X de Sexo

A cama é de todos

Perfil Rebeca e Diana escrevem e coordenam a brincadeira.

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Vinho, tequila, cerveja ou nenhum?

Por Diana

 

É verdade que o problema do lado de lá pode ser irremediável, como contamos há poucos dias. Mas se homens que bebem demais podem acabar com nossos melhores planos eróticos, o álcool também estraga tudo se as bêbadas somos nós. Já aconteceu comigo pelo menos três vezes. Para contar tudo direitinho, vamos por partes:

 

 

crédito: www.suckmypixxxel.tumblr.com

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Parte 1 – Vinho arrasador
Era meu aniversário e eu estava apenas começando a namorar o gato. Chamei vários amigos para um barzinho e fiquei toda serelepe apresentando todo mundo e servindo espumante. O “namo” estava tomando antibióticos depois de uma infecção e não podia beber, mas eu, aparentemente, bebia pelos dois. Sim, eu sabia que não podia exagerar. Mas a noite era minha, as horas iam passando, e quanto mais tarde ficava menos eu me lembrava de quantas doses já haviam descido.

 

Lá pelas tantas o gato foi embora. Eu fiquei para trás e combinamos que ele deixaria a porta aberta para nos encontrarmos mais tarde. Só que o pessoal estava animado e, como anfitriã, eu não podia desapontar ninguém. Fui ficando, fui bebendo, passei para o vinho tinto e o inevitável aconteceu: comecei a morrer de sono. Vinho tinto comigo só serve mesmo para uma coisa – dormir.

 

De repente me deu um estalo e me lembrei de que o gato me esperava na cama. De pilequinho, sonolenta, saí do bar, tirei o salto alto e fui andando a pé, descalça, naquele chão imundo dos Jardins (São Paulo), até a casa do cara.

 

Cheguei lá com toda a intenção de ter uma noite incrível. Abri a porta devagar, andei silenciosamente (bom, na minha cabeça não fiz barulho, mas hoje acho que devo ter acordado o quarteirão inteiro) e fui até o quarto quietinha. Tirei a roupa olhando o gato dormir e pulei na cama nua. E aí…

 

Corta para o dia seguinte. Acordei com o “namo” rindo do meu lado. Simplesmente apaguei na cama pelada assim que me deitei, sem sequer encostar nele.

 

Conclusão: se a noite está para uma trepadinha, fuja do vinho. Ainda bem que existem as manhãs…

 

Parte II – O ataque de José

 

José, no caso, é meu amigo Jose Cuervo. Prefiro dizer que o ataque foi da tequila e não meu. Esse episódio aconteceu durante uma viagem ao exterior há alguns anos, com uma amiga e três amigos dela que eu ainda não conhecia. Bem, até a tequila entrar na história.

 

Cruzamos uma fronteira de carro e eu, que era a única brasileira, fui barrada, enquanto todo mundo passou rapidamente. Os oficiais de imigração implicaram que eu tinha que ter um cartão de vacinação comigo – é claro que eu não tinha. Fui de um supervisor ao outro, aguentei berros e insultos, até que finalmente alguém me deixou passar. A esta altura eu já estava à beira das lágrimas, nervosíssima, e a viagem ficou com um clima péssimo. Na estrada até a casa alugada na praia, paramos para comprar mantimentos e minha amiga sugeriu uma bebidinha para me acalmar.

 

Se você acompanha este blog já sabe que eu costumo aceitar maus conselhos, e desta vez não foi diferente. Comprei uma garrafa de tequila e começamos todos a beber assim que deixamos as malas nos quartos. Conversa vai, conversa vem, ficamos acordados até tarde. De madrugada, ainda restávamos eu e o cara mais gatinho do grupo, em quem eu já estava de olho. E aí…

 

Corta para o dia seguinte. Acordei nua, debaixo de um edredom roxo, abraçada ao cara. Momentos de pânico. Pela primeira vez na vida virei para o lado e perguntei: “desculpe… a gente transou?” Sem saber se eu estava brincando, ele disse que sim. “Usamos camisinha?” “Hum-hum”, fez ele, e disse que eu poderia conferir no lixo do banheiro. Ufa! Agora a pergunta mais importante: “Eu gostei?” “Bem”, disse ele, rindo, “me pareceu que sim”.

 

Que humilhação, pensei. O gato veio com chamegos, mas eu não tinha clima nenhum naquele momento. Ele ainda me contou que fui eu quem pulou em cima dele, e o pior é que eu acredito. Me levantei, me vesti, e fui ter com o resto do pessoal.

 

Fomos para a praia, todos fingindo que não tinha acontecido nada. Mas o sol, o mar, o calor, as férias… fui relaxando aos poucos. Antes de o sol se pôr no mar eu já estava de paqueras com o mesmo gato, que, preocupado, era todo cuidados e carinhos.

 

À noite, eu não quis beber nada. O plano era ficar totalmente sóbria pelo resto da viagem. Mas, pensei comigo, uma vez que eu já tinha dado mesmo, era melhor pelo menos saber como era. Pimba, cedi às tentativas dele e fomos de volta para a cama. Realmente devo ter gostado na noite anterior, porque o gato era ótimo: dedicado, generoso, animadíssimo. Foi uma curtição.

 

Ainda assim, depois dessa, não bebo mais tequila perto de gatos interessantes. Prefiro saber direitinho como foi tudo no dia seguinte.

 

Parte III – Rum-mance

 

Para não ficar só em tragédias neste post, vou contar também o caso de uma amiga que deve um namoro maravilhoso à coragem que o rum deu a ela certa vez. Minha amiga, que vou chamar de Michele, estava solteira e à caça. Uma prima dela encrencou que queria apresentar um colega de trabalho a Michele, certa de que os dois teriam tudo a ver. “Pode apresentar”, disse ela, depois de ver certas fotos do gatinho sem camisa praticando esportes. A prima armou tudo: inventou um jantar para amigos em sua casa, arrumou uma mesa lindíssima ao livre, e resolveu que criaria drinks fantásticos com rum.

 

Michele chegou ao jantar um pouco atrasada e já estavam todos lá, inclusive seu pretê. Acontece que ela olhou para ele e não sentiu faíscas. O rapaz não estava sem camisa (óbvio), usava óculos e, como a noite estava fria, tinha um gorro na cabeça. Ou seja: mal dava para ver o potencial do rapaz. Michele internamente achou graça da história toda e foi conversar com outros convidados, basicamente ignorando o pretê que, ele sim interessado, tentava ir se aproximando dela.

 

Mas tudo mudou depois do terceiro drink de rum que a prima de Michele preparou.

 

Existem bêbados tristes, bêbados felizes, bêbados amorosos, e existem bêbados tarados. É o caso de Michele, que assim que sentiu o rum bater começou a avaliar os contatos telefônicos para escolher quem paquerar naquela noite. Até que o pretê chegou junto e só então, já inebriada, tarada e feliz, minha amiga prestou atenção no cara. E ele não era mesmo um gato? Um rosto másculo, olhos castanho-claros por trás dos óculos, cabelos cacheados, uma barba meio dourada por fazer. Para que ligar para alguém, pensou ela, se esse gato está aqui na minha frente dando sopa?

 

Não deu outra: passaram a noite conversando. No fim do jantar, Michele até tentou ir embora, mas o rum novamente ajudou: ela tropeçou no meio-fio e caiu, ralando o joelho até tirar sangue. “Eu cuido de você”, disse o gato, que morava a dois quarteirões do lugar. Foram para a casa dele, e o pretê, um gentleman, fez um curativo, deu para ela chá de camomila e ofereceu o sofá.

 

Sofá? Não para uma Michele regada a rum. Ela riu e disse: “que bom que eu não sou homem… eu posso falar o que eu quero de verdade”. “E o que você quer?” perguntou o pretê. “Quero dormir na sua cama”, disse ela, tontinha. Pois dormiu, depois de apenas uns pegas leves, sem nem tirar a calça jeans. De manhã, sóbria, envergonhada, fez um brunch ali perto com o gato, e tiveram tudo a ver. Michele e o pretê namoram faz mais de um ano, graças ao rum.

 

****

 

OK, uma dosezinha pode fazer a noite mais divertida, mas no geral recomendamos uma percepção sensorial máxima, só possível sem muito álcool. Quem nunca? Nós aqui já. Mas cada um na sua.

 

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Entorpecidos (mas não derrotados) pelo álcool

Por Rebeca

 

 

Quero pegar carona numa frase do nosso leitor Mário, no post imediatamente anterior a este, quando ele pega a gata meio bêbada numa festa e vão para um motel. O detalhe é esse “meio bêbada”. Existe um sério problema em tentar fazer sexo com alguém que esteja muito bêbado ou muito entorpecido com outras substâncias. O pau não sobe… E, por outro lado, é uma delícia quando os dois estão “meio” bêbados –o álcool dá uma malemolência divina e, em contato com uma língua quente e molhada, por exemplo, o corpo fica mais eriçado do que o normal.

 

 

Pois eis que quero contar um caso antes de frustração para depois outro de pleno êxito. Eu tinha acabado de terminar um namoro e fui me colocar à mostra no mercado dos solteiros de novo. Catei uma amiga e fomos à casa de um colega de trabalho que tinha feito uma balada monstra na casa dele, com início às 16h. Daquelas em que no local só cabem 20 pessoas e tinha umas 100… E, no meio do aperto daquela cozinha (nunca consegui chegar à sala), toda vez que tinha que dar licença para alguém abrir a geladeira, me esbarrava no gatinho –os olhares já tinham se cruzado desde a porta, e eu já estava me esbarrando de propósito nele.

 

 

Conversa vai, conversa vem, mil risadas, todo mundo super animado, já fazia umas duas horas que estávamos ali e eu louca para agarrá-lo. Mas o jogo da paquera estava ficando tão quente que era gostoso não beijá-lo de imediato. O som alto nos obrigava a chegar perto do ouvido um do outro para falar, e nessas cochichadas os lábios roçavam a orelha, o tesão era um absurdo. Pouco tempo depois trocamos a parte da frente da geladeira pela sua lateral, para que ninguém nos interrompesse nos amassos. Luz forte na cozinha, todo mundo amarrotado, bebendo loucamente, eram ainda 20h e a gente se atracando ali do lado.

 

 

Alguém teve a brilhante ideia de terminar a festa em outra festa, que uma amiga deles estava dando num bairro ali perto. Eu já não aguentava mais olhar para ninguém, queria ficar só com o gatinho. Mas ele estava com os amigos, doido para curtir mais, e foi gostoso ficar ainda só nos amassos. Parecíamos adolescentes se beijando –cada beijo de meia hora sem respirar. Mas a bebida não acabava, o tesão só aumentava e a gente resolveu, lá pela meia-noite ou sei lá que horas, partir dali. Fomos para sua casa. Bem… não demorou para irmos para o quarto e tirarmos a roupa. Mas o pau dele não subiu. Coloquei-o imediatamente na boca para ver se engrenava e nada. Bêbados, nos jogamos na cama e ali mesmo, de qualquer jeito, dormimos.

 

 

Quando despertei, o relógio marcava 6h. Eu estava tão puta com aquela bebedeira brochante que catei minha roupa e escrevi um bilhete: “Fulano, tinha um compromisso nesta manhã de domingo, grande beijo”. Sem telefone, de propósito (e rezei pelos dois meses seguintes para não encontrá-lo nas mesmas baladinhas). Algum tempo depois, achei que tinha sido um pouco de preconceito meu, coitado, afinal quem não brocha? Já deu algumas segundas chances. Mas achei, feeling, que esse cara não merecia. O pau dele mole, muito pequeno, já não me encorajava. E fiquei puta de ele não ter parado de beber a certa hora para poder me comer de pau duro.

 

 

Daí que eu me viciei em “medir” a bebida de certos pretês. Se estou num bar com algum candidato a transa, já fico preocupada se o cara é daqueles que começam a tropeçar depois de algumas horas. Uma bela alegria alcoólica a mais e está na hora de ir embora. Ou o cara é muito pica-dura para encarar barris e barris e agitar a noite inteira. Eis que numa dessas caçadas anti-exagero-no-álcool, estava num bar com umas amigas e uma delas encontrou um amigo que estava com um grupo de caras. Daqueles encontros que parece um “date” coletivo: cinco homens e cinco mulheres, todos muitos animados, solteiros, loucos para transar numa noite quente de verão e pouca roupa.

 

 

Crédito xdis-connected / suckmypixxxel.tumbrl.com

 

 

Tinha mirado o meu gatinho e nele me concentrei nos papos. Uma hora estávamos lado a lado, gargalhando, cerveja no copo, e eis que alguém pede cachaça. Sou uma negação ao misturar fermentado com destilados. No máximo, aguento um shot de cachaça ou uísque e só. Não sabia qual era a dele também. Daí que, antes que a garrafa de cachaça chegasse, mudei o papo, certeira e provocativa: “Qual o máximo que você aguenta com cerveja e cachaça sem que arruine a noite de alguém?” Ele entendeu o recado e falou: “Posso tomar uns 10 chopes fácil, mas uma dose de cachaça é o limite se eu quiser algo mais”. E eu, em seguida: “Hoje você está mais para a cachaça com amigos ou para ‘algo mais’”?

 

 

Foi a senha para ele virar um shot de vez e me beijar, com a boca ardendo de cachaça. Ficamos ali nuns amassos discretos, logo ele disse que ia ao banheiro, voltou com a nossa parte da conta já paga e disse no ouvido: “Vamos sair à francesa, aproveitando que está todo mundo disperso”. Obediente, fui atrás dele, sem olhar para trás. Fomos parar no apartamento dele, ainda abrimos uma latinha de cerveja para molhar o bico, e não nos aguentamos mais em ficar de roupa.

 

 

O tesão estava à flor da pele. Aquelas cervejas, arrematadas por uma dose de cachaça, faziam com que a lambida dele arrepiasse cada poro da minha barriga, da minha coxa, dos meus peitos. Ele também estava em êxtase: o pau duro, latejante, louco para ser chupado. E foi o que eu fiz. Estávamos entorpecidos, e curtíamos cada minuto de beijo, e língua, e chupada. E ali ficamos não sei quanto tempo até que ele me puxasse pelos quadris e me colocasse em cima dele, sentado que estava numa cadeira bem confortável. Não sei se era o álcool ou o tesão, mas lembro de ter cavalgado bem devagar, curtindo cada centímetro do pau dele dentro de mim.

 

 

E lembro que o orgasmo foi daqueles de quando estamos entorpecidos (sem querer nem poder fazer apologias…), duram uma eternidade no ápice, como se não houvesse a hora de arrefecer. Ou é a nossa imaginação que quer assim. Mas, de um jeito ou de outro, a imaginação com álcool na medida certa faz o sexo ser um tesão!

 

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Um homem sem preconceitos

Depois da nossa história sobre dedo no cú dos homens, o nosso leitor Mário enviou a sua própria experiência, que vale bem a pena ser lida nesta noite de sábado. Divirtam-se!

 

 

***

 

 

Ao ler o post sobre o ponto G do homem, a expressão cú macho chamou minha atenção. Desde então relembro uma experiência que gostaria de partilhar. E, de uma certa forma, apoiar meus confrades –os machos aterrados!

 

 

Estava de rolo já havia algum tempo com uma gata. Daquelas cheias de potencial, mas com a moral baixa. Passei um bom tempo flertando até que tivemos a primeira trepada. Noite decepcionante, mas eu não desistia, confiava no potencial oculto daquela loira! Não tinha como ela ser fraca na cama… No chão… No carro… Na praia… Em qualquer lugar…! Ela exalava sexo! Pena que não sabia! E eu precisava fazer esta boa ação ao mundo, convencê-la de suas potencialidades. Comigo, claro.

 

Crédito suckmypixxxel.tumbrl.com

 

 

Finalmente tive uma segunda chance de passar uma noite com ela. Sabe daquelas festas que não vão para a frente? Todo mundo sai meio bêbado e cheio de gás, pois a festa acaba sem avisar. Pois é, dei a maior sorte de ela estar numa festa destas. Passei para buscá-la meio alta e fomos para o motel acertar umas pendências. Ela com frio, correu direto para o chuveiro quente. Fui atrás para matar minha saudade daquele corpo que tanto desejei colado no meu.

 

 

Banheiro à luz de velas. Fui ensaboando-a, fazendo massagem, apertando, sentido cada pedacinho passar pelas minhas mãos. Aquilo foi trazendo sintonia, aumentando nossa intimidade. Delícia total! É bom ter um kit motel no carro com velas aromáticas e um condicionador de cabelos (dá para usar para fazer massagem, mas é ruim como lubrificante íntimo: ao gozar arde o pau por dentro, a cobaia aqui os afirma).

 

 

Acabamos na cama, ainda meio molhados, e entre tanto roça roça passei um pouco de lubrificante no dedo, sabendo que ela gostava, fui percorrendo suavemente entre suas nádegas, até chegar na bordinha do cú. E um suave “delícia” escapou de seus lábios. Então, ali fiquei um bom tempo, beijando na boca, sentido a vagina dela cada vez mais encharcar a minha perna, que a friccionava com ritmo.

 

 

Lá pelas tantas ela decidiu me bater uma punheta. Besuntou bem meu pau e começou a apalpá-lo. Ali já senti que a sacana realmente entendia do assunto. A súcube despertara. Não era só um movimento de vaivém com a mão. Tinha requinte. Sabia a hora certa de apertar mais na base, ir devagarinho até a cabeça e dar uma torcidinha no final. Vez por outra mudava o movimento para que não me acostumasse. Torcia, puxava, agitava. Entendia tudo, que punhetão!

 

 

Do nada meteu a boca com gosto. Me conquistou! Pouco se importava com o sabor horrível daquele lubrificante todo.  Chupava com gosto, contudo com uma fome controlada, para não acabar logo a brincadeira. Enquanto chupava, ela passou mais um pouco de lubrificante, agora nas minhas bolas e ficou brincando com elas. Depois colocou a boca nas bolas, sugando gostoso cada uma delas. Impressionante a pressão certa que ela dava nos lábios e ainda conseguia manter a punheta. Acho que, se não tivesse bebido um pouco, não ia aguentar tanto tempo. Santa cerveja!

 

 

Pouco depois inverteu de novo, aquela boca sedenta de sexo voltou para meu quase esfolado pau, enquanto as hábeis mãos buscavam mais lubrificante e passavam no meu saco. Aí o olho dela mudou, ficou ainda mais voluptuoso e, com meu pau duro na boca, foi descendo seus dedos lambuzados até o meu cú. Eu estava tão envolvido e entregue ao prazer que talvez nem tenha consentido conscientemente, mas aquela deliciosa perversa deixou um pouquinho o dedo na entradinha, voltou a me olhar ainda mais profundo e enfiou o dedo! Todo! De uma vez só!

 

 

Que filha da puta, foi o que eu disse, curtindo muito meu primeiro defloramento. E ela com o falo que não saía da boca por nada só deu uma piscadinha com o olho e deixou escapar um “humhum”. Decidiu intensificar mais ainda os movimentos de vaivém no meu pueril cuzinho! Até hoje só de lembrar daquela piscadinha com o pau na boca eu o enrijeço! Me entreguei, que coisa boa, e ficamos assim mais alguns minutos. Curti demais e assumo!

 

 

Queria muito ter gozado um litro de porra na boca daquela diva sexual que me despertou um novo prazer, mas sabia que ela não gostava. Sentir a porra percorrer meu pau por dentro, dilatando o canal, meu cú apertar, minhas pernas ficarem rígidas para depois uma relaxamento total… Passei então para um oral bem gostoso nela até lhe proporcionar um merecidíssimo orgasmo. Ainda fizemos muito sexo durante a noite e eu tinha a jurisprudência para fazer no cú dela também. Mas aquela chupada aterrada ou enterrada foi sensacional!

 

 

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Sexo Triste

Por Diana

 

Tive que comprar o ingresso para aquele show de um cambista, a poucas horas do espetáculo, depois de vários dias de buscas em vão. Mas eu queria muito ir, apesar da tristeza de um coração que havia se partido em mil pedaços há poucos dias. Às 20h em ponto, armada apenas da minha vontade de mostrar pra todo mundo que eu não precisava de ninguém, lá fui eu, sozinha, sem maquiagem, sem salto alto e sem ânimo, só para ver a atração principal.

 

crédito: www.suckmypixxxel.tumblr.com

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Comprei uma cerveja no bar e me encostei em uma pilastra, olhando o pessoal e esperando a banda começar. Lá fiquei, distraída, vendo casais, grupinhos e outros seres sozinhos (mas solitários não!) que passavam para cá e para lá. Tomei mais um gole e foi só a garrafa baixar que recebi o golpe. Lá estava ele.

 

Alto, bonito, ainda por cima sorrindo, vinha vindo me cumprimentar. Mas dor pequena é bobagem. Atrás dele veio a loira, que se postou bem na minha frente, com aqueles peitos fartos, empinados, alinhados perfeitamente na minha linha de visão. É claro que ela era linda e simpática. E ainda se chamava Marina, como a minha irmã, só para me impedir de fazer caretas eternas ao pronunciar esse (argh) nome.

 

Obviamente sorri, pensando na minha sandália baixa e amaldiçoando o batom que não passei. Conversamos sobre a banda, outros shows, o final de semana. Quando minhas entranhas já iam explodir, fui salva por um rapazinho qualquer, que chegou para paquerar a menina desacompanhada no show de rock. Pude, finalmente, dar as costas ao casal. Em cinco minutos me livrei do qualquer e mal cheguei ao banheiro antes de me acabar em lágrimas.

 

Nunca chorou em banheiro de show? Não sabe o que está perdendo. Dá para soluçar que ninguém escuta. Se molhar a blusa, também não tem problema. Finge depois que é agua, cerveja, vodka, qualquer coisa. Eu, porém, só choro em silêncio. Não sacudo, não respiro com dificuldade. Só a voz treme um pouco. Mas naquele dia não tremeu o suficiente para me impedir de ligar para a melhor amiga dali mesmo, olhando o vaso sanitário e ouvindo a banda começar.

 

“Não vai embora coisíssima nenhuma”, disse ela, que acompanhara a saga do ingresso. “Vai lavar o rosto, voltar lá pra dentro e achar outro cara.” Não sei o conselho foi bom ou ruim, mas naquele momento eu não tinha condições de avaliar nada. Obedeci.

 

De volta ao show, me muni do meu melhor olhar de lince, escaneei o salão e vi ali no canto direito um gatinho bem meu tipo. Não há salto ou rímel que sem comparem a uma mulher que quer seduzir: foi só ir lá dançar sozinha com a minha cerveja que o gatinho puxou assunto. E não é que ele era engraçado? Papo vai, papo vem, em meia hora eu já estava dançando nos ombros do gato, que, suado e sem camisa, começava a me dar um tesão danado.

 

Finda a última música, eu e o gato bebemos mais uma cerveja. “O que você vai fazer na quarta-feira?”, ele perguntou, com ótimas intenções. “Quarta-feira estou ocupada”, eu disse. “O que você vai fazer agora?” Deu certo. Saímos do show para um bar, e do bar para minha casa.

 

O gato era mesmo gato, divertido, um tesãozinho. Não fez nada sensacional, mas também não foi uma decepção. Eu, de minha parte, quis, sim, fazer sexo. Só para não pensar em nada, para adiar um pouquinho mais a inevitável visão da tal Marina, para colocar um band-aid no mini-trauma daquela noite o mais rápido possível. No mínimo, calculei, conseguiria adiar a dor até o dia seguinte.

 

Não deu certo. O gatinho dentro de mim e eu pensava no sorriso d’Ele quando me viu, completamente ignorante da contração no meu peito. O gatinho sorria e eu pensava no sorriso da Marina. Fiz tanta força para me concentrar na transa que só fiz isso o tempo todo – força para me concentrar.

 

Quando acabou, ele me abraçou e ficou fazendo cafuné por um bom tempo. Será que sentiu o que se passava? Segurei suas mãos, virei para o lado e tentei não respirar fundo. Finalmente ele adormeceu. Eu chorei ali mesmo, nos braços dele, com a cabeça virada no travesseiro.

 

Nunca dantes uma manhã testemunhara olhos tão inchados, mas foi bom. No fundo, eu precisava daquele sexo triste. Já era outro dia. Já não tinha mais choro, e loiras peitudas não importavam (muito) mais. Me levantei, fiz café para o gatinho (de despedida), passei um belo batom e fui checar a agenda dos próximos shows na cidade.

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Rapidinha no primeiro encontro

Mais uma das histórias do nosso leitor Cigano, que combina bem com o post recente sobre as rapidinhas. Aproveite!

 

 

***

 

A Carona

 

 

No verão, metade da população vai à praia e as estradas ficam bastante congestionadas. Muitos executivos aproveitam para tirar alguns dias de férias com a família e os “trabalhadores” ficam carregando o piano por mais tempo. Este era o meu caso, mas não o do meu chefe, que estava em férias. Ele e a família me tratavam muito bem e me convidaram para passar um fim de semana com eles.

 

 

Uma irmã dele, que também era “carregadora de piano”, iria neste fim de semana, então combinamos que ela iria comigo, no meu carro. Como previsto, a estrada estava com um enorme congestionamento, agravado por um acidente. Carros parados, da minha posição ao volante eu podia ver parte dos veículos envolvidos no desastre e Marcia, que estava ao meu lado, chegou pertíssimo de mim para tentar ver à frente.

 

 

Podia ter olhado e retornado ao seu lugar, mas não foi o que fez. Ficou bem juntinho, com um belo seio encostado no meu braço, falando pertinho de mim, quase roçando em meu rosto quando se virava para falar comigo. Ninguém é de ferro.  Não aguentei. Aquilo era um desaforo. Segurei seu queixo e dei um beijo suave, seguido por outro não tanto.

 

 

E a guerra começou. Ela beijava muito bem, fogosa como uma gata no cio, quente como um vulcão. Os amassos foram pesadíssimos, passando para mão naquilo e aquilo na mão, até que a estrada fosse liberada. Quando isso aconteceu, como já tínhamos um álibi para o atraso na chegada, paramos no primeiro motelzinho que pintou e partimos para a guerra.

 

 

Marcia era muito bem proporcionada embora estivesse um pouco acima do peso ideal, mas isso, para mim, sempre foi um motivo de atração, pois detesto o tipo “modelo”, que é puro osso. Prefiro as pessoas que têm carne onde agarrar. O tempo era curto, pois não poderíamos demorar muito, então os aperitivos foram rápidos. Tirar a roupa foi fácil, pois como íamos para a praia, as vestimentas eram simples: blusa, camiseta, bermudinha e short voaram longe em segundos, e começamos as carícias.

 

 

Crédito suckmypixxxel.tumbrl.com

 

 

Mesmo com toda a pressa, era necessário curtirmos um pouco a presença mútua, o que foi feito seguindo o mais rigoroso manual da boa trepada, ou seja, muito carinho nos pontos estratégicos, muito levantamento do astral e penetração suave e prolongada ao máximo. Gozamos, e como gozamos. Memorável trepada. A falta de tempo nos obrigou a uma trepada tipo olimpíada, onde o importante era atingirmos o objetivo rapidamente. O repeteco foi rápido, mas também saboroso.

 

 

Na praia, nosso relacionamento foi absolutamente normal, brincamos bastante, jogamos cartas, frescobol, sol, areia e mar com todo o grupo, até não poder mais. Informamos que voltaríamos mais cedo no domingo, pois a ameaça de congestionamento era grande, assim, após o almoço pegamos a estrada, agora com muita pressa, pois queríamos aproveitar o resto do dia curtindo.  Fomos direto para o apartamento que ela dividia com uma colega, que só voltaria de viagem na manhã de segunda.

 

 

Fizemos a festa. No caminho, comprei um champanhe para comemorar e a bebida nos relaxou mais ainda, fazendo com que cada trepada fosse ainda mais gostosa do que a anterior. Trepamos como dois condenados à morte, arrancando o máximo prazer de cada momento…

 

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Das vantagens de uma rapidinha

Por Rebeca

 

Às vezes dá preguiça de transar, como dá preguiça de fazer qualquer outra coisa nesta vida. Você já acorda de preguiça e seu dia é impregnado por ela. Não há criatividade e entusiasmo que resolvam esse marasmo. Dá vontade de deitar e olhar para o teto.

 

Se fosse só para receber um sexo oral gostoso, daqueles gratuitos em que o bonitão não pede nada em troca e até diz que “precisava dar aquela animada no seu dia”, mas nem sempre aparece esse bom samaritano –que depois, coitado, vai ficar de ovo latejando o resto do dia, se não se resolver logo num banheiro.

 

Então, como o mundo não é esse egoísmo todo, inventamos a rapidinha. Veja bem, nada de preliminares, nada de beijo longo, cheiro no pescoço, lambida nos mamilos, mordidas na orelha, muito menos sexo oral. É meter, meter, meter e gozar. Cinco minutos e tchau. Claro que tem de rolar uma certa intimidade para depois ninguém ficar de mimimi.

 

E, do que ouço do lado masculino, não é fácil achar mulher que tope uma rapidinha assim (não estou falando do mundo dos casados…), sem romance. “Afinal, o que ele vai pensar de mim?”, juro que já ouvi de amigas. E confesso que já encontrei caras que revelaram ter preguiça de transar em determinado dia só por causa do “ritual” feminino, de ter que rolar beijos e abraços. Eles só queriam dar uma metidinha.

 

Não quero ser a preconceituosa –de mais jovem também achava um absurdo essa coisa de meter e gozar, sem nada mais. Mas a vida prática, o tempo corrido, o estresse, ah, como é bom dar uma rapidinha. Daquelas na velocidade em que se dá bom dia.

 

Crédito suckmypixxxel.tumbrl.com

 

Daí que, tempos atrás, um cara com quem eu estava saindo demorou a tocar no assunto. Dormíamos muito juntos e no dia seguinte nem trabalhávamos tão cedo, mas cada um queria fazer suas coisas, tocar o dia, dar tchau.

 

Um dia, acordei molhada de um sono erótico, nem me lembrei dele pela manhã, mas sei que foi gostoso. Estava toda excitada e com a agenda já apertada naquele dia (como qualquer mulher que se preze, claro, que tem tudo e nada para fazer, sempre).

 

Mas não conseguiria me concentrar… precisava dar uma gozada. Olhei para o lado, ele estava se espreguiçando vagarosamente, ainda de pau duro da polução noturna (ah, que beleza que é acordar com um pau duro ao lado). Eu saquei o pau para fora, deitei de lado, com as costas viradas para ele, ele sentiu que o pau estava sendo usado, deu risada e enfiou em mim. A única coisa que eu consegui dizer foi: “Tenho cinco minutos”.

 

Que trepada gostosa! Mas já me levantei correndo, tomei banho e fui me despedindo enquanto ele ainda curtia um pouco da cama. Os dois com um sorrisinho leve no rosto, sem constrangimentos por não termos nos dado um beijo sequer.

 

Depois dessa, nos outros alguns encontros que tivemos, quando um ou o outro queria uma rapidinha dizia a senha para o outro: “Tenho cinco minutos”.

 

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Quando o tamanho não satisfaz

Por Rebeca

 

Recentemente, eu e Diana falamos aqui de paus gigantes –veja bem, não estávamos tratando de pau grande, mas gigante. Como tudo tem o 8 e o 80, existem também os paus minúsculos: finos e pequenos, não tem jeito, coitados…

 

 

O problema do pau pequeno é que, diferentemente do pau médio, grande ou gigante, que ficam mais visíveis na calça quando excitados, o pequeno pode enganar muitas mulheres. Você pode achar que, porque não há volume, ele ainda não está em ponto de bala. E daí dá uma chance ao coitado, vai para a casa dele antes de conferir o negócio e, quando o cara tira a calça, meu deus…

 

 

Uma vez conheci um desses. Ele era de outro Estado (não vem ao caso, para ninguém achar que é um mal daquele nativo, apesar de os dois únicos seres daquela capital com quem transei terem o pau minúsculo), estava tirando uns dias de férias e a gente se cruzou num bar.

 

 

Conversa vai, conversa vem, ele cheio de sorrisos não demorou a deixar sua mão cruzar a minha, a pegar no meu ombro e no meu braço enquanto falava qualquer coisa. E em pouco tempo eu abandonei meus amigos e fui dar uma volta ali perto, onde um estacionamento a céu aberto era um cenário perfeito para uns amassos.

 

 

Mas, como era estacionamento a céu aberto, e ainda estava cheio, toda hora alguém cruzava nosso caminho, e os amassos não podiam ser tão explícitos. Vamos sair daqui, pensei em voz alta. Como turista, ele não sabia aonde ir (e estava hospedado na casa de uma amiga). Eu me lembrei de um motel naquele bairro e pegamos um táxi. Ele tinha uma pegada gostosa, me fazia gargalhar cheio de piadinhas, eu já gostava de um “estrangeiro” nas minhas terras e mais do que topei ver o que ele tinha me oferecer.

 

 

 

Crédito suckmypixxxel.tumblr.com

 

 

 

Demoramos cinco minutos para chegar ao motel e ele, muito generoso (ou conhecedor de sua condição), queria continuar nas preliminares. Tirou minha calcinha por debaixo da saia, ligou a TV num pornô qualquer e pediu para eu assistir enquanto ele me chupava. Ele tinha boas habilidades com a língua e os dedos, eu não demorei a querer gozar. Mas queria que ele me penetrasse para gozar com o pau dentro de mim. E, no auge do prazer, eu o puxei para cima de mim, desabotoando a calça, urrando de tesão.

 

 

Ele tirou rapidamente a cueca e eu tomei um susto: como assim ele não está excitado? Foi o que pensei ao ver aquele pau de criança. Na hora, tive pena imediata dele, mas uma vontade imensa de rir, sem saber o que dizer. Mal olhei na cara dele e deixei que ele subisse em cima de mim. É óbvio que brochei na mesma hora. E deixei-o pensando que o clima ainda estava quente. Queria que tudo terminasse logo.

 

 

Até hoje não sei ao certo se ele gozou ou não. Fato é que, sem dizermos uma palavra sobre nada, ele voltou a me chupar. Talvez quisesse me recompensar. E, ainda assistindo ao filme pornô, tirei rapidamente a imagem daquele pau pequeno da minha cabeça, me deixei entrar de novo na onda e gozei.

 

 

Meses depois, o fofo estava de volta à cidade e queria me ver. Eu inventei qualquer desculpa para não vê-lo. Não tive coragem de encarar aquele protótipo de pau novamente. Me perdoem os paus pequenos, mas o tamanho é determinante para o prazer na penetração. Gigante incomoda, mas pequeno e fino você nem sente que o negócio está lá.

 

 

Se não há cura para esse tipo de problema? Bem, meninos, se armem de todos os outros atributos que puderem: língua, dedos, vibradores e muita imaginação.

 

 

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O Ponto G dos Homens

por Diana

 

Passei metade da vida dizendo que, apesar de o meu cuzinho estar liberado, eu jamais botaria o dedo no cu de ninguém. A outra metade, graças a Deus (e a alguns bons amantes), pretendo passar botando, sim o dedo no cu alheio, em variados graus de profundidade.

crédito: suckmypixxxel.tumblr.com

crédito: suckmypixxxel.tumblr.com

Me lembrei desse assunto depois de ler o último post da Rebeca, que dissertou deliciosamente sobre a multiplicidade de “pontos G” que as mulheres têm. Na minha humilde opinião, o mesmo se passa com os rapazes. Claro que a cabeça do pau é mais sensível ao toque, mas o corpo masculino também possui um infindável número de lugares e de cavidades de onde um orgasmo pode surgir – inclusive o cuzinho.

 

Cientificamente, é fácil de explicar o apelo do cu macho. O toque certo no cu masculino estimula a próstata, que dizem por aí ser uma das maiores fontes de prazer do homem. Tem também a questão do tabu, que pode ser excitante. E, na minha experiência, tem ainda a questão da intimidade. Nesta vida louca, ainda há espaços reservados para poucos, e o cu (o meu, o seu, o nosso) é um deles.

 

Existe ainda um forte movimento cultural no Brasil anti-dedo no cu, o que eu acho uma perda de tempo incrível. Esses que proíbem “fio-terra” são piores do que quem detesta jiló sem nunca ter provado. Moçoilos, libertem-se do preconceito, ao menos uma vez, e me digam se a coisa não é boa. Se, depois de dar uma chance real à dedada, não gostarem mesmo, aí tudo bem – gosto é gosto. Mas por preconceito antiquado não, por favor.

 

Eu sei que é preciso coragem na primeira vez. Precisei relaxar na primeira vez em que recebi um dedo ali, e também na primeira vez em que botei. Não precisa ir direto ao assunto. Pode dar umas rodeadas, umas lambidas, ficar só na pontinha e ir casualmente aumentando a intensidade durante várias transas. O desconhecido pode intimidar.

 

O primeiro cara em que eu botei o dedo pra valer foi um ex-namorado taradíssimo já citado nestas páginas virtuais. Ele era absolutamente fascinado pelo meu boquete e eu precisava improvisar para não acabar a novidade. Uma noite, enquanto chupava, comecei a passear o dedão pelo períneo. O cara tremeu e eu vi que havia encontrado uma nova arma. Brincando ali, provocava orgasmos incríveis, que me lambuzavam toda. Aos poucos, fui descendo o dedo, sempre devagar, quase timidamente, para ver o que acontecia. Um belo dia, pam – botei ali meio centímetro de dedo. Ele pirou. Na vez seguinte, meio centímetro não foi suficiente – ele mesmo pegou minha mão e enfiou mais fundo.

 

Várias transas depois, o dedo ia inteiro. A dedada era sempre acompanhada de algo mais – em geral uma chupada, mas podia ser uma punheta, e outras vezes ainda uma trepada. No chuveiro (com aquele sempre tinha a transa do chuveiro) o cara já me guiava até lá. Eu achava tudo um tesão – tem algo melhor do que ver o prazer do outro, na cara e no gozo?

 

Entre as amigas, o assunto é dividido em linhas quase sectárias. As mais certinhas acham um horror – mas com essas não tem muita conversa mesmo. No cu delas também não entra nada. As mais liberais acham normalíssimo. Uma me contou que para o namorado atual não basta um dedo só – ela já botou até três ao mesmo tempo, e nenhuma transa, por mais rapidinha que seja, é completa sem a dedada. Me soa uma maravilha – casal bem resolvido, que faz o que gosta.

 

É óbvio que o cu é uma de incontáveis opções na cama, da dobrinha da bunda à parte posterior do joelho ao dedão do pé. Todas deliciosas e prontas para uma boa exploração. Na verdade, acho que, em matéria de ponto G, cada um encontra o seu.

 

Ou os seus.

 

ps. Meninas, acho que é desnecessário dizer, mas não surpreendam os rapazes com uma dedada profunda – cuidado e delicadeza aqui são essenciais …

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Os pontos G de uma mulher

Por Rebeca

 

O órgão sexual feminino é tão cavernoso (e misterioso) que volta e meia alguém tem uma nova teoria a dizer sobre ele –ou a corroborar antigas teses. Desta vez, um artigo científico publicado no Clinical Anatomy Journal no início deste mês afirma que não podemos falar em orgasmo clitoriano, orgasmo vaginal ou mesmo em ponto G. O correto é dizer orgasmo feminino, uma vez que ele é originado pela estimulação de toda a região sexual da mulher.

 

 

Eu mesma nunca acreditei que o ponto G fosse algo factível, a ser alcançado pelos homens (ou por um vibrador). Acho que, na verdade, sem essa permanente busca por sua localização, o prazer para mim sempre foi mais fluido (e o gozo mais fácil de rolar) do que para algumas amigas. Uma delas já chegou a falar coisa do tipo: “Não gozei porque o pau do cara não chegou ao meu ponto G”. Oi?

 

 

Por outro lado, nunca tive dúvidas de que o clitóris fosse uma arma do prazer, bem mais objetiva que o resto do órgão sexual. É uma coisa localizada, um botão, você aperta e o negócio todo fica ligado. Mas isso não quer dizer desprezar o “resto”: grandes lábios, pequenos lábios, a boca inicial da vagina (sua borda), o períneo etc. Então, é mais comum que o sexo seja mais gostoso com homens que gostem de explorar tudo isso, paciente e minuciosamente –e não aqueles que só querem apertar o botão.

 

 

nymphoninjas:</p>
<p>boh-forse-mah:<br />
lafregna:<br />
by Mike Spears<br />
.<br />

Crédito suckmypixxxel.tumbrl.com

 

Uma vez conheci um cara louco e falante, que me desanimou na primeira hora de conversa. Não parava de conversar sobre absolutamente tudo, parecia doido para agradar. Cheio de energia, mas um pouco sufocante. Como ele era bem gato, e parecia ter uma pegada incrível só pelo jeito como segurava minha cintura, eu resolvi ter um pouco de paciência.

 

 

Depois de algumas cervejas, essa falação resvalou para o sexo, sobre as nossas preferências, sobre fazer sexo com desconhecidos. E praticamente fizemos sexo “oral” na mesa do bar. Aquilo foi deixando a minha calcinha encharcada, e as lambidas dele no meu pescoço me deixaram louca para sair dali. Pagamos a conta e fomos para a casa dele.

 

 

Chegamos lá e ele, falante e também mandão, disse para eu ficar sentada no sofá até que ele voltasse do quarto. Reapareceu pelado, de pau duro e com uma borboleta (aquele vibrador delicioso para clitóris) na mão. Comecei a rir. Como assim ele tem aquela borboleta?

 

 

Ele já foi dizendo que ela estava bem lavadinha, rsss. E tirou a minha saia e a minha calcinha. Me deixou de blusa e salto alto. Puxou meu quadril para a frente do sofá, me deixando meio deitada e começou a beijar a minha buceta. A surpresa foi ele começar a dizer o que faria dali em diante, como um ginecologista que vai ditando o passo a passo de um exame. Mas de uma forma, claro, picante.

 

 

“Agora vou chupar seu clitóris até você começar a revirar os olhos, vou dar umas mordidas de leve para fazer você gemer.” E fazia. “Estou no seu períneo, que divide o cu dessa buceta cheirosa, que vontade de te comer.” E enfiava dois dedos no cu e dois na buceta. “Você está toda molhada, vou tomar todo esse suco de excitação, sua gostosa.” E passava a língua na borda do buraco da buceta, depois chupava ela profundamente.

 

 

No começo achei tudo bem estranho. Que falação louca! Mas comecei a achar engraçado e, depois, entrei na onda. Aquela falação ia exacerbando o tesão, como se fosse sexo por telefone, só que com alguém ouvindo as instruções e reproduzindo-as em mim. Fui deixando me levar, completamente excitada com aquela habilidade de sexo oral.

 

 

Tudo era tudo: grandes lábios, pequenos lábios, cu, períneo, clitóris… E, enquanto ele usava a língua no cu e na buceta, deixava o vibrador-borboleta tremendo no meu clitóris. Ele começou a enfiar os dedos em mim e, com ritmo e vigor, me fez gozar um gozo inteiro, que vinha de todos os lugares. Fiquei completamente estremecida por alguns minutos, atordoada, querendo saber de onde tinha vindo aquilo tudo…

 

 

Hoje lembro dele como uma das melhores gozadas de oral que tive. A gente nunca mais se viu, mas ele é lembrado entre amigas como o cara que sabe onde fica os pontos G de uma mulher. Assim, no plural.

 

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G. de sexo – parte final

A terceira e última parte da trilogia do nosso leitor Robin. Divirtam-se!

Leia aqui a primeira parte e aqui a segunda parte.

 

***

 

Crédito suckmypixxel.tumblr.com

Crédito suckmypixxel.tumblr.com

 

Sempre fui de dormir pouco, mesmo passando noites em claro. Naquele domingo não foi diferente e, após cerca de duas horas de sono, deparei-me com um bilhete que, à primeira vista, pareceu-me apenas inusitado. Sorri ao ler as letras garranchadas: “Obrigada pela noite maravilhosa. Vocês foram incríveis. Saio daqui uma mulher diferente daquela que chegou ontem. Mais feliz, realizada! Beijos, cheios de gozo. G.”.

 

 

Deixei o bilhete sobre a mesa e fui tomar um banho, sentindo no cansaço do corpo e no torpor da mente os resquícios de uma noite lancinante.

 

 

Saíramos do cine pornô na alta madrugada, quando o céu paulistano mescla à permanência da poluição diurna os traços de resistência de uma natureza que quer se mostrar. O táxi nos deixou na avenida São João e chegamos ao bar com a sede de anteontem, como cantou o velho Chico. Apesar do cheiro de lenço umedecido, era porra que exalava do corpo de G., de modo que a luxúria a que nos entregáramos pouco antes não era apenas uma lembrança, mas a marca de nossa própria existência.

 

 

Bebemos a primeira, a segunda, muitas cervejas. Enquanto conversávamos, G. se extasiava em beijar e ser beijada por mim e por R., esfregando nossos paus sob a mesa e sentido a alternância de nossos dedos em sua buceta. Particularmente, sempre gostei de sentir o gozo de uma mulher em minhas mãos, desfrutando seus sabores e cheiros. Naquela brincadeira de beija, morde e esfrega, vimos o dia clarear e lançar novos convites aos nossos corpos. “Vamos pra casa”, propôs R.

 

 

Avenida São Luís, apartamento de meu amigo R. Se antes de sairmos do bar o tesão ainda nos animava para mais uma etapa daquela meia-maratona sexual, o breve percurso de táxi nos arrefeceu os ânimos. Tiramos nossas roupas, deitamos os três na cama e iniciamos uma brincadeira preliminar, eu chupando o cu de G., ela recebendo em sua boca a pica de R. Extasiados, talvez pelo sexo, provavelmente pela bebida, dormimos sem que percebêssemos. Eram cerca de 9h quando saí do banho e liguei para G. Atendeu-me a caixa postal de seu celular.

 

 

Passaram-se 15 dias até que eu recebesse o primeiro retorno do recado que lhe deixara. Por email, G. reafirmava o agradecimento daquele bilhete: “Sinto-me outra mulher”, dizia. Mas em seguida declarava: “O que aconteceu em São Paulo vai me marcar para o resto da minha vida. Mas não posso me orgulhar de algo que terei de ocultar de todas as pessoas que estão ao meu redor. O que dizer na universidade, na família, para meu filho? Nada. Essas coisas não podem ser ditas.” Concordei, ciente de que, mais do que um tabu, sexualidade e práticas sexuais marcam fronteiras de pertencimento.

 

 

Respondi a ela, também por e-mail: “Ao ler sua mensagem, lembrei-me de uma personagem que o Mia Couto define como um ‘afinador de silêncios’. Concordo que é preciso silenciar sobre o que fizemos, afinar como silêncio todos aqueles sons, aqueles urros e gemidos. Mas será que só é digno de existência aquilo que pode ser dito?”. A resposta foi taxativa: “Não posso viver com aquilo sobre o que não posso falar”. E depois disso, silêncio. Nem recados, nem e-mail. G., assim como acontecera a mais de dezessete anos, partira novamente.

 

 

Até que nos reencontramos acidentalmente, passados cerca de dois meses, numa feira literária no interior de São Paulo. Visivelmente constrangida, G. apresenta-me seu marido, o mesmo para o qual se calara ao longo de anos de um casamento monótono, do qual ela saíra para satisfazer seus desejos. E naquele momento foi inevitável pensar, novamente, no valor do silêncio e nas escolhas que fazemos sobre o que silenciamos.

 

 

Não sei se foi a satisfação daqueles desejos que ocultara durante anos que a levou de volta ao marido, à vida que levara anteriormente. Não sei se, pelo contrário, foi por vergonha, por remorso ou arrependimento. Prefiro guardar na lembrança –da memória e do bilhete– aquela frase de satisfação: “Saio daqui uma mulher (…) mais feliz, realizada”.

 

 

E, na dúvida sobre se a satisfação de um desejo nos leva à sublimação ou a outro desejo, deixo a pergunta: e você, que silêncios você tem afinado?

 

 

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