X de Sexo

A cama é de todos

Perfil Rebeca e Diana escrevem e coordenam a brincadeira.

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A tal da química ou contentando-se com pouco

Por Rebeca

 

 

Eu fico me perguntando, vez ou outra, o que faz as pessoas (a gente) se apaixonar por uma outra pessoa que transa mal. É porque nos apaixonamos pelo que o cara é (simpático, engraçado, gentil etc.) e daí esquecemos do sexo; é porque não achamos sexo tão importante assim; ou é porque não temos experiência suficiente para saber se o sexo da outra pessoa é bom ou não?

 

 

Eu, particularmente, nunca consegui me apaixonar por um cara de pau pequeno, por exemplo. E todos por quem eu me apaixonei algum dia eram bons de cama e tinham um pau de respeito. Não sei se foi apenas coincidência… Mas coleciono algumas histórias curiosas de amigas, que ajudam a dar gás a essa conversa.

 

 

Um delas é daquelas que gostam de uma boa transa, dedicada –a gente bem sabe que tem gente que não se importa com sexo. E ela sempre teve parceiros substanciosos (pelo que ela nos conta), animados na cama. Eis que outro dia ela me contou que estava perdidamente apaixonada por um cara, super cool, e a sua segunda frase foi: Ele não é tão bom de cama assim, pau pequeno…

 

 

Eu dei um pulo para trás: Mas como você conseguiu se apaixonar, mesmo depois de já ter experimentado o sexo com ele? Por tudo o que ele representa, ela me disse, não pelo sexo. Bem, eu teria de consultar um psicólogo para entender realmente o que se passa na cabeça da minha amiga. Ela está encantada pelo hype do cara, as músicas que ele ouve, os livros que lê, os filmes a que assiste. Mas será isso suficiente para sustentar uma relação?

 

 

suckmypixxxel.tumbrl.com

 

 

 

Tem quem me diga que, quando a gente tiver 70 anos, não é o sexo que vai importar, mas os livros, as músicas, os filmes… Pois eu mesma já me relacionei com um cara que tinha o pau mais lindo da cidade, rosa, ereto, circuncidado, sem manchas nem pêlos, pau-modelo para revista nenhuma colocar defeito. Mas não conversávamos. A relação durou quase 1 ano só por causa do sexo. Ele era jazz, eu era rock; ele gostava de Woody Allen, eu, de Tarantino; ele curtia as montanhas, eu preferia a praia. Uma coisa assim… Sexo bom sem papo faz a relação uma hora ficar sem graça.

 

 

Em se tratando de uma relação, se você quer durabilidade, mais vale, então, o papo que o sexo, certo? Não sei. Acho que entra aí a química. Se os corpos se arrepiam, talvez não haja pau pequeno que mele uma transa dessa. As pessoas vão se conformando: “Ah, ele não me dá lambidas atrás do joelho, mas me faz gozar direitinho no papai e mamãe” ou “Ela tem nojinho de chupar meu pau, mas de vez em quando me dá o cu”. Tudo depende da expectativa. E acho que deve ter muita gente por aí se contentando com pouco.

 

 

Meu pai sempre me disse que, como eu sempre quero abraçar o mundo, eu tenho que esticar o meu braço e o das outras pessoas também. Então, vamos lá, mexa esse pau direitinho aí, deixe de moleza, venha aqui chupar direito esse negócio… Verborragia demais talvez, mas não há mal em querer aprimorar uma relação se existe química e algo mais que você queira preservar. Sexo é prática. Ninguém nasce sabendo fazer sexo oral, por exemplo –e eu gosto de ser chupada de um jeito e a ex-namorada do bofe gostava de outro.

 

 

Então, deixe eu dar uma explicadinha, e vamos brincar de transar mais gostoso juntos. Prontos para a brincadeira. Porque ninguém merece se eletrizar com uma pessoa, ter química, timing, com um beijo que é o máximo, e, na cama, a pessoa parece um virgem de 40 anos –um desperdício de tempo.

 

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Ainda sobre traição, assunto tão vasto…

Depois que publicamos o post sobre contar ou não contar uma traição, recebemos vários comentários [muitos contrários, ainda bem, viva a democracia], incluindo essa carta de um leitor. Mais assunto para pensarmos. Quem tiver o que falar, estamos abertas, é só escrever. ;)

 

 

 

***

 

 

 

Gostei da opinião sincera de Rebeca com relação às puladas de cerca que teve e do arrependimento por ter contato a verdade para um dos seus parceiros. Eu tive experiência similar com minha mulher, errei ao ter procurado por algo fora de casa, quando sempre tive e pude realizar minhas fantasias com quem mais amo e admiro. Levou um tempo para que eu lhe contasse a verdade, mas a dor de culpa e do erro estavam já pesados demais para que eu segurasse isso por mais tempo.

 

 

 

Hoje, confesso, não sei se sinto mais o peso dos erros que tive ou do fato de ela poder a qualquer instante querer se vingar. Vingança essa que chegou muito perto de acontecer, pois o envolvimento que ela desejou ter com outra pessoa não era somente um “payback”, mas o sentimento estava acima da atração física nesse caso. Ou seja, de “brinde” ganhei um balde de insegurança. Insegurança tal que para mim parece com um efeito avalanche, pois acaba expondo somente meu lado fraco, desguarnecido e frágil. Agora me responda: qual mulher vai querer ou sentir atração por um homem desses? Só se for por pena ou dó! E isso é algo que realmente não quero.

 

 

 

Hoje a minha vida está em uma situação assim: conversamos muito a respeito dos erros que tivemos um com o outro. Sim, ela já se encontrou e se insinuou para outros homens, antes mesmo que eu tivesse confessado meus erros deliberadamente. Mas jurou que nunca teve uma traição de fato. E resolvemos pôr uma pedra em TUDO, absolutamente tudo o que fizemos de errado e recomeçar a partir daí. Temos uma vida muito mais aberta a diálogos e resoluções na base da conversa e da falar de forma sincera. Para falar seja de uma angústia, uma dor, uma alegria ou o desejo um pelo outro. Isso é o lado positivo de tudo, pois sabemos que cada novo tijolo que criamos de nosso relacionamento tem sido mais forte!

 

 

 

No entanto, me restam dois poréns: minha insegurança (que já foi muito maior; tenho trabalhado muito para diminuí-la a cada dia) e o fato de que a paixão que ela teve com uma certa pessoa hoje os tornam grandes amigos. Eu conheço o cara, converso com ele e tudo o mais. É uma pessoa muito respeitosa e gosta de mim e dos meus filhos também. Houve, sim, uma oportunidade para poder ter algo mais com ela e se recusou a fazê-lo inclusive cortando a amizade entre eles por mais de quatro meses. Hoje eles são grandes amigos, mas tenho medo de que a chama que ela sentia antes volte a reacender.

 

 

 

suckmypixxxel.tumblr.com

 

 

Ela diz que isso não é mais possível, pois sente por ele um carinho de irmão. Mas, do meu ponto de vista, por vezes penso que eles só não foram em frente pelo respeito que ele tem por todos nós como uma família. Entendo perfeitamente que uma coisa está atrelada a outra. À medida que eu me aproximo mais dele como amigo, acabo desestimulando-os a quererem ter algo no futuro. Sinto também o quanto ela tem se esforçado pra me mostrar que tudo está bem e sempre me conta o que anda acontecendo e quando eles se encontram, o que conversam e o que fazem…

 

 

 

Mas ainda é notória a diferença de comportamento dela quando o atende ao telefone ou durante uma conversa. Ela se transforma, se torna uma pessoa mais extrovertida e alegre. Acabo ficando em uma situação dúbia, pois não sei se confio somente no que ela me fala ou na forma como ela se porta. Por essa razão, ela tem diminuído o contato com ele. Menos telefonemas, menos mensagens, menos contato…

 

 

 

[dias depois, o nosso leitor nos mandou esse complemento:]

 

 

 

Não tenho provas de que eles realmente ficaram ou tiveram algo. Porém, desde o dia em que enviei para vocês do blog a primeira mensagem, nossa vida tem sido ainda muito melhor do que antes. Aconteceram outras situações que fizeram-na se atentar ao fato de que a vida com ele deve ser mantida como amizade. O distanciamento entre ambos tem sido cada dia maior.

 

 

Ela percebeu que atender tanto as necessidades dele estavam deixando-a como um alicerce essencial na vida dele e ele se tornou extremamente dependente dela. Ela enxergou isso como algo prejudicial na sua vida como pessoa e como profissional. Hoje ela está decidida que sua prioridade é a nossa vida a dois e em família com nossos filhos. Estou muito feliz com isso.

 

 

 

 

 

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Mãe de criança pequena também transa

Por Rebeca

 

 

Com tanta amiga mãe de criança pequena, eu ouço cada história que fico tensa só de pensar em como essas mulheres arranjam tempo para tudo, até [ou principalmente] para transar. Uma delas me arranca risadas ao contar mirabolâncias que faz para conseguir dar um alô para o marido depois que o filho capotou de sono no meio do dia.

 

 

É uma dessas histórias que quero compartilhar hoje, para dizer para mães e não mães que, sim, é possível transar com a maternidade –mesmo que numa frequência muito, muito mais baixa que antes, dizem as próprias experts no assunto, rss.

 

 

Carol tem duas filhas pequenas, a mais velha de 3 anos, e é a amiga mais ninfo que eu tenho. Daquelas que não ficavam sem fazer sexo anal pelo menos uma vez por semana. Isso mesmo… eu também fiquei chocada quando soube, hahaha. Pois imagine quando engravidou da primeira filha. Transava como cachorro no cio, louca a excitação que a mulher tem quando grávida.

 

 

A gente até achava que ela ia conseguir manter essa performance depois de parir, mas óbvio que não. Nos primeiros três meses, dizia ela, a satisfação da mulher em amamentar a cria não deixava espaço hormonal nem afetivo para o marido. Ela estava plena, mesmo se sentindo culpada por não poder comparecer como antes na cama. Well, dizem os psicólogos, o sinônimo de maternidade é culpa.

 

 

 

electricsexdoll:</p>
<p>One look from you, I drift awayBlack and white version.

Foto suckmypixxxel.tumbrl.com

 

 

Passados esses três primeiros meses, ela até que dava mais atenção ao marido, mas ainda sem tanto tesão. Amamentar roubava seu tesão com qualquer outra coisa. Desta vez, culpa da ocitocina. Só depois que sua primeira filha fez 6 meses, começou a se alimentar de outras coisas e seu leite foi diminuindo é que ela sentiu tesão de verdade no marido. Achou que tinha voltado à ativa, mas o problema então era a falta de tempo. Só rolava sexo depois que todas as prioridades com a filha já tinha sido tiradas da frente. E, quando enfim estava com o marido, estava exausta de cansaço, ou ele também só queria recuperar as noites perdidas.

 

 

Engravidou da segunda filha e, hoje, o tempo é mais escasso ainda. É insano e exaustivo vê-la lidar com duas meninas ao mesmo tempo e ainda se equilibrar com afazeres da casa, trabalho e marido –ops, marido ficou em último lugar. Mas, em certo momento do primeiro ano da primeira filha, ela percebeu que, se deixasse o marido de lado, ela ia correr o risco daquelas mulheres que não atendem o homem e alguém faz esse serviço por ela fora de casa.

 

 

Então, mesmo louca de cansaço e só pensando na filha, lá ia ela dar uma afago no marido. Às vezes não queria transar, mas fazia o velho sexo oral profissional que o fez apaixonar-se por ela. Outras vezes, pedia que ele só fizesse sexo anal, em nome dos velhos tempos. Hoje, ela continua insana: cuida de duas, trabalha, cuida da casa, leva na escola, volta, faz compras no supermercado e, quando o marido chega à noite, ela está de tanga. O fogo voltou a ser o mesmo.

 

 

Mas o sexo é o mesmo em quantidade? Não. Demora aqueles longos 40 minutos ou 1 hora? Não, porque alguma filha acorda e chama por eles. Transam toda semana? Bem, pelo menos uma vez por semana é o que eles queriam, mas o normal agora é uma vez a cada duas semanas. Como tudo tem sua luz no fim do túnel, Carol agora repete a seguinte frase: “Não vejo a hora das meninas chegarem à adolescência e darem uma trégua”. rsssss.

 

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Da série “lingerie”: essa sim, essa não

Por Rebeca

 

 

Outro dia um amigo disse abominar lingerie. Que tipo? Que cor? Qualquer uma, ponto. Para ele, elas “atrapalham”. Imaginação curta a dele? Ele prometeu se aprofundar no assunto depois… Enquanto isso, eu estou aqui com as minhas gavetas de calcinhas, sutiãs etc. querendo entender o que pode causar tanta aversão tanto num homem quanto numa mulher [com a sua própria calcinha, não com a cueca dele; esse é assunto para outro post].

 

 

Daí que esse mesmo amigo me manda uma notícia sobre a modelo brasileira Laís Ribeiro, que voltou a posar para fotos da marca americana Victoria’s Secret com uma tanga ousada e fio-dental. Eu, particularmente, estou chocada até agora com a beleza dessa bunda, desse corpo e dessa tanga linda [alguém me traz uma dos Estados Unidos já, por favor?].

 

 

 

Laís Ribeiro: abusada como de costume Foto: Divulgação

Foto Victoria’s Secret/Divulgação

 

 

Também não sei por que meu amigo me mandou essa foto, já que ele diz abominar lingerie, rsss. Aqui que chegamos à questão: eu não abomino lingerie, mas não sou uma fã declarada de mil salamaleques a qualquer dia e hora. Não dá para passar o dia inteiro no trabalho com esse fio dental acima enfiado na bunda. Por outro lado, roupa íntima não deve ser só confortável, mas bonita –nunca se sabe quando a gente vai largar o expediente, ir para a cerveja e esticar na casa do gato.

 

 

Então, a calcinha não dá para ser daquelas de algodão de bolinhas coloridas que você compra num pacote com 5 na promoção do balaio. Se você é casada, até vá lá, cada um sabe do seu, mas você está com uma calcinha que equivale a usar aquela calça de moletom folgada de quando você ia para a aula de educação física no colégio… com 15 anos.

 

 

[Uma vez, eu fiquei tão traumatizada com a peça que estava usando ao tirar a calça na frente de um cara num motel, que jurei jogar fora todas essas calcinhas de algodão estilo menina virgem. Eu tinha 18 anos, estava com o gato e outro casal num bar, e nós quatro, bêbados e mais um pouco, resolvemos esticar num motel. Eu não me lembrava dessa maldita calcinha. Por que eu tinha que estar com ela justo naquele dia…? Bem, essa noite é para outro post]

 

 

 

Красота

ruero.com

 

Acho que dá para ter peças mais legais e sexy sem ser a renda vermelha-me-coma. Prefiro uma tanga lisa e preta –pequena, bem pequena, por favor. E sem salamaleques. Na hora do sexo, se dá vontade de usar algo mais sexy? Continuo achando que a tanga pequena, lisa e preta é mais sexy do que qualquer outra.

 

 

Foto Victoria’s Secret/Divulgação

 

 

Daí que vamos para as camisolinhas, espartilhos, meias, cintaligas etc. Eu tenho uma gaveta cheia delas, e confesso que estão novinhas de tão pouco que uso. Muitas vezes por achá-las totalmente desnecessárias. Algumas por aí são bizarras…

 

 

Красота

ruero.com

 

 

É claro que, além da peça em si, a dona da lingerie não vai ter muito sucesso se não tiver um mínimo de bom gosto…

 

 

 

Tori Black : веселая вдова

ruero.com

 

 

 

E ainda tem aquelas fantasias malucas, de coelhinha, de faxineira, de policial, gente, o que é isso?? O que as mulheres e os homens têm na cabeça para querer ter prazer com uma coisa daquelas? Nesse caso, prefiro as cintaligas. Ainda bem que nenhum homem até hoje teve coragem de me propor usar uma fantasia. Ele ia ter que passar a noite na punheta…

 

 

Conjunto Gabriela [ Body Lingerie Sexy Sensual ]

 

 

Acho que a roupa ideal é aquela que nos deixa com tesão, nos sentido gostosas, fatais. Num dia quente, uma regatinha meio transparente que desenha os mamilos sem sutiã, com short micro folgadinho sem calcinha por baixo, para transar sem ter de tirá-lo. Afaste um pouquinho para lá…

 

 

 

Depois do sexo, pego do armário dele uma camisa e fico só de tanga (a minha micro, lisa e preta) por baixo. Aliás, camisa de botão masculina é um clássico depois de transar, uma delícia. Tem coisa mais sensual do que você com o cabelo solto, sem maquiagem, hálito de sexo e nua embaixo da camisa dele?

 

 

 

Se for para apostar na lingerie –produzida, cheia de rendas e salamaleques–, prefiro ficar com aquelas que vestem Laís Ribeiro e correlatas.

 

 

http://cdn23.us1.fansshare.com/photos/laisribeiro/lais-ribeiro-victorias-secret-lingerie-may-glamour-boys-inc-lingerie-1191162254.jpg

 

kate moss

 

 

 

 

[Dá para vir o corpo junto? rss]

 

 

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Sim, ainda bem que é só sexo casual

Por Rebeca

 

 

Eu fiquei um tanto indignada ao ler a coluna da antropóloga Mirian Goldenberg hoje nesta Folha, “Sexo Casual”. Machista é o mínimo que posso dizer. Aqui está a nossa [sim, de mulheres como ela] versão dos fatos:

 

 

 

Suckmypixxxel.tumbrl.com

 

 

 

Não pense que eu vou te ligar no dia seguinte. Eu só precisava desopilar de uma semana tensa, precisava de alguém que fizesse bom uso do meu corpo, para eu relaxar e esquecer das agruras do trabalho.

 

 

É só sexo casual.

 

 

Não pense que vai ter próxima vez. Seu corpo é legal, gostoso, você é fogoso, mas não vejo futuro nenhum entre a gente. Você não faz o meu tipo intelectual.

 

 

É só sexo casual.

 

 

Não pense que eu vou transar só com você todos os dias da minha vida. Aliás, está cheio de homem dando em cima de mim por aí. Está difícil achar mulher gostosa, inteligente e com a autoestima bem resolvida, principalmente, por aí.

 

 

É só sexo casual.

 

 

Não pense que você é o grande amor da minha vida. Os amores já passaram, alguns decepcionaram e me fizeram ver que a vida pode ser muito mais diversão.

 

 

É só sexo casual.

 

 

Não pense que é um relacionamento sério. Até vou dormir abraçadinha a você, mas isso não quer dizer que eu esteja pedindo você em casamento. Até posso ficar para o café do manhã, porque acordo com uma fome do leão. Você será lembrado [e bem falado para as minhas amigas] se for gentil até eu ir embora. Depois, é tchau.

 

 

É só sexo casual.

 

 

Não pense que tenho tesão só em você. Tenho tesão até em motorista de ônibus [ônibus argentino, claro, onde os gatos são mais gatos ainda].

 

 

É só sexo casual.

 

 

Não pense que eu vou ficar frustrado se você não gozar. Até te ajudo com afinco, mas antes disso tenha certeza de que gozei umas três vezes. Sabe como é, né, as mulheres podem ter orgasmos múltiplos e recomeçar uma transa em 3 segundos.

 

 

É só sexo casual.

 

 

Não pense que você foi usado ou enganado. Não pense obsessivamente no que você fez de errado. É mesmo difícil eu me apaixonar por alguém. E não, não estou desesperada para arranjar um homem só porque passei dos 30 anos. Afinal, a medicina está evoluída e também é possível adotar crianças.

 

 

É só sexo casual.

 

 

Não pense que existe protocolo para sexo casual. Nem precisa me explicar nada. É como numa relação qualquer: tem de ser gostoso e ninguém tem contrato vitalício com ninguém. Conhece o chamado PA, código comum entre mulheres? Se não, dê um google.

 

 

É só sexo casual.

 

 

Não pense que caminhar de mãos dadas comigo vai fazer com que eu ache que estamos namorando. Não, você pode apenas estar mostrando que é gentil e carinhoso. Carinhoso apenas até a próxima transa.

 

 

É só sexo casual.

 

 

Não pense que é mais do que só sexo casual.

 

 

É só sexo casual.

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Da série “lingerie”: um café após o almoço

Lingerie é um assunto vasto, diante de tantas opções existentes, e nós estamos nos perguntando faz tempo [talvez por toda a nossa vida sexual] o que usar ou não usar por debaixo da roupa. Eis que recebemos esse texto do nosso leitor Nilson e, com ele, vamos inaugurar a série “lingerie”. Se você tiver um texto que seja uma ode a ela ou exatamente o contrário, não deixe de nos escrever. E boa leitura!

 

 

***

 

 

Há alguns meses viajei pela América Latina para um congresso de arquivologia. Como tinha um dia útil livre, resolvi dar uma caminhada pelo centro da cidade. Acabei tomando um café que nunca esquecerei.

 

 
Depois do almoço, a duas quadras da avenida principal, no prédio do comando do Exército, vi um café curioso. A placa dizia café/restaurante. A porta era coberta com uma imagem de uma moça de biquíni. Um papel na porta dizia “procuram-se moças maiores de idade para atender no balcão”.

 

 

O lugar era escuro, exceto por uma luz negra ao fundo. Os clientes ficavam em pé, e no meio corria um tablado por onde desfilavam quatro garçonetes – todas de lingerie. Apesar da belíssima vista, o som era hediondo, mas acho que ninguém vai lá ouvir música.

 

 

Diana (não é a coautora deste blog, suponho), 23, veio me atender. Uma morena mignon, corpo bonito emoldurado por calcinha e sutiã brancos que brilhavam roxo sob a luz negra. Pedi um café.

 

 

 

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Enquanto Diana buscava o café, observei no balcão ao lado outro tomador de café sendo atendido no chão pela sua garçonete. Ela beijava seu pescoço e dançava junto ao seu corpo.  Ao me trazer minha xícara, Diana perguntou se eu topava lhe pagar um suco. Claro, sem problemas. (Eu sabia que não era pelo suco –que afinal era água– e sim pelo papo.)

 

 

 

Enquanto ela buscava sua xícara de água, observei a barra ao lado. Agora, a outra garçonete – uma loira alta com cabelos encaracolados – dançava no ritmo da música (cumbia? Reguetón?), rebolando contra a virilha daquele senhor, de uns 50 e tantos anos. Na barra em frente, a garçonete estava sentada no colo do cliente.

 

 

 

Diana voltou com sua água, desceu e me abraçou. Enquanto eu a abraçava com minha mão boba, ela me contou um pouco de como funciona o trabalho de uma garçonete de lingerie. Ela entra pela manhã nesse lugar, que é pequeno, e serve café até 15h. De lá, vai para outra casa, maior, onde trabalha até as 10 da noite.

 

 
— E você só recebe quando bebe suco? — perguntei. Lógico que não.

 

 
Funciona assim: um café custa o equivalente a R$ 5. Cada “suco” custa R$ 10 e dá direito a alguns minutos de conversa agradável no chão, com direito a bolinar à vontade, ser estrategicamente bolinado e receber uma dança como a do coroa do outro balcão. Fica-se conversando durante quantos sucos se quiser.

 

 

 

Se a conversa esquentar, há locais mais reservados ao fundo onde as garçonetes podem levar os clientes. Aí, há três preços. Para ela caprichar com suas delicadas mãos, paga-se o equivalente a R$ 50. “Una mamada”, explicou, custa R$ 100. Mais do que isso, ao sabor da imaginação do freguês, R$ 150.

 

 
Como eu não conhecia a cidade, era meu único dia livre e na verdade só queria um café mesmo, fiquei com um café, dois sucos e um sorriso que demorou a tarde inteira para diminuir.

 

 

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Mulheres que tomam Viagra

Por Diana

 

Outro dia, jantando com uma amiga, ela me disse que havia tomado Viagra. Não, não foi o namorado, foi ela mesmo. E, segundo minha amiga, foi incrível. “Um tesão absurdo”, contou. “Recomendo, mas não tome se não estiver em um lugar que dê para transar, senão vai ser uma tortura.”

 

crédito: suckmypixxxel.tumblr.com

 

Fiquei com isso na cabeça. Não que eu precise tomar nada para ter tesão. Já tenho um bocado. Mas qual será a sensação exatamente? Afinal, cada tesão é um tesão.

 

Tem aquele mais mental, aquela vontade na sua cabeça de parar tudo, tirar a roupa, e se esfregar no corpo mais próximo. Como quando vêm à cabeça, no meio do expediente, imagens do último pornozinho que você assistiu. Ou quando você está atravessando a rua e gruda o olhar em um gato com a barba por fazer que vem vindo em sua direção, e ele te olha também, e ninguém desvia, e vc já pensa nele pelado, te prensando no muro ali atrás.

 

Tem aquele tesão mais primitivo, do corpo. Não precisa pensar em nada, não tem imagem nenhuma na cabeça. Tem só aquele comichão no meio das coxas, você sente que está inchando ali, que tem algo melando a sua calcinha, que a vagina está se contraindo. Toma água, sacode um pouco, e nada faz aquela sensação passar. Não mente, você sabe do que eu estou falando.

 

Tem o tesão do pileque, depois do segundo uísque, quando você cruza as pernas mais apertadas do que de costume e a calça jeans pressiona de leve a sua buceta no bar. E ninguém percebe. E você toma mais um gole, meio sorriso no rosto, metade prestando atenção no peguete na sua frente, a outra metade sentindo a onda de relaxamento pelo corpo e o volume de tudo mais baixo no ouvido.

 

E tem o tesão do Viagra. Esse eu não sei qual é ainda, mas pretendo descobrir. Aliás, falei no dia seguinte ao telefone com o namorado para me arrumar algum.

 

Aqui a coisa ficou engraçada. Ele ficou meio calado. “Oi? Você quer Viagra?” Quero. Quero tomar Viagra, não porque preciso, mas porque estou curiosa e quero transar depois de engolir uma pilulazinha azul para saber como é. Finge que é um vibrador novo, pronto. Você pode até tomar também se quiser.

 

Mudamos de assunto. Semanas depois, depois de tomar banho juntos, eu o abracei nua no banheiro e respirei bem forte o cheiro dele. “Baby, seu cheiro é bem marcado, mas eu adoro.”

 

Ele me olhou desconfiado. “Ahã”, respondeu. “Tipo meu pau é ótimo, mas você quer que eu compre Viagra”.

 

 

Veja bem. Até o meu namorado, que eu considero um espécime particularmente evoluído, suspeitou que eu tivesse inventado um desejo de Viagra para sorrateiramente fazê-lo tomar o remedinho. Na cabeça do macho, meu pedido era pura e simplesmente um plano diabólico para disfarçar uma insatisfação minha com o pau dele.

 

Gente, se tem um pau que eu amo nesse mundo é o do meu namorado. Juro que parece que foi feito especialmente para minha bucetinha – é um molde perfeito, liso, espessura e comprimento sob medida para orgasmos múltiplos e lindo de olhar. Ainda por cima, ele, mesmo trintão, fica duro em segundos – tipo coloca um pé no chuveiro ainda distraído, e quando o segundo pé entra no box já está ereto, firme, esperando a chupada.

 

Como, COMO um homem desses ia achar que existia alguma insatisfação? Aliás, e se eu estivesse mesmo sugerindo um viagrazinho de nada – qual o problema? A gente não inventa mil coisinhas para ser feliz na cama? Por que deveríamos dispensar milagres da medicina? Precisar de viagra não é vergonha nenhuma, é parte da vida, e eu não só não teria nenhum problema se fosse o caso como ainda tomaria junto. Óbvio.

 

Ah, a insegurança masculina. Se vocês soubessem que não precisa de tanto para a gente amar o pau de vocês. Basta que ele seja disposto, amoroso, animado e duro. Se naturalmente ou por vias indiretas, importa menos do que vocês pensam.

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Sexo e privacidade: sinônimos

Por Rebeca

 

 

 

No domingo passado, dia 5, o americano Kevin Bollaert, 28, foi condenado a 18 anos de prisão na Califórnia por manter um site que cobrava de mulheres dinheiro para apagar vídeos e fotos comprometedoras enviadas por seus ex após a separação. Kevin está todo errado, claro, mas, antes disso, o que os manés dos ex tinham em mente? As mulheres até podem ser em parte culpadas por deixarem ser filmadas. Mas, quando a relação é estabelecida na base da confiança, quem imagina que o cara vai surtar depois de levar um pé na bunda?

 

 

 

Os mais liberais podem achar tudo uma bobagem: “E daí que ela está pelada pela internet?”. E com isso eu fico pensando no nosso anonimato, meu e de Diana, aqui no blog. Um pouco de metalinguagem nesta tarde de domingo, desculpem… Mas é que, desde que o mundo é mundo, sexo é algo íntimo. Entre você e outra ou outras pessoas. Se você quisesse ser tão vista, até que gostaria de ganhar uma grana com isso, sendo atriz pornô. E mesmo que eu participe de um suingue, ele só deve respeito àquelas dez ou 20 pessoas que participaram do sexo grupal –não aos milhões de pessoas que vão me ver pela internet, sem o meu aval.

 

 

 

A questão é que o sexo (e como eu chupo o pau do cara, ou empino minha bunda de quatro para ele, ou gemo mais alto a cada estocada) só diz respeito a nós dois. Eu não permiti que ele, depois de gravar um vídeo para a gente se divertir juntos, liberasse isso para os amigos e os amigos dos amigos dos amigos. Eu não tenho vergonha de fazer o que faço quando estou com um cara, e ele provavelmente vai contar para os amigos alguns detalhes picantes (eu farei o mesmo), mas eu não quero que ninguém tenha provas materiais desse sexo, muito menos de como meu corpo é desnudo, já que eu não tirei a roupa para o amigo dele.

 

 

 

O nosso anonimato entra por aí: eu não tenho vergonha de falar sobre sexo e contar histórias, meus amigos sabem bem disso: “Rebeca sempre tem de colocar o sexo no meio da conversa…”. Mas eu não quero sair andando pelos corredores da empresa onde trabalho com gente que nem conheço sabendo exatamente onde coloquei a boca ontem. É diferente quando alguém escreve um livro pornô de ficção –mesmo que os personagens e as histórias sejam baseados na vida real da autora, ela não está assinando uma carta de confissão. É como comparar o livro de Bruna Surfistinha (confissão total de sua vida) com “Cinquenta Tons de Cinza”.

 

 

 

Letmedothis.com

 

 

 

 

Aqui poderíamos até escrever na terceira pessoa, contando histórias de outras pessoas ou fingindo não ser nossas, para podermos revelar nossas identidades. Não teria a mesma graça. Como também não tem graça o meu chefe saber que o meu sorriso no rosto na manhã de segunda-feira é porque fui comida na noite de domingo no capô do carro do meu vizinho.

 

 

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Janela indiscreta

Pela janela da cozinha, o nosso leitor M. acabou tendo uma experiência gostosa enquanto lavava a louça. Boa noite e divirtam-se!

 

 

***

 

 

Era um noite daquelas bem normais. Como de costume, perto das 19h, ia para a cozinha lavar a louça e preparar algo bem leve para o nosso jantar. Minha mulher normalmente ficava na sala. Conversávamos em voz alta, eu na cozinha e ela fazendo algo na casa. Moro no segundo andar de um prédio e, à minha frente, há um pequeno conjunto de sobrados de dois andares. Naquela noite comum e quente, resolvi abrir a janela da cozinha enquanto lavava a louça.

 

 

Como se fosse uma miragem, surgiu na janela do sobrado em frente um vulto que me chamou a atenção. A pessoa passava bem rápido, de um lado para o outro. Na hora senti um arrepio espinha abaixo, chegando nas minhas bolas, que imediatamente ficaram rígidas, subindo alguns centímetros pelo meu pau. Ainda não sabia se era um homem ou uma mulher, mas aquilo me deixou excitado. Sempre gostei de observar, mas nunca tinha tido essa oportunidade.

 

 

Fiquei ali congelado por alguns minutos até perceber que aquilo que me deixava excitado era uma linda mulher de uns 40 anos, loira, magra da cintura para cima e excitantemente avantajada nos quadris. Da minha janela, não conseguia observá-la de corpo inteiro, mas o que conseguia ver me excitava muito. De congelado passei para hibernado. Não via mais nada à minha volta, já tinha esquecida da minha mulher, da louça, da vida.

 

 

Para meu espanto, a mulher parou na janela e começou a me observar. Tentei me esconder, mas ela viu que eu a observava excitado. Muito surpreso, percebi que ela estava se mostrando para mim. Meu pau já latejava, e dali em diante tudo pareceu surreal. Ela começou a se despir, tirou a blusa e exibiu uma lingerie preta, muito pequena. Com cara de safada, sabendo que eu não poderia fazer nada, ela se abaixou e retirou de uma só vez a saia e a calcinha minúscula. Meu pau gritava. A moça da janela dispensou a saia e ficou apenas com a calcinha na mão. Ela queria me deixar louco. Pegou a calcinha e a cheirou como se cheirasse uma flor num campo de primavera. Eu me segurava para não cair.

 

 

Me olhando daquela maneira “me come”, ela arrancou o sutiã e deixou à mostra aqueles mamilos rosados e duros. Bem devagar, ela foi se afastando da janela ao ponto de eu conseguir vê-la de corpo inteiro. Tão lentamente, ela virou de costas e abaixou, ficou literalmente de quatro, mostrando aquela bunda linda. Quando meu pau estava prestes a explodir, surpreendentemente ela sumiu da janela. Do jeito que veio foi embora. Como num passe de mágica, ela sumiu, me deixando de pau duro…

 

 

Красота

 

 

Pensei comigo: o que fazer? Fui até a sala já de pau na mão, minha mulher não entendeu nada. Como um animal, a joguei de quatro no sofá, levantei sua saia e a lambi. Depois, a soquei de uma vez só, cinco estocadas com muita vontade. Ela gritava de tesão. Mais cinco estocadas e gozei. Até hoje ela não entende o que aconteceu, mal sabe que aquele animal estava pensando na vizinha do rabo gigante, que me faz lavar a louça todos os dias no mesmo horário, como se fosse uma sessão de cinema imperdível.

 

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Pílula do dia: Deus, o escultor

Por Rebeca

 

Meninos héteros, não fiquem bravos conosco, a gente se dedica bastante ao corpo feminino nas fotos postadas aqui no blog –até porque realmente não há coisa mais linda que uma bela mulher e seus seios, bunda, lábios carnosos. Mas navegando por aí descobri esse tumblr de homens, apenas homens, gatos, corpulentos e de paus esculturais.

 

Como é muito mais chocante fotos de pau duro ou sexo explícito do que de seios [né, Folha?], achei melhor escolher uns petiscos gostosos para esta página e deixar vocês com vontade de conhecer mais dessa belezinha: dicksforgirls.tumblr.com. É de se apaixonar. Aproveitem o resto do domingo!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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