma certa ansiedade que trazia uma sensação de leve calor, ao imaginar minha iniciação. Bem verdade que o que ajudava bastante a tornar o clima mais interessante é que estava dividindo esse momento contigo, mesmo à distância. Imaginar você me vendo, imaginar você querendo estar ao lado era um belo ingrediente.

 
O brinquedo está numa frasqueira, embaixo de vários cremes, numa embalagem discreta, por assim dizer. Cheguei em casa, tomei um banho rápido, depois em cima da cama abri a caixa. Procurei alguma instrução, algum guia, nada, só propagandas. Liguei, e nada. Não conseguia entender onde iam as pilhas. Mexi, apertei, e nada… Acessei o site, procurei mais instruções, e nada.

 
Sem querer, de tanto mexer, saiu uma capinha branca redondinha. Embaixo dela estavam as pilhas, já veio com elas. Tive que rir, imaginando o pacote sendo transportado e de repente começando a funcionar sozinho. Velocidade 1, aperta de novo, velocidade 2, 3… Hummm, vibra bastante. Como desliga? Sei lá, internet de novo, mantenha o botão pressionado por três segundos.

 
Bem, você não estava aqui para servir de incentivo imediato, então, filme? É, algo leve, uma música, creme, toques, dedos. Brinquedo, vem cá. Hummm, gostoso, desliza fácil, a cabecinha entra, mais uma leve pressão (começo a sentir as mesmas sensações aqui, agora), mexe, vibrações… coisa booooaaaa, o quadril mexe, tira, começa de novo, mais um toque para outra velocidade.

 

 

Gemidos escapam, sua imagem na minha cabeça, você numa cadeira sentado à minha frente, uma taça de vinho na mão, ainda vestido, seu olhar passeia pela cena toda, encontra o meu, a mão livre toca o seu pênis por cima da calça, como que para mostrar que está gostando do que vê. Vontade de te beijar, de te ter próximo, hummmm, tira, põe de novo, mexe, curtindo muito…

 
Não sei exatamente quanto tempo se passou, as músicas foram tocando, o filminho estava passando, minha cabeça em você, olhos fechados, sinto que minha intensidade cresce, cresce, aumenta… um gozo gostoso, novo, diferente. Tô quente, relaxo, um sorriso, minha primeira vez com o brinquedo.”

 

 

A resposta dele? Disse que tocou uma bela punheta imaginando a cena e agora quer me ver com o brinquedo…

 

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O homem que gozava demais

Por Diana

 

Para alguns, o pinto não sobe. Para outros, sobe, mas não fica duro. Tem também aqueles com o pau duro como uma rocha, lindo –mas gozar, que é bom, nada. São vários os males que podem acometer o frágil sexo masculino. Mas nunca, em toda a minha vida horizontal, ouvi falar de algo tão terrível como a história do homem que goza sem parar.

 

crédito: suckmypixxxel.tumblr.com

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Dale Decker, 37, é um jovem pai de família do Wisconsin (EUA) que, depois de deslocar um disco da coluna ao se levantar de uma cadeira em 2012, tem dezenas de orgasmos involuntários por dia. “Na ambulância, a caminho do hospital, gozei cinco vezes”, contou ele à Barcroft TV. “Depois disso, nunca mais parei.”

 

Dale diz que a condição está destruindo sua vida. Ele mal sai de casa, quase não interage com os dois filhos e praticamente não transa com a mulher (não que o sexo seja impossível, mas já não é satisfatório). O clímax chega sem aviso: o americano já foi surpreendido no supermercado, no trabalho e até no velório do pai, onde teve uns nove orgasmos.

 

A condição de Dale, chamada “síndrome da excitação sexual contínua” (Persistent Sexual Arousal Syndrome ou PSAS), é tão rara que poucos médicos podem diagnosticar o problema. Também é difícil acreditar que seja verdade. Ainda não estou certa de que o pobre realmente tenha até cem orgasmos diários.

 

Mas parece que a doença existe mesmo e acomete mulheres também. “Sentar é insuportável e pode causar uma pressão que leva ao orgasmo. Dirigir é uma tortura”, afirmou uma paciente a médicos da Universidade de Boston que pesquisaram o assunto. Segundo essa e outras pacientes, as pessoas que ouvem falar do problema acham engraçado –até perceberem que é um inferno.

 

Aparentemente a PSAS pode ter várias causas, a maioria de ordem neurológica ou vascular. É reconhecida como doença no caso masculino –segundo a Associação Urológica dos EUA, pode ser uma variação do “priapismo”, no qual o homem tem ereções constantes e, muitas vezes, dolorosas. Há vários tipos de tratamento, que obviamente dependem da causa. Em alguns casos, parece que é preciso partir para a cirurgia.

 

Para mulheres, é pior –o caso feminino continua pouco discutido e estudado. Há grupos de apoio na internet, pois as consequências psicológicas certamente podem ser devastadoras.

 

Entre gozar o dia inteiro e não gozar nunca mais, escolheria a segunda opção sem hesitar. Me compadeço com o Dale e espero ardentemente que ele encontre uma cura para o mal que o aflige e possa deixar o êxtase para quando deve chegar. Oxalá, como outras pedras no caminho até a cama, com o tratamento certo e o carinho que ele merece, o rapaz se ajeita.

 

 

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Sexo, mentiras e videotape

Por Rebeca

 

O assunto que dominou o mundo da fofoca e das celebridades na semana passada foi o vídeo de duas pessoas transando na rua, de madrugada, no Rio, em que supostamente uma delas é a atriz Viviane Araújo. Deu pano para o nosso blog. Não só por se tratar de pessoas transando em público, tema abordado recentemente aqui tanto por mim quanto por Diana. Mas por piscar a luz do mundo dos vídeos caseiros de sexo –espontâneos ou à revelia.

 

Crédito suckmypixxxel.tumblr.com

Crédito suckmypixxxel.tumblr.com

 

Eu, particularmente, tenho horror a vídeos caseiros, tanto meus quanto de outras pessoas –e por motivos diferentes, vou explicar. Sendo dos outros eu tenho horror porque são caseiros: se quero assistir a vídeos de outras pessoas transando, então que eu veja um filme pornô minimamente bem-feito. Com luz, câmera de verdade, atrizes e atores “profissionais”, enfim, com gente do metiê. Filme caseiro, de qualquer tema (não só sexo), tem de ser muuuuuuuito bom para ser minimamente tragável.

 

 

Filmes caseiros meus… bem, aí é um departamento complicado porque –até onde eu saiba– eles não existem. A não ser que você já esteja premeditando o vazamento deles (e curta a ideia), ou goste muito de viver perigosamente (com a dúvida eterna se eles não estão em algum site por aí), não vejo por que me arriscar a ter um desses na rede. Não importa quão estável possa ser um relacionamento, quantos casos não existem de uma mágoa que restou e o vídeo imediatamente foi parar na internet?

 

 

Bem, cagaço? Pode ser. Mas acho que esses vídeos não têm graça aqui na minha praça. Fazê-los para vê-los de novo? Prefiro perder tempo indo ao ataque com o gato. Se o gato não estiver do meu lado, minha imaginação é suficiente para eu recobrar os momentos. E, se eu estiver a fim de esticar a imaginação, não será o gato o protagonista da masturbação. Nessas horas, caço, na cabeça, um detalhe tesão de alguma pessoa que cruza meu caminho no trabalho todo santo dia. Ou aquele garçom tesudo do restaurante onde almocei no sábado passado. Se a imaginação está com preguiça, ainda tem o porntube.com, graças.

 

 

Uma vez, um cara, de cujo arsenal cinematográfico eu já tinha ouvido falar, me convidou para a casa dele. Foi o único com quem eu tive um caso que nunca escondeu de ninguém que gostava de vídeos caseiros de sexo. A gente já tinha ficado outra vez, mas nunca sob seus domínios. Eu, solta que estive da primeira vez com ele, travei ao entrar no apartamento. Percebi até adesivo preto sobre a luzinha vermelha da câmera, que é para quando ele topa com mulheres que não querem ser filmadas –e quer filmá-las mesmo assim.

 

 

Vinho vai, vinho vem, eu não consegui tirar a blusa antes que eu, aproveitando que ele havia ido ao banheiro, tirasse o plug inteiro da pomada por trás daquela escrivaninha cheia de segredos. Acho que ele não percebeu a artimanha e nos divertimos um monte aquela noite –mas não o deixei um segundo sozinho no quarto. Horas depois, largados os dois na cama, extasiados, ele dormindo de lado e eu olhando para o teto, me peguei pensando: e se por acaso houver uma câmera escondida nesse lustre?

 

 

Fiquei tão grilada, mas tão grilada que nunca mais voltei à casa dele –apesar de todos os seus atributos físicos e malabarísticos. Sumi da vida dele sorrateiramente para que não ficasse mágoa suficiente para vinganças. Até hoje rezo para que, se realmente houver qualquer vídeo, que ele só o use para uma eventual punheta. E olhe lá.

 

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A uruguaia

Mais uma história de Cigano, colaborador assíduo deste blog desde que ele foi criado. Bom sábado a todos!

 

 

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Crédito suckmypixxxel

Crédito suckmypixxxel

 

É muito comum eu viajar a negócios para várias partes do Brasil. Uma dessas viagens foi a Porto Alegre. Como de hábito, me hospedei em um hotel comercial não muito badalado, onde eu já era bastante conhecido, o que facilitava a minha vida, pois sempre conseguia apartamentos na posição que mais me agradava, além de gozar de muitas facilidades, nem sempre disponíveis para hóspedes desconhecidos.

 

E lá estava eu, sentado no lobby, vendo um jornal na TV e fazendo hora para ir ao bar e depois jantar, quando veio sentar em outra poltrona uma hóspede muito elegante, alta, belo corpo, discretamente maquiada e penteada, irradiando simpatia. Sorrimos um para o outro, mas mantive uma atitude discreta, pois não sabia nada a respeito dela, que eventualmente poderia estar esperando alguém.

 

Os minutos foram passando, e o programa da TV mudou para uma novela tipo mexicana, ocasião em que fiz um comentário criticando o mau gosto de trama, no que ela emendou com um comentário bastante crítico também, queixando-se de que no Uruguai (onde mora) também passa a mesma novela –e que ela também detestava assistir.

 

Perguntei se ela estava esperando alguém e ela me disse que não, que tinha descido para jantar, mas que não ia esperar por seus pais, que já são velhinhos e costumam tomar apenas um chá, no apartamento em que estão hospedados. Comentei que eu também estava sozinho e convidei-a para me acompanhar durante o jantar.

 

No restaurante sentamos em uma mesa no meio da multidão, pois embora apreciasse o “material”, não pretendia forçar qualquer barra. E o papo foi muito gostoso, pois Vania era uma mulher inteligente e culta, com quem era muito agradável conversar. Após o jantar, como eu queria continuar na companhia dela, a convidei para darmos uma volta a pé pelas redondezas, pois conheço muito bem a área.

 

Nosso passeio foi tranquilo. Estávamos muito próximos. Algumas vezes as mãos se tocavam e, em outras, minha mão tocava na coxa dela. Ela falseou o pé em algum buraquinho na calçada e eu a amparei, mas aconteceu que minha mão foi direto a um dos seios, enquanto a outra segurava-a por trás, pela cintura. Foi um acidente, mas nenhum dos dois mudou de posição. Ao contrário, ela virou de frente para mim, levantou um pouco o pé e apoiou-se em meus ombros, e ficamos alguns segundos agarrados, nos encarando, nenhum dos dois sabendo qual seria o passo seguinte.

 

Arrisquei um beijinho suave em seus lábios, perguntando se estava doendo muito o tornozelo, e ela perguntou: Que tornozelo? Achei que a guerra estava começando e dei-lhe um novo beijo, mais demorado e quente, o qual foi muito bem recebido e retribuído, encostando aquele belo corpão em mim. Passei a acariciar suas costas, ao mesmo tempo em que falava algumas palavras quentes em seu ouvido. E o esfrega começou.

 

Continuamos nos beijando e nos acariciando e ela se colou muito bem em mim, sentindo a pressão que meu membro fazia em suas coxas. Ela estava gostando muito, pois começou a mexer suavemente, apimentando o contato que estávamos tendo. Como ela tinha torcido o pé convidei-a a voltarmos para o hotel para que eu fizesse uma massagem em seu tornozelo. Entramos no hotel com ela mancando e se apoiando em meu braço.

 

Fomos para o meu apartamento, fiz ela se sentar na cama e sugeri que tirasse a meia-calça, para que eu pudesse avaliar o inchaço do tornozelo. Que par de coxas! Comecei a fazer uma massagem no tornozelo e, já que não havia estrago algum, a mão começou a subir pela barriga da perna. Seus pés, muito lindos e bem tratados, foram acariciados e beijados com muito ardor. Sou tarado por pés.

 

Para começar a rolar na cama foi um pulo. A respiração dela já estava a mil. Então, começamos o desmonte. Primeiro as blusas, depois a saia e a calça, em seguida o sutiã, e em pouco tempo a calcinha e a cueca. Quem tem dez dedos, uma língua e um pau (e sabe usar cada um deles) pode se divertir e dar prazer a qualquer mulher, principalmente quando a dita é um avião como Vania. As carícias começaram descendo dos lábios para o pescoço e os seios, em seguida a barriga e o umbigo, e um primeiro contato com o monte de vênus, com pelos bem aparados e cheirosos, pedindo para também ser incluído no trabalho.

 

O clitóris era bem pronunciado, um pequeno pauzinho com glande e tudo mais, que já estava inchado e durinho, pedindo para ser chupado. Caprichei nele e senti que o primeiro orgasmo já ia acontecer. Coloquei um dedo em sua vagina e comecei a masturbá-la. Ela estava alucinada, rebolando e pedindo mais.

 

Gozou. Ficou como que desmaiada por alguns instantes, até que recobrou a fala e me agradeceu pela grande gozada que havia dado. Falou que estava havia vários meses sem contato com homem, desde que acabara o relacionamento com seu namorado, e que quando começamos a conversar ela me elegeu para ajudá-la a tirar o atraso. Para isso, simulou a torcida do pé.

 

Eu continuava em ponto de bala e foi sua vez de me acariciar. Começou por me dar um banho de língua, caprichando no pau, que engoliu com vontade, incluindo os testículos, que estavam carregadíssimos, pesando cada um meia tonelada. Consegui me segurar, pois não podia decepcionar a moça, que merecia muito mais pica. Partimos para um 69.

 

O 69 propicia aplicar toda a tecnologia francesa, começando com o “picotê”, pequenas chupadas e mordidinhas no clitóris, passando para a “petit lambage”, que é a chupada e a lambida dos grandes lábios por dentro e por fora, e progredindo para a “grand lambage”, que atinge os pequenos lábios, com consequente penetração da língua em forma de U, tudo isso acompanhado de um dedo polegar enfiado no cuzinho, enquanto a outra mão massageia os seios.

 

Se a mulher não delirar, é caso perdido. Quando o cuzinho começou a piscar no meu dedão, senti que ia acontecer um tsunami. Uma grande explosão aconteceu nos dois, e gozamos juntos, cada um saboreando o néctar do outro. Podia morrer feliz naquele momento, pois era a perfeita sensação do nirvana. Mas, após um banho em conjunto, estávamos novamente em ponto de bala.

 

Começamos a variar as posições, experimentando trepar em conchinha, que me permitia mordiscar seu pescoço e orelhas, acariciar seus seios e masturbá-la, ao mesmo tempo em que enfiava tudo o que tinha direito. A trepação correu solta, cada um tentando dar mais prazer ao outro. Quem é bom de cama sabe que ver e sentir o parceiro gozando é tão gostoso quanto gozar. Passamos momentos maravilhosos até meia-noite, quando demos a saideira e ela foi embora, pois seus pais estavam hospedados no mesmo hotel e ela tinha que manter as aparências.

 

Nunca mais nos encontramos, que pena…

 

 

 

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Eu e o irmão da minha mulher

Recebemos essa ótima história de um leitor, que é casado e esbarrou, na vida, no irmão da mulher dele. Prefere não se identificar, é claro. Divirtam-se!

 

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Conheci o blog “X de Sexo” e criei coragem de escrever a partir da leitura do post “Quando confundimos obsessão por paixão ou algo assim”, talvez como uma forma de catarse de minha parte. Sou casado há um bom tempo e eu e minha mulher sempre fomos um casal que se deu muito bem fora da cama, mas que tem suas dificuldades sobre ela. Passados alguns anos de casado, comecei a me sentir desestimulado com relação ao sexo com a minha mulher, o que me levou à situação que passo a expor para vocês agora.

 

Um certo dia, meu computador quebrou e eu precisava concluir um trabalho, o que me levou a pedir para usar o computador de meu cunhado por algumas noites. Numa dessas noites ele havia deixado o seu MSN conectado e com algumas janelas de conversas abertas. Não resisti a curiosidade e li algumas delas. As conversas estavam recheadas de descrições de sexo entre homens, de como seus paus estavam latejando de tesão, babando e loucos pra gozar. Aquilo me deixou maluco de tesão também. Foi nesse momento que descobri o mundo do sexo virtual, do “sexting” e do prazer que envolve essa prática.

 

Mas o mais complicado de tudo foi descobrir a homossexualidade de meu cunhado e, a partir desse momento, começar a desenvolver uma certa obsessão pela figura dele. Um garoto mais jovem que eu, de corpo escultural e experimentando uma liberdade no sexo que eu nunca tive. Passei a fantasiar com ele, a sonhar com ele e a me masturbar pensando nele. Isso me trazia um tesão imenso, mas ao mesmo tempo o prazer vinha carregado de culpa e confusão por todo aquele sentimento inapropriado que sentia.

 

“Será paixão?”, “Estou obcecado por ele?”, pensava. E todas as perguntas sem resposta só me traziam mais culpa, ansiedade e tristeza, pois, não esqueçamos, sou casado com a irmã dele. Numa noite, fomos dormir na casa dele e, no meio da madrugada, acordei como que de um susto, coração disparado, e comecei a pensar que ele estava ali do lado, deitado em sua cama, sozinho. “Será que está nu?”, “Será que está se masturbando com alguém no MSN?”, eu delirava. E no meio de minha confusão de pensamentos, fiz uma péssima escolha. Levantei da cama e fui ao encontro dele no quarto.

 

Entrei de mansinho e ele estava dormindo, deitado de lado, apenas de cueca. Meu coração parecia que ia sair pela boca. Comecei a tocar seu corpo suavemente, sentindo cada músculo. Alisava sua bunda e percebia que ele não se movia. “Que sono pesado!”, comemorava. Resolvi então ir mais além e deitei de conchinha na cama dele, encaixando na bunda dele o meu pau, que àquela altura já latejava e sua pulsação podia ser sentida por ele. Ele continuava imóvel.

 

Passei a mão na coxa dele e deslizei até o pau dele, que já estava duro. Escorreguei a mão por dentro da cueca e acariciei seu pau, sacando-o pra fora. Resolvi experimentar chupá-lo, foi quando ele se mexeu, ainda dormindo, virou e ficou deitado de frente pra mim. Enfiei todo aquele pau enorme na minha boca e o saboreei. Estava louco de tesão. Não pensava em nada, só naquele momento. Tirei minha roupa e comecei a tocar meu pau no dele, numa “luta de espadas” e a esfregar meu pau por todo o corpo dele. Lambi todo seu corpo, do pau até os mamilos. Comecei a acariciar seu pau, que latejava e estava quente.

 

Até que ele, de súbito, tirou de vez a cueca. Foi o sinal verde pra mim. Aumentei a velocidade das carícias até que ele gozou na minha mão. Seu gemido contido. a força do jato na minha mão, o cheiro do gozo, ainda hoje me lembro. Também gozei. Mas, logo em seguida, como em um sonho, senti-me como que despencando vertiginosamente. “O que eu estava fazendo?”. Um sentimento de prazer misturado ao pânico tomou conta de mim e pedi desculpas a ele. Ele, atordoado, me pediu pra sair do quarto imediatamente.

 

Até hoje, nunca mais fomos os mesmos. Nossa relação também não é mais de amizade. Existe uma “distância de segurança”, uma linha imaginária traçada por nós para que isso não se repita. Ainda hoje carrego um sentimento de culpa em relação à minha mulher. Eu a amo e não quero magoá-la, mas sei que, se isso chegasse ao conhecimento dela, seria devastador. Queria poder nunca ter sentido isso pelo meu cunhado. Queria poder ter controlado esse desejo e, principalmente, as atitudes derivadas do desejo. Agora tenho que conviver com essa lembrança, tentando achar o equilíbrio entre o “id” e o “superego”, para tentar viver razoavelmente feliz daqui por diante.

 

 

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Em público é mais gostoso?

Por Rebeca

 

Vou pegar carona no assunto sexo-no-banheiro, que eu e Diana tratamos aqui recentemente, para falar um pouco mais de sexo em público. Há mil histórias de gente conhecida que já transou no cinema, ou em ônibus-leito durante uma viagem, que a pergunta é: em público é mais gostoso? Não creio que para mim funcione assim. Acho que o “em público” é consequência de “que tesão louco, quero transar agora”. Poderíamos estar em qualquer lugar, mas, coincidentemente, estamos em público (ou quase isso). Claro que o medinho de ser pego em flagrante (ou o voyeurismo do outro, que excita a nossa mente) ajuda na combustão. Mas o atalho (“precisamos resolver isso agora”) é a minha maior desculpa.

 

Crédito suckmypixxxel.tumblr.com

Crédito suckmypixxxel.tumblr.com

 

Foi assim que, certa vez, numa cidade do litoral, por volta das 15h, voltávamos da praia. Havíamos passado o dia numa barraca com uns dez amigos, homens e mulheres, com papo bom e muita cerveja. A cabeça já estava um tanto lesada a essa hora da tarde, corpo daquele jeito, mole de sol. E seguíamos no carro de volta ao hotel, numa cidade vizinha. Foi quando começamos a nos provocar no carro, sobre o que faríamos dali em instantes: “Eu vou dar uma lambida gostosa na cabeça do seu pau”. “E eu vou enfiar três dedos em você”… e ficou aquela masturbação mental, os dois rindo de um lado a outro.

 

Eis que encontramos um sinal fechado e, nessa pausa, demos um longo beijo, com as línguas eletrizadas –pelo álcool, pelo sol… O clima ficou mais quente em segundos. Enquanto ele voltava a dirigir com o sinal verde, afastava com o dedo a parte de baixo do meu biquíni. Queria checar o quanto eu estava molhada. E me deixar mais encharcada. Enquanto ele me masturbava dirigindo, eu me soltei para trás no banco, sem querer pensar em nada. Mas a gente já estava muito alto para segurar o tesão. E eu puxei o pau dele para fora da bermuda, comecei a masturbá-lo.

 

Nos olhávamos, embriagados, e ríamos, cada um com a mão no outro, olhos fixos naquela tarde ensolarada. Até que a ideia surgiu naturalmente –vamos encostar o carro em algum lugar. Mas onde, naquele meio do verão, sol de rachar, sem um escuro que nos escondesse das pessoas? Entramos numa rua paralela à avenida principal e procuramos um canto sossegado. Mais para a frente, virando uma curva, havia algumas edificações, mas nenhum sinal de carro nem de gente. Parecia um lugar abandonado…

 

Tirei o meu cinto, fiz ele chegar o banco para trás e montei em cima dele. Por baixo da bata de praia, puxei o biquíni para o lado e sentei no pau dele. O volante atrás de mim restringia meus movimentos, não dava para ser malabarista nessa hora. Mas, nesse movimento devagar, para não me machucar, o sexo ficou ainda mais gostoso. Uma câmera lenta acompanhava a embriaguez, e o tesão pelo toque da pele era multiplicado por três. Algumas vezes, eu ficava sem me mexer muito, para alcançar a boca dele e beijá-lo como se nunca mais fôssemos nos ver. Línguas eletrizadas… Parecia sexo oral (e, ao pé da letra, era).

 

Esse torpor durou alguns bons minutos, não sei quantos ao certo, mas eram suficientes para nos fazer esquecer absolutamente de todo o “público”. Porque não queríamos ser pegos, não queríamos voyeur. Queríamos trepar! Precisávamos!! E de repente o sexo ficou vigoroso, mais intenso, com pressa. E gozamos juntos, como várias vezes fizemos, o que tornava o nosso sexo algo elétrico, os dois se contorcendo juntos…

 

Depois de gozarmos, voltei ao meu banco, ajeitando a parte de cima do biquíni, que deixava os peitos à mostra. Ele se ajeitava e, de repente, os nossos olhos percorreram o local. Não tínhamos nos dado conta do que se tratava a construção quando chegamos, cegos de tesão. E eis que bati os olhos direto em três janelas abertas no segundo piso do prédio, que era um hotel. Uma pessoa passava por ali, como se fosse o corredor daquele andar. Descobrimos que estávamos na lateral do local, por onde não há passagem de carro, mas, sim, de pedestres.

 

Parecia que tínhamos acordado de um transe e eu achava que dez pessoas estavam circulando por ali e apontando para nós. Era imaginação da minha cabeça, mas meu coração estava gelado, queria dar o fora dali imediatamente. Minutos depois, já de volta à avenida, outro sinal fechado, a gente se olhou. Caímos na gargalhada, “ainda bem que não fomos pegos”. Ainda hoje a questão: será que alguém nos viu? Ou: e se alguém tivesse nos visto e a gente tivesse visto essa pessoa nos vendo?

 

Bem, não ficamos para descobrir. E depois desse dia eu já me peguei pensando várias vezes sobre sexo em público. E descobri que, assim como o banheiro do bar, e outros lugares que ainda serão tratados neste blog, o “endereço” não é o cerne do negócio. A questão é que, quando você precisa extravasar o tesão, não dá para esperar chegar em casa (ou sei lá onde). E a sua cega vontade de transar pode fazer muita gente achar que você está ali encenando, só doido para ser visto…

 

E você: transa em público porque não tem outro jeito ou pela pura aventura?

 

 

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O melhor lugar da festa

por Diana

Quase todo mundo já fez, tentou ou sonhou em fazer sexo selvagem no banheiro de uma festa, bar ou outro estabelecimento público por aí, como contou Rebeca anteriormente. Não sei explicar a origem da fascinação, mas como veterana de banheiros posso confirmar que ela tem razão de ser.

 

crédito: suckmypixxxel.tumblr.com

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A primeira experiência inesquecível em um banheiro se deu com meus cotovelos apoiados em uma pia, de frente para o espelho, enquanto desconhecidos esperavam na fila do lavatório do lado de fora. A festa em questão era para o lançamento de um livro do Rodrigo, à época um ex-“quase namorado”. Fôramos um casal às avessas: sexualmente exclusivos, mas fora do quarto não havia relacionamento praticamente nenhum. Rodrigo havia sido, no melhor sentido da palavra, meu amante.

 

 

Eu havia dado um fim à história mais ou menos um mês antes, e deixei claro que para continuarmos amigos ele não poderia mais tentar me seduzir. Rodrigo concordou, a contragosto. Mas confesso que, quando recebi o convite pessoal para o lançamento de seu mais recente livro, comecei a me arrepender do término. Ele fora até então o homem com quem mais prazer eu tive na vida.

 

 

No dia da festa, já estava decidida a tentar seduzi-lo. Me preparei no meu estado mais charmoso, mas sem deixar as intenções totalmente óbvias: calça jeans colada no corpo, bota alta, uma blusa solta e sexy e pronto. Fui sozinha, e já na chegada ele me puxou para o canto para me dar um abraço – mas não insinuou nada, e nem eu.

 

Findas as dedicatórias de praxe em primeiras edições, os convidados partiram para o loft de dois andares onde a festa rolava solta, regada a tequila e mezcal. Eu planejava me aproximar devagar, e ganhava tempo bebendo com conhecidos e desconhecidos. De vez em quando, parava para falar com Rodrigo, que, apesar de atencioso e educado, não abria brechas para a aproximação que eu pretendia tentar.

 

Um pouco frustrada, um pouco na dúvida, fui para uma parte isolada do terraço para fumar um cigarro e decidir o que fazer. Pensei comigo: “Chega de enrolação. Vou até lá deixar claro que o quero. Se ele não quiser, pelo menos eu tentei.” Voltei para o salão e fui direto para a roda em que Rodrigo conversava com seu editor e outros escritores. Assim que vi nós dois em um papo razoavelmente particular, eu disse: “Esta é a primeira vez, desde que nos conhecemos, que você me encontra e não tenta nada”. “Você deixou bem claro da última vez que não queria mais que eu tentasse”, respondeu ele. Eu sorri e disse: “Talvez eu tenha mudado de ideia…”. Rodrigo ficou sério por um segundo e falou: “Não brinque comigo.” Eu apenas sorri de novo, e o puxei pela mão para dançar.

 

Na pista de dança, ele foi aproximando o rosto bem devagar do meu, deixando a tensão crescer, até que me beijou de leve nos lábios. Nos abraçamos e nos beijamos quase inocentemente durante a música inteira. Acho que dançávamos totalmente fora do ritmo, mas a festa, para nós, desapareceu naquele momento. Saímos de mãos dadas até o bar para uma dose mais de mezcal, e depois de beber um pouco Rodrigo já parecia recuperado da surpresa. “Quero te comer agora”, disse ele no meu ouvido, e logo começou a beijar meu pescoço. Sua língua quente subia até minha orelha e ele colocou a mão na minha bunda, puxando meu quadril até o dele. Já dava para sentir a ereção.

 

Discretamente, coloquei a mão em seu pau, e tive a imagem daquele membro lindo – um dos mais bonitos que já vi – quente, duro, suando por mim. Atrás de nós, a cinco passos do bar, pude notar a porta do banheiro aberta, e ninguém lá dentro. Levei Rodrigo até lá e entramos juntos, trancando a porta atrás de nós. Era o único banheiro visível da festa, e eu torcia para ao menos dez minutos de sorte (e paz) antes da inevitável interrupção.

 

Rodrigo me colocou sentada na pia e praticamente arrancou minha blusa, chupando meus mamilos com força. Ele parecia querer sugar aquele mês de ausência para fora de mim. Entre a dor e o prazer, desabotoei sua calça e enfiei a mão dentro da cueca, segurando firme em seu pau duríssimo. Pulei no chão, me ajoelhei, e comecei a chupá-lo imediatamente. Foi uma chupada sem preliminares – com a boca bem úmida, coloquei aquele pau lindo inteiro para dentro, curtindo cada centímetro. Chupava com vontade, sem tirar muito o pau para fora da boca. Em pouco tempo comecei a sentir aquele gosto familiar de pré-porra escorrendo sobre a língua. Parei na hora – queria ser comida, e se continuasse naquele ritmo ele gozaria rapidamente.

 

De pé, me virei para o espelho, coloquei os antebraços da pia, e senti Rodrigo puxar meu jeans, com a calcinha junto, até as coxas. Primeiro ele mordeu minha bunda exposta, mas, com pressa, enfiou o pau com força na minha buceta encharcada. Metia com força, como se para matar as saudades ele precisasse me tomar com crueza. Estávamos os dois loucos de tesão, e a festa lá fora absorvia nossos gemidos. Eu só tentava não gritar.

 

Bateram na porta, mas não estávamos nem aí. Rodrigo me puxou e, sem tirar o pau de dentro de mim, me deixou de pé contra a porta do banheiro. Enquanto ele me fodia mais e mais, eu sentia com as mãos abertas na porta a vibração do lado de fora, enquanto a fila aumentava e o pessoal batia e batia.

 

Sem gozar, paramos. Queríamos continuar sentindo aquele tesão louco, o pau duro, a buceta molhada e a vontade de devorar o outro por mais algum tempo. Nem tentamos disfarçar na saída do banheiro – sem olhar para ninguém a não ser um para o outro, fomos juntos, abraçados, de volta para o bar. Outro mezcal refrescou a garganta, mas aumentou a vontade. Percebemos que não ia dar para segurar até chegar em casa.

 

 

Com a fila do banheiro crescendo, andamos pelos salões do loft em busca de um canto isolado. O ambiente ao lado do bar, onde funcionava um studio de design, estava vazio e de luzes apagadas. O único problema é que não havia porta nenhuma separando o studio do salão onde a festa acontecia. Qualquer um que andasse até lá se depararia conosco em cinco segundos. Mas, no estado em que estávamos, nem hesitamos. Fomos direto para a parede mais distante da entrada e começamos a nos agarrar. Rodrigo abriu minha calça jeans, enfiou a mão na minha calcinha e começou a me masturbar, sem parar de me beijar. Entre um gemido e outro, ele abaixou a própria calça, deixando de novo o membro duro exposto, e sussurrou uma única palavra: “chupa”.

 

 

Eu ainda olhei por cima de seu ombro, quase rindo, com medo de entrar alguém, mas quando voltei a encarar aquele pau, não resisti. Me ajoelhei e o chupei até sentir o gozo explodir na minha boca, engolindo tudo. Lambi até a última gota de umidade do pau de Rodrigo, que me embriagou muito mais do que o mezcal. Trêmulo, mas ainda excitado, ele me ergueu e continuou a me masturbar até que eu também gozei, com as pernas enroladas em suas costas.

 

 

Sabíamos que precisávamos de mais. Nos ajeitamos como foi possível e voltamos ao salão só para avisar ao editor que já íamos embora. Ele protestou, mas ao olhar para nós, entendeu o que rolava e não disse mais nada. Levei o anfitrião para casa e transamos até de manhã.

 

 

Fico molhada de novo só de escrever sobre aquela noite. Para nós dois, banheiro de festa nunca mais foi o mesmo.

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As Belezas do Não

Por Diana

 

De esquecer de propósito a garrafa de vinho na casa do gato-alvo a oferecer um beijo em troca de uma música, já cansei de tomar a iniciativa em escapadas sexuais. Ok, não é verdade. Não cansei, não, nem vou cansar tão cedo. Mas a parte de tomar a iniciativa é a real. Daí eis que leio hoje a coluna de Mariliz Pereira Jorge sobre “mulheres que ficam esperando o cara ligar” e penso comigo que, enquanto convencia as meninas de que tudo bem dizer que está a fim primeiro, ela se esqueceu de explicar para as garotas que também é OK convidar o cavalheiro para seu boudoir.

 

crédito: suckmypixxel.tumblr.com

crédito: suckmypixxel.tumblr.com

 

Mariliz deve saber que nem sempre dá certo, não, tanto no setor telefônico quanto no sexual. Mas me atrevo a dizer que é uma atitude recomendável. Não só por ser uma expressão genuína da nossa feminilidade e do nosso desejo; não só porque é menos hipócrita do que ficar fingindo que não sentimos o que sentimos; e não só porque nos abre os olhos sobre o objeto da nossa cobiça. É também recomendável porque dar o primeiro passo no sexo às vezes é, simplesmente, bem divertido, seja qual for o resultado.

 
Há alguns anos, vivi uma noite inesquecível durante uma viagem a trabalho no Rio. Na véspera de uma reunião importante, tomei a temerária decisão de sair para dançar com uma amiga e um amigo. Não sabíamos o destino, exatamente – deixamos a noite escolher. Fomos para uma região boêmia e, depois de algumas cervejas, notamos um fluxo contínuo de pessoas interessantes que desciam a rua em direção a uma porta escura e comum. Entravam e desapareciam, uma depois da outra. É claro que fomos atrás.

 
Era mais simples do que parecia, como as coisas geralmente são. Não havia senha nem porteiro, era só abrir a porta e entrar. Nós entramos. Lá dentro, uma pequena fila levava até uma mulher linda, alta, de preto, que anotava nomes e distribuía fichas de consumo. O lugar era uma boate escura, pouco decorada, com ótima música, gente bonita, e vários quartos. Gin na mão, notei um cara loiro, claramente mais novo do que eu, com um belo corpo, que me olhava. Vinte minutos de olhares e… nada. Meu amigo, sem a menor paciência para aquela sedução que não levava a lugar nenhum, resolveu acabar com a nossa “masturbação visual hétero” (palavras dele) e puxou o rapaz para nossa roda.

 
Bebemos, rimos, conversamos, o lugar fechou, e meu loiro resolveu me acompanhar até o hotel. A noite estava deliciosa, fresca, com uma lua cheia enorme, e enquanto andávamos os clichês continuaram a se acumular. O loiro, um semi-deus nórdico carioca, era ator de teatro e cantava lindamente. Andamos 37 quarteirões (meus pés sentiriam cada um deles no dia seguinte), e ele cantou duas músicas. Lá pelo quarteirão número cinco já tínhamos começado a andar de mãos dadas, e nesse ponto eu só pensava que teria no máximo três horas de sono antes da reunião do dia seguinte. Ou seja, mínguas chances para qualquer entretenimento carnal, principalmente se continuássemos naquele ritmo.

 
Olhei para o loiro e pedi outra música. Ele negou, fazendo doce, e eu tentei convencê-lo prometendo algo em troca – só não disse o que seria. Ele cantou, e cobrou a promessa. “O que você quer?” perguntei. O loiro poderia ter pedido um beijo. Poderia ter pedido uma noite. Poderia não ter dito nada e me agarrado. Mas não. Ele pediu… meu telefone.

 

Ele pensava em romance, eu pensava no horário e na minha vontade de beijá-lo, e me neguei terminantemente a dar o número. Estava claro que teria que resolver o assunto eu mesma. “Te dou algo melhor”, disse, chegando perto. Segurei aquele rosto bonito e lasquei um beijo. Ele adorou, e os últimos três quarteirões da nossa caminhada demoraram quase tanto quanto os 37 anteriores. Parávamos para nos agarrar a cada parede, cerca, árvore, ou carro sem alarme que encontrei no caminho. Na porta do hotel, eu só tinha mais uma hora antes da reunião, e fomos forçados a interromper a epopeia. A única alternativa foi trocar telefones mesmo, já que eu voltaria ao Rio no mês seguinte.

 
Exatos 32 dias depois, tive outras 24 horas na cidade. Pensei em ligar para o loirinho antecipadamente, mas não tinha muito tempo,  estava praticamente tão cansada quanto excitada, e acabei não avisando que estaria na área. Mas depois do jantar, sem sono e sem nada para fazer… mudei de ideia. Mandei uma mensagem para o cantor carioca.

 
Apesar da surpresa, ele topou planejar um encontro para daí a uma hora. Continuamos na troca de mensagens. Eu me lembrava dos nossos beijos contra paredes, da caminhada de mãos dadas, da despedida na porta do hotel, e ficava cada vez mais molhada. Mas durante os 60 minutos de mensagens, algo entrou em nosso caminho. Algo que eu disse não combinou com o estilo do loiro, e ele se viu ofendido. Não foi sacanagem nem nada explícito, mas acho que ficou claro que eu tinha expectativas. O deus nórdico, sabe-se lá porque, se ofendeu e disse que não estava disposto a ser “usado” para resolver meu tesão.

 
Tentei explicar que 1) não estava tentando “usar” ninguém, e 2) que ter tesão por ele não era ofensa alguma. Mea culpa – eu deveria ter imaginado que um rapaz que canta para uma desconhecida sob a lua cheia precisaria de mais sutileza, mas era tarde. Não nos vimos nem naquela noite, nem nunca mais. Voei para casa com o tesão mais mal resolvido que o Rio de Janeiro já viu.

 
E daí, o que me restou depois dessa rejeição? Dormi, descansei, e voltei fui embora achando graça da minha própria inabilidade. Até hoje, quando escuto uma certa música que troquei por beijos na noite carioca, lembro do meu loiro nórdico que cantou para mim sob a lua cheia, e do meu tesão mal resolvido. Ele continua na minha fantasia.

 
A pior coisa que pode acontecer quando tomamos a iniciativa é levar um não. E, surpresa das surpresas, os “nãos” também podem ser gostosos. Minhas amigas adoram essa história, e eu tenho ótimas lembranças. Claro que quando estamos apaixonadas é diferente, mas, sinceramente, tomar a iniciativa também é questão de prática. E os “nãos” que levamos pelo caminho (em geral menos numerosos que os “sim”) ajudam a acalmar os nervos quando há mais em jogo. Porque depois de tentar, fracassar, e tentar de novo, gente entende que não vai quebrar, não importa o que aconteça. Se não fosse por esse e outros “nãos”, eu jamais teria ido atrás de um ficante na festa de lançamento do livro dele, nem dito na cara-dura que tinha mudado de ideia quanto a uma paquerada inocente pós-término. Certamente não teríamos tido aquele sexo sensacional contra a pia do banheiro da festa, muito menos o repeteco contra a parede do quarto ao lado do salão. Voltamos a ficar juntos.

 
E não me venha com essa conversa de que o mundo é machista, Mariliz. Dentro de certos limites (não encorajaria as leitoras a, por exemplo, largarem tudo para assinarem uma coluna erótica com o nome próprio), você vive no mundo particular que quiser. E convida para esse mundo os homens e mulheres que escolher.

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O dia que mudou nossas vidas

História enviada por nosso leitor Juca, bem escrita e de mexer com os nossos (pre)conceitos, para entreter todo mundo. Esperamos que goste.

 

***

 

Por Juca

 

Crédito suckmypixxxel.tumblr.com

Crédito suckmypixxxel.tumblr.com

 

Cris e eu namoramos há quase três anos. Nos conhecemos maduros, depois de casamentos desfeitos e numa fase boa da vida, em que começamos a nos livrar de amarras. Começamos tímidos e fomos aos poucos aumentando a intimidade, experimentando mais e, a cada vez, aumentando o tesão um pelo outro. Quase sempre, eu adotava a posição de trazer novidades, me mostrava mais aberto. Mas ela, que é do signo de gêmeos, normalmente quieta, algumas vezes se tornava ousada.

 

Muitas ideias me passavam pela cabeça. Eu jogava uns verdes, ela pegava alguns, às vezes dava de desentendida. Mas sempre me surpreendia com realizações sensacionais. Lingeries, depilações, lugares inusitados, acessórios –muita coisa boa. No entanto, qualquer conversa que insinuasse mais pessoas por perto ela descartava de modo direto.

 

Um dia, Cris foi convidada para a despedida de solteira da Sil, numa casa tipo clube das mulheres. Sil é uma amiga super liberada sexualmente. Surpreendeu a todos com a notícia do casamento. Fazia parte de um grupo de amigas inseparáveis –se identificavam no Whatsapp como “As cafajestes”– e, dizia a lenda, se divertiam muito por aí. Cris não fazia parte do grupo, mas era amiga das meninas, uma espécie de quinta mosqueteira.

 

De cara, estranhou a ideia, achava que seria como filme pornô ao vivo. Eu coloquei pilha para ela ir, brinquei que todo mundo torce o nariz para pornô, mas acaba querendo dar uma olhadinha. Vá, relaxe e se divirta, curta suas amigas. Ela acabou topando. Bom, para falar a verdade, eu achava que podia ficar interessante pra mim e a convidei para vir à minha casa depois, achei que chegaria inspirada. Inspirada foi pouco. Ela chegou mudada.

 

Chegou tarde, umas duas horas depois do previsto. Entrou, me deu um beijinho e correu para o chuveiro. Tomou um banho, escovou os dentes e bochechou um listerine, incomum pra ela. Saiu enrolada na toalha e só então veio me contar como foi. Estava superexcitada e contou que a Sil surpreendeu a todas. Produziu um show especial com os go go boys. Criou um figurino próprio e chamou um coreógrafo para prepará-los.

 

Música e iluminação especiais, totalmente fora do estereótipo destes shows, moderno, clean. Fiquei imaginando. Contou que os caras dançavam bem perto das meninas, ficavam de sunga rebolando a uns cinco centímetros do rosto delas e, quando davam mole, apalpavam mesmo. Meu sangue foi subindo e perguntei: e você aproveitou também?

 

Fiquei superenvergonhada, respondeu. A mulherada toda do trabalho lá, vai rolar muita fofoca, fiquei na minha, uma das mais comedidas. Só dei umas dançadinhas com um negão atrás de mim e pronto. Uau! Fiquei de cara. Mas Cris não perdeu tempo, foi avançando, me agarrou cheia de vontade e transamos gostoso. Estava, como disse um amigo sobre a mulher que veio do show do Sidney Magal, super cevadinha. Gozou rápido, num papai e mamãe básico, o que não é comum. Geralmente chega lá quando faço um bom trabalho de língua e dedos. Quando terminamos eu estava surpreso.

 

- Nossa, como esse show mexeu com você!

 

Ela ficou vermelha e percebi que continuava excitada. Os bicos dos seios estavam enormes.

 

- Aconteceu mais alguma coisa que você não me contou? Quer contar?

 

Percebi que estava com a língua queimando de vontade de falar, mas em dúvida se devia. Sabe que sou supercurioso e adoro suas histórias, mas parecia que a coisa era forte.

 

- É… teve mais sim. Quando acabou a festa e todo mundo foi embora, Sil pediu que “As cafajestes” e eu saíssemos com ela. Entramos em um carro que ela tinha mandado esperar, demos uma volta no quarteirão e voltamos à casa de shows. Entramos e fomos a um espaço reservado. Havia mais uma hora de show privado, somente oito dos go go boys e nós cinco. Oito para cinco.

 

Eu ouvia gelado. Ela continuou:

 

- Antes de entrarmos, Sil fez que ficássemos todas de lingerie e entregou uns hobbies de seda para usarmos. É a lembrancinha da festa, falou. Dentro do ambiente escuro e pequeno para tantas pessoas, olhou para mim e disse: Eu vi muito bem do que você gostou mais no show, aliás conheço suas taras. Como é a mais tímida, eu vou lhe dar um presente.

 

- Quando ela acabou de falar o rapaz negro já estava atrás de mim. Me pegou de jeito, sem deixar reação, desamarrou o hobby e o escorregou para o chão. Fiquei totalmente em transe, com ele se esfregando em mim, percebi no ato que estava com o pau enorme bem duro empurrando minha bunda. Antes que eu respirasse, outro dançarino veio pela minha frente e me beijou na boca. Um beijo molhado e demorado, eletrizante. Já nem entendia bem o que estava acontecendo, que mãos eram aquelas me tocando, que respirações eram aquelas. Quando consegui abrir os olhos, todas as meninas já estavam atracadas com os caras. Sil no meio de três, chupando um.

 

Eu ouvia mudo, sentindo o corpo gelado. Havia mais:

 

- Transei com os dois. Primeiro um me penetrando e outro acariciando, depois o contrário. Depois eu chupando um e o outro me comendo, e por aí foi. Depois começaram as trocas. Não quis mais ser penetrada, mas chupei mais três. Vários me chuparam, perdi a conta. Sil transou com todos. Eles a carregavam como se fosse uma rainha. As meninas trocavam rápido de parceiros e também se tocavam. Tudo isso em uma hora, o tempo que podíamos ficar naquele bacanal.

 

Você chupou mais caras em uma hora do que em toda a sua vida, balbuciei. Depois fiquei paralisado, não entendia se aquilo era verdade, não queria acreditar no que ouvia. Totalmente zonzo, puto da vida, indignado, sabe lá. Só que de pau duro, muito duro.

 

Cris não hesitou. Falou: Não gozei naquela hora, só quando cheguei aqui. Quero gozar muito mais. Então me devorou. Adorei ser devorado por aquela mulher totalmente fora de si de tesão.

 

Eu, que alimentava fantasias e pensava que aos poucos levaria Cris comigo, fiquei para trás. Ela foi muito à frente e veio me buscar. Me leva a lugares que não podia imaginar. Nossas aventuras são incríveis. Adoro essa mulher que não para de me surpreender.

 

 

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Prazer entre duas mulheres

Recebemos esta história da nossa leitora Alice. Casa bem com o post anterior, sobre sexo oral feminino, objeto de dúvida do nosso leitor Fábio.

 

***

 

 

Sou mulher e me relaciono com uma há alguns anos, no famoso esquema “vai e volta”. Nunca namoramos e talvez isso nunca aconteça, mas nos amamos e nos enlouquecemos de prazer. Há algumas semanas comentei que lia contos eróticos, que adorava. E, depois da nossa última noite de sexo, há uma semana, ela prometeu me escrever um. No dia seguinte, recebi este texto:

 

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“Te olho deitada na minha cama, linda. Sinto cada pelo do meu corpo se arrepiar; mistura de tesão com amor. A gente discute, faz uma palhaçadinha ali, mas bem lá no fundo uma desejando a outra com uma vontade insaciável. Paro para te olhar, outro arrepio. Fico nervosa e tento pensar em outra coisa. Dois segundos, não resisto e te beijo. Coloco a mão no seu peito, passo a língua por ele, e quase que instantaneamente, fico molhada.

 

“Mordo o seu pescoço e sinto a alteração na sua respiração. Penso em parar por ali, mas quando me dou conta sua mão já está na minha calcinha e é impossível não se deixar levar pelo tesão. Sinto seus dedos entrarem e saírem, rodarem em cima do meu clitóris, e começo a gemer devagar. O tesão é tanto que me contorço; você sempre soube me deixar louca. Falo baixo no seu ouvido que sou sua, sinto você desejando que eu seja mesmo… sua respiração aumenta e o ritmo também. Você sobe em mim e sinto a sua buceta encostar na minha, quase gozo.

 

“Te arranho, te bato, passo a mão na sua bunda, aperto seu peito e sinto que vou enlouquecer de tanto prazer. Você para e abre as minhas pernas, enfia dois dedos com vontade e rapidez, acabo gemendo alto demais, sem me importar com mais nada a não ser gozar pra você. Você para, me contraio, e você começa a me chupar. Passa a língua pela minha buceta com toda a calma do mundo, como se quisesse conhecê-la ou reconhecê-la. Morde minha perna, eu solto um gemido, lambe meu clitóris, enfia a língua, lambe ela toda, aperta meu peito e eu já nem sei mais quem sou eu.

 

“Subo e desço com o quadril, enquanto você me chupa com uma vontade absurda. Você sobe e me beija, sinto o meu gosto, quase gozo. Você respira com desejo, puxa meu cabelo, me morde e me chama de gostosa. Coloca a mão na minha buceta e sente tudo molhado, fica com mais tesão e começa a me comer de novo. Enfia o dedo e eu começo a gemer enlouquecidamente. Enfia o dedo cada vez mais rápido e eu digo: “vou gozar”, e você diz: “goza, gostosa”, e enfia mais um dedo. Eu puxo seu cabelo, me contorço e almejo pelo gozo. Menos de dois minutos, solto o: “ahhh..” Você me olha com cara de dever cumprido, e eu te respondo com um: “deita que agora é minha vez”.

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